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PSD de Seia assinala um ano de mandato com foco na fiscalização, propostas e defesa do concelho. “Terá que haver um bocadinho de mais respeito pela oposição”

O Partido Social Democrata (PSD) de Seia assinalou, esta segunda-feira, dia 12 de outubro, o primeiro ano do mandato autárquico 2025 – 2029 com um balanço de ação “marcado pela fiscalização rigorosa da gestão municipal, pela apresentação de propostas concretas e pela defesa dos interesses das populações, das freguesias e do desenvolvimento económico docConcelho”.

Em conferência de imprensa, os sociais-democratas fizeram um balanço dos primeiros 365 dias, destacando que a sua atuação não se pauta por uma “oposição por oposição”, mas sim por um trabalho sério, exigente e construtivo.

Aos jornalistas, o PSD de Seia referiu que “ao longo deste primeiro ano, os vereadores do PSD acompanharam 24 reuniões de Câmara Municipal, apresentaram 5 propostas e realizaram 37 requerimentos e intervenções. Um trabalho estruturado em torno de sete Eixos estratégicos: rigor orçamental, infraestruturas e segurança, educação, economia local, coesão territorial, saúde e ação social, e transparência institucional.” Já na Assembleia Municipal, a bancada social-democrata registou 54 intervenções, reforçando o controlo político da ação executiva e a defesa das competências e dos recursos das Juntas de Freguesia.

Nesta conferência, onde estiveram Susana Ferreira, presidente do PSD de Seia e vereadora na Câmara Municipal de Seia, Paulo Hortênsio, vereador do PSD na Câmara Municipal, Lúcia Leitão, deputada na Assembleia Municipal de Seia, Miguel Caetano, presidente da Junta de Freguesia de Seia e Armando Abrantes, presidente da Junta de Freguesia de Girabolhos, o PSD referiu que, neste primeiro ano de mandato, a sua ação ficou ainda marcada pelo trabalho dos autarcas eleitos nas diferentes Assembleias de Freguesia e pelos dois presidentes de Junta de Freguesia eleitos pelo partido – Seia e Girabolhos – os quais “têm assumido um papel ativo na defesa das suas comunidades, na resolução de problemas concretos do quotidiano e na exigência de uma relação mais justa e equilibrada entre o Município e as Freguesias.” Apesar “dos constrangimentos financeiros, das carências infraestruturais e das dificuldades na articulação com o Executivo municipal, ambos têm vindo a ultrapassar desafios importantes nas áreas da limpeza e conservação dos espaços públicos, dos arruamentos, do abastecimento de água, do apoio às populações e da valorização do território, reafirmando o compromisso do PSD com uma governação próxima, responsável e ao serviço de todas as freguesias do concelho.”

Fiscalizar, propor e defender Seia

Um ano depois das eleições, o PSD “não está a fazer Oposição por Oposição. Está a fazer o seu trabalho: fiscalizar, propor e defender os interesses do Concelho», sublinha o PSD de Seia, numa mensagem central dirigida à comunicação social.

“Um ano depois, o PSD continua presente, atento e a trabalhar por Seia”, salientou esta equipa aos jornalistas.

Transparência, finanças e obras públicas

O PSD destacou, ainda, a sua exigência de maior rigor e transparência na gestão municipal, designadamente através da apresentação de um modelo de nota explicativa para alterações orçamentais e Grandes Opções do Plano, da exigência da aprovação do Regimento da Câmara, com transmissão online das reuniões, e de requerimentos de acesso a peças de contratação pública e obras.

Neste período de tempo, a bancada apresentou, ainda, um Requerimento Instrutório de Fiscalização Global das Empreitadas, exigindo a calendarização, os custos e o ponto de situação de todas as obras adjudicadas pelo Município desde 2021, bem como um requerimento sobre a legalidade do processo de contratação do auditor externo/ROC.

No terreno, “o PSD alertou para problemas em várias vias do Concelho, incluindo riscos de derrocada na Avenida 1.º de Maio, cedências de piso em São Romão, degradação do Ramal de Girabolhos, da EM 502-2 e da ligação entre Carragozela e Várzea de Meruge, além de questões de segurança rodoviária na EM 516”, salienta.

Educação, saúde e território

Em matéria de educação, o PSD “exigiu melhores condições térmicas no Centro Escolar de Seia, respostas para a qualidade da alimentação escolar, a salvaguarda da hidroterapia para crianças com Perturbação do Espetro do Autismo e uma maior ambição pedagógica nas normas das Atividades de Enriquecimento Curricular.”

