Alexandre Ferreira é hoje uma das maiores referências do voleibol nacional, mas o seu percurso começou bem longe dos grandes palcos internacionais. Nasceu em França, mas aos três anos veio para São Romão, concelho de Seia. Foi na Escola Evaristo Nogueira que deu os primeiros passos na modalidade através do projeto Gira-Volei. Sob a orientação de figuras marcantes no seu percurso inicial, como os professores Luís Pinto e Davide Oliveira, o atleta, com 2 metros de altura, começou a desenhar um destino que o levaria ao topo do desporto mundial.
Entre 2006 e 2008, representou o Sena Clube, rumando depois ao projeto de formação da Federação Portuguesa de Voleibol (FPV). Ao serviço do CDRJ Anreade — equipa que reunia os melhores talentos das seleções nacionais de cadetes e juniores —, sagrou-se campeão nacional da III Divisão.
A ascensão ao patamar principal do voleibol português deu-se em 2010 com a camisola do Esmoriz GC, estreando-se na I Divisão. Na época seguinte, deu o salto para o SC Espinho, onde conquistou o seu primeiro título de Campeão Nacional.
A conquista da europa e do mundo
O talento de Alexandre Ferreira na posição de ponta (Zona 4) rapidamente despertou o interesse internacional. A primeira aventura além-fronteiras teve como destino a competitiva liga italiana, ao serviço do BCC-NEP Castellana Grotte, onde partilhou o balneário com o seu irmão, Marco Ferreira, também ele internacional português.
A afirmação definitiva no voleibol europeu chegou ao assinar pelo gigante Diatec Trentino, clube italiano tetracampeão mundial. Em Trento, o zona 4 português conquistou a Supercopa Italiana e arrecadou a medalha de bronze no Campeonato do Mundo de Clubes.
Seguiu-se uma passagem de sucesso pela Turquia ao serviço do Ziraat Bankasi, onde conquistou nova medalha de bronze no campeonato e foi eleito o melhor jogador da liga na sua posição. O percurso internacional contou ainda com um regresso a Itália para representar o Calzedonia Verona e uma experiência na Ásia, ao serviço dos sul-coreanos do Gumi KB Stars Insurance Greaters, na Polónia, Barém e Japão.
O regresso às origens e os novos desafios
Atualmente a defender as cores do SL Benfica, onde continua a somar títulos no panorama nacional, Alexandre Ferreira assume o papel de capitão da Seleção Nacional A masculina. A equipa das quinas prepara-se para entrar em campo em Sofia, na Bulgária, a partir do próximo dia 11 de setembro, num decisivo compromisso para o Campeonato da Europa 2026.
Apesar dos pavilhões cheios e das viagens pelo mundo, o capitão nacional não esquece as suas raízes em São Romão. Em entrevista ao Jornal de Santa Marinha, Alexandre Ferreira revelou que é no concelho de Seia que encontra o refúgio ideal para desligar do ritmo exigente da alta competição. Sempre que o calendário o permite, o regresso à terra natal serve para “retemperar as energias” junto da família e dos amigos, mantendo intacta a ligação às origens onde tudo começou.
Com o olhar posto na Bulgária e o orgulho de carregar a braçadeira de capitão de Portugal, o atleta continua a erguer o nome do concelho de Seia e do voleibol português ao mais alto nível.
O Centro Interpretativo das Ruínas Romanas de Bobadela atingiu a marca dos 50 mil visitantes, esta quinta-feira, 28 de agosto, consolidando-se como um dos principais equipamentos culturais de valorização do património histórico-arqueológico de Oliveira do Hospital.
O monumental património romano existente na aldeia de Bobadela, conhecida como “Splendidissima Civitas” e situado às portas da cidade de Oliveira do Hospital, integra um conjunto de elevado valor histórico e arqueológico, onde se destacam o Fórum, o Anfiteatro e o Arco Romano, classificados como Monumento Nacional. Os vestígios correspondem a uma antiga cidade romana, cuja dimensão, organização e importância continuam a ser objeto de estudo.
O Centro Interpretativo da Ruínas Romanas de Bobadela, reaberto ao público desde 2018, após as obras de requalificação, assume-se como um importante veículo para a divulgação do legado da romanização e como um dos principais equipamentos de interpretação deste património na Região de Coimbra e no país, constituindo uma importante porta de entrada para a compreensão do conjunto arqueológico associado à antiga cidade romana.
