Tentamos controlar e antever a maior parte dos acontecimentos e a vida nem sempre segue o plano que traçamos.
O que é prioritário numa dada altura, pode, mais tarde, deixar de o ser. À medida que atravessamos várias fases, aquilo que consideramos essencial e orientador da nossa vida pode começar a perder significado e força.
Mas que mudanças serão estas, capazes de nos fazer alterar as prioridades e valorizar novas coisas? A mudança de um trabalho, uma separação, uma perda, um filho, a distância de um amigo… De repente, como é que uma mudança pode alterar tanto o nosso funcionamento? Será que nós (internamente) também mudamos? Ou apenas nos realinhamos consoante o que está presente e/ou com o que parece vir?
A Psicologia, nomeadamente as Terapias de 3ª Geração, ensinam-nos que o bem-estar psicológico não se relaciona com a ausência do desconforto, mas sim com uma vida com propósito. Uma vida valorizada não significa ausência de dificuldades. Uma vida valorizada é uma vida em que somos capazes de identificar o que realmente é importante para nós, de acordo com a fase da vida que atravessamos. Importa perceber o que atribui sentido à nossa vida, apelando à congruência entre as nossas ações e os nossos valores.
Quando as prioridades mudam, é porque algo ficou mais claro para nós. Percebemos que certas metas, embora desejadas e importantes, talvez não reflitam o que mais significa para nós.
Talvez a vida com propósito seja possível a partir do momento em que nos despreocupamos com a tentativa de manter tudo igual. Viver uma vida valorizada significa viver de forma coerente com o que hoje, aqui e agora, é verdadeiramente importante.
E contigo, o que acontece? As tuas prioridades refletem, neste momento, o que é mais importante para ti?