A formação também esteve no centro da ação do partido, “com a defesa de um Pacto de Regime para garantir o futuro da Escola Superior de Turismo e Hotelaria (ESTH), a conclusão do IC6 e as condições de acesso e alojamento dos estudantes.”

Na área da saúde e da ação social, o PSD “alertou para a perda de médicos na USF A Serrana, com impacto nos polos de Sandomil e São Romão, e apelou à dignificação das instalações do Núcleo de Seia da Cruz Vermelha Portuguesa.”

Economia local e Freguesias

No desenvolvimento económico, apresentou a Proposta 01/2026/PSD, “defendendo a recuperação da FIAGRIS – Feira Industrial, Comercial e Agrícola de Seia, como instrumento de apoio ao tecido empresarial, ao empreendedorismo e à economia local.” A proposta foi, no entanto, “rejeitada pela maioria socialista.”

O partido reivindicou, ainda, “uma estratégia mais ambiciosa para a Feira do Queijo, maior projeção dos produtos endógenos de Seia em feiras internacionais, como a FITUR, e a valorização da Festa da Transumância e dos Pastores como plataforma estratégica da fileira ovina e agropastoril.”

Quanto às Freguesias, defendeu “a criação de um Gabinete de Apoio às Freguesias, uma revisão equitativa das transferências municipais e maior apoio jurídico e procedimental às Juntas de Freguesia, designadamente em matéria de contratação pública.”

Cinco prioridades para o próximo ano

Para o segundo ano de mandato, o PSD de Seia definiu cinco prioridades: “mais fiscalização, com acompanhamento rigoroso das decisões e da execução das políticas municipais; mais propostas, com soluções concretas para os problemas identificados; mais proximidade, reforçando o contacto com as Populações e instituições; mais atenção às Freguesias, numa relação equilibrada entre o Município e as Juntas de Freguesia e mais visão estratégica, colocando no centro o desenvolvimento económico, o investimento, a população e o futuro de Seia.”

PSD de Seia aponta falhas ao Executivo Municipal

Na conferência de imprensa, o PSD de Seia foi confrontado com várias questões por parte dos jornalistas presentes, detalhando o diagnóstico feito à gestão do Partido Socialista (PS) na Câmara Municipal e as principais propostas e exigências em cima da mesa.

Questionado sobre o balanço concreto deste primeiro ano de governação socialista, o Paulo Hortênsio, sublinhou que governar uma autarquia exige ação desde o primeiro momento. O principal foco de crítica recaiu sobre a falta de abertura e de respeito institucional para com a oposição, apontando constrangimentos severos na atividade política: “Desde logo, diríamos que terá que haver um bocadinho de mais respeito pela oposição. E quando dizemos mais respeito pela oposição, dizemos que estamos perante um quadro em que de facto a nossa dificuldade é grande para poder contribuir para a discussão política e para a discussão democrática no município de Seia.”

Entre as principais falhas apontadas está o atraso crónico no envio da documentação para as reuniões, o que dificulta o trabalho dos vereadores e deputados municipais que acumulam os mandatos com os seus deveres profissionais.

A questão do regimento e a transparência

Um dos pontos que mais perplexidade causou ao partido foi a ausência de um regimento de funcionamento aprovado ao fim de doze meses de mandato: “Achamos, no mínimo, caricato, para não dizer outra palavra, que um ano depois das eleições, a Câmara Municipal ainda não tenha o seu regimento de funcionamento aprovado.”

O PSD lembrou que apresentou uma proposta própria que, além de modernizar o órgão, previa a transmissão online das reuniões do executivo, tal como já acontece na Assembleia Municipal. Para os sociais-democratas, estes atrasos e a relutância em ceder elementos financeiros, refletem “um modelo de governação fechado que contrasta com a abertura exigida a um município no século XXI.”

O papel da Oposição e o trabalho em equipa

Interpelado sobre a insistência e o “batalhar” constante para conseguir aceder a documentos e fichas de cabimento, o PSD defendeu que o seu papel não se resume a dizer “não”, mas sim a exercer uma oposição séria, capacitada e construtiva,

Foi igualmente destacado o reforço quantitativo e qualitativo da equipa social-democrata neste mandato, contando com mais vereadores e deputados municipais multidisciplinares que enriquecem o trabalho de preparação e escrutínio político.

