JORNAL DO CONCELHO DE SEIA E REGIÃO

Eventos, Cultura e Lazer:

Seia lança livro sobre “As Lagoas da Serra da Estrela”

O Município de Seia apresentou no dia 21 de...

Caminhar para preservar. Caminhada interpretativa com recolha de sementes no Vale do Rossim

O Movimento Estrela Viva e o ICNF vão realizar, na manhã do dia 30...

Entrevista com Mickael Salgado: a voz que ilumina o fado

O JSM esteve, esteve à conversa com o fadista...
Publicidadespot_imgspot_img

O envenenamento de animais de rua e abandonados não é a solução!

O recente episódio de envenenamento de animais de rua na nossa cidade é mais do que um título dramático: é um alerta sobre a necessidade de mudar mentalidades. O caso ocorreu na Urbanização dos Martinhos, em Seia, zona frequentada por famílias e animais, junto a uma clínica veterinária onde entram dezenas de animais por dia. Este ato premeditado deve levar-nos a refletir sobre o que ele revela.

A presença de animais de rua no concelho é um problema que nos diz respeito a todos. As associações estão cheias, os voluntários exaustos e o canil municipal faz o melhor que pode, mas a responsabilidade é coletiva. Só com uma estratégia conjunta de resgate, acolhimento, esterilização e adoção poderemos construir um concelho onde todos os animais tenham um lar.

Quem exerce violência sobre seres indefesos ataca um princípio básico de civilização. A lei portuguesa pune maus-tratos e atos cruéis contra animais — e fazê-lo é proteger a vida e a confiança da comunidade num espaço público seguro. A GNR de Seia, com o apoio da equipa veterinária municipal, está a apurar responsabilidades para que a justiça seja célere, não por vingança, mas por respeito à dignidade e à vida animal.

Quem exerce violência sobre seres indefesos ataca um princípio básico de civilização.

Rita Pereira – Médica Veterinária

Mas a resposta não deve ser apenas penal. É preciso transformar a indignação em ações concretas: campanhas de adoção, reforço da esterilização e educação cívica nas escolas e associações. Um bairro que protege os seus animais é também mais seguro para as pessoas.

Se vir algo suspeito, denuncie. Se conhecer colónias não controladas, informe as entidades competentes. Seja voluntário, adote, apadrinhe ou acolha temporariamente. Recuperar a confiança coletiva exige medidas legais, sociais e educativas. Só assim transformaremos este episódio cruel em mudança duradoura — pelos animais e pela nossa comunidade.

Em caso de dúvida, contacte-me através de ritam_costper@hotmail.com ou @beehaviourbyritapereira.

» Onde comprar o Jornal de Santa Marinha «

ARTIGOS DE OPINIÃO

As tuas prioridades também mudam?

Tentamos controlar e antever a maior parte dos acontecimentos...

QUEM PERDEU E QUEM GANHOU PERDENDO

Nesta coluna, na edição anterior, afirmava que a história...

Estudante universitária e a dedicação à SMEB

Por Beatriz Oliveira Ser estudante universitária em Portugal, nos dias...

Da bazuca ao tiro no pé

Todos se lembrarão da famosa “bazuca”, tema obrigatório nos...

As Invasões Francesas na Serra da Estrela

Entre 1810 e 1811, a 3.ª Invasão Francesa atravessou...

Como é que se pode acreditar?!…

Uma grande parte dos políticos não tem vergonha, só...

Gaza, a saúde e as autárquicas

Não há tema que deva estar mais na ordem...