O Município de Seia tem em discussão pública o Projeto de Regulamento Municipal do Serviço Público de Transporte de Passageiros “VAIEVEM”, na sequência da publicação do Aviso (extrato) n.º 26093/2026/2 no Diário da República, de 21 de outubro. O período de consulta pública decorre durante 30 dias úteis, a contar da publicação.
Aprovado em reunião da Câmara Municipal de 8 de outubro, o projeto pretende estabelecer um quadro de regras claras para a organização, funcionamento, financiamento e acompanhamento do serviço, promovendo a transparência da gestão, a proteção dos direitos dos passageiros e a melhoria contínua da qualidade do transporte público.
O documento define, entre outras matérias, os direitos e deveres dos utilizadores, as condições de acesso ao serviço, os títulos de transporte e o regime tarifário, bem como os mecanismos de monitorização e avaliação do desempenho.
Em funcionamento desde 2009, o VAIEVEM serve a cidade de Seia e a vila de São Romão, assegurando a ligação de zonas residenciais a escolas, serviços públicos, unidades de saúde e espaços comerciais. Constitui uma resposta de mobilidade com particular relevância para estudantes, população sénior e residentes nas áreas periféricas, contribuindo também para reduzir a utilização do automóvel nas deslocações urbanas.
Segundo o relatório de enquadramento do serviço, em 2025 foram registadas 66 678 viagens, o valor anual mais elevado da série apresentada. Entre 2010 e 2025, o VAIEVEM contabilizou mais de 710 mil viagens, evidenciando a importância deste serviço nas deslocações quotidianas da população.
Com este procedimento, o Município convida os cidadãos e demais interessados a contribuir para a definição das regras do VAIEVEM, através da apresentação de reclamações, observações ou sugestões.
Os contributos devem ser apresentados por escrito para o endereço eletrónico cm-seia@cm-seia.pt, remetidos por correio postal para a Câmara Municipal ou entregues no Balcão Único, durante o período normal de expediente.
O projeto de regulamento pode ser comsultado em Projeto de Regulamento do VAIEVEM – Câmara Municipal de Seia e presencialmente nos Paços do Concelho.
O Comando Territorial da Guarda, através do Posto Territorial de Pinhel, deteve, no dia 20 de outubro, um homem de 44 anos, por se encontrar em permanência irregular em Território Nacional, no concelho de Pinhel.
Na sequência de uma ação de fiscalização rodoviária, realizada na Estrada Nacional 221, os militares da Guarda identificaram um ocupante de uma viatura. No decorrer das diligências, foi possível apurar que o respetivo visto se encontrava caducado, não dispondo de autorização de residência ou de outro título válido que legitimasse a sua permanência em Território Nacional.
O detido foi presente à autoridade judiciária, que determinou o seu encaminhamento para um Centro de Instalação Temporária.
O filme realizado por James Dawson conquistou o “Grande Prémio Ambiente” do CineEco 2026, na competição internacional de longas-metragens. DEREK vs DEREK enquadra o espectador em Devon (Reino Unido) uma pacata zona rural marcada pela relação entre dois agricultores vizinhos com o mesmo nome, mas com diferentes visões sobre o uso da terra. A 32.ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela contou com mais de 3000 espectadores, 1120 alunos das escolas do concelho de Seia e arredores e a presença de 45 cineastas de 15 países. A entrega dos prémios CineEco 2026 aconteceu este sábado, às 17H00, no auditório da Casa Municipal da Cultura de Seia. O CineEco 2027 já tem data marcada e acontecerá de 8 a 16 de outubro, com o mesmo propósito – usar o cinema para pensar a nossa relação com o ambiente e o território.