Visão estratégica

Em resposta a uma questão sobre o triângulo estratégico entre pessoas, empresas e autarquia (incluindo a projeção da Marca Seia), o PSD reforçou que a sua perspetiva de desenvolvimento assenta na união destes três vértices para dar um verdadeiro salto qualitativo no concelho nos próximos três anos de mandato.

“Nutrição em Ação: do Setor Social à Comunidade” promove reflexão sobre alimentação e saúde em Seia

A Santa Casa da Misericórdia de Seia promove, esta sexta-feira, dia 16 de outubro, pelas 15h00, a conferência “Nutrição em Ação: Do Setor Social à Comunidade”, no Auditório da Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia.

A iniciativa pretende criar um espaço de reflexão e partilha sobre o papel da nutrição na promoção da saúde e do bem-estar, abordando diferentes dimensões da intervenção alimentar, desde o setor social à escola e à comunidade.A abertura da sessão é presidida por Paulo Caetano, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Seia, e Luciano Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal de Seia.

O primeiro painel terá como tema “Nutrição no Setor Social: Desafios e Oportunidades”, com intervenções de Inês Almeida Silva, Nutricionista do Centro Paroquial de Seia, e de Rita Saraiva Ferreira, Nutricionista da Santa Casa da Misericórdia de Seia, que irão abordar a importância da intervenção nutricional no contexto das respostas sociais e os desafios que se colocam às instituições.

A “Educação Alimentar da Escola à Comunidade” será o tema do segundo momento, com a participação de Elsa Páscoa, Engenheira Alimentar do Município de Seia e de Sérgio Monteiro, Nutricionista do Município de Seia, numa reflexão sobre a importância da educação alimentar na promoção de escolhas mais conscientes e de hábitos de vida saudáveis.

O programa prossegue com o tema “Literacia Alimentar e Promoção da Saúde”, apresentado por Maria do Carmo Carvalho, Nutricionista da ULS Guarda e por Joana Dias, Nutricionista do Centro de Saúde de Seia, que irão explorar a relação entre conhecimento, alimentação e saúde e a importância de capacitar a comunidade para escolhas alimentares informadas.

A sessão contará ainda com um momento de debate, proporcionando a participação e a troca de perspetivas entre os diferentes intervenientes.

O encerramento estará a cargo de Liliana Sousa, Bastonária da Ordem dos Nutricionistas e de Célia Barbosa, Vice-presidente da Câmara Municipal de Seia.

Com esta iniciativa, a Santa Casa da Misericórdia de Seia pretende reforçar a importância da nutrição como área transversal à saúde, ao setor social, à educação e à comunidade, promovendo o conhecimento, a partilha de boas práticas e a reflexão sobre estratégias que contribuam para a melhoria da qualidade de vida das populações.

A participação na iniciativa constitui uma oportunidade para profissionais, instituições e comunidade acompanharem uma reflexão multidisciplinar sobre os desafios atuais da alimentação e da promoção da saúde.

Vote no projeto Aldeias de Montanha – Ecossistema Criativo e Comunitário


“Este reconhecimento não é sobre um projeto, uma candidatura ou uma estratégia; é sobre a força das comunidades para construírem o seu próprio futuro.”

Há quem veja no interior o estigma do despovoamento, mas nas serras da Estrela e da Gardunha constrói-se todos os dias uma história diferente. O projeto “Aldeias de Montanha – Ecossistema Criativo e Comunitário, Associação para o Desenvolvimento Integrado da Rede de Aldeias de Montanha -ADIRAM” transformou 27 aldeias num autêntico laboratório vivo de inovação social, transição ecológica e valorização do território.

Aprovado no âmbito do Programa Centro 2020 e promovido pela ADIRAM (Associação para o Desenvolvimento Integrado da Rede de Aldeias de Montanha), este projeto-âncora provou que o mundo rural não só preserva o passado, como lidera o futuro.

Ao longo dos últimos anos, o projeto reinventou a relação com a montanha, cruzando saberes ancestrais com modernidade e sustentabilidade, fazendo nascer a primeira Rede de Coworking Rural em Portugal, reabilitando edifícios devolutos com design comunitário e atratividade para novos residentes e nómadas digitais.

Também o icónico Projeto Queijeiras deu rosto e voz a 44 mulheres de 9 concelhos, homenageando as embaixadoras do Queijo Serra da Estrela e impulsionando a economia local.

