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Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia celebra 25º aniversário com evento especial


A Escola Superior de Turismo e Hotelaria (ESTH) de Seia celebra no próximo dia 2 de junho o seu 25.º aniversário. O marco assinala um quarto de século de dedicação ao ensino, à formação e à valorização do setor do turismo e da hotelaria no concelho, na região e no país.
Para comemorar a data, a instituição preparou um programa especial que se irá estender ao longo de todo o dia, das 9h00 às 17h00, nas instalações da própria escola.

O evento promete reunir toda a comunidade académica e parceiros estratégicos que fizeram parte desta história. Estão confirmadas as presenças de representantes institucionais, docentes, estudantes, antigos alunos (diplomados) e vários parceiros do setor que, ao longo dos anos, têm colaborado de perto com a ESTH.

A organização das comemorações deste importante marco histórico está a cargo dos estudantes da licenciatura de Organização e Gestão de Eventos, que colocam assim em prática as competências adquiridas na sua formação.

A comissão organizadora sublinha a importância do aniversário como um momento de partilha e de projeção do futuro do turismo e da hotelaria, convidando a comunidade e os órgãos de comunicação social a associarem-se à celebração.

Município apoia Corporações de Bombeiros na aquisição de três novas viaturas de Combate a incêndios florestais

Na sequência do investimento assumido pela Câmara Municipal, as corporações de bombeiros do Concelho – Loriga, São Romão e Seia – vão contar com novas viaturas de combate a incêndios florestais (VFCI).

Financiados pelo programa Centro 2030, através de candidaturas submetidas pelas corporações, estes equipamentos são comparticipados em 85% pelo FEDER, até ao montante máximo elegível de 250 mil euros por veículo, assumindo a autarquia os restantes 15%, correspondentes à componente nacional.

Estes veículos integram um conjunto de investimentos cruciais identificados pela autarquia, no âmbito do Instrumento Territorial Integrado (ITI) da Comunidade Intermunicipal da Região das Beiras e Serra da Estrela, visando o reforço da capacidade operacional dos agentes de proteção civil e da resposta às ocorrências em todo o território.

Este investimento enquadra-se na estratégia municipal de prevenção e combate aos incêndios rurais, num concelho marcado pela extensa área florestal, pela dispersão territorial e pela crescente exigência colocada aos meios de socorro, sobretudo durante os períodos de maior risco.

Nesse sentido, as corporações de bombeiros passam a dispor de equipamentos mais modernos, robustos e adaptados às características do terreno, permitindo uma intervenção mais rápida, eficaz e segura.

A Câmara Municipal reconhece o papel insubstituível desempenhando por aquelas associações humanitárias na defesa das pessoas, bens e património natural, valorizando a dedicação, o profissionalismo e o espírito de missão demonstrados diariamente, muitas vezes em circunstâncias muito difíceis.

Neste contexto, o Presidente da Câmara, Luciano Ribeiro, adianta que o reforço dos meios de proteção civil constitui uma prioridade, traduzida num investimento contínuo em equipamentos, capacitação operacional e melhoria das condições de trabalho, não só das corporações de bombeiros como dos demais agentes de proteção e socorro, de modo a assegurar uma resposta permanente às necessidades das populações.

Num contexto em que os incêndios rurais assumem uma dimensão cada vez mais complexa, associada às alterações climáticas e à pressão sobre os territórios do interior, a Câmara Municipal reafirma a sua determinação em continuar a investir na prevenção e na proteção das comunidades locais, contribuindo para um concelho mais preparado, mais seguro e mais resiliente.

À conversa com a direção do Mustang Clube do Norte: a paixão por um ícone automóvel que passou por Seia

No âmbito da passagem do encontro internacional do Mustang Clube do Norte por Seia, o Jornal de Santa Marinha esteve à conversa, no Museu do Pão, com Luís Maia e Mauro, elementos da direção do clube, numa entrevista em vídeo que dá a conhecer melhor o universo Mustang, a história desta comunidade de entusiastas e a paixão que une proprietários e admiradores destes emblemáticos automóveis.

