De São Romão para os Jogos Mundiais Universitários, o jovem central de 23 anos concilia o mestrado em Gestão com a exigência do voleibol de elite, sem esquecer as suas raízes serranas e as referências locais de peso na modalidade — desde nomes locais como os irmãos Alexandre Ferreira e Marco Ferreira, André Lopes e Diogo Cavaleiro.





Natural de São Romão, concelho de Seia, Bernardo Oliveira, de 23 anos, construiu um percurso de dedicação ao voleibol que o levou dos primeiros passos no interior beirão até aos grandes palcos nacionais e internacionais.
A ligação ao desporto começou cedo, aos 5 anos, no futebol, por ser uma das principais modalidades no concelho. No entanto, a influência familiar — com o pai ligado aos projetos do Gira-Vólei — e a passagem pelo Gira-Vólei de São Romão e pelo de Seia abriram portas a novos horizontes. O grande salto deu-se quando integrou o projeto das seleções jovens no Porto, sob a alçada do treinador Nuno Pereira, figura crucial que reconheceu o seu potencial.
Aos 14 anos, Bernardo rumou ao norte para representar a Académica de Espinho, clube onde permaneceu durante oito anos. Após uma época ao serviço da Académica de São Mamede, o atleta está agora de regresso a Espinho para abraçar um projeto renovado, focado na aposta em jovens da formação e na valorização do jogador português.






Pelo meio, o trajeto tem sido marcado por internacionalizações nas seleções jovens (sub-18 e sub-19) e, mais recentemente, pela representação da seleção nacional universitária, tendo marcado presença nos Jogos Mundiais Universitários de Chengdu e de Berlim. Conciliar a alta competição com os estudos não tem sido tarefa fácil; atualmente a frequentar o mestrado em Gestão de Empresas, Bernardo gere o ritmo diário de treinos e jogos com a mesma resiliência com que outrora enfrentava a conciliação entre as aulas de licenciatura em Aveiro e as exigências físicas da modalidade.
Com 1,95 metros de altura e a atuar como central, o atleta assume o desafio mental e físico que o voleibol exige, destacando a importância da força psicológica perante o erro. Com referências de peso na modalidade — desde nomes locais como os irmãos Alexandre Ferreira e Marco Ferreira, André Lopes e Diogo Cavaleiro, até lendas nacionais como Miguel Maia —, Bernardo continua a alimentar a ambição de chegar o mais longe possível.
Sempre que a exigência da época desportiva o permite, o regresso a São Romão serve para retemperar energias. Entre a família, a serenidade da região serrana, os trilhos e as praias fluviais, encontra o refúgio ideal para recuperar a mente, provando que é possível voar alto sem nunca esquecer as origens.





