A par dos produtos endógenos da Serra da Estrela, encontramos na Feira do Queijo Serra da Estrela a arte da Filigrana, uma tradição forte com foco na preservação do saber artesanal
Num encontro improvável entre a montanha e o metal precioso, a 49ª Feira do Queijo Serra da Estrela serviu de palco para mostrar que a tradição portuguesa não é estática. Entre os produtos endógenos da Serra da Estrela, os aromas e a gastronomia, também brilhou o detalhe minucioso da filigrana de Gondomar, pelas mãos de Ema e da sua marca, a Emar Jóias.
Gondomar é, por direito próprio, a capital da Ourivesaria. É aqui que o tempo abranda e a paciência se torna a principal ferramenta de trabalho. No centro desta herança está a Filigrana, uma técnica milenar que consiste em entrançar fios de ouro ou prata extremamente finos, soldados entre si para criar um desenho rendilhado e delicado.
Enquanto a indústria caminha, cada vez mais, para a mecanização, em Gondomar resiste o “saber fazer”. O segredo reside no “encher” — o processo manual de preencher as estruturas das joias com fios finíssimos, num trabalho de grande e de muita minúcia.
O CINDOR (Centro de Formação Profissional da Indústria de Ourivesaria e Relojoaria) em Gondomar é o motor da renovação, oferecendo cursos e workshops de filigrana para jovens que querem aprender a técnica milenar do “encher” o metal.
E foi aqui que a Ema, uma jovem empreendedora, teve a sua formação.
Atualmente é designer destas peças únicas na sua própria empresa, a Emar Jóias. Localizada em Gondomar, a Emar foca-se na produção de joalharia de qualidade.
Para Ema, a filigrana não é apenas um negócio; está no ADN da família há várias gerações. No entanto, a jovem designer decidiu dar o passo seguinte: aliar a tradição ao empreendedorismo moderno.
Na Emar, cada peça é única. Não existem moldes industriais ou processos em série; existe o toque, a delicadeza e a minúcia.
Ao lado do namorado, Ema dedica-se a criar peças onde o luxo se define pela autenticidade.
Ao levar estas joias até Seia, a Emar Jóias provou que o artesanato português é uma rede que liga o país de norte a sul. Entre a lã e o ouro, o que prevalece é o orgulho naquilo que é feito à mão, com tempo, paciência e com uma enorme paixão.
Conheça o trabalho único desta jovem e do seu namorado, onde cada peça é única, cada toque é feito com a delicadeza e a minúcia que estas jóias exigem.