A passagem por Seia integrou o encontro promovido pelo Mustang Clube do Norte, que assinalou o seu 2.º aniversário e reuniu mais de 25 exemplares do lendário Ford Mustang, incluindo participantes nacionais e internacionais.

Durante a conversa com o JSM, os responsáveis partilharam a visão do clube, o espírito de comunidade que caracteriza estes encontros e o entusiasmo em reunir proprietários e apaixonados por um dos modelos mais icónicos da história automóvel.

O Museu do Pão foi um dos pontos de paragem deste encontro neste ultimo dia de passagem pela região.

O Ford Mustang continua a afirmar-se como um símbolo incontornável da cultura automóvel mundial, reunindo admiradores de diferentes gerações, quer pelos modelos clássicos, quer pelas versões mais contemporâneas.

Os Novos Tiranos e outros temas

Os portugueses acabam de comemorar 52 anos da “revolução” de abril. Foi notória a preocupação manifestada por inúmeras pessoas relativamente a retrocessos. Houve quem sublinhasse que em Portugal não havia motivo “para alarme”, mas o mundo estava preocupante. Efetivamente. O mundo atravessa um momento em que a tirania já não se restringe ao país do tirano. Voltámos, só não vê quem não quer, aos tempos de Hitler. Não há muita diferença entre o ditador alemão e Putin, Trump e Netanyahu. Todos perseguem e eliminam os seus opositores e todos chacinam populações. E também, tal como Hitler, foram eleitos “democraticamente” para governarem os seus países. O que lhes permite reforçarem a legitimação para o desvario. Cabe aos “blocos” mais sensatos, União Europeia, China, Canadá, Japão e eventualmente os “não-alinhados” atuarem no sentido de forçarem os atuais tiranos a terminarem os seus atos de agressão. Se o mundo já se tinha habituado aos conflitos no médio-oriente, ficou, contudo, surpreendido com a invasão da Ucrânia pela Rússia e, posteriormente, com o comportamento errático, ameaçador e perigoso de Trump. Sendo um desafio permanente para a diplomacia, principalmente a europeia, pois além de inconveniente e mal-educado, Trump tornou-se num indivíduo não confiável, muitas vezes mentiroso e líder de intervenções militares de duvidosa motivação. É fundamental e urgente que os tiranos agressores percebam que devem parar com as suas intervenções militares, com as suas chacinas, seja em Gaza, Irão, Líbano ou Ucrânia!

A reforma do Tribunal de Contas promete servir de “alimento” para os populismos. A proposta de não ser exigível visto prévio do T.C. para contratos públicos até aos 10 milhões de euros (apesar de ser obrigatória a comunicação ao T.C. de todos os contratos de valor superior a 950.000 euros) parece não ter o apoio do Chega, só passando na Assembleia com o apoio do P.S. Tudo indica, assim, que mais uma vez voltaremos a assistir à já conhecida troca de argumentos entre Chega e P.S. e Chega e governo. Convenhamos que o controlo prévio não se coaduna com a celeridade que muitos atos da administração pública necessitam. Mas, também, sabemos que o controlo sucessivo que o governo agora propõe, pressupõe, para ser eficiente, o reforço dos recursos humanos do T.C.. Na prática, o segundo modelo – controlo sucessivo – parece ser o que garante maior eficiência à Administração Pública, na medida em que compete ao órgão que contrata assegurar-se de que cumpre a lei para evitar prejuízos em sede de fiscalização sucessiva. Mas não é um modelo isento de preocupações, na medida em que a responsabilização por eventuais danos pode ser insuficiente ou a correção dos erros que uma eventual fiscalização sucessiva detete poderá estar prejudicada pelo facto consumado.

No passado dia 22 de abril o Município de Seia, através da sua Casa da Cultura (Cineteatro), proporcionou o espetáculo “Anónimos de Abril”, de Rogério Charraz e José Fialho Gouveia, projeto que celebra os que também “integraram” a resistência à ditadura, mas que nunca estiveram nos holofotes. Com as vozes de Joana Alegre e João Afonso, novas canções sobre protagonistas da resistência puderam ser ouvidas neste excelente concerto.