Territórios como Manteigas e Loriga foram distinguidos pela Organização Mundial do Turismo como Best Tourism Villages.
As celebrações locais transformaram-se em polos de dinamização turística, teste de novos negócios e coesão comunitária.
Mobilizou-se o investimento privado e estabeleceu-se a plataforma O Lugar, aproximando a diáspora da sua terra natal.

Um prémio que pertence às pessoas que vivem neste território de montanha

Mais do que obras, infraestruturas ou métricas de financiamento europeu, este projeto deu voz e autonomia a quem vive na montanha. Mostrou que quando autarquias, academia, empresários e cidadãos se unem, o interior afirma-se como um modelo sustentável, resiliente e inspirador para todo o país.

“Este reconhecimento não é sobre um projeto, uma candidatura ou uma estratégia; é sobre a força das comunidades para construírem o seu próprio futuro.”

Como ajudar a trazer este prémio para a região?

O projeto está nomeado nos Prémios dos Fundos Europeus (na categoria Portugal + Próximo dos Cidadãos), e o seu voto é decisivo para coroar este trabalho comunitário de excelência.

  1. Aceda à plataforma oficial dos prémios: www.premiosdosfundoseuropeus.pt
  2. Clique em “Vote no seu projeto favorito” e selecione o projeto Aldeias de Montanha – Ecossistema Criativo e Comunitário.
  3. Confirme o seu voto, colocando apenas o seu e-mail!

Município de Seia promove Bootcamp Wake Up para desenvolver competências de empreendedorismo nos jovens

O Município de Seia, através do CLDS 5G [Des]Envolver Seia e em parceria com a ADRUSE, promove no dia 16 de outubro o Bootcamp Wake Up, um encontro destinado a jovens entre os 15 e os 30 anos, com participação limitada a 20 jovens. A iniciativa pretende desenvolver competências de empreendedorismo e incentivar o envolvimento dos participantes na construção do futuro do concelho.

O bootcamp decorre no Parque da Boavista, em Sameice, e no Observatório Astronómico de Travancinha. Num ambiente informal e participativo, os jovens serão convidados a identificar desafios locais, explorar oportunidades de intervenção e desenvolver propostas em equipa.

Através de dinâmicas de liderança, criatividade, comunicação e colaboração, o programa aborda o empreendedorismo como uma forma de gerar impacto positivo na comunidade. O objetivo é ajudar os participantes a reconhecer o seu potencial e a transformar ideias em propostas para um concelho mais participativo, inovador e sustentável.

Durante a manhã, o Parque da Boavista acolhe atividades de desenvolvimento de competências e uma conversa com José Muchata, cofundador da Dappin – Creative Agency. A tarde será dedicada à identificação de desafios do concelho e à criação de soluções.

O programa prossegue no Observatório Astronómico de Travancinha, com uma visita guiada, a apresentação das propostas desenvolvidas, momentos de convívio e partilha, observação astronómica e uma silent party.

A partida está prevista para as 9h00, a partir da Escola Secundária de Seia, da Escola Profissional da Serra da Estrela e do HUB Porta da Estrela, com regresso a Seia pelas 22h00.

Equipa dos Cuidados Paliativos de Seia promoveu tertúlia com muitas partilhas, lágrimas e testemunhos marcantes

O Conservatório de Música de Seia encheu-se, no passado domingo, para acolher a tertúlia “Cuidados Paliativos: Vamos Conversar?”, promovida pela Equipa de Cuidados Paliativos do Pólo de Seia — Área de Gestão Integrada de Cuidados Paliativos da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda.

​Organizado no âmbito das comemorações do Dia Mundial dos Cuidados Paliativos (assinalado a 10 de outubro), o encontro estendeu-se por mais de duas horas de diálogo próximo, descontraído e aberto a toda a comunidade. O principal objetivo foi desmistificar a área, esclarecer dúvidas e promover uma reflexão profunda sobre o impacto humanizador desta assistência no quotidiano dos utentes e das suas famílias.

