A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Seia alertou a população para os constrangimentos operacionais decorrentes da recente implementação de um novo sistema de gestão de transportes não urgentes (SGTD) pela Unidade Local de Saúde de Coimbra (ULS Coimbra). O novo sistema, que substituiu o anterior método de prescrição de credenciais, está a criar obstáculos na garantia de transportes para utentes.
Prescrição médica prévia torna-se obrigatória
A principal alteração reside na nova metodologia que exige, obrigatoriamente, prescrição médica prévia para todos os transportes a cargo da ULS Coimbra. Esta prescrição deve ser emitida antes da realização do ato clínico (consulta, exame ou tratamento).
No entanto, a Direção e o Comando dos Bombeiros de Seia indicam que têm sido verificadas “dificuldades operacionais na emissão e disponibilização atempada destas credenciais” na nova plataforma SGTD. Esta falha tem impedido a Associação, e outras entidades transportadoras, de receber a documentação necessária em tempo útil para realizar o serviço.
Perante este cenário, sempre que não houver prescrição médica devidamente registada na plataforma SGTD, o transporte só poderá ser efetuado como serviço particular, sendo aplicado ao utente o preçário em vigor.
Esta situação significa que os utentes que dependem destes transportes, mas cujas credenciais não são emitidas a tempo devido às falhas do novo sistema, terão de assumir os custos do transporte.
A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Seia assegura que está a “acompanhar de perto esta situação” e que continuará a desenvolver esforços para “minimizar os constrangimentos” e assegurar, “sempre que possível, a continuidade dos serviços com o rigor, a segurança e a qualidade que nos caracterizam”.
A Direção e o Comando agradeceram a compreensão e a colaboração de todos os utentes, familiares e profissionais envolvidos, enquanto procuram soluções para ultrapassar as dificuldades impostas pela nova plataforma.