Liberdade Interior: território nem sempre conquistado

Vivemos num país onde a liberdade é celebrada, evocada e, felizmente, garantida. Em Portugal, a democracia permite-nos o direito de escolha, de expressão, de construção de percursos diversos. Contudo, há uma forma de liberdade que, muitas vezes, é difícil de conquistar, refiro-me à liberdade interior.

Habituámo-nos a um sistema livre e sem pressões externas, no sentido de poder dizer o que pensamos, escolher percursos futuros, exercer um papel ativo na comunidade em diferentes domínios. No entanto, quem não sente um qualquer tipo de pressão, bloqueio, resistência limitadora que condiciona de “dentro para fora”. Pode apresentar-se com uma expressão ligeira e com pouca interferência na dinâmica pessoal de vida, mas também pode ser profundamente opressora. Esta forma de “opressão interna” pode limitar planos, experiências e até permanências indesejadas em contextos específicos de violência, abuso, bullying.

Nestes sistemas mais fragilizados não se trata, de ausência de liberdade externa, mas incapacidade de usufruir e ser contingente na liberdade interna. De um ponto de vista clínico e patologizante podemos até falar de quadros que chegam a configurar perturbações mentais (depressão, ansiedade, obsessivo-compulsivos entre outras).

Este modelo sabotador, com padrões, por vezes, rígidos assentes em profundo enraizamento sociocultural, em crenças e narrativas internas limitadoras deve-se à forma como o cérebro molda hábitos e comportamentos.

Podemos refletir, brevemente, sobre a dificuldade em mantermos hábitos. Frequentemente, iniciamos algo com imenso entusiasmo que resvala com alguma facilidade. Por vezes, essa desistência é consciente, em outras circunstâncias acontece de forma quase impercetível, até chegarmos ao ponto de partida. Conseguir ir além desse momento de desistência é, talvez, um dos passos mais importantes em qualquer processo de mudança. É quando o desconforto aumenta, quando a motivação diminui e quando o antigo padrão parece mais apelativo, que surge a oportunidade de crescimento. Aqui destaco dois conceitos essenciais, a motivação e a disciplina, ambos essenciais, mas cabe explorar as particularidades. A motivação pode ser volátil, porém a disciplina ajuda a suportar e empoderar a continuidade do processo. A disciplina é algo mais sólido, é a capacidade de continuar mesmo quando a motivação escasseia. É escolher, de forma consciente, manter um comportamento alinhado com o valorizado, mesmo nos maiores desafios.

A verdadeira liberdade interior surge quando deixamos de ser reféns do impulso imediato e escolhemos agir de acordo com um propósito mais profundo.

Este caminho não é simples, exige consciência, persistência e, muitas vezes, apoio. No entanto é também um dos mais transformadores porque, ao contrário da liberdade externa, que pode depender de contextos, a liberdade interior é um espaço que podemos construir dentro de nós, independentemente das circunstâncias.

Num tempo em que celebramos a liberdade como valor coletivo, talvez seja igualmente importante olhar para dentro e perguntar: até que ponto somos verdadeiramente livres interiorMente?

A resposta a essa pergunta pode ser o início de uma mudança profunda e de uma vida mais autêntica.

É um dever de gratidão lembrar uma notável e ilustre figura que serviu Seia – Quelhas Bigotte

Nascido em Monte Margarida, concelho da Guarda, em 12 de junho de 1915, José Quelhas Bigotte, fez a instrução primária na sua aldeia e, em outubro de 1926, ingressou no Seminário Menor do Fundão onde permaneceu ao longo de 5 anos tendo transitado para o Seminário Maior da Guarda, em 1931 até se ordenar a 12 de março de 1938 e celebrar a primeira Missa em Monte Margarida, no dia 19 do mesmo mês, na festa de S. José.

A 14 de agosto de 1938 tomou posse da paróquia da Vila de Seia onde se manteve até que a saúde o traiu, ao fim de mais de cinquenta anos de dedicação à Igreja. Foi professor de História e Português no Colégio Dr. Simões Pereira, funções que desempenhou de 1938 a 1953. Depois de 1958 foi professor do Externato de Nossa Senhora da Conceição, em São Romão pelo período de 10 anos. Quando foi criada a Escola Preparatória de Seia, em 1968, assumiu o lugar de professor de Religião e Moral, tendo-se aposentado em 1985.

