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ULSG reforça Serviço de Cardiologia

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A Unidade Local de Saúde da Guarda (ULSG) reforçou, recentemente, o seu Serviço de Cardiologia com a integração de Almir Fontes, “um reforço há muito aguardado para a instituição e para a população da área de abrangência da ULSG”, refere a ULS da Guarda.

Especialista em Cardiologia e também professor universitário, Almir Fontes representa “uma mais-valia não apenas ao nível da prestação de cuidados de saúde diferenciados, mas também no âmbito da formação médica, da promoção da investigação e do desenvolvimento científico da instituição”.

A Presidente do Conselho de Administração da ULSG, Rita Teimão Figueiredo, recebeu ontem o novo profissional, dando-lhe as boas-vindas e sublinhando a importância da integração de mais um especialista para o fortalecimento da capacidade assistencial da instituição e para a melhoria contínua dos cuidados prestados à comunidade.

“Esta integração representa mais um passo no compromisso da ULSG com a valorização das suas equipas, a qualificação dos cuidados de saúde e o reforço da componente formativa e científica da instituição, em benefício de toda a comunidade”, refere esta Unidade de Saúde.

Vila Nova de Foz Côa – Arguido por contrafação e apreensão de 291 artigos contrafeitos

No passado dia 13 de maio, o Comando Territorial da Guarda, através do Posto Territorial de Vila Nova de Foz Côa, constituiu arguido um cidadão de nacionalidade marroquina, de 42 anos, por contrafação, no concelho de Vila Nova de Foz Côa.

No âmbito de uma ação de fiscalização rodoviária os militares detetaram no interior da viatura diversos artigos que ostentavam logótipos de marcas conceituadas no mercado. Das diligências efetuadas, apurou-se que os mesmos eram presumivelmente contrafeitos, procedendo-se à apreensão de 291 peças, entre vestuário e calçado, num valor aproximado de cerca de 1 854 euros.

O suspeito foi constituído arguido e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Vila Nova de Foz Côa.

A Guarda Nacional Republicana relembra que o objetivo principal deste tipo de ações é garantir o cumprimento dos direitos de propriedade industrial, visando o combate à contrafação, ao uso ilegal de marca e à comercialização de artigos contrafeitos.

Das saudades de Paranhos da Beira às exposições nos EUA: o talento de Olga Alexandre

“Sinto falta de tudo um pouco — da gastronomia, das pessoas, da simplicidade e, claro, daquele ar puro da nossa serra, impossível de encontrar noutro lugar”

Natural de Paranhos da Beira, Olga Alexandre Amaro, a artista autodidata trocou as paisagens de Seia pelos Estados Unidos há mais de 25 anos. Entre a pintura, a filigrana e o restauro, Olga Alexandre encontrou na criatividade uma forma de unir os dois mundos, transformando a saudade em exposições que celebram a identidade portuguesa no Sport Club Português de Newark. Em entrevista ao Jornal de Santa Marinha, Olga recorda o desafio da emigração e celebra a concretização de sonhos na comunidade portuguesa de Newark.

Jornal de Santa Marinha (JSM): Olga, recuando no tempo, em que ano decidiu trocar as paisagens da Serra da Estrela pelos Estados Unidos e qual foi o principal motivo que a levou a emigrar? Já lá tinha família ou amigos? Com quem foi?

Olga Alexandre (OA): Emigrei para os Estados Unidos a 5 de março de 1995, numa fase em que senti necessidade de procurar novas oportunidades, tanto a nível pessoal como profissional. Não foi uma decisão fácil, porque deixar a nossa terra nunca é. O meu marido tinha uma irmã nos Estados Unidos e, com o tempo, acabámos por reencontrar pessoas conhecidas e fazer novas amizades, o que nos trouxe alguma segurança. Vim acompanhada pela minha família mais próxima — o meu marido e o meu filho mais velho — e isso fez toda a diferença nesse grande passo.

“Senti também a falta da proximidade humana a que estamos habituados em Portugal”

JSM: Chegar a um país com uma cultura tão diferente como são os EUA é sempre um desafio. O que é que lhe custou mais no processo de adaptação em Newark/Linden?

OA: O mais difícil foi, sem dúvida, a adaptação ao ritmo de vida. Tudo é mais rápido e exigente. Senti também a falta da proximidade humana a que estamos habituados em Portugal. No início, há sempre um sentimento de desenraizamento, mas, com o tempo, vamos encontrando o nosso lugar.

