Qualquer pessoa cria vídeos. Poucas criam impacto

Durante anos, produzir vídeo foi sinónimo de conhecimento técnico, equipamentos caros e longas horas de edição. Hoje, esse cenário mudou radicalmente, com o avanço da IA, qualquer pessoa consegue criar um vídeo em poucos minutos.

Existem ferramentas que escrevem guiões, selecionam imagens, editam automaticamente e até escolhem música, tudo com uma intervenção humana mínima. Esta evolução trouxe velocidade e acessibilidade, mas também levantou uma questão inevitável: se a tecnologia já faz quase tudo, qual é, afinal, o papel do videógrafo?

Aquilo que antes diferenciava um profissional desta área, que era a sua capacidade técnica deixou de ser um fator decisivo, visto que com a evolução da IA todas as tarefas como fazer cortes, criar legendas e corrigir cor passaram a ser feitas através de um simples clique. No entanto apesar da eficiência destas ferramentas de IA existe uma dimensão do vídeo que continua fora do alcance da IA que é a capacidade de pensar, interpretar e decidir, isto porque a criação de um vídeo é muito mais que juntar imagens, é entender o objetivo de cada projeto, é entender o publico e acima de tudo é passar uma mensagem porque um vídeo pode ser perfeito no aspeto técnico e mesmo assim falhar redondamente no aspeto principal que é passar a mensagem.

A IA veio tornar a criação de vídeo mais rápida, mais barata e mais acessível, mas também tornou mais evidente a diferença entre produzir conteúdo e criar algo com significado. No cenário atual, não ganha quem faz mais vídeos, mas quem faz melhores vídeos. O futuro da videografia não está ameaçado, está a ser redefinido. E, nesse futuro, destacam-se os profissionais que vão para além da técnica e conseguem dar propósito ao que produzem. Porque, no final, não é o vídeo em si que importa, mas aquilo que ele consegue provocar em quem o vê.

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