A relação desconcertante, mordaz e divertida entre o produtor de leite Derek Banbury, horrorizado com a devastação da quinta do seu vizinho, outrora produtiva, e o “rebelde da renaturalização” (como é apelidado na imprensa), Derek Gow, antigo criador de gado determinado a transformar as suas terras num refúgio para a natureza, conquistou um dos mais importantes galardões da 32.ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela. O júri do Grande Prémio Ambiente (oferecido pelo Município de Seia) realça no filme de James Dawson, DEREK VS DEREK (2026): “Num contexto de evidente polarização política e cultural, é difícil imaginar pontos de convergência. A procura de soluções para os problemas que enfrentamos, particularmente os de natureza ecológica, continua refém de questões como a aparente complexidade da sua implementação, a resistência à mudança, a dificuldade em estabelecer o diálogo e a falta de vontade política.”
A Menção Honrosa ficou para o filme THE SYSTEM (2025) de Joris Postema (Países Baixos).
Já o Prémio Camacho Costa, que integra a Competição de Longas-Metragens em Língua Portuguesa, foi atribuído à realizadora, artista visual e atriz brasileira Bárbara Paz. RUA DO PESCADOR N.º 6 (2025) é um documentário sensível (a preto e branco) sobre a histórica enchente que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024, uma catástrofe que desnudou mais uma urgência climática no Brasil, em específico na região de Porto Alegre onde mais de 600 mil pessoas ficaram sem casa e bairros inteiros permaneceram submersos durante dias. Entre pausas para recuperar o fôlego, silêncios, o visível e o invisível, o júri destaca: “os ângulos e os movimentos de câmara em determinadas cenas do filme conduzem-nos, metaforicamente, às emoções e aos sentimentos. Aquilo que fica para trás — a riqueza daquelas pessoas, o seu património material e imaterial. As emoções indescritíveis — a dor, o desespero e a perda.”
Já o Prémio Antropologia Ambiental, inserido nas Competições de Longas-Metragens Internacionais, seguiu para o comovente e íntimo IRON WINTER (2025), do realizador australiano Kasimir Burgess. O filme acompanha o jovem Batbold no maior desafio da sua vida: proteger mais de mil cavalos durante o inverno mais mortífero de que há registo no remoto vale de Tsakhir, na Mongólia. O júri sublinha o facto de o filme explorar “as tensões entre ancestralidade e tecnologia, tradição e mudança, sem as reduzir a simples oposições.”
1,5 Y MÁS (2026) do cineasta espanhol Miguel Dorado arrecadou o Prémio Curta e Média-Metragens Internacional. O júri destaca o “enredo cativante e instigante, aliado a uma excelente execução técnica” sobre as grandes questões do nosso tempo, “oferecendo múltiplas camadas de interpretação.” A Menção Honrosa foi atribuída a REMIGIA′S LESSONS, de Jewel Maranan (Filipinas).
A Melhor Curta e Média-Metragens em Língua Portuguesa foi para o filme da dupla de cineastas Denilson Baniwa e Felipe M. Bragança, FLORESTA DO FIM DO MUNDO (2026). ALGUMAS COISAS QUE ACONTECEM AO LADO DE UM RIO (2026) de Daniel Soares ficou com a Menção Honrosa.
O Prémio Educação Ambiental foi para o documentário brasileiro GUERREIROS PLANTADOS (2026), de José Carbonel e Rui Mendonça.
O Prémio Curta-Metragem de Ficção, Não Ficção e Animação foi entregue a EL CANTO DEL JAGUAR (2026), de Antonia Silva Alvarado (México).
Já o Prémio Curta-Metragem de Animação seguiu para ALLER & RETOUR (2025), de Lucia Bulgheroni e Michele Greco.
Na Competição Panorama Regional, o júri premiou MAÇOS E MARTELOS (2025), de Tiago Cerveira, um documentário sobre o gesto ancestral que ainda ecoa nas serras do interior de Portugal. O jovem realizador é um repetente no CineEco, só nesta categoria conquistou já três galardões em 2015, 2019 e 2020. Foram ainda entregues os Prémios Especiais, que abrangem todas as competições do CineEco: “Prémio Valor da Água” a BLACK WATER (2025) de Natxo Leuza e o “Prémio Juventude” a LA FJELLA LEVE (2026) de Håvard Bustnes.