JSM: Apesar da distância física, de que forma é que Seia continua presente no seu dia a dia? Costuma visitar a sua terra natal com que frequência?

OA: Seia está sempre presente no meu dia a dia, quer nas memórias, quer nas tradições que mantenho. Tento visitar sempre que possível, embora nem sempre com a frequência que gostaria, devido aos compromissos profissionais e ao custo das viagens. Ainda assim, cada regresso é muito especial — é como recarregar energias.

JSM: O que é que sente mais falta em Portugal e da sua terra natal (Paranhos da Beira)? É a gastronomia, as gentes, ou aquele ar puro que só se respira na nossa região? Costuma acompanhar as notícias do concelho de Seia?

OA: Sinto falta de tudo um pouco — da gastronomia, das pessoas, da simplicidade e, claro, daquele ar puro da nossa serra, impossível de encontrar noutro lugar. Existe uma ligação muito forte às nossas raízes que nunca se perde e que, na minha opinião, os emigrantes sentem de forma ainda mais intensa.

Procuro manter-me informada sobre o que se passa em Seia e arredores; é uma forma de me sentir mais próxima. Acompanho algumas páginas nas redes sociais que me permitem seguir a atualidade local.

JSM: Muitos emigrantes vivem com a “mala pronta”. Pensa num regresso definitivo a Portugal num futuro próximo?

OA: É uma questão difícil. Ainda não tomámos uma decisão. Por um lado, não fazemos planos a muito longo prazo — preferimos viver um dia de cada vez. Por outro, os nossos filhos estão a construir as suas próprias famílias, e seria muito difícil deixá-los. Seria quase como emigrar novamente. No fundo, vivemos com o coração dividido.

“A arte sempre fez parte da minha vida. Cresci rodeada de criatividade: o meu pai, um artista multifacetado, e a minha mãe, costureira, tiveram ambos uma grande influência no meu percurso.”

JSM: Sabemos que vem de uma família de artistas. Como surgiu essa paixão pelas artes e qual a sua memória mais antiga ligada à criação?

OA: A arte sempre fez parte da minha vida. Cresci rodeada de criatividade: o meu pai, um artista multifacetado, e a minha mãe, costureira, tiveram ambos uma grande influência no meu percurso. As minhas memórias mais antigas passam por observar e participar em pequenos trabalhos manuais, experimentar materiais e criar sem receios — era algo muito natural.

JSM: Sendo uma artista autodidata, como foi o processo de aprendizagem das suas técnicas? Frequentou algum curso ou foi sobretudo um percurso de experimentação?

OA: Foi, acima de tudo, um processo de experimentação e curiosidade. Sempre tive vontade de aprender e de explorar novas ideias — essa foi a minha principal motivação. Naturalmente, fui pesquisando e acompanhando o trabalho de outros artistas, mas a maior parte do meu percurso construiu-se com prática, tentativa e erro.

JSM: Sabemos que domina a filigrana e trabalha com óleos sobre tela. Que outras técnicas utiliza e como integra o reaproveitamento de materiais nas suas obras?

OA: Gosto de explorar diversas técnicas, desde a criação de texturas com materiais reciclados até à combinação de pintura com elementos tridimensionais. No caso da filigrana, utilizo peças de joalharia tradicional portuguesa — como o coração de Viana ou crucifixos — que incorporo nas minhas obras. O reaproveitamento é uma componente essencial do meu trabalho: interessa-me dar uma nova vida a materiais que, à partida, não teriam utilidade. Cada peça acaba por contar uma história única.

JSM: Entre esculturas, pintura e joalharia, qual é o tipo de peça que mais gosta de criar?

OA: É difícil escolher, porque cada área tem o seu encanto. Em todos os projetos procuro dar o melhor de mim, de forma a alcançar um resultado que me satisfaça plenamente. Ainda assim, o restauro de móveis é, talvez, uma das áreas que mais prazer me proporciona. Transformar completamente uma peça é um processo muito gratificante.

JSM: Como se sentiu ao inaugurar a sua primeira exposição individual no Sport Club Português de Newark? Foi a concretização de um sonho?

OA: Foi um momento muito especial e emocionante. Ver o meu trabalho reconhecido e partilhado com a comunidade representou, sem dúvida, a concretização de um sonho. Foi também uma forma de celebrar todo o percurso até esse momento.

JSM: Sente que as suas origens em Seia influenciam os temas ou as cores das suas obras? Existe um “toque serrano” na sua arte?

