Terceira Oficina Colaborativa realiza-se a 14 de outubro, em Seia, e encerra o primeiro ciclo participativo do projeto
O projeto SerE+ – Rede de Áreas de Aceleração de Serviços dos Ecossistemas na Serra da Estrela promove, no próximo dia 14 de outubro, a sua terceira Oficina Colaborativa, no Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), em Seia. Aberto à comunidade, o encontro assinala o encerramento do primeiro ciclo participativo do projeto e convida cidadãos, entidades e outros agentes do território a discutir os primeiros resultados e a contribuir para a sua validação.
A sessão reunirá participantes das oficinas anteriores, técnicos, investigadores, representantes de instituições públicas, organizações da sociedade civil e outros interessados na conservação e valorização da Serra da Estrela. O objetivo é cruzar o conhecimento científico com a experiência de quem vive e trabalha no território, reforçando a participação das comunidades na definição de prioridades para o seu futuro.
Serão apresentados os mapas preliminares de Serviços dos Ecossistemas e de priorização de áreas para conservação e restauro ecológico, bem como os resultados das oficinas anteriores e do questionário online. Os participantes poderão partilhar observações e sugestões que ajudem a avaliar em que medida estes resultados refletem a realidade local.
“Primeiro recolhemos as perceções das populações e partes interessadas. Fizemos uma análise preliminar e desenvolvemos modelos de priorização de áreas de conservação e restauro e mapas de quantificação de serviços de ecossistemas em função do uso do solo. Agora queremos devolver esses resultados às pessoas e perceber até que ponto refletem a realidade da Serra da Estrela. Esta oficina é um momento fundamental para aproximar ciência, território e tomada de decisão, garantindo que os resultados do projeto respondem às necessidades e expectativas das comunidades locais”, destaca Pedro Horta, coordenador do projeto SerE+.
O programa incluirá também a apresentação dos resultados do Campo de Trabalho Científico realizado na área-piloto do projeto, na Mata do Desterro, em São Romão, no concelho de Seia.
Um percurso construído com a comunidade
Os resultados agora apresentados refletem um processo de participação iniciado no passado mês de abril, com a primeira Oficina Colaborativa. Nesse encontro, foram identificados os Serviços dos Ecossistemas considerados mais relevantes para a Serra da Estrela, assim como as principais ameaças e prioridades de atuação.
A segunda oficina, realizada em junho, centrou-se na avaliação da importância desses serviços nos diferentes tipos de paisagem e usos do solo da região. O processo participativo incluiu ainda a avaliação de mecanismos de financiamento, incentivos e oportunidades para a manutenção, valorização e remuneração dos Serviços dos Ecossistemas à escala regional.
Em paralelo, um questionário online alargou a participação e diversificou os contributos recolhidos. As perceções dos participantes estão a ser integradas no trabalho técnico e científico do projeto, apoiando a elaboração dos mapas que serão discutidos nesta terceira oficina.
Pensar o futuro da Serra da Estrela
A oficina incluirá uma dinâmica participativa dedicada à identificação de potenciais locais para a implementação de futuras Áreas de Aceleração de Serviços dos Ecossistemas, uma das componentes centrais do SerE+.
Com base nos mapas e nas análises desenvolvidas, os participantes serão convidados a identificar oportunidades de conservação, restauro ecológico e valorização dos benefícios que os ecossistemas proporcionam às comunidades da Serra da Estrela.
A participação é gratuita, mediante inscrição prévia.
Sobre o projeto
O projeto SerE+ – Rede de Áreas de Aceleração de Serviços dos Ecossistemas na Serra da Estrela procura criar ferramentas integradoras e localmente adaptadas capazes de apoiar o restauro e a conservação dos serviços de ecossistema da região serrana, identificando os locais com maior potencial de conservação e de potenciação desses serviços, promovendo o equilíbrio com as atividades socioeconómicas e propondo medidas de conservação e restauro concretas para o território.
É coordenado pela Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural e desenvolvido em parceria com o Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (CE3C) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o Município de Seia, através do CISE e a Agencia Estatal Consejo Superior de Investigaciones Científicas M.P., através da Estação Biológica de Doñana, em Espanha. O projeto conta ainda com o apoio técnico-científico do CESOP (Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa) e do projeto Invasoras.PT, desenvolvido pelo CEF (Centro de Ecologia Funcional) e pelo CERNAS (Centro de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade), da Universidade de Coimbra e da Escola Superior Agrária de Coimbra.
Com a duração de três anos, o SerE+ é apoiado pelo Programa Promove da Fundação “la Caixa”, em colaboração com o BPI e com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). A sua intervenção abrange a área total dos seis municípios que integram o Parque Natural da Serra da Estrela.





