A localidade de Sameice, no concelho de Seia, volta a vestir-se de festa entre os dias 5 e 9 de setembro para celebrar as tradicionais Festas em Honra de Nossa Senhora da Ajuda.
As festividades arrancam no sábado, 5 de setembro, a partir das 19h00 no recinto das festas, com serviço de bar e petiscos tradicionais como bifanas, frango de churrasco e caldo verde. A animação musical da primeira noite estará a cargo do grupo AS Band, a partir das 22h00.
No domingo, 6 de setembro, a gastronomia ganha destaque com o Almoço Convívio no recinto das festas às 13h00, cujo prato principal será o tradicional porco no espeto acompanhado de arroz e feijão. A tarde será abrilhantada pela atuação musical da dupla Sara Gouveia & Inês Barros às 16h00, encerrando a noite com o baile do Grupo ONE às 22h00.
A segunda-feira, 7 de setembro, será dedicada aos jogos tradicionais durante a tarde (a partir das 13h00) e culminará no baile com a Banda TIME a partir das 22h00.
O ponto alto das festividades tem lugar na terça-feira, 8 de setembro. O dia começa bem cedo, às 08h00, com a alvorada e a chegada da Banda Sociedade Instrução e Recreio de Paços da Serra, que percorrerá as ruas de Sameice em arruada. Pelas 10h00 realiza-se a recolha dos andores nas respetivas capelas, antecedendo a Missa Solene em Honra de N.ª Sr.ª da Ajuda, agendada para as 11h00.
No período da tarde, às 15h30, cumpre-se um dos momentos mais solenes e aguardados da festa: a Procissão pelas ruas da aldeia. O programa de terça-feira inclui ainda a abertura da quermesse (14h30), o leilão das fogaças (17h00), concerto pela banda filarmónica (18h00), o baile noturno com o grupo Caravela Musical (21h30) e o sorteio das rifas à meia-noite. O encerramento oficial festivo acontece na quarta-feira, 9 de setembro, com a Missa pela alma dos irmãos falecidos da Irmandade do Santíssimo Sacramento (16h30) e o regresso dos andores às respetivas capelas (17h30).
Inscrições para o almoço
Além dos petiscos no recinto ao longo dos dias, a organização destaca o almoço especial de terça-feira (08/09), servido pelo restaurante “A Saborosa” no Salão da Junta de Freguesia (12h30m), apresentando uma ementa requintada com entradas variadas, sopa de peixe e miminhos de vitela com cogumelos selvagens. Os interessados deverão fazer a sua inscrição até à próxima quinta-feira, dia 3 de setembro (inscrição obrigatória), através dos seguintes contactos: 962 483 159 | 967 757 924 | 963 640 183 | 963 955 713. As Festas contam com o apoio da União das Freguesias de Sameice e Santa Eulália e Município de Seia.
O projeto “O Amor Fica” marcou presença no passado dia 18 de agosto, no programa Praça da Alegria, da RTP, levando ao grande público uma iniciativa que promove o combate à solidão, o envelhecimento ativo e a valorização das histórias de vida das pessoas mais velhas. Em representação do projeto estiveram, três participantes do projeto-piloto implementado na ERPI da Santa Casa da Misericórdia de Seia, a D. Lurdes, D. Silvina e D. Lucília, acompanhadas pelo Provedor Paulo Caetano, por Ana Figueiras e pela “Lover” Marta Lopes, responsável pela dinamização das oficinas do projeto.
O momento central da participação foi a confeção do “Bolo das Amigas”, uma receita muito especial que nasceu muito antes de chegar aos estúdios da RTP.
Tudo começou numa oficina do projeto “O Amor Fica”, realizada na ERPI de Seia. À volta de uma mesa redonda, onde tantas conversas e memórias já tinham encontrado lugar, nasceu o desafio de imaginar um bolo diferente: um bolo construído a partir das histórias de vida de quem o criou. Cada ingrediente seria escolhido não apenas pelo seu sabor, mas pelo significado que transportava.