Apresenta a história da antiga cidade, através de um discurso expositivo dirigido a todos os públicos, que combina textos, fotografias, ilustrações, equipamentos multimédia interativos, um filme documental e peças arqueológicas recolhidas nas escavações. O espaço permite compreender melhor a organização, a importância e a vivência da antiga civitas, assumindo-se também como um equipamento de memória, educação e divulgação científica.
Segundo a vereadora da Cultura e do Turismo do Município de Oliveira do Hospital, Luísa Correia, o marco dos 50 mil visitantes constitui um momento significativo no percurso deste equipamento municipal e um indicador da sua crescente afirmação enquanto espaço cultural, histórico, de memória e destino de turismo patrimonial.
“Bobadela representa um património de enorme importância, cuja relevância ultrapassa claramente a dimensão local, uma vez que estamos perante um testemunho da presença romana no território português, com um importante valor histórico, arqueológico e científico”, refere.
Os 50 mil visitantes, salienta a vereadora, “representam uma etapa muito importante, mas não um ponto de chegada. Queremos continuar a trazer pessoas a Bobadela, continuar a valorizar este património, continuar a descobrir e a dar a conhecer a história desta antiga cidade romana. A fazer de Bobadela um ponto de partida para que o visitante possa partir à descoberta de outras realidades históricas e culturais do concelho”.
Para Luísa Correia, “esta marca é também um reconhecimento do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na preservação, valorização, interpretação e divulgação deste património e constitui um incentivo para continuarmos a trabalhar”.
“O nosso objetivo é continuar a proteger, estudar e divulgar este património, para que possa ser cada vez mais conhecido e valorizado, em Oliveira do Hospital, na Região de Coimbra e em todo o país”, acrescenta.
Apesar do conhecimento acumulado ao longo de décadas de investigação, a antiga cidade romana de Bobadela ainda continua a colocar questões à comunidade científica, nomeadamente quanto à sua dimensão e organização global, à evolução do seu território e à identificação de outros vestígios que possam contribuir para um conhecimento mais completo da antiga civitas.
“Esta dimensão de investigação constitui uma das principais razões que justificam a importância da salvaguarda do sítio arqueológico e da continuidade da sua valorização. A Bobadela não é uma história encerrada. Pelo contrário, continua a colocar perguntas e a permitir novas descobertas”, defende.
Neste contexto, desde 2024 que está a decorrer um novo procedimento destinado à ampliação da classificação das Ruínas Romanas de Bobadela, procurando adequar o enquadramento de proteção patrimonial ao conhecimento atualmente existente sobre o sítio arqueológico.
“Temos o dever de preservar este legado, aprofundar o conhecimento científico sobre a antiga cidade e garantir que esse conhecimento chega à comunidade e a todos aqueles que nos visitam. Valorizar Bobadela é também valorizar a nossa identidade e a nossa história”, conclui Luísa Correia.
A valorização e proteção das Ruínas Romanas de Bobadela continuam a ser uma prioridade para o Município de Oliveira do Hospital. Em 2025, foi renovado o sistema de iluminação cénica do Fórum e do Anfiteatro Romano, num investimento de cerca de 100 mil euros, reforçando a valorização daquele conjunto monumental.
O Município pretende prosseguir a aposta na preservação e divulgação do património, articulando investigação, educação, cultura e turismo, e afirmando Bobadela como um espaço de referência do património romano, em ligação com outros monumentos nacionais do concelho, como a Igreja Moçárabe de São Pedro de Lourosa e a Capela dos Ferreiros.
O Centro Interpretativo das Ruínas Romanas de Bobadela encontra-se aberto ao público de terça-feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, com entrada e visitas guiadas gratuitas, constituindo um ponto de partida privilegiado para conhecer a história da antiga cidade romana e os vestígios que permanecem na aldeia de Bobadela.
Luís Freire foi o visitante número 50 mil do Centro Interpretativo das Ruínas Romanas de Bobadela. Professor de Física no Ensino Superior, em Lisboa, Luís Freire deslocou-se pela primeira vez a Oliveira do Hospital para participar num festival de música, aproveitando a ocasião para conhecer alguns dos principais pontos de interesse turístico do concelho. A visita incluiu o Centro Interpretativo das Ruínas Romanas de Bobadela, Alvoco das Várzeas e Avô.
