José Francisco Silva, jovem de 26 anos natural da freguesia de Moimenta da Serra, no concelho de Gouveia, foi eleito vogal da Direção do Conselho Nacional de Juventude (CNJ) para o mandato 2026–2028, numa votação em que reuniu 34 votos expressos em 43.
A sua candidatura foi apresentada pela Erasmus Student Network Portugal (ESN Portugal), organização da qual foi dirigente e onde desenvolveu um percurso consistente no associativismo juvenil. A presidência da estrutura será assegurada por Francisco Garcia, da Federação Académica do Desporto Universitário.
Esta eleição marca o seu segundo mandato na Direção do CNJ, reforçando a confiança das organizações-membro no trabalho desenvolvido nos últimos anos, particularmente nas áreas da representação internacional. Destacou-se, particularmente, pela forte projeção internacional do CNJ, tendo sido eleito para o Conselho Consultivo da Juventude do Conselho da Europa (Advisory Council on Youth), órgão que integra o sistema de co-gestão da política de juventude daquela instituição e onde representantes juvenis de toda a Europa participam diretamente na definição das prioridades estratégicas do setor da juventude. Esta eleição representa o reforço da presença portuguesa num dos principais espaços europeus de decisão em matéria de juventude, democracia e direitos humanos.
Ao longo do último mandato, José Francisco Silva contribuiu ainda para consolidar a participação do CNJ no Fórum Europeu de Juventude, no Fórum da Juventude da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e nos mecanismos ligados às Nações Unidas.
Para este novo ciclo, assume como prioridades a consolidação da representação internacional da juventude portuguesa, a promoção da implementação do “Teste Jovem” em Portugal (um mecanismo de avaliação do impacto das políticas públicas na vida dos jovens), e o reforço da defesa dos direitos humanos, da democracia e da educação para a paz.
Num contexto em que se assinalam os 40 anos da adesão de Portugal às Comunidades Europeias e os 30 anos da CPLP, o jovem dirigente defende que a juventude deve estar no centro das reflexões sobre o futuro do país e da Europa, não apenas como destinatária de políticas, mas como parceira ativa na sua construção.
O Conselho Nacional de Juventude foi criado em 1985 e é, desde então, a plataforma representativa das organizações de juventude de âmbito nacional e de todos os jovens, abrangendo as mais diversas expressões do associativismo juvenil (culturais, ambientais, escutistas, partidárias, estudantis, sindicalistas e confessionais).
A plataforma, constituída por mais de 50 organizações-membro, renova assim a sua Direção com o compromisso de continuar a afirmar a voz dos jovens nos principais espaços de decisão.