O Serviço de Reumatologia da Unidade Local de Saúde da Guarda, dirigido por Cláudia Vaz, esteve em destaque no XXVIII Congresso Português de Reumatologia, que decorreu entre os dias 14 e 16 de outubro, em Ponta Delgada, com a atribuição de duas Bolsas de Formação da Sociedade Portuguesa de Reumatologia.
As distinções foram atribuídas a Duarte Augusto, médico interno de Formação Especializada sob orientação de Nathalie Madeira, e a Fernando Albuquerque, médicos do Serviço de Reumatologia da ULS da Guarda, correspondendo cada bolsa ao valor de 1.500 euros. Estes apoios destinam-se a promover a formação e a diferenciação profissional dos especialistas e internos da área da Reumatologia, reconhecendo simultaneamente o mérito e o potencial dos candidatos.
A participação da equipa da ULS da Guarda neste importante encontro científico ficou também marcada por uma relevante atividade académica e científica. Duarte Augusto realizou uma comunicação oral e participou ainda na apresentação de poster científico. Por sua vez, a Francisca Magalhães e Rita Bento Soares apresentaram trabalhos sob a forma de poster, contribuindo para a divulgação da atividade científica desenvolvida pelo Serviço.
A presença da ULS da Guarda foi igualmente reforçada pela participação de Joana Ferreira, que integrou a moderação de sessões científicas e fez parte do júri de avaliação de posters do congresso.
Estes resultados refletem o dinamismo, a qualidade assistencial e o crescente investimento na formação, investigação e produção científica do Serviço de Reumatologia da ULS da Guarda, evidenciando o seu compromisso com a excelência clínica e o desenvolvimento contínuo dos seus profissionais.
A ULS da Guarda congratula os profissionais distinguidos e todos os elementos do serviço de Reumatologia pela sua participação e pelos resultados alcançados, que prestigiam a instituição e contribuem para a afirmação da diferenciação técnica e científica da ULS da Guarda.
A XIV Festa das Sopas de Loriga realiza-se no próximo dia 31 de outubro (sábado), a partir das 19 horas, no quartel dis Bombeiros Voluntários de Loriga.
O evento promete unir a comunidade em torno do convívio.
A entrada tem o valor de 10 tigelas (inclui um saquinho com uma malga para degustação das várias sopas disponíveis). A atribuição de prémios às melhores sopas do evento decorre pelas 21 horas.
A animação vai estar a cargo do grupo de bonhos “Zés Pereiras”, da Folgosa da Madalena.
Toda a receita angariada durante a iniciativa reverterá a favor da corporação dos Bombeiros Voluntários de Loriga.
Um despiste de moto registado esta manhã junto ao Conservatório de Música de Seia resultou num ferido ligeiro.
A vítima, do sexo feminino, foi assistida no local e posteriormente transportada para o Serviço de Urgência Básica (SUB) do Hospital Nossa Senhora da Assunção de Seia.
O alerta para o acidente foi dado às 08h58. No socorro à vítima estiveram envolvidos sete operacionais, apoiados por dois veículos.
A GNR esteve presente no local para tomar conta da ocorrência e assegurar o fluxo de trânsito.
* Nas eleições autárquicas de 2025, a candidatura candidatura “Avançamos Juntos Por Ti, Por Nós, Por Todos” (PS) encabeçada por Rafael Abreu, venceu a freguesia de Santa Marinha.
Ao completar-se o primeiro ano de mandato, o JSM regressa à freguesia no âmbito da iniciativa «Dar voz às freguesias — Um ano depois», para ouvir o presidente sobre o trabalho desenvolvido e os desafios que se colocam à comunidade.
Nesta entrevista ao Jornal de Santa Marinha, o Presidente da Junta de Freguesia de Santa Marinha, Rafael Abreu, faz o balanço do primeiro ano do mandato. O autarca assinala as conquistas alcançadas no regresso à autonomia, aponta constrangimentos financeiros como o Fundo de Financiamento das Freguesias e detalha os projetos estruturantes no horizonte, como o Parque Multiusos do Cadaval e a segunda fase da Estrada Municipal que liga Santa Marinha a Pinhanços.