Em entrevista ao Jornal de Santa Marinha, o reitor Joaquim Brigas faz o balanço da conversão do Instituto Politécnico da Guarda em Universidade Politécnica, destaca o reforço da investigação e da oferta formativa e aborda o impacto da instituição no desenvolvimento da região, com particular atenção à Escola Superior de Turismo e Hotelaria, em Seia.
A conversão de 13 institutos politécnicos em universidades politécnicas marcou o início de uma nova etapa no ensino superior português. Para o reitor da Universidade Politécnica da Guarda (UPG), Joaquim Brigas, a nova designação reconhece um percurso de rigor, qualidade e afirmação científica que a instituição vinha consolidando.
A evolução do subsistema politécnico começou também por responder a uma necessidade de afirmação e de maior clareza no plano internacional, onde a designação Polytechnic University facilita a integração em consórcios europeus, projetos de investigação e programas de mobilidade.
A conversão em Universidade Politécnica pressupôs a acreditação institucional sem condições pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES). A este reconhecimento juntam-se os resultados alcançados na avaliação das unidades de investigação pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Como sintetiza Joaquim Brigas, «a lei não criou esta realidade, reconheceu-a».
A instituição apresentou cinco unidades de investigação à avaliação da FCT, tendo três obtido a classificação de Muito Bom e duas a classificação de Bom. Foram igualmente acreditados três doutoramentos, desenvolvidos em parceria com instituições nacionais e internacionais: Ciências do Desporto, em consórcio nacional; Ciências Biomédicas e Biotecnológicas, com a Universidade de Saragoça; e Media, Património, Sociedade e Espaços de Fronteira, com a Universidade Pública de Navarra. «Foi um resultado muito importante para nós. Na primeira vez em que submetemos um número significativo de unidades de investigação a avaliação, três obtiveram a classificação de Muito Bom. Isso demonstra que a instituição possui capacidade científica e condições para assegurar a qualidade exigida na formação avançada, designadamente nos mestrados e doutoramentos.»
Oferta formativa renovada e ajustada às necessidades
Desde 2019, a UPG alargou e renovou de forma significativa a sua oferta formativa. O número de mestrados cresceu 47%, com oito novos cursos em áreas como Design de Interiores e Produto, Tecnologia Industrial e Inovação, Comunicação Visual — Design Gráfico, Sistemas de Informação Geográfica, Biotecnologia Medicinal e Farmacêutica, Tecnologias para a Logística, Gestão Industrial e Cibersegurança.
Nas licenciaturas, o crescimento foi de 30%, com novas formações em Gestão do Turismo e da Hospitalidade, Ciência de Dados e Inteligência Artificial, Desporto, Condição Física e Saúde, Biotecnologia Medicinal, Mecânica e Informática Industrial, Ciências Biomédicas e Laboratoriais e Marketing e Inovação no Turismo. A oferta de cursos técnicos superiores profissionais aumentou 46%, com mais de 21 cursos novos ou reformulados, orientados para as necessidades de qualificação das empresas, das autarquias e das instituições da região.
A Universidade está agora a preparar novas formações e unidades de investigação para 2027, procurando responder à evolução da sociedade, da economia e do mercado de trabalho, sem perder de vista a qualidade, a empregabilidade e a função do ensino superior enquanto elevador social.
Investigação, inovação e ligação ao território
A atividade científica da UPG tem vindo a concentrar-se em áreas com impacto direto na sociedade e na economia regional, entre as quais o envelhecimento ativo e saudável, a logística associada ao Porto Seco da Guarda e o jornalismo de dados.
«O envelhecimento ativo e saudável é uma das áreas em que dispomos de mais recursos e investigadores, trabalhando em parceria com instituições como as universidades de Aveiro e de Coimbra e com universidades espanholas, designadamente através de projetos Interreg. É uma área em que temos apostado seriamente, tal como na logística, em estreita relação com o Porto Seco da Guarda.»
A UPG tem igualmente reforçado a investigação aplicada e a cooperação internacional. Participa em consórcios nacionais e internacionais e assumiu já a coordenação de cerca de meia dúzia de projetos internacionais. Entre eles encontra-se o ADT4Blue — Advanced Digital Technologies for the Blue Economy, dedicado à aplicação de tecnologias digitais avançadas aos desafios da economia azul.
A transferência de conhecimento e o empreendedorismo são também promovidos através de uma incubadora de base tecnológica com polos distribuídos pelo território e de projetos de transição digital dirigidos às pequenas e médias empresas, desenvolvidos em colaboração com associações empresariais.
