Novos Postos de Emergência Médica (PEM) entram em funcionamento a partir do dia 1 de outubro, e reforçam a capacidade de socorro dos Bombeiros em quatro municípios do distrito
O distrito da Guarda vai reforçar significativamente a sua capacidade de resposta à emergência pré-hospitalar, com a entrada em funcionamento, a partir de 1 de outubro, de oito novos Postos de Emergência Médica (PEM). Os novos postos abrangem os municípios de Gouveia, Guarda, Seia e Trancoso, permitindo aproximar meios de emergência médica de várias comunidades e reforçar uma rede de socorro particularmente importante num território marcado pela dispersão populacional, pelas distâncias e pelas características geográficas do interior.
Passam a integrar a rede de PEM a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Folgosinho, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Melo, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Tazem, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Famalicão da Serra, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Gonçalo, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Loriga, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de São Romão e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca das Naves.
Mais pontos de socorro, mais proximidade das populações
A entrada em funcionamento destes oito novos PEM representa um reforço concreto da capacidade de resposta dos Bombeiros do distrito da Guarda e permite colocar meios de emergência médica mais próximos das populações.
Num território em que as distâncias entre comunidades e centros urbanos podem ser significativas, a proximidade dos meios de socorro assume particular importância. “Cada novo Posto de Emergência Médica significa aproximar o socorro das populações. Num território como o nosso, onde as distâncias têm um peso muito significativo na resposta, esta proximidade é particularmente importante”, refere Cláudio Serra, presidente da Federação de Bombeiros do Distrito da Guarda.
Os novos postos vêm reforçar uma rede de emergência médica que já conta com vários Corpos de Bombeiros do distrito envolvidos nesta resposta, entre os quais Manteigas, Guarda, Seia, Fornos de Algodres, Aguiar da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Sabugal e Vila Nova de Foz Côa.
O reforço agora concretizado demonstra também a capacidade das Associações Humanitárias e dos Corpos de Bombeiros do distrito da Guarda para assumirem responsabilidades acrescidas na prestação de socorro às populações.
Federação acompanhou de perto o processo
Segundo Cláudio Serra, a Federação de Bombeiros do Distrito da Guarda acompanhou este processo com particular proximidade, mantendo reuniões e contactos com o INEM e procurando transmitir as necessidades identificadas no território. Segundo o presidente, o acompanhamento permitiu acompanhar a evolução da rede, identificar necessidades concretas e defender junto das entidades competentes o reforço da resposta em diferentes zonas do distrito. “Temos acompanhado este processo muito de perto, nomeadamente através das reuniões que mantivemos com o INEM. O nosso papel enquanto Federação é conhecer a realidade das nossas associações, identificar onde existem necessidades e levar essas preocupações às entidades que têm competência para decidir.”
A Federação considera que a expansão da rede deve continuar a ser feita com base numa análise concreta das necessidades de cada território, tendo em conta não apenas indicadores nacionais, mas também a dispersão populacional, as distâncias e a capacidade operacional existente.
Períodos de funcionamento devem acompanhar as necessidades
Os oito novos PEM terão períodos de funcionamento diferenciados, entre 8 e 12 horas diárias, de acordo com os critérios definidos para cada Corpo de Bombeiros.
A Federação já colocou ao INEM a necessidade de avaliar o eventual alargamento do período de funcionamento de um dos novos PEM, tendo em consideração a média diária de emergências e a realidade operacional concreta desse território. “A resposta deve ser ajustada à realidade. Se determinados territórios apresentam uma procura e uma necessidade de resposta que justificam um período de funcionamento superior, essa realidade deve ser analisada”, esclarece.
Um reforço que exige condições para funcionar
Para a Federação, o reforço da rede de PEM representa também uma responsabilidade acrescida para as Associações Humanitárias e os seus Corpos de Bombeiros. A existência de um PEM exige disponibilidade de recursos humanos, formação, meios, organização operacional e condições financeiras que permitam garantir a continuidade da resposta. “Um Posto de Emergência Médica não é apenas uma ambulância. É uma estrutura de resposta que exige Bombeiros preparados, recursos humanos disponíveis, formação, meios e capacidade para assegurar o serviço com qualidade e segurança.” A Federação defende, por isso, que a expansão da rede deve ser acompanhada pela criação das condições necessárias à sua sustentabilidade, garantindo que o reforço da capacidade de socorro hoje criado possa ser mantido no futuro.
Distrito com maior capacidade de resposta
Com a entrada em funcionamento dos oito novos PEM, diferentes territórios do distrito da Guarda passam a contar com uma resposta de emergência médica mais próxima. Para a Federação dos Bombeiros do Distrito da Guarda, este é um passo relevante no reforço da capacidade de socorro e na valorização do papel que os Bombeiros desempenham diariamente junto das populações. “No distrito da Guarda, reforçar os Postos de Emergência Médica é reforçar a capacidade dos nossos Bombeiros e aproximar o socorro das populações. É essa proximidade que, em última análise, importa garantir.”
A Federação de Bombeiros do Distrito da Guarda diz que continuará a acompanhar a evolução da rede de emergência médica no território, “mantendo a articulação com o INEM e defendendo respostas cada vez mais próximas, qualificadas e adequadas às necessidades concretas das populações. No interior, cada quilómetro conta. Cada minuto conta. E aproximar o socorro das populações é reforçar a segurança de todos.”