A D. Silvina, com a serenidade de quem passou uma vida inteira a cuidar da terra e da família, escolheu os ovos. Para ela, representavam o princípio de tudo, a origem, a vida e o cuidado. A D. Lucília acrescentou o café e o coco, sabores que guardam as memórias da antiga mercearia da família e das experiências vividas além-mar. Outros ingredientes foram surgindo naturalmente: a farinha, que dá estrutura como os valores que sustentam uma vida; o açúcar, para adoçar os dias mais difíceis; o fermento, lembrando que aquilo que não se vê também nos faz crescer; a canela, que trouxe o perfume das cozinhas antigas e dos abraços demorados; o mel, escolhido por todos porque, quando o amor é verdadeiro, permanece doce e fica.
Pouco a pouco, percebeu-se que aquele bolo já não era apenas uma receita. Era um retrato coletivo de vidas inteiras, feito de memórias, afetos, desafios e esperança.
Foi essa história que a Praça da Alegria acolheu. Em direto, as participantes prepararam o “Bolo das Amigas”, partilhando com os portugueses muito mais do que uma receita: partilharam a prova de que cada pessoa guarda uma história única e que, quando essas histórias são escutadas, nasce algo verdadeiramente especial.
A presença do projeto na RTP constituiu um importante momento de divulgação da sua missão, mostrando que o envelhecimento pode ser vivido com dignidade, criatividade e participação ativa. Através de pequenas experiências de encontro e de escuta, o O Amor Fica continua a demonstrar que as relações humanas são um dos mais poderosos instrumentos de promoção do bem-estar e da qualidade de vida. No final da oficina que deu origem ao bolo, alguém resumiu, numa única frase, aquilo que todos sentiram: “Este bolo ainda não se come… mas já se sente.” Talvez porque, mais do que os ingredientes de uma receita, aquilo que verdadeiramente ficou foi o amor.
Sobre o projeto
Criado pela marca “With Love Ana Figueiras”, este projeto utiliza a confeção de bolos e a partilha de receitas de família como ferramenta de inclusão, combate ao isolamento social e valorização da memória coletiva, preserva tradições e memórias familiares A iniciativa promove ainda o encontro entre gerações, envolvendo jovens e crianças no processo, criando pontes de empatia, respeito e transmissão de saberes tradicionais. Este é um projeto com forte potencial de impacto social no território nacional, alinhado com os desafios do envelhecimento ativo e da coesão comunitária.
A localidade da Folgosa do Salvador (Seia) vai acolher, dia 20 de setembro (domingo), a iniciativa “Folgosa do Salvador Colorida”. Sob o mote “Uma explosão de cor para toda a família!”, o evento promete dinamizar o Campo de Futebol e o Parque da localidade entre as 15h00 e as 21h00, reunindo diversão, música e muita animação.
Organizado pelos Mordomos 26/27, o programa foi pensado para todas as idades e inclui jogos tradicionais, música ambiente e espaço de restauração.
As inscrições para o evento estão abertas até ao dia 13 de setembro e dividem-se em duas modalidades: inscrição geral (12 cores), que garante acesso ao “Kit Colorido”, constituído por seguro, mochila, t-shirt, 4 saquetas de pó colorido, além da primeira bifana e da primeira bebida; para crianças até aos 10 anos, a entrada é gratuita, desde que acompanhadas por um adulto inscrito (esta modalidade não inclui o kit colorido).
A organização recomenda aos participantes o uso de roupa confortável e “que não tenham pena de colorir”, antecipando uma tarde repleta de momentos festivos.