«Criámos uma incubadora de base tecnológica com a particularidade de não estar centralizada apenas na Guarda, dispondo de polos distribuídos pelo território. Envolvemos também associações empresariais, para que, em conjunto, possamos desenvolver um trabalho mais eficaz na inovação, na transferência de conhecimento e na qualificação dos recursos humanos.»
A Escola Superior de Turismo e Hotelaria e a cooperação com Seia
No caso da Escola Superior de Turismo e Hotelaria (ESTH), sediada em Seia, Joaquim Brigas destaca a cooperação com a autarquia e a necessidade de adequar a oferta formativa às necessidades daquele território. A nova licenciatura em Marketing e Inovação no Turismo e o funcionamento, nas instalações da ESTH, de formações de outras escolas da UPG procuram ampliar a capacidade de resposta da Universidade às necessidades do concelho e da região. Esse trabalho beneficia do empenho da direção da Escola e da qualidade e dedicação do seu corpo docente.
«Deslocalizámos para Seia formações de outras escolas da UPG, designadamente das áreas da Saúde e da Educação, para dar melhor resposta às necessidades identificadas naquele território. Embora não integrem a oferta própria da ESTH, complementam-na e reforçam a capacidade da Universidade para servir o concelho e a região. A UPG está naturalmente aberta a estudar novas ofertas formativas para Seia, sempre em articulação com o Município, desde que correspondam a necessidades reais, tenham procura sustentável e empregabilidade e reúnam as condições académicas adequadas. Não basta escolher cursos que, à partida, possam parecer mais atrativos.
A própria ESTH alargou a sua atuação a outros concelhos, aproximando a formação das necessidades específicas das comunidades e do tecido empresarial. «Algumas formações da Escola Superior de Turismo e Hotelaria, pela sua especificidade e pela procura existente, funcionam também noutros concelhos, designadamente em Vila Nova de Foz Côa, Trancoso e Gouveia. É o caso de áreas como a cozinha e produção alimentar e a enogastronomia.»
O reitor considera a cooperação com os municípios indispensável para melhorar o acolhimento, atrair e fixar estudantes e ampliar o impacto económico, social e cultural do ensino superior. Em Seia, essa cooperação concretiza-se numa articulação próxima do Município com a direção da ESTH e também diretamente com a Reitoria. Joaquim Brigas reconhece o apoio prestado pela autarquia, mas identifica a falta de alojamento estudantil a preços acessíveis como o principal constrangimento ao crescimento da Escola. «O Município de Seia tem prestado um apoio muito relevante, numa articulação próxima com a direção da ESTH e também diretamente com a Reitoria. A Escola dispõe de um corpo docente qualificado e empenhado e de uma direção comprometida com a sua afirmação. Existe, assim, uma base sólida para reforçar a atratividade da ESTH e aumentar o seu contributo para o desenvolvimento do concelho e da região. O alojamento continua, contudo, a ser uma questão essencial para atrair e fixar mais estudantes.»
Uma âncora de conhecimento e desenvolvimento
Para Joaquim Brigas, o papel da Universidade ultrapassa a formação académica e as infraestruturas físicas. A qualificação das pessoas, a produção de conhecimento, a investigação aplicada e a transferência de tecnologia são hoje fatores determinantes da competitividade territorial. «A Universidade Politécnica da Guarda tem de afirmar-se como uma âncora de conhecimento, inovação e desenvolvimento deste território. Hoje, a competitividade de uma região já não depende apenas das acessibilidades ou das infraestruturas físicas. Depende, sobretudo, da sua capacidade para produzir conhecimento, qualificar pessoas, atrair talento e transformar conhecimento em inovação, empresas, emprego e riqueza.»
A presença de uma instituição de ensino superior constitui também um argumento para a atração de investimento, ao permitir formar e requalificar trabalhadores e responder, no próprio território, às necessidades das empresas.
«Uma universidade próxima permite adaptar a formação às necessidades reais, apoiar a reconversão de competências e oferecer às empresas recursos qualificados, sem obrigar os trabalhadores a deslocarem-se dezenas ou centenas de quilómetros. É esse o papel que queremos aprofundar: colocar o conhecimento ao serviço das pessoas, das empresas e do futuro da região.»