“Queremos uma freguesia onde as pessoas não sejam apenas destinatárias das iniciativas, mas participantes na construção das soluções.”
Rafael Abreu | Presidente da Junta de Freguesia de Santa Marinha
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Jornal de Santa Marinha (JSM): Das prioridades apresentadas na campanha, o que foi possível concretizar neste primeiro ano e o que está ainda por fazer?
Rafael Abreu (RA): Este primeiro ano foi, acima de tudo, um ano de reorganização, de proximidade e de lançamento das bases para aquilo que queremos construir ao longo do mandato. Assumimos uma freguesia que voltou a ter a sua autonomia e isso obrigou-nos também a reconstruir procedimentos, serviços e uma dinâmica própria da Junta de Freguesia.
Ainda assim, conseguimos concretizar várias das prioridades a que nos propusemos. Reforçámos a capacidade operacional da Junta, nomeadamente com a aquisição de uma viatura 4×4, avançámos com intervenções e recuperação de caminhos rurais, criámos novos serviços de proximidade à população e reforçámos o atendimento, incluindo o atendimento descentralizado no Eirô.
Desenvolvemos também vários projetos na área social, educativa, cultural, ambiental e comunitária. Implementámos medidas de apoio às famílias e aos estudantes, reforçámos as atividades dirigidas à população sénior e aos jovens, promovemos iniciativas intergeracionais, dinamizámos ações de voluntariado e criámos novas oportunidades de participação das comunidades. Conseguimos ainda que Santa Marinha fosse reconhecida com a Bandeira de Mérito Social e com uma Menção Honrosa no âmbito do programa DECO Freguesias.
Ao mesmo tempo, recuperámos uma dinâmica cultural e comunitária muito forte, através de iniciativas como a Vila Natal, Vila Carnaval e Páscoa, Vila Medieval, Marchas Populares, caminhadas, atividades intergeracionais, passeios convívios da Freguesia, projetos de ocupação e animação comunitária e muitas outras ações desenvolvidas em parceria com as associações e com a própria população.
Naturalmente, há muito por fazer. Temos projetos estruturantes que não se concretizam num único ano. O Parque Multiusos do Cadaval, a melhoria das acessibilidades, a recuperação da rede viária e dos caminhos rurais, a abertura do Espaço Cidadão, a melhoria das condições da própria sede da Junta e o reforço dos equipamentos e serviços de proximidade são exemplos de prioridades em que continuamos a trabalhar.
Em colaboração com a Câmara Municipal, está também quase concluída a primeira fase da obra da estrada municipal que liga Santa Marinha a Pinhanços. Queremos que, em 2027, a segunda fase avance imediatamente e que o concurso público reúna empresas interessadas em concorrer, permitindo dar continuidade a uma obra fundamental para a melhoria das acessibilidades e para o desenvolvimento da freguesia.
Não prometemos fazer tudo num ano. Comprometemo-nos, sim, a trabalhar todos os dias para cumprir aquilo que assumimos perante a população.
JSM: Quais têm sido as principais preocupações no trabalho desenvolvido e a desenvolver? Que apoios e dificuldades encontrou na concretização das prioridades?
RA: A nossa principal preocupação tem sido colocar as pessoas no centro das decisões. Uma freguesia não se constrói apenas com obras. Constrói-se com qualidade de vida, respostas sociais, apoio às famílias, valorização dos jovens e dos idosos, cultura, associativismo e capacidade de ouvir quem cá vive.
Outra preocupação fundamental tem sido garantir que Santa Marinha dispõe progressivamente dos serviços e das condições que uma freguesia autónoma deve ter. Isso exige capacidade financeira, recursos humanos, equipamentos e uma relação permanente com outras entidades.
Temos encontrado disponibilidade e colaboração por parte de várias instituições, associações, entidades públicas e, sobretudo, da própria comunidade. Muitas das iniciativas realizadas só foram possíveis porque existiram pessoas disponíveis para participar e colaborar.