Para efetuar a inscrição ou obter mais informações, os interessados podem contactar a comissão de mordomos através dos números: Ana: 918 387 087 Mariana: 969 177 397 Vasco: 925 040 471 Susana: 961 972 601
A Academia Sénior de Seia (ACASES) abriu, no passado mês de agosto, as inscrições para o ano letivo 2026/2027, com vagas destinadas a pessoas com 60 ou mais anos. A iniciativa tem a sua sede na Rua António Teixeira, nº 31, 6270-466 Seia (junto à Ludoteca Municipal). As inscrições poderão ser feitas até ao final de setembro na sede da ACASES ou através dos contactos: 238 491 231 / 917 387 663 / academiaseniorseia@gmail.com
Em colaboração com o Município de Seia e parceiros locais, a Academia Sénior disponibiliza uma oferta diversificada de disciplinas e atividades, com áreas como as Artes, Dança, Desporto, Direito, Literatura e Música, entre outras. O programa inclui ainda iniciativas culturais, recreativas e de lazer.
A resposta social ACASES destina-se à população com 60 ou mais anos e procura proporcionar oportunidades de aprendizagem não formal, participação em atividades culturais e desportivas e convívio. O novo ano letivo está previsto decorrer entre 14 de setembro de 2026 e 11 de junho de 2027, com interrupções nos períodos do Natal, Carnaval e Páscoa.
A iniciativa integra a política associativa de promoção do envelhecimento ativo, proporcionando aos participantes oportunidades de aprendizagem ao longo da vida e de participação na comunidade. A ACASES – Academia Sénior de Seia conta também com uma componente de voluntariado dirigente e docente.
As inscrições para a ACASES – Academia Sénior de Seia já estão abertas e permitem aos maiores de 60 anos integrar um novo ano de atividades educativas, culturais, desportivas e de convívio.
Com a participação de casas vitivinícolas com unidades de enoturismo, o CTeSP vai ser realizado em parceria pela UPG, pela autarquia e pelo agrupamento de escolas local. “A Universidade Politécnica da Guarda empenha-se na sua missão de contribuir para o desenvolvimento sustentável da sociedade no seu território de influência, formando profissionais qualificados para o tecido empresarial, para o setor social ou para as autarquias”, afirma o reitor, Joaquim Brigas.
A Universidade Politécnica da Guarda – UPG vai abrir um curso técnico superior profissional (CTeSP) de Enoturismo em Vila Nova de Foz Côa no ano letivo 2026-2027. Este curso será lecionado nas instalações do Agrupamento de Escolas Tenente‐Coronel Adão Carrapatoso, em Foz Côa, e contará com a participação de algumas das mais importantes marcas de vinho e de Vinho do Porto com unidades de enoturismo de referência na região do Douro.
O protocolo tripartido entre a UPG, o Município de Vila Nova de Foz Côa e o Agrupamento de Escolas para a realização do curso será assinado hoje, pelas 17:30, na unidade de enoturismo Casas do Rio – Quinta do Vallado. À Universidade Politécnica da Guarda, e em particular à sua Escola Superior de Turismo e Hotelaria, sediada em Seia, cabe organizar o CTeSP, desenhar a matriz curricular do curso e gerir o seu corpo docente.
O curso terá o apoio de unidades de enoturismo como a Quinta de Vale Meão, Quinta de Ventozelo, Quinta da Terrincha, Quinta de Monte Xisto, Quinta do Pessegueiro, Quinta do Reguengo, Story House Hotel, Longroiva Hotel Rural, Quinta do Palato ou a Adega Cooperativa do Vale da Teja. Também a Adega do Sável, ou as unidades de enoturismo do grupo Symington, estão ligadas a este CTeSP.
“A Universidade Politécnica da Guarda empenha-se cada vez mais na sua missão de contribuir para o desenvolvimento sustentável da sociedade no seu território de influência, formando profissionais qualificados para o tecido empresarial, para o setor social ou para as autarquias”, afirma reitor, Joaquim Brigas. “Neste caso, para além da colaboração com a Câmara Municipal de Foz Côa e do seu agrupamento de escolas, será também muito significativo o envolvimento com empresas vitivinícolas que têm projetos de enoturismo exemplares e que são referências internacionais neste setor”.