​Partilha e testemunhos de “Amor”

​A iniciativa ficou marcada por momentos de forte carga emotiva, entre risos, esclarecimentos e lágrimas. A sessão contou com a participação de profissionais, cidadãos e, de forma muito especial, com os testemunhos na primeira pessoa de quem vivenciou o apoio desta equipa.
​Entre as partilhas, destacou-se o relato da cuidadora de uma doente acompanhada pela equipa há cerca de dois anos, bem como as palavras de um filho e da esposa de um utente já falecido. Num momento impactante, este filho prestou uma homenagem sentida ao trabalho dos profissionais de saúde, resumindo toda a dedicação prestada à palavra “amor”.

​16 anos ao serviço da comunidade

​Esta iniciativa reveste-se de um significado ainda mais especial por coincidir com as comemorações dos 16 anos de existência do Pólo de Seia, celebrados a 1 de outubro.
​No encerramento da sessão, a organização expressou a sua satisfação pelo sucesso e adesão do público, sublinhando que o evento traduziu o compromisso e o trabalho árduo diário em prol de cuidados de saúde mais humanos, dignos e rigorosos.

Loja da MEO em Seia assaltada na madrugada desta terça-feira

A loja da operadora MEO localizada na Avenida 1⁰ de Maio, em Seia, foi alvo de um assalto durante a madrugada desta terça-feira.

​De acordo com as informações apuradas, o crime terá sido praticado por quatro indivíduos. Os suspeitos forçaram a entrada no estabelecimento através do quebra do vidro da porta principal, deixando um rasto de vidros partidos pelo passeio.

Do interior do estabelecimento, os assaltantes levaram praticamente todos os equipamentos eletrónicos e dispositivos de elevado valor comercial ali expostos, deixando para trás apenas os telemóveis de teclas.

​Após concretizarem o furto, os quatro suspeitos puseram-se em fuga num automóvel com matrícula espanhola. As autoridades locais foram alertadas e encontram-se a investigar o caso para apurar a identidade dos suspeitos e o paradeiro do veículo envolvido.

Santiago – um ano depois

* Nas eleições autárquicas de 2025, o Grupo de Cidadãos Eleitores “Unidos pela Freguesia de Santiago” (UPFS) venceu em Santiago, assumindo a gestão da Junta de Freguesia.

Ao completar-se o primeiro ano de mandato, o Jornal de Santa Marinha regressa à freguesia no âmbito da iniciativa «Dar voz às freguesias — Um ano depois», para ouvir o executivo liderado por Maria Isabel Chaves fazer o balanço dos primeiros meses de gestão.

Nesta entrevista, o executivo destaca o esforço contínuo na limpeza e conservação dos caminhos agrícolas afetados pelas intempéries, a conclusão de obras como a ampliação do cemitério e aponta como grande prioridade a requalificação do campo de futebol e o espaço envolvente, com colocação de relvado sintético.


“Gostaríamos que os mesmos [fregueses] confiem no nosso trabalho e na nossa equipa, que em tudo faremos para ir de encontro às suas necessidades”

Executivo da Junta de Freguesia de Santiago

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Junta de Freguesia de Santiago (JFS): Até ao momento as nossas prioridades, devido ao tempo decorrido após as eleições, tem sido a limpeza e manutenção de ruas e caminhos por toda a freguesia.

Devido ao ano atípico de clima que se tem vivido nos últimos meses, tanto de calor como de chuvas torrenciais, obrigou-nos a fazer um esforço maior de manutenção dos caminhos agrícolas, ficando por concretizar tudo o que eram obras mais dispendiosas como sendo o pavimento e alcatroamento de vias. No entanto, procedemos à conclusão da ampliação do Cemitério, continuação da requalificação da Rua Monte Arroio, em Santiago e calcetamento de parte da Rua do Beidorno, na Folgosa do Salvador.

JFS: A nossa maior preocupação são sempre as pessoas, no entanto nem sempre nos é possível atender a todos os seus pedidos atempadamente. A nossa maior dificuldade até ao momento é falta de mão de obra para os trabalhos necessários de manter a freguesia o mais limpa possível.

JFS: Sempre que intervimos num local, pedimos opinião dos fregueses que melhor o conhecem, o que faz com que os mesmos se envolvam no decorrer dos trabalhos, onde alguns até ajudam com a sua mão de obra.

JFS: Gostaríamos de ver o início das obras de requalificação do campo de futebol e o espaço envolvente, com colocação de relvado sintético. Esta obra será executada pelo nosso Município, para utilização dos desportistas do nosso concelho.

JFS: A Pavimentação de várias ruas de acesso a habitações, que ainda se encontram em terra e no nosso entender são prioritárias.