As dificuldades existem. Uma Junta de Freguesia tem recursos financeiros e humanos limitados e existem procedimentos administrativos que tornam alguns processos demorados. Também ficámos prejudicados pelas opções e limitações do Orçamento do Estado, nomeadamente pela atribuição do Fundo de Financiamento das Freguesias, que não corresponde às necessidades reais de uma freguesia autónoma e condiciona a capacidade de concretizar projetos e investimentos. Esperamos que, em 2027, esta situação seja diferente e que as freguesias possam contar com um financiamento mais justo, adequado e proporcional às responsabilidades que assumem.
Acresce que acontecimentos imprevistos, como os danos provocados pelo mau tempo nos caminhos e infraestruturas, obrigam a alterar prioridades e a canalizar recursos para necessidades urgentes.
Mas as dificuldades não podem servir de desculpa para ficar parado. Procuramos candidaturas, estabelecemos parcerias, solicitamos apoios e tentamos encontrar soluções para que os projetos avancem.
JSM: Como tem sido a participação da população na vida e nas decisões da freguesia?
RA: Tem sido muito positiva e considero que esse é um dos aspetos mais importantes deste primeiro ano.
Desde o início procurámos aproximar a Junta das pessoas, criar momentos de participação e devolver alguma vivacidade comunitária à freguesia. E a resposta tem sido muito significativa.
Vemos isso na participação nas iniciativas culturais, nos projetos de voluntariado, nos grupos comunitários, nas atividades dirigidas aos seniores, nos eventos organizados pelas próprias ruas e vizinhos, nas caminhadas e também na forma como muitas pessoas nos procuram para apresentar problemas, sugestões e ideias.
Naturalmente, participar não significa concordar sempre. Uma comunidade saudável também se constrói com opiniões diferentes, críticas e sugestões. O importante é que exista respeito e disponibilidade para ouvir.
Quero uma Junta de Freguesia de porta aberta, onde qualquer pessoa possa entrar, falar com o Executivo e sentir que a sua opinião é considerada. Continuaremos a criar mecanismos e oportunidades para envolver ainda mais a população nas decisões sobre o futuro de Santa Marinha e do Eirô.
JSM: Que passo gostaria de ver dado na freguesia ao longo do próximo ano?
RA: Gostaria que o próximo ano fosse o ano em que começássemos a materializar alguns dos projetos estruturantes que estamos a preparar.
Um dos grandes objetivos é avançar com o Parque Multiusos do Cadaval, um projeto pensado para diferentes gerações e que queremos que venha a integrar espaços de desporto, lazer, atividade física, infância e convívio.
Quero também ver concretizada a abertura do Espaço Cidadão, aproximando serviços públicos da população, continuar a melhorar as acessibilidades e os caminhos da freguesia e criar melhores condições nos espaços e equipamentos públicos.
Em colaboração com a Câmara Municipal, queremos igualmente garantir que, em 2027, a segunda fase da estrada municipal que liga Santa Marinha a Pinhanços avance de imediato, com empresas interessadas em concorrer ao concurso público e com condições para que a obra prossiga sem atrasos.
Mas existe um passo que considero igualmente importante: consolidar esta nova dinâmica comunitária. Quero uma freguesia onde as pessoas não sejam apenas destinatárias das iniciativas da Junta, mas participantes na construção das soluções.
O desenvolvimento da Freguesia terá de ser feito com obras, naturalmente, mas também com pessoas, identidade, participação e visão de futuro.
JSM: Que iniciativas/atividades estão previstas para os próximos meses?
RA: Os próximos meses continuarão a ser bastante ativos.
Estamos já a preparar a segunda edição da Vila Natal de Santa Marinha 2026/2027, depois da experiência da primeira edição. Queremos voltar a envolver as ruas, os bairros, as associações, o comércio e toda a comunidade, reforçando a programação natalícia e o espírito de participação.
Continuaremos igualmente com as atividades regulares destinadas à população sénior, os projetos comunitários, o apoio às famílias e estudantes e as iniciativas dirigidas aos jovens.