José Quelhas Bigotte que era filho de Manuel Bigotte e de Teresa Quelhas, agricultores e proprietários em Monte Margarida, matriculou-se em 1955 na Faculdade de Direito Canónico da Universidade Pontifícia de Salamanca (Espanha) que frequentou até junho de 1957 tendo obtido nesse ano a Licenciatura com a classificação de “Notável”. Em outubro de 1957 matriculou-se na Universidade Gregoriana, em Roma tendo defendido tese em 1958 com a mais alta classificação.

Foi do nosso ponto de vista, uma das figuras mais ilustres que Seia conheceu, tendo deixado enormes trabalhos escritos. Graças a sua capacidade, inteligência, cultura, coragem e determinação, o Reitor de Seia mereceu com inteira justiça a nomeação para diferentes e responsáveis cargos da Diocese feita pelos diferentes prelados do nosso distrito. Foi um forte impulsionador de obras que ele próprio criou em Seia, tais como: Patronato de Nossa Senhora de Fátima, Agasalho dos Pobres, Conferência de S. Vicente de Paula, Escuteiros, Jardim de Infância, Centro de Dia e Lar para a 3ª Idade, obras que, hoje, fazem parte do Centro Paroquial de Seia. Foi ainda pároco de São Martinho de 1939 até 1968.

Teríamos de tomar imenso tempo aos nossos leitores e abusar da sua paciência para enunciar os livros que escreveu, as revistas que publicou e os jornais que dirigiu. Vamos, por isso, limitar-nos à Monografia da Vila de Seia, ilustrada, com 400 páginas, publicada em 1945; Os Noventa anos de D. José Alves Matoso, de 130 páginas, em 1950; Escritores e Artistas senenses, em 1986 com 112 páginas; “Memórias do Reitor de Seia”, em 1991, com 510 páginas e “Monografia da Cidade e Concelho de Seia”, em 1992 com 894 páginas.

José Quelhas Bigotte, o bem conhecido Reitor de Seia, dado o seu carácter, estrutura política e social, viu-se envolvido em algumas polémicas na vila de Seia perpetradas por alguns senhores importantes daquela vila Serrana, tendo até sido acusado de informador da polícia política daquele tempo.

Doa a quem doer, há uma realidade que ninguém ousará contestar: a de que se tratava de uma das figuras mais ilustres do mais vincado carácter de um escritor de profundidade, eminente pregador que levou o nome e a importância de Seia e das suas gentes aos quatro cantos do Mundo.

Não tivemos nem tempo nem oportunidade de privar com o padre Dr. Quelhas Bigotte mas não podemos ser insensíveis ao seu real valor e à portentosa obra que deixou a todos os senenses.

2026: O Mês da Mãe e o sopro de vida da nossa Banda

Maio chega a Santa Marinha com a suavidade das flores e o simbolismo profundo do Mês de Maria. É o tempo em que as nossas atenções se voltam para a figura da Mãe, aquela que ampara, protege e une as famílias. Para a Sociedade Musical Estrela da Beira, este mês carrega uma mística muito especial: depois de termos vivido a densidade da Paixão e o rigor das ruas de Salamanca, maio surge como um renovar de esperanças. É o momento em que a nossa música se torna uma oferta àquela que é a padroeira dos nossos corações, mas é também o mês em que a nossa instituição, prestes a completar 180 anos de história, olha para o futuro com renovada ambição.

Tal como uma mãe cuida dos seus filhos, também a nossa Banda precisa do amparo da sua comunidade para continuar a soprar com força. Ajudar a sua Filarmónica é, acima de tudo, um ato de preservação da nossa identidade. Numa altura em que as cores das nossas fardas já se prepara para o brio das Marchas Populares e para celebrar a alma de Amália Rodrigues, enfrentamos o desafio premente de renovar o nosso parque instrumental. Os instrumentos são as vozes da nossa gente, mas o tempo e o uso constante exigem um investimento que nem sempre a Banda consegue suportar sozinha. Por vezes, o valor de um instrumento de qualidade profissional parece um objetivo distante, mas ele torna-se realidade quando nos unimos por uma causa comum.