JFS: Continuamos a apoiar o Jardim de Infância, a Escola Básica do 1º ciclo e o associativismo da nossa Freguesia, como sempre temos feito.

Gostaríamos que os mesmos confiem no nosso trabalho e na nossa equipa, que em tudo faremos para ir de encontro às suas necessidades.

Mantemos o nosso compromisso eleitoral de proximidade, dedicação, empenho e trabalho para darmos continuidade à melhoria das nossas terras, em prol das nossas gentes. 

Artigos relacionados:

Dar voz às freguesias – Autárquicas 2025

* A ordem de publicação das entrevistas é definida pela data de receção de todos os elementos necessários à sua publicação.

SerE+ apresenta primeiros resultados e convida comunidade a pensar o futuro da Serra da Estrela

Terceira Oficina Colaborativa realiza-se a 14 de outubro, em Seia, e encerra o primeiro ciclo participativo do projeto

O projeto SerE+ – Rede de Áreas de Aceleração de Serviços dos Ecossistemas na Serra da Estrela promove, no próximo dia 14 de outubro, a sua terceira Oficina Colaborativa, no Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), em Seia. Aberto à comunidade, o encontro assinala o encerramento do primeiro ciclo participativo do projeto e convida cidadãos, entidades e outros agentes do território a discutir os primeiros resultados e a contribuir para a sua validação.

A sessão reunirá participantes das oficinas anteriores, técnicos, investigadores, representantes de instituições públicas, organizações da sociedade civil e outros interessados na conservação e valorização da Serra da Estrela. O objetivo é cruzar o conhecimento científico com a experiência de quem vive e trabalha no território, reforçando a participação das comunidades na definição de prioridades para o seu futuro.

Serão apresentados os mapas preliminares de Serviços dos Ecossistemas e de priorização de áreas para conservação e restauro ecológico, bem como os resultados das oficinas anteriores e do questionário online. Os participantes poderão partilhar observações e sugestões que ajudem a avaliar em que medida estes resultados refletem a realidade local.

“Primeiro recolhemos as perceções das populações e partes interessadas. Fizemos uma análise preliminar e desenvolvemos modelos de priorização de áreas de conservação e restauro e mapas de quantificação de serviços de ecossistemas em função do uso do solo. Agora queremos devolver esses resultados às pessoas e perceber até que ponto refletem a realidade da Serra da Estrela. Esta oficina é um momento fundamental para aproximar ciência, território e tomada de decisão, garantindo que os resultados do projeto respondem às necessidades e expectativas das comunidades locais”, destaca Pedro Horta, coordenador do projeto SerE+.

O programa incluirá também a apresentação dos resultados do Campo de Trabalho Científico realizado na área-piloto do projeto, na Mata do Desterro, em São Romão, no concelho de Seia.

Um percurso construído com a comunidade

Os resultados agora apresentados refletem um processo de participação iniciado no passado mês de abril, com a primeira Oficina Colaborativa. Nesse encontro, foram identificados os Serviços dos Ecossistemas considerados mais relevantes para a Serra da Estrela, assim como as principais ameaças e prioridades de atuação.

A segunda oficina, realizada em junho, centrou-se na avaliação da importância desses serviços nos diferentes tipos de paisagem e usos do solo da região. O processo participativo incluiu ainda a avaliação de mecanismos de financiamento, incentivos e oportunidades para a manutenção, valorização e remuneração dos Serviços dos Ecossistemas à escala regional.

Em paralelo, um questionário online alargou a participação e diversificou os contributos recolhidos. As perceções dos participantes estão a ser integradas no trabalho técnico e científico do projeto, apoiando a elaboração dos mapas que serão discutidos nesta terceira oficina.

Pensar o futuro da Serra da Estrela

A oficina incluirá uma dinâmica participativa dedicada à identificação de potenciais locais para a implementação de futuras Áreas de Aceleração de Serviços dos Ecossistemas, uma das componentes centrais do SerE+.

Com base nos mapas e nas análises desenvolvidas, os participantes serão convidados a identificar oportunidades de conservação, restauro ecológico e valorização dos benefícios que os ecossistemas proporcionam às comunidades da Serra da Estrela.

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia.