Rede de Bibliotecas Escolares e Municipal de Seia promove, nos dias 4 e 5 de setembro, dois dias de reflexão e formação em torno dos novos desafios da leitura e da educação.
A Rede de Bibliotecas Escolares e Municipal de Seia (RBEMS) promove, nos próximos dias 4 e 5 de setembro, na Casa Municipal da Cultura de Seia, a 9.ª edição do Encontro Leituras, este ano subordinada ao tema “Leitur@s: Entre páginas, pixels e pessoas”.
Ao longo de dois dias, o encontro propõe uma reflexão sobre os novos contextos da leitura e da educação, cruzando o livro e a leitura com temas como a inteligência artificial, as multiliteracias, a interdisciplinaridade, a inclusão e os direitos humanos, sem perder de vista o papel das bibliotecas escolares na formação de leitores e na ligação às comunidades.
O programa inicia-se na manhã de sexta-feira, dia 4, com o painel “Ler o mundo em múltiplos formatos: multiliteracias na era da IA”, dinamizado por Ana Paula Ferreira e Jorge Borges, seguindo-se “Mediação Interdisciplinar da Leitura: caminhos que se entrecruzam”, com Mariana Abreu Loureiro.
A componente prática assume particular relevância nesta edição, com quatro workshops que se repetem durante a tarde de sexta-feira e a manhã de sábado. “Usar ou ser usado? Assistentes de IA”, com Ana Paula Ferreira; “Ensinar e aprender no século XXI”, com Jorge Borges; “Como explorar um livro sem palavras? Quantas leituras cabem aqui”, com Mariana Abreu Loureiro; e “Direitos Humanos e Leitura: do Medo à Ação”, com Rita Sineiro, constituem as propostas dirigidas aos participantes.
Na tarde de sábado, dia 5, o programa prossegue com três painéis que alargam a reflexão às dimensões social, inclusiva e comunitária da leitura. Luís Osório dinamiza “Os caminhos da leitura para a igualdade e inclusão”, seguindo-se Rita Sineiro, com “Nos livros cabemos todos”, e Alfredo Leite, com “A Força da Biblioteca Escolar: formar leitores, ligar comunidades e construir futuro”, que antecede a sessão de encerramento.
Promovido pela Rede de Bibliotecas Escolares e Municipal de Seia, o Encontro Leituras afirma-se como um espaço de formação, reflexão e partilha de experiências em torno da leitura, acompanhando as transformações nas formas de ler, aprender e aceder à informação e os desafios que estas colocam à escola, aos educadores e às bibliotecas.
A iniciativa é dirigida a educadores de infância, professores do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário, professores de Educação Especial e professores bibliotecários.
O IX Encontro “Leitur@s: Entre páginas, pixels e pessoas” é acreditado pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua (CCPFC) e pelo CFAE Guarda 1, num total de 13 horas, e tem um valor de inscrição de 10 euros.
O Comando Territorial da Guarda, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) do Destacamento Territorial de Gouveia, procedeu à recolha de uma ave de rapina da espécie águia-calçada (Hieraaetus pennatus), no concelho de Gouveia.
A ave foi encontrada debilitada por um cidadão, na zona industrial de Gouveia, tendo a situação sido comunicada à Guarda.
Os elementos do SEPNA deslocaram-se ao local e efetuaram a recolha do animal, que foi posteriormente entregue no Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS), em Gouveia, onde ficará a receber os cuidados necessários com vista à sua recuperação e posterior devolução ao habitat natural.
A Guarda Nacional Republicana, através do SEPNA, mantém como preocupação diária a proteção dos animais e da natureza, apelando à população para que comunique quaisquer situações relacionadas com animais selvagens feridos, debilitados ou em perigo através da Linha SOS Ambiente e Território – 808 200 520.