Lançamos, por isso, um convite à generosidade de todos: junte-se aos seus amigos de sempre, reúna a sua família ou, num gesto de legado individual, ofereça um “sopro de vida” à SMEB. Neste momento, a nossa maior urgência prende-se com instrumentos fundamentais para a nossa harmonia: dois clarinetes (1.050€ cada), que trazem a agilidade e a doçura às nossas melodias; duas trompas de harmonia (2.200€ cada), essenciais para o corpo e para a alma do nosso som; e de uma tuba (3.500€), o alicerce sólido sobre o qual toda a arquitetura musical da Banda se apoia. Imagine o orgulho de, num futuro próximo, ver a SMEB marchar e saber que aquele som que emociona a Vila é fruto de um gesto de amizade partilhado ou de uma homenagem a quem já partiu.

Mas as novidades não ficam por aqui. Este mês de maio será o ponto de partida para um calendário inesquecível. Pedimos a todos que estejam particularmente atentos às nossas redes sociais, pois ao longo das próximas semanas faremos vários anúncios de extrema importância sobre as festividades do nosso 180.º aniversário. Estamos a preparar momentos que irão envolver toda a comunidade e que prometem honrar o passado enquanto projetamos a Banda para os próximos séculos.

Que este maio seja um tempo de dupla celebração. Enquanto honramos a Mãe no altar e em cada lar, saibamos também abraçar a “Mãe” da nossa cultura local. Seja através de um donativo em grupo para um novo instrumento ou pela simples presença entusiasta nas nossas iniciativas, a vossa ajuda é o que nos permite continuar a marchar. Porque uma Banda que sente o carinho do seu povo é uma Banda que, tal como o amor de mãe, se torna eterna. Fiquem atentos: o melhor da nossa história ainda está para ser contado.

EU É QUE TENHOAS PISTOLAS

  • Olha que eu vou queixar-me ao meu pai e ele é o presidente.
  • O teu pai é o presidente, mas o meu pai é quem tem as pistolas. Portanto, ainda levas outra tapa.

Este texto reproduz, o tão fiel quanto possível, o diálogo entre dois jovens, um rapaz e uma rapariga, e foi-me contado por quem o presenciou, amigo comum dos dialogantes, filhos, um, do presidente da república e, o outro, do ministro de estado e chefe da guarda presidencial, portanto, chefe da casa militar da presidência da república de um determinado país.

Estamos em 2014, os três jovens estudam num colégio num país estrangeiro, frequentado por elites e, no meio de uma daquelas discussões, por vezes sem sentido, de jovens adolescentes, o rapaz dá uma bofetada na rapariga, ao que se segue o diálogo acima.
Recordei este episódio por entender haver alguma semelhança com os tempos que vivemos atualmente.

Os principais protagonistas dos últimos acontecimentos e os principais líderes mundiais parecem adolescentes que gerem os seus países e a geopolítica com atitudes infantis, cada um com a sua birra e a colocar-se em bicos de pés, a tentar ganhar protagonismo relativamente aos restantes.

Trump, que preside a um país que sempre teve uma tentação para se meter em guerras em outros países, apesar das suas gaffes, narcisismo, imprevisibilidade e ignorância, é quem domina a cena política e as notícias e quem tem mais influência nas nossas vidas. Isto apenas acontece porque não existe um único líder, com carisma, visão e aglutinador, em quem possamos encontrar uma esperança, incluindo na União Europeia, em declínio económico, competitivo e a perder relevância.

Chega a meter dó a maneira como a Europa é tratada, assim como algumas das declarações, ridículas e aparentemente frontais e duras, mas completamente inócuas, de alguns dos seus líderes. Não há um único líder que se salve, no meio destes miúdos crescidos a brincar à política e a jogar com as nossas vidas.

Enquanto isto, Xi Jinping, que lidera o segundo país mais populoso do mundo o que, por si, já é merecedor de apreciação, vai assistindo, com a tradicional “paciência de chinês” e a visão de um mundo com o qual evita entrar em guerras e que, ao mesmo tempo, se movimenta e esforça em ampliar as suas relações políticas e económicas e, assim, a sua influência.
Sem líderes e com um protagonista principal que é, simultaneamente, presidente de uma superpotência e que tem as pistolas, o que é que se pode esperar ?