Sobre o projeto

O projeto SerE+ – Rede de Áreas de Aceleração de Serviços dos Ecossistemas na Serra da Estrela procura criar ferramentas integradoras e localmente adaptadas capazes de apoiar o restauro e a conservação dos serviços de ecossistema da região serrana, identificando os locais com maior potencial de conservação e de potenciação desses serviços, promovendo o equilíbrio com as atividades socioeconómicas e propondo medidas de conservação e restauro concretas para o território.

É coordenado pela Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural e desenvolvido em parceria com o Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (CE3C) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o Município de Seia, através do CISE e a Agencia Estatal Consejo Superior de Investigaciones Científicas M.P., através da Estação Biológica de Doñana, em Espanha. O projeto conta ainda com o apoio técnico-científico do CESOP (Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa) e do projeto Invasoras.PT, desenvolvido pelo CEF (Centro de Ecologia Funcional) e pelo CERNAS (Centro de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade), da Universidade de Coimbra e da Escola Superior Agrária de Coimbra.

Com a duração de três anos, o SerE+ é apoiado pelo Programa Promove da Fundação “la Caixa”, em colaboração com o BPI e com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). A sua intervenção abrange a área total dos seis municípios que integram o Parque Natural da Serra da Estrela.

Bosque CineEco – Plantadas em Seia as primeiras árvores para auditório natural

Uma sala de cinema sem paredes nem teto, desenhada com a própria paisagem. É este o projeto do Bosque CineEco, que reuniu na manhã deste domingo, vários convidados do CineEco, realizadores, programadores no parque da Quinta da Nogueira, em Seia, para a plantação de 32 árvores de espécies autóctones, uma por cada edição do festival. Esta ação contou com a presença da vereadora da Cultura, Ambiente e Sustentabilidade da Câmara Municipal de Seia, Teresa Pereira.

A reflorestação da Quinta da Nogueira, em Seia, tem como propósito criar um Bosque CineEco com espécies nativas para que, dentro de alguns anos, possa vir a acolher um auditório natural, construído com a própria paisagem, onde poderão ser exibidos alguns dos filmes do CineEco.

O primeiro passo foi dado na manhã deste domingo, 11 de outubro, com a presença da vereação do Ambiente e Sustentabilidade, técnicos do Centro de Interpretação da Serra da Estrela, realizadores, programadores, técnicos do executivo camarário e convidados do festival. Foram plantados, num terreno em conversão para área de lazer e usufruto da população, 32 exemplares de espécies autóctones (pilriteiros, azereiros, bétulas e tramazeiras), um por cada edição do CineEco.

Esta ação contribui também como uma forma de mitigar o impacto da presença dos convidados através de um resultado real e verificável no território. Inaugura também um ciclo que o festival retomará nas próximas edições.

A “Aldeia de Belém” está a renascer e vai regressar a Seia

Depois do estrondoso sucesso da sua primeira edição no Natal passado — que atraiu mais de 4.000 visitantes de todo o país e de várias geografias europeias, africanas e americanas —, o emblemático “Presépio de Natal – Aldeia de Belém” está oficialmente a renascer em Seia.

Concebida pelas mãos, pela paciência e pela dedicação profunda dos artistas e primos José Clara e Alice Garcia, a maquete que encantou centenas de famílias regressa para dar continuidade a um projeto comunitário e artístico que conquistou o coração de quem o visitou.

O presépio destaca-se não apenas pela sua impressionante beleza, minúcia e valor estético, mas também por um forte compromisso ecológico. A obra foi integralmente elaborada com materiais reciclados, transformando desperdícios numa narrativa visual rica em detalhes que retrata a tradição natalícia com um inestimável valor artístico e ambiental.

No último Natal, a exposição foi amplamente descrita pelos visitantes como esplêndida, magnífica e deslumbrante, gerando inclusivamente promessas de regresso por parte do público, que deixou o desejo claro de ver a aldeia crescer e expandir-se.

Rumo a uma nova edição

Respondendo ao apelo entusiasta da comunidade e dos visitantes que passaram pela Capela de São Pedro, os autores encontram-se já a trabalhar nos preparativos para a nova edição. Com o objetivo de surpreender o público e enriquecer ainda mais a experiência de visita, a dupla promete continuar a dar vida a este recanto de magia e partilha.

Os artistas Alice Garcia e José Clara contam agora com o envolvimento e a divulgação de todos para que a mensagem de união, arte e sustentabilidade alcance ainda mais pessoas, consolidando a “Aldeia de Belém” como um ponto de atração incontornável da programação cultural e festiva do concelho de Seia.