Paralelamente, começaremos a preparar a programação de 2027, onde pretendemos dar continuidade às iniciativas que tiveram uma boa adesão e melhorar aquelas em que identificámos aspetos a corrigir. Está também já no nosso horizonte a segunda edição da Vila Medieval, prevista para maio de 2027, que queremos consolidar como um evento de referência e de promoção de Santa Marinha.
Mas a atividade da Junta não se resume aos eventos. Nos próximos meses haverá igualmente muito trabalho administrativo e de preparação de candidaturas, projetos e investimentos que esperamos concretizar ao longo de 2027.
JSM: Mensagem que gostaria de deixar a todos os fregueses.
A mensagem que quero deixar é, antes de tudo, de agradecimento.
Obrigado a todos aqueles que, ao longo deste primeiro ano, participaram, colaboraram, apresentaram ideias, fizeram críticas construtivas ou simplesmente estiveram presentes. Uma freguesia não é do Presidente da Junta nem do Executivo. A freguesia é de todos.
Temos consciência de que nem tudo está feito e de que existem problemas que ainda precisam de resposta. Um ano é apenas uma parte de um mandato e temos ainda um caminho significativo pela frente.
Continuarei a exercer esta responsabilidade com proximidade, disponibilidade e sentido de serviço público, procurando estar presente tanto nos bons momentos como quando surgem dificuldades.
Quero que sejamos capazes de preservar aquilo que nos identifica, mas também de ter coragem para inovar e preparar Santa Marinha e o Eirô para o futuro.
Continuemos juntos a construir uma freguesia mais próxima, participativa, solidária e dinâmica, onde ninguém fique para trás e onde todos possam sentir orgulho em dizer: esta é a nossa terra.
A Casa Municipal da Cultura de Seia recebeu, no passado domingo, dia 18 de outubro, o espetáculo “Uma Comédia Romântica Universitária”, assinado pela Sociedade Musical Estrela da Beira (SMEB), de Santa Marinha. Integrado no ciclo Filarmonias 2026, promovido pela Câmara Municipal de Seia, o evento encheu a sala do Cineteatro a partir das 15h30.
A tarde foi inteiramente dedicada a homenagear os jovens músicos da filarmónica que, mesmo após ingressarem no ensino superior e darem os primeiros passos no mundo profissional, mantêm viva a ligação à música e à comunidade.
Em palco, o público assistiu a um alinhamento dinâmico e contagiante, focado no espírito, nas canções e nas tradições da tuna académica. Entre notas de animação e momentos de acentuado romantismo, a atuação destacou-se ainda pelas participações especiais de Suzana Santos e Bruno Saraiva , que se juntaram aos jovens estudantes e à banda para criar uma atmosfera memorável.
O espetáculo reforçou o valor intergeracional do projeto Filarmonias, celebrando o empenho da juventude e sublinhando o papel fundamental das sociedades de música na preservação e dinamização da cultura local.
O Cineteatro da Casa Municipal da Cultura de Seia foi palco, no passado sábado, da cerimónia de encerramento de mais uma edição do CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela. O encerramento oficial foi assinalado com a apresentação de “Entre Terra e Corpo”, uma criação artística multidisciplinar de 45 minutos que integrou música, voz, dança, teatro físico e imagem, dedicada à natureza, à memória e às comunidades locais.
A coprodução, dinamizada por Alexandra Silva, Hélder Abreu e António Tilly em conjunto com a Orquestra Ligeira de Gouveia e diversas estruturas do concelho, encerrou dez dias de intensa programação focada nas questões ambientais e sociais do mundo contemporâneo Durante os discursos de encerramento, os promotores e organizadores do Festival destacaram o papel transformador e agregador do festival no território. Daniel Oliveira, sublinhou o caráter humano e coletivo do evento: “O CineEco, para além de ser um festival sobre meio ambiente e ecologia, é um festival sobre comunidade. É um festival sobre a importância da comunidade neste momento que vivemos no mundo.”