EU É QUE TENHO AS PISTOLAS

Rancho Folclórico de Seia celebra 46º Aniversário com dia repleto de tradição

No próximo dia 10 de junho, o Rancho Folcórico de Seia comemora o seu XLVI (46º). A instituição preparou um programa diversificado que promete honrar a memória dos seus antigos membros e celebrar a vivacidade da cultura popular portuguesa.

As celebrações têm início logo pela manhã, às 08:30, com a habitual romagem aos cemitérios, um momento de homenagem e saudade. Segue-se, às 10:00, a sessão solene no Museu Etnográfico do Rancho Folclórico de Seia, onde terá lugar um dos pontos altos da efeméride: a entrega do Prémio “Isabel Patusca”.

O programa religioso decorrerá às 12:00, com a celebração da Missa Solene na Igreja Matriz de Seia. A cerimónia contará com a participação especial do próprio Rancho Folclórico de Seia, que será responsável pela vertente cantada da eucaristia.

Após o ato religioso, o Rancho e convidados reúnem-se num Almoço Convívio às 14:00, reforçando os laços de união da comunidade.
A tarde será dedicada à dança e à música tradicional. Às 16:00, o palco recebe a atuação do Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo (Aveiro), trazendo as tradições da Região Vareira até ao coração da Serra da Estrela.

O evento é organizado pelo Rancho Folclórico de Seia e conta com os apoios do Município de Seia; da Junta de Freguesia de Seia; Federação do Folclore Português e Fundação INATEL.

Espírito Académico inunda Seia – XV FESTUS traz música e tradição já a partir de hoje com Noite de Serenatas

A cidade de Seia transforma-se, a partir de hoje, num local vibrante, de cultura e animação estudantil. Organizado pela Senatuna – Tuna Mista da Escola Superior de Turismo e Hotelaria (ESTH), o XV FESTUS – Festival de Tunas Mistas na Cidade de Seia está de regresso este fim de semana a Seia.

O evento, que já se afirmou como um pilar cultural imprescindível no concelho, traz este ano seis prestigiadas tunas a concurso, vindas de vários pontos do país.

O arranque oficial das celebrações está marcado para as 00h00 desta sexta-feira. A emblemática Escadaria da Igreja da Misericórdia será o cenário da Noite de Serenatas, um dos momentos mais solenes, emotivos e característicos do romantismo estudantil.

Após a Serenata, já a partir das 01h45, a festa ruma ao Pavilhão Gimnodesportivo de Seia, inserida na programação da Semana Académica, prolongando a folia pela madrugada dentro.

Amanhã: o grande Festival de Tunas sobe ao palco da Casa Municipal da Cultura de Seia

O prato forte do fim de semana está reservado para o serão de amanhã, sábado, dia 16 de maio. A partir das 21h30, a Casa Municipal da Cultura de Seia abre as portas para o grande espetáculo. O público poderá assistir às atuações oficiais das seis tunas concorrentes, que prometem uma noite de enorme diversidade musical, cor e sã competitividade.

O cartaz de luxo desta 15.ª edição conta com as seguintes instituições representadas:

  • Tunesce – Tuna da Escola Superior de Ciências Empresariais do IPVC;
  • Isecotuna – Tuna Mista do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra;
  • K&Batuna – Tuna Académica Mista da Escola Superior de Educação de Coimbra;
  • MarnoTuna – Tuna Mista da Universidade de Aveiro;
  • ToU NA’boa – Tuna Mista Académica de Viseu;
  • Nautituna – Tuna Mista da Escola Superior Náutica Infante D. Henrique.

O festival encerra em clima de grande celebração com o regresso do público e dos estudantes ao Pavilhão Gimnodesportivo, a partir das 01h30.

A Associação Senatuna deixa o convite a todos os senenses e visitantes para se juntarem à festa, saírem à rua e viverem de perto o contagiante espírito académico que irá vibrar na cidade ao longo de hoje e de amanhã.

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