Transformar a Universidade Politécnica da Guarda em “universidade” passou a ser “um objetivo estratégico”. A moção do Conselho Geral sustenta a iniciativa na “evolução académica, científica e institucional da UPG”, nos seus doutoramentos, na qualificação do corpo docente e no desenvolvimento da investigação. Também a integração na Aliança Europeia UNITA, assim como a acreditação institucional por seis anos sem condições, são invocadas para a subida de estatuto.
O Conselho Geral da Universidade Politécnica da Guarda – UPG aprovou, por unanimidade, uma moção que manifesta a vontade da instituição converter o seu atual estatuto de “universidade politécnica” em “universidade”. À semelhança dos antigos institutos politécnicos do Porto, de Leiria e de Bragança – aos quais o Governo atribuiu os estatutos de “universidade técnica” e de “universidade” –, a UPG considera cumprir todos os requisitos para aceder a igual classificação.
A deliberação do Conselho Geral assume a conversão como “um objetivo estratégico da instituição” e confere ao reitor da UPG, Joaquim Brigas, mandato para “preparar a respetiva fundamentação técnica e desenvolver os contactos necessários junto do Governo e das entidades competentes” para obter a alteração de estatuto.
“Esta decisão não representa a conclusão do processo nem uma alteração imediata da natureza da instituição”, afirma Joaquim Brigas. O reitor da Universidade Politécnica da Guarda recorda que a conversão depende da aprovação de um decreto-lei, da emissão dos pareceres legalmente exigidos e da demonstração do cumprimento dos requisitos aplicáveis às universidades.
A moção do Conselho Geral sustenta que a iniciativa assenta na evolução académica, científica e institucional da UPG, nomeadamente na formação doutoral, na qualificação do corpo docente, no desenvolvimento da investigação, na participação em projetos nacionais e internacionais, na integração na Aliança Europeia UNITA e na acreditação institucional por seis anos e sem condições. Segundo a reunião do Conselho Geral concluída a 14 de setembro, a passagem a universidade pretende “reforçar a capacidade da UPG para atrair e fixar talento”, “promover a inovação” e “contribuir ainda mais para o desenvolvimento e a coesão do território” na sua área de influência.
“A aprovação unânime demonstra que este não é um projeto de uma pessoa ou de um órgão, mas uma ambição partilhada por toda a instituição”, afirma Joaquim Brigas. “Não estamos a declarar concluído um processo: estamos a afirmar que a UPG possui razões sólidas para o iniciar e que tem a responsabilidade de demonstrar, com rigor, as condições necessárias para o concretizar, reforçando o seu contributo para a região e para o país.”
Na sequência desta deliberação, a UPG comunicou formalmente ao Governo a decisão de avançar com a candidatura e irá preparar o dossiê técnico que sustentará a sua proposta. Foi também solicitada uma reunião com o ministro da Educação, Ciência e Inovação.





