Manuel Miranda, colaborador do JSM, vai lançar mais um livro.

“Estórias de um Padre Desajustado” é o título da obra que vai ser apresentada, este sábado, em Coimbra

Manuel Miranda, colaborador assíduo do Jornal de Santa Marinha, vai lançar o seu mais recente livro “Estórias de um Padre Desajustado”.

A obra vai ser apresentada este sábado, dia 11, pelo Professor José Manuel Pureza, na Casa da Cultura de Coimbra.

Sobre o livro

O padre desajustado leva-nos aos anos das décadas de 60 e de 70 do século passado. A um interior pobre, cheio de crendices, com abundantes referências a uma emigração que esvaziou aldeias de homens na idade de trabalhar e leva-nos a essa população, em França, aí imigrantes, com vida difícil, no Bidonville de Champigny.

O desajustado padre denuncia um jornalismo mendicante: “andaram por cá uns senhores muito importantes, …..  À volta desses senhores não faltavam jornalistas nervosos e ansiosos a querer saber o que esses senhores traziam. Sempre a eles colados a pedir uma entrevista, uma palavra, um simples sorriso que fosse”.

A Troyka e contas com um défice desajustado …  Muitos gastos com a saúde, com a educação, com as pensões dos reformados e aposentados, tudo muito desajustado. Tudo a precisar de um forte apertão, para tudo ficar bem ajustado.”

O comportamento desajustado manifesta-se no conflito das tradições com a mudança da Igreja na sequência do Concílio Vaticano II. Mudanças ao gosto do Papa João XXIII, também do Papa Francisco na defesa de “uma Igreja pobre para os pobres”.

Atitude desajustada quando deu a volta ao sermão ao Senhor dos Aflitos, que passou a ser das aflições do Senhor e essas aflições são: as guerras com mortes e com muitos inválidos para o resto da vida, as despesas com armas, que estariam melhor na educação e na saúde, são os refugiados das guerras, da fome, são essas as aflições dos que sofrem.

O desajustamento que percorre as páginas do livro é a clara opção pela Igreja dos desprotegidos, sempre presentes nas Estórias.

A nula importância pelos exorcismos, pelas crenças em diabos, que o padre como que se divertia com esses assuntos.

A Teologia da Libertação em oposição à Teologia da Submissão. 

Os desajustamentos não passavam indiferentes ao “Outro”.

O Outro era o mesmo desajustado, mas esse consciente dos perigos.”

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