O reitor da Universidade Politécnica da Guarda sublinha que o envolvimento de empresas no desenho dos cursos garante, logo à partida, a colocação profissional dos estudantes formados. Mas vê também neste CTeSP uma oportunidade para jovens de Vila Nova de Foz Côa prosseguirem estudos no ensino superior, avançando depois para a licenciatura e para o mestrado na Escola Superior de Turismo e Hotelaria da UPG, em Seia.
“O enoturismo é uma área fundamental e estruturante para o desenvolvimento do nosso concelho, uma vez que é um complemento de grande valor acrescentado para a atividade agrícola”, afirma Pedro Duarte, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa. “Como o enoturismo é uma atividade cada vez mais competitiva, e exigente a nível profissional, trazer para o nosso território formação de nível superior nesta área é estratégico, razão pela qual a Câmara se envolveu na organização deste curso”. Segundo o autarca, o envolvimento de casas vitivinícolas do Douro com unidades prestigiadas de enoturismo é uma garantia adicional da qualidade da formação que vai ser dada aos alunos que o frequentarem.
Este curso em Vila Nova de Foz Côa sucede aos CTeSP já lançados neste mês de agosto pela Universidade Politécnica da Guarda em Trancoso e em Gouveia.
A Associação de São João Baptista da Folgosa da Madalena (Seia) promove, no próximo dia 4 de outubro, o 1.º Passeio TT São João, uma iniciativa dedicada aos amantes de jipes e motas, que promete trazer muita animação à freguesia.
O evento contará com um percurso TT, proporcionando aos participantes um dia de convívio, aventura e contacto com os caminhos e paisagens da região.
As inscrições já se encontram abertas e podem ser efetuadas através dos contactos indicados no cartaz.
A organização convida todos os interessados a participar nesta primeira edição e a fazer parte de um dia que se pretende de grande convívio e animação na Folgosa da Madalena.
O Município de Seia associa-se às comemorações do Dia Mundial do Cão da Serra da Estrela com um encontro que terá lugar no próximo dia 5 de setembro, entre as 10h00 e as 12h30, no Parque Municipal de Seia. Promovida pela Liga dos Criadores e Amigos do Cão da Serra da Estrela (LICRASE) e a Associação Portuguesa do Cão da Serra da Estrela (APCSE), com o apoio do Município de Seia, a iniciativa pretende celebrar e valorizar uma raça profundamente ligada à história, à paisagem e à cultura da região.
O Dia Mundial do Cão da Serra da Estrela celebra-se oficialmente a 8 de setembro e assinala este ano a sua terceira edição. Criada em 2024 por iniciativa da APCSE, a efeméride procura promover, divulgar e contribuir para a preservação desta raça autóctone portuguesa, mobilizando criadores, proprietários e admiradores em Portugal e noutros países.
Este ano, as comemorações são antecipadas para o dia 5 de setembro, com a realização de encontros em diferentes pontos do país e no estrangeiro. Em Seia, território indissociável da história e identidade da raça, o programa propõe uma manhã de encontro, partilha de conhecimento e sensibilização para a importância da sua preservação.
Entre as 10h00 e as 12h30, o Parque Municipal recebe uma mostra de Cães da Serra da Estrela, acompanhada por conversas abertas sobre a raça e por uma exposição de fotografia ao ar livre.
O programa integra ainda o workshop “Cão Serra da Estrela: criar para a beleza, a função e, acima de tudo, a saúde”, orientado pela médica veterinária municipal Cláudia Correia, proporcionando um espaço de informação e reflexão sobre criação responsável, funcionalidade e saúde animal.
A empresa 100 Pelos associa-se também ao encontro, com demonstrações de alguns dos seus serviços, estando ainda previsto um lanche-convívio entre os participantes.
Um património vivo da Serra da Estrela
Considerada uma das raças caninas mais antigas da Península Ibérica, a origem do Cão da Serra da Estrela perde-se no tempo. Historicamente associado à montanha e à atividade pastoril, acompanhou durante gerações os pastores, desempenhando um papel fundamental na guarda e proteção dos rebanhos.