De 9 a 17 de outubro, Seia volta a ser o centro do cinema ambiental internacional com nove dias dedicados à exibição de filmes nacionais e internacionais que dão visibilidade e propiciam a reflexão sobre as grandes questões ambientais da atualidade. Foram selecionados 87 filmes de 34 países. Só na Seleção Internacional de Longas-Metragens, 10 documentários são estreia absoluta em Portugal e retratam narrativas ambientais pertinentes sobre modelos económicos, os novos desafios do ativismo ambiental, apartheid climático, migrações ambientais, espécies, habitats e exploração de recursos em cinco continentes
Este ano, o Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, em Seia, voltou a ter uma participação significativa de filmes candidatos à Seleção Oficial – foram submetidas 410 obras (entre filmes de ficção e documentários produzidos para cinema e/ou televisão, nacionais, internacionais e obras de arte visuais, realizadas em meio digital, vídeo ou película, com temática ambiental). Dos 106 filmes da 32.ª edição do CineEco, 86 obras de 34 países integram as seis competições cimeiras do CineEco. De relevar que, no cômputo geral (filmes em exibição e os que integram a competição), o CineEco conta este ano com a participação de 144 realizadores. O festival registou uma adesão massiva com 410 obras candidatas, envolvendo um total de 144 realizadores entre as exibições oficiais e a competição.
A Seleção Internacional de Longas-Metragens apresenta 10 estreias absolutas em Portugal, com obras vindas de festivais de referência como Cannes, Sundance, CPH:DOX e Rotterdam. Destacam-se as ficções On The Sea (Reino Unido) e L’Espèce Explosive (França) — vencedora do prémio Europa Label na Quinzena dos Cineastas de Cannes —, além dos documentários Let Our Mountains Live (Noruega) e Iron Winter (Austrália/Mongólia).
Fora de Competição será exibida a longa-metragem de animação A Revolução dos Bichos (Reino Unido), de Andy Serkis, baseada no clássico de George Orwell. Destaque também para a sessão especial do documentário finlandês Lições de Fogo, rodado em Seia e Castelo Branco.
Em Língua Portuguesa, a competição internacional inclui a estreia nacional da ficção especulativa brasileira Yellow Cake (com produção de Kléber Mendonça Filho), além de documentários e animações de Portugal, Brasil e Angola.
Em Curtas e Médias-Metragens, a seleção reúne 31 obras focadas em temáticas como ecossistemas, territórios sob ameaça e culturas indígenas. Entre os nacionais, destacam-se Quietude, de Gonçalo Almeida (criado na residência de Werner Herzog em La Palma), Os Bravos, de Catarina Mourão, e Algumas Coisas Que Acontecem ao Lado de um Rio, de Daniel Soares.
Não menos importante é a Competição Panorama Regional dedicada a filmes com narrativas centradas no território e na Serra da Estrela, que integra ainda MAÇOS E MARTELOS de Tiago Cerveira, O AVESSO DO MUNDO, de Rita Palma, O PRÓXIMO PRINCÍPIO, de Pedro Nogueira e O ANJO DA GUARDA, de Eduardo Pires. Este ano será exibido em sessão especial fora de competição a longa-metragem LIÇÕES DE FOGO (Finlândia), de John Webster, documentário sobre incêndios em Portugal filmado em Castelo Branco e na aldeia do Sabugueiro, em Seia.
De ressalvar que o CineEco inclui, pela segunda vez, a categoria competitiva de Curtas-Metragens de Ficção, Não Ficção e Animação, na qual concorrem 25 filmes de 15 países.
Informação adicional
O CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela é um dos festivais de cinema sobre ambiente mais antigos do mundo, que se realiza em Seia em outubro e de forma ininterrupta, desde 1995, por iniciativa do Município de Seia.
O CineEco oferece ao público em geral uma programação cuidada e cinematografias pouco conhecidas e alternativas em relação ao mercado tradicional.
O formato do certame assenta num conjunto de atividades desenvolvidas ao longo de oito dias, com entrada gratuita. Além da vertente competitiva, o CineEco inclui também uma componente educativa e diversas atividades paralelas, como conferências, concertos, workshops, exposições, mercado de filmes, contribuindo para uma cidadania ativa no domínio do desenvolvimento sustentável, valorização do território, educação e enriquecimento do conhecimento ambiental e cinematográfico.
Fora das datas do festival e ao longo de todo o ano, tem lugar uma vasta rede de extensões por todo o país, dando oportunidade ao público a visualização de filmes que fazem parte da programação oficial, que é um dos fatores diferenciadores do festival. O CineEco é organizado pelo Município de Seia e conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República e do Departamento de Ambiente das Nações Unidas. Conta ainda com o apoio financeiro da DGArtes.
A programação do Festival é da responsabilidade de Cláudia Marques Santos, Daniel Oliveira e Tiago Alves.