O programador fez questão de estender o agradecimento a todos os intervenientes que tornam o festival possível, desde a equipa técnica e executiva — “quatro pessoas que fazem trabalhos de vinte e que fazem pequenos milagres” —, até ao júri, aos realizadores, aos fotógrafos e aos estabelecimentos comerciais de Seia que acolhem participantes e visitantes.
A equipa de programação frisou ainda que, apesar das preocupações patentes nos filmes exibidos, o balanço é marcado por um sentimento positivo: “Saímos daqui com muitas ideias sobre as quais pensar, com algumas preocupações, mas também com esperança. Há muitos movimentos e reação por parte do público, das pessoas e dos movimentos civis.”
No plano do público, foi reafirmado o objetivo de prosseguir o caminho para recuperar as marcas pré-pandemia de 2019, quando o festival atingiu a fasquia dos 6 mil espectadores.
Os desafios futuros
O Presidente da Câmara Municipal de Seia, Luciano Ribeiro, enalteceu o empenho coletivo e destacou a mensagem do filme vencedor do Grande Prémio CineEco, Derek vs. Derek, relacionando-a com os dilemas atuais da sociedade: “A história que o filme nos traz é precisamente um pouco daquilo que vivemos enquanto sociedade. São visões opostas num espaço rural, onde um quer alimentar o mundo e o outro quer salvar a natureza. Teremos de continuar a alimentar o mundo, mas também de contribuir para que a natureza se possa salvaguardar.”
Luciano Ribeiro dirigiu agradecimentos expressos aos media partners, aos patrocinadores, ao júri, aos padrinhos das sessões e a toda a equipa executiva do festival e da Casa da Cultura. O autarca reforçou ainda a convergência política e social em torno do evento: “Seja que partido for, o CineEco é algo que une toda a gente. É um evento relevante e uma marca de Seia durante o ano todo. A Câmara Municipal continuará empenhada para que o CineEco possa prosseguir.”
Sobre o espetáculo de encerramento “Entre Terra e Corpo”, o edil destacou a ligação profunda à identidade local: “Toca naquilo que é a essência de quem se presta ao serviço público. Traz o espírito da Serra da Estrela e a relação com as suas comunidades, de onde saiu muito sangue e suor para a construir ao longo de séculos e milénios.”
Com a sala cheia de público e a promessa de dar continuidade ao trabalho de consolidação do festival, Seia despediu-se assim de mais uma grande celebração do cinema, do ambiente e da cultura participativa.
A participação em desportos juvenis desenvolve a inteligência emocional, eleva a autoestima e aumenta a satisfação com a vida. Esta é a principal conclusão do estudo que o Comité Científico Internacional da “Sports” considerou o melhor artigo publicado. “Esta distinção faz justiça à qualidade do trabalho das unidades de investigação da UPG”, afirma o reitor, Joaquim Brigas.
Uma equipa de docentes do Departamento de Desporto da Universidade Politécnica da Guarda – UPG, investigadores da unidade de investigação e inovação SPRINT – “Sport, Physical Activity and Health Research & Innovation Center”, foi distinguida com o “Best Paper Award” da revista científica “Sports” pelo estudo desenvolvido sobre os efeitos da prática desportiva na inteligência emocional, na autoestima e na satisfação com a vida dos jovens. A conclusão é que a atividade desportiva aumenta a satisfação com a vida.