Reconhecida internacionalmente pela Federação Cinológica Internacional (FCI), a raça apresenta duas variedades, pelo comprido e pelo curto, e mantém como características fundamentais a rusticidade, resistência e aptidão para a guarda. A sua ligação secular à pastorícia tornou-a também parte integrante do património cultural e identitário da Serra da Estrela.
A comemoração em Seia pretende, assim, contribuir para dar a conhecer esta relação histórica, mas também chamar a atenção para a importância da preservação, criação responsável e valorização da raça no seu território de origem.
O encontro é aberto à comunidade e dirige-se especialmente a criadores e proprietários de Cães da Serra da Estrela da região, que são convidados a participar com os seus animais, assim como a todos os que apreciam a raça e pretendam conhecê-la melhor.
Apoio destina-se a estudantes do concelho e de outros territórios e abrange, no próximo ano letivo, nove Cursos Técnicos Superiores Profissionais. Candidaturas à 2.ª fase decorrem até 16 de setembro.
A Escola Superior de Turismo e Hotelaria (ESTH), da Universidade Politécnica da Guarda, no ano letivo 2026/27 vai disponibilizar nove Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), com o Município de Seia a assegurar o financiamento das propinas, nas condições previstas no protocolo estabelecido entre as duas instituições. A medida abrange estudantes residentes e não residentes no concelho e pretende facilitar o acesso ao ensino superior, atrair novos alunos e reforçar a oferta formativa e a presença do ensino superior em Seia, onde está sediada a ESTH.
A 2.ª fase de candidaturas decorre até 16 de setembro, com uma oferta que abrange diferentes áreas de formação. No turismo, estão disponíveis os CTeSP em Enoturismo e Gestão e Marketing de Produtos Turísticos; na restauração e hotelaria, Cozinha e Produção Alimentar, Enogastronomia e Gestão de Alojamentos Turísticos. A oferta integra ainda Análises Laboratoriais, Comunicação Digital, Riscos e Proteção Civil e, na área social, Gerontologia.
A diversidade da oferta procura responder às necessidades de qualificação e do mercado de trabalho, contemplando áreas particularmente relevantes para o território, nomeadamente o turismo e a hotelaria, setores com forte expressão em Seia e na Serra da Estrela, mas também novas áreas de formação capazes de alargar as oportunidades de qualificação e empregabilidade.
O financiamento das propinas resulta de um protocolo celebrado entre o Município de Seia e a Universidade Politécnica da Guarda, através do qual a autarquia comparticipa o valor anual das propinas dos CTeSP lecionados em Seia. O valor de referência da propina anual é de 600 euros por estudante.
O apoio não está limitado a residentes no concelho, procurando também criar condições para que estudantes de outros territórios escolham Seia para estudar. A medida pretende, desta forma, aumentar a capacidade de atração e fixação de população estudantil e consolidar a Escola Superior de Turismo e Hotelaria enquanto polo de formação superior.
Os CTeSP são formações de ensino superior de natureza profissionalizante, com uma forte componente prática e orientadas para a aquisição de competências especializadas, constituindo uma via de acesso ao mercado de trabalho e permitindo igualmente o prosseguimento de estudos.
As candidaturas à 2.ª fase dos CTeSP da Escola Superior de Turismo e Hotelaria decorrem até 16 de setembro de 2026, no portal da Universidade Politécnica da Guarda (https://politecnicoguarda.pt/).
Alexandre Ferreira é hoje uma das maiores referências do voleibol nacional, mas o seu percurso começou bem longe dos grandes palcos internacionais. Nasceu em França, mas aos três anos veio para São Romão, concelho de Seia. Foi na Escola Evaristo Nogueira que deu os primeiros passos na modalidade através do projeto Gira-Volei. Sob a orientação de figuras marcantes no seu percurso inicial, como os professores Luís Pinto e Davide Oliveira, o atleta, com 2 metros de altura, começou a desenhar um destino que o levaria ao topo do desporto mundial.