A Associação Desportiva Paranhos da Beira (ADPB) já se encontra a preparar a época desportiva e abriu o recrutamento de novos talentos para as suas equipas de futsal de formação. O convite é dirigido a jovens atletas enquadrados nas faixas etárias entre o escalão de Petizes e o de Juvenis. Sob o lema “Um clube. Uma família. Um lugar para crescer.”, esta Associação reforça a aposta no desenvolvimento desportivo, na promoção da prática física e no cultivo de valores fundamentais como o respeito, a amizade e o espírito de equipa. Os trabalhos de preparação e o início dos treinos estão agendados para a próxima terça-feira, 1 de setembro, em Paranhos da Beira. Informações e Inscrições Os pais e encarregados de educação interessados em integrar os seus filhos na estrutura do clube podem obter mais detalhes através dos seguintes contactos oficiais:
Depois da animação de verão no Largo do Senhor do Calvário, a comemoração dos 50 anos da Associação Desportiva de Paranhos da Beira (ADPB) culmina com uma forte componente desportiva no próximo mês de setembro.
Nos dias 5 e 6 de setembro, as atenções viram-se para o Estádio da Alagoa, que será o palco de mais uma prova do Campeonato Nacional de Enduro Sprint – Moto Espinha, prometendo trazer grande dinamismo e espetáculo à freguesia.
O ponto final na programação oficial das Bodas de Ouro acontece no dia 6 de setembro, às 18h00, altura em que se realiza o sorteio das Cadernetas da Festa de Verão ADPB 2026. A organização renova o agradecimento aos patrocinadores, parceiros locais e à comunidade pelo apoio essencial demonstrado ao longo de todas as festividades do meio século de história da coletividade.
Já estão oficialmente abertas as inscrições para a Maratona BTT Serra da Estrela 2026, agendada para o dia 27 de setembro. A iniciativa, organizada pelo Grupo BTT de Manteigas em conjunto com a Federação Portuguesa de Ciclismo e a Associação de Ciclismo da Beira Interior, volta a transformar a região num dos principais palcos do ciclismo de montanha nacional.
Além de acolher os participantes amadores, o evento integrará a 6.ª prova da Taça de Portugal de XCM, reunindo em Manteigas alguns dos melhores atletas nacionais federados da modalidade.
Para responder a diferentes níveis de preparação física e exigência técnica, a organização disponibiliza quatro percursos distintos:
Maratona Elite: Percurso destinado aos atletas federados na competição da Taça de Portugal.
Maratona Curta: 69,86 km de extensão e 2.129 metros de desnível positivo (D+).
Meia Maratona: 41,99 km com 1.408 metros de desnível positivo.
Mini Maratona: 24,16 km e 833 metros de desnível positivo.
A inscrição para o público geral tem o custo fixo de 17€ e inclui acesso a postos de abastecimento, seguro de prova, balneários com banhos e zona para lavagem de bicicletas. Os interessados podem garantir o seu lugar através da plataforma A Pedalar (apedalar.pt). Já o processo de inscrição para os ciclistas federados que competem na Taça de Portugal XCM será gerido posteriormente e em exclusivo pela Federação Portuguesa de Ciclismo.
A obra, da autoria de Angelina Fonseca, presidente da instituição, será apresentada no próximo dia 13 de setembro, no Centro de Interpretação da serra da Estrela (CISE), num evento que inclui também um momento musical focado no fado.
A Liga dos Amigos do Hospital Nossa Senhora da Assunção de Seia (LAHNSAS) prepara-se para celebrar um marco histórico do seu percurso comunitário e solidário: o seu 25.º aniversário. Para assinalar o quarto de século de dedicação e apoio à saúde local, a instituição promove o lançamento do livro “25 anos de memórias”, da autoria de Angelina Fonseca, presidente da direção da Liga.
A cerimónia de apresentação da obra decorrerá no próximo dia 13 de setembro, a partir das 15h00, no Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), em Seia.
O livro reúne relatos, registos e momentos marcantes que acompanharam o quarto de século de atividade da associação na promoção do bem-estar dos utentes e no apoio contínuo ao hospital senense.
A par da apresentação do livro, o evento contará com um momento cultural e musical dedicado ao fado, protagonizado pelos fadistas e músicos Gisela Fonseca, David Fidalgo e Paulo Ribeiro.
O convite é aberto à comunidade, esperando-se a presença de associados, voluntários, entidades locais e cidadãos em geral para partilhar este momento comemorativo de partilha e memória viva da instituição.
A receita da venda do livro reverte totalmente a favor da Liga.