O trabalho “Direct and Indirect Effects of Youth Sports Participation on Emotional Intelligence, Self-Esteem, and Life Satisfaction” foi desenvolvido pelos investigadores Miguel Fernandes, Pedro Esteves e Teresa Fonseca, que integram o SPRINT – Centro de Investigação e Inovação em Desporto, Atividade Física e Saúde, em colaboração com Aristides Rodrigues, investigador e docente da Universidade de Coimbra. O Comité Científico Internacional da “Sports” atribuiu-lhe o prémio de melhor artigo científico publicado
Para Joaquim Brigas, reitor da UPG, “esta distinção internacional constitui mais um reconhecimento da qualidade do trabalho científico desenvolvido pelos docentes e investigadores da Universidade Politécnica da Guarda”. Tal como outros distinções atribuídas recentemente à Universidade Politécnica da Guarda, este prémio resulta, segundo o reitor, “da importância da ligação entre a investigação e o ensino, que permite que o conhecimento produzido seja incorporado na formação dos nossos estudantes e contribua para a qualificação dos futuros profissionais do desporto”. Para Joaquim Brigas, “este reconhecimento reforça a qualidade e a afirmação da nossa oferta formativa, desde a licenciatura até ao doutoramento, e evidencia a capacidade científica da UPG enquanto universidade”.
O estudo que esteve na base do artigo premiado investigou os efeitos mediadores da inteligência emocional e da autoestima decorrentes da participação desportiva dos jovens e a sua satisfação com a vida. Foram estudados os efeitos comparativos de diferentes tipos de envolvimento desportivo – em equipa, individual e não participação – nas diferentes variáveis selecionadas.
“Os resultados obtidos pelo nosso estudo proporcionam novas perspetivas sobre os potenciais mecanismos emocionais e psicológicos subjacentes à associação entre a participação desportiva dos jovens e a satisfação com a vida”, afirma Miguel Fernandes, docente e investigador da UPG e principal responsável pelo estudo. “Este reconhecimento internacional reforça a relevância do trabalho que temos vindo a desenvolver na área das ciências do desporto, em particular no que diz respeito ao papel do desporto no desenvolvimento emocional e psicológico dos jovens”.
Recomendados programas de educação emocional
Foi definida uma amostra de 1053 adolescentes portugueses (612 raparigas e 441 rapazes), com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos. A amostra preencheu instrumentos de autoavaliação, de autorresposta e de perceção da inteligência emocional. Foram também utilizadas a “Escala de Autoestima de Rosenberg”, teste psicológico que mede a autoestima global e o valor próprio de um indivíduo, e a “Escala de Satisfação com a Vida”, instrumento que avalia o julgamento cognitivo global da satisfação de um indivíduo com a própria vida.
Os resultados do estudo concluíram que a participação em desportos juvenis organizados contribui para o desenvolvimento de dimensões específicas da inteligência emocional, nomeadamente a utilização das emoções e da autoavaliação emocional. Estas, por sua vez, conduzem a níveis mais elevados de autoestima e de satisfação com a vida.
O estudo demonstrou também que a participação desportiva está associada de forma positiva a diferentes resultados de desenvolvimento dos adolescentes, como o funcionamento emocional e o bem-estar. O trabalho dos quatro investigadores revelou que, tanto a participação em desportos coletivos, como em desportos individuais, está associada a níveis mais elevados de utilização das emoções, quando comparada com adolescentes não praticantes de qualquer atividade desportiva.
As conclusões do trabalho premiado apontam para que os treinadores desportivos e os investigadores implementem programas de educação emocional no contexto do desporto juvenil, com o objetivo de fomentar o bem-estar emocional e psicológico durante a adolescência. Sugerem que estes programas devam incluir a avaliação das consequências a curto e longo prazo. E propõem a inclusão de novas técnicas de treino psicológico mais consolidadas, tais como o treino de competências de enfrentamento e de regulação emocional.
Os objetivos do SPRINT – “Sport, Physical Activity and Health Research & Innovation Center”(Centro de Investigação e Inovação em Desporto, Atividade Física e Saúde) passam pelo desenvolvimento de investigação aplicada nas áreas do desporto, da atividade física e da saúde, pela formação científica de jovens investigadores e estudantes e pela criação de oportunidades de emprego científico. A unidade de investigação promove a inovação e a gestão da propriedade intelectual. O centro reúne 86 investigadores doutorados integrados, mais de 70 membros colaboradores e pelo menos 12 estudantes de doutoramento afiliados com dois bjetos de investigação: “Comportamento Humano e Desempenho Desportivo” e “Atividade Física e Comunidades Sustentáveis”.