Entre 2006 e 2008, representou o Sena Clube, rumando depois ao projeto de formação da Federação Portuguesa de Voleibol (FPV). Ao serviço do CDRJ Anreade — equipa que reunia os melhores talentos das seleções nacionais de cadetes e juniores —, sagrou-se campeão nacional da III Divisão.
A ascensão ao patamar principal do voleibol português deu-se em 2010 com a camisola do Esmoriz GC, estreando-se na I Divisão. Na época seguinte, deu o salto para o SC Espinho, onde conquistou o seu primeiro título de Campeão Nacional.
A conquista da europa e do mundo
O talento de Alexandre Ferreira na posição de ponta (Zona 4) rapidamente despertou o interesse internacional. A primeira aventura além-fronteiras teve como destino a competitiva liga italiana, ao serviço do BCC-NEP Castellana Grotte, onde partilhou o balneário com o seu irmão, Marco Ferreira, também ele internacional português.
A afirmação definitiva no voleibol europeu chegou ao assinar pelo gigante Diatec Trentino, clube italiano tetracampeão mundial. Em Trento, o zona 4 português conquistou a Supercopa Italiana e arrecadou a medalha de bronze no Campeonato do Mundo de Clubes.
Seguiu-se uma passagem de sucesso pela Turquia ao serviço do Ziraat Bankasi, onde conquistou nova medalha de bronze no campeonato e foi eleito o melhor jogador da liga na sua posição. O percurso internacional contou ainda com um regresso a Itália para representar o Calzedonia Verona e uma experiência na Ásia, ao serviço dos sul-coreanos do Gumi KB Stars Insurance Greaters, na Polónia, Barém e Japão.
O regresso às origens e os novos desafios
Atualmente a defender as cores do SL Benfica, onde continua a somar títulos no panorama nacional, Alexandre Ferreira assume o papel de capitão da Seleção Nacional A masculina. A equipa das quinas prepara-se para entrar em campo em Sofia, na Bulgária, a partir do próximo dia 11 de setembro, num decisivo compromisso para o Campeonato da Europa 2026.
Apesar dos pavilhões cheios e das viagens pelo mundo, o capitão nacional não esquece as suas raízes em São Romão. Em entrevista ao Jornal de Santa Marinha, Alexandre Ferreira revelou que é no concelho de Seia que encontra o refúgio ideal para desligar do ritmo exigente da alta competição. Sempre que o calendário o permite, o regresso à terra natal serve para “retemperar as energias” junto da família e dos amigos, mantendo intacta a ligação às origens onde tudo começou.
Com o olhar posto na Bulgária e o orgulho de carregar a braçadeira de capitão de Portugal, o atleta continua a erguer o nome do concelho de Seia e do voleibol português ao mais alto nível.
O Centro Interpretativo das Ruínas Romanas de Bobadela atingiu a marca dos 50 mil visitantes, esta quinta-feira, 28 de agosto, consolidando-se como um dos principais equipamentos culturais de valorização do património histórico-arqueológico de Oliveira do Hospital.
O monumental património romano existente na aldeia de Bobadela, conhecida como “Splendidissima Civitas” e situado às portas da cidade de Oliveira do Hospital, integra um conjunto de elevado valor histórico e arqueológico, onde se destacam o Fórum, o Anfiteatro e o Arco Romano, classificados como Monumento Nacional. Os vestígios correspondem a uma antiga cidade romana, cuja dimensão, organização e importância continuam a ser objeto de estudo.
O Centro Interpretativo da Ruínas Romanas de Bobadela, reaberto ao público desde 2018, após as obras de requalificação, assume-se como um importante veículo para a divulgação do legado da romanização e como um dos principais equipamentos de interpretação deste património na Região de Coimbra e no país, constituindo uma importante porta de entrada para a compreensão do conjunto arqueológico associado à antiga cidade romana.
Apresenta a história da antiga cidade, através de um discurso expositivo dirigido a todos os públicos, que combina textos, fotografias, ilustrações, equipamentos multimédia interativos, um filme documental e peças arqueológicas recolhidas nas escavações. O espaço permite compreender melhor a organização, a importância e a vivência da antiga civitas, assumindo-se também como um equipamento de memória, educação e divulgação científica.
Segundo a vereadora da Cultura e do Turismo do Município de Oliveira do Hospital, Luísa Correia, o marco dos 50 mil visitantes constitui um momento significativo no percurso deste equipamento municipal e um indicador da sua crescente afirmação enquanto espaço cultural, histórico, de memória e destino de turismo patrimonial.
“Bobadela representa um património de enorme importância, cuja relevância ultrapassa claramente a dimensão local, uma vez que estamos perante um testemunho da presença romana no território português, com um importante valor histórico, arqueológico e científico”, refere.
Os 50 mil visitantes, salienta a vereadora, “representam uma etapa muito importante, mas não um ponto de chegada. Queremos continuar a trazer pessoas a Bobadela, continuar a valorizar este património, continuar a descobrir e a dar a conhecer a história desta antiga cidade romana. A fazer de Bobadela um ponto de partida para que o visitante possa partir à descoberta de outras realidades históricas e culturais do concelho”.
Para Luísa Correia, “esta marca é também um reconhecimento do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na preservação, valorização, interpretação e divulgação deste património e constitui um incentivo para continuarmos a trabalhar”.
“O nosso objetivo é continuar a proteger, estudar e divulgar este património, para que possa ser cada vez mais conhecido e valorizado, em Oliveira do Hospital, na Região de Coimbra e em todo o país”, acrescenta.
Apesar do conhecimento acumulado ao longo de décadas de investigação, a antiga cidade romana de Bobadela ainda continua a colocar questões à comunidade científica, nomeadamente quanto à sua dimensão e organização global, à evolução do seu território e à identificação de outros vestígios que possam contribuir para um conhecimento mais completo da antiga civitas.
“Esta dimensão de investigação constitui uma das principais razões que justificam a importância da salvaguarda do sítio arqueológico e da continuidade da sua valorização. A Bobadela não é uma história encerrada. Pelo contrário, continua a colocar perguntas e a permitir novas descobertas”, defende.
Neste contexto, desde 2024 que está a decorrer um novo procedimento destinado à ampliação da classificação das Ruínas Romanas de Bobadela, procurando adequar o enquadramento de proteção patrimonial ao conhecimento atualmente existente sobre o sítio arqueológico.
“Temos o dever de preservar este legado, aprofundar o conhecimento científico sobre a antiga cidade e garantir que esse conhecimento chega à comunidade e a todos aqueles que nos visitam. Valorizar Bobadela é também valorizar a nossa identidade e a nossa história”, conclui Luísa Correia.
A valorização e proteção das Ruínas Romanas de Bobadela continuam a ser uma prioridade para o Município de Oliveira do Hospital. Em 2025, foi renovado o sistema de iluminação cénica do Fórum e do Anfiteatro Romano, num investimento de cerca de 100 mil euros, reforçando a valorização daquele conjunto monumental.
O Município pretende prosseguir a aposta na preservação e divulgação do património, articulando investigação, educação, cultura e turismo, e afirmando Bobadela como um espaço de referência do património romano, em ligação com outros monumentos nacionais do concelho, como a Igreja Moçárabe de São Pedro de Lourosa e a Capela dos Ferreiros.
O Centro Interpretativo das Ruínas Romanas de Bobadela encontra-se aberto ao público de terça-feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, com entrada e visitas guiadas gratuitas, constituindo um ponto de partida privilegiado para conhecer a história da antiga cidade romana e os vestígios que permanecem na aldeia de Bobadela.
Luís Freire foi o visitante número 50 mil do Centro Interpretativo das Ruínas Romanas de Bobadela. Professor de Física no Ensino Superior, em Lisboa, Luís Freire deslocou-se pela primeira vez a Oliveira do Hospital para participar num festival de música, aproveitando a ocasião para conhecer alguns dos principais pontos de interesse turístico do concelho. A visita incluiu o Centro Interpretativo das Ruínas Romanas de Bobadela, Alvoco das Várzeas e Avô.