OA: A minha arte está muito ligada ao meu estado de espírito. Muitas vezes, se interrompo um trabalho, quando regresso a ele sinto necessidade de alterar algo. Mais do que a origem geográfica, é o momento emocional que influencia o resultado final.

JSM: Qual a importância de instituições como a ProVerbo e o Sport Club Português no apoio aos artistas emigrantes?

OA: São extremamente importantes. Estas instituições criam oportunidades, dão visibilidade e ajudam a preservar a cultura portuguesa no estrangeiro. A ProVerbo, enquanto secção cultural do Sport Club Português, tem desempenhado um papel relevante ao abrir portas a artistas, escritores e poetas, tanto emigrantes como residentes em Portugal. Com o empenho de todos os envolvidos, acredito que continuará a cumprir essa missão.

JSM: Que mensagem gostaria de deixar aos senenses espalhados pelo mundo e àqueles que permanecem na sua terra natal?

OA: Que nunca esqueçam as suas raízes e que tenham orgulho na sua origem. Aos que vivem fora, que continuem a levar consigo um pouco de Portugal. E, se não existir uma comunidade organizada no local onde vivem, que tomem a iniciativa de a criar. Manter a nossa cultura viva é fundamental — a nossa identidade é uma grande força.

Curso de Verão’26 na EPSE vai reunir uma centena de jovens músicos

Cristina Sousa, diretora Pedagógica da Escola Profissional da Serra da Estrela falou com o JSM sobre este curso que  vai decorrer durante cinco dias, no mês de julho.

A Escola Profissional da Serra da Estrela e o Conservatório de Música de Seia – Collegium Musicum estão com inscrições até 28 de junho de 2026 para o Curso de Verão’26, uma iniciativa que reúne uma centena de jovens músicos das principais bandas filarmónicas e academias de música da região, nomeadamente Seia, Gouveia, Nelas e Oliveira do Hospital, da Escola Profissional da Serra da Estrela e do Conservatório de Música de Seia.

As autarquias de Seia, Gouveia, Nelas e Oliveira do Hospital estão a colaborar ativamente através de apoio logístico, complementando o trabalho das bandas filarmónicas com o ensino profissional e o ensino artístico especializado da música de excelência.

Durante cinco dias intensivos (7, 8, 9, 10 e 13 de julho) cerca de uma centena de alunos trabalharão sob a direção dos maestros Artur Pinho (cordas) e Daniel Botelho (sopros), apoiados por um qualificado corpo docente. O curso culmina em dois concertos: 

• 10 julho, 21h30 – Largo da Câmara Municipal de Seia (aberto ao público, entrada livre) 
• 13 julho, 19h00 – Centro de Interpretação da Serra da Estrela (fechado ao público, inserido no ProfMat) 

Coro de Pais 

A grande novidade para este ano é a criação de “O Coro de Pais” (projeto piloto intergeracional), que  reúne encarregados de educação e antigos alunos da Escola Profissional da Serra da Estrela e do Conservatório de Música de Seia em ensaios semanais durante o mês de junho e início do mês de julho, orientados pela professora Catarina Costa. A participação é gratuita, mas a inscrição é obrigatória até ao dia 24 de maio de 2026.

JSM conversou com a Coordenadora da USF Nova Estrela, a médica Sara Campos e com a vereadora do Município de Seia, Teresa Pereira

A Unidade de Saúde Familiar (USF) Nova Estrela (Seia) comemorou, hoje, o seu 1.º aniversário.

JSM conversou com a Coordenadora desta USF, a médica Sara Campos e a vereadora do Município de Seia, Teresa Pereira.

Este momento marca a celebração do primeiro ano de atividade desta unidade, momento que foi aproveitado para apresentar à comunidade os principais resultados alcançados, bem como os projetos estratégicos previstos para este ano de 2026, entre os quais se destaca a candidatura à implementação de uma Unidade Móvel de Saúde

Fornos de Algodres torna-se a “Capital da Urtiga”, nos dias 16 e 17 de maio

O concelho de Fornos de Algodres acolhe, nos próximos dias 16 e 17 de maio , a XV edição do “Fim de Semana da Urtiga”, uma iniciativa promovida pela Confraria da Urtiga, em parceria com o Município de Fornos de Algodres, que pretende valorizar o património natural, gastronómico e etnobotânico associado à urtiga, planta emblemática do território.
Ao longo de dois dias, a iniciativa irá reunir especialistas, investigadores, chefs, produtores e visitantes em torno de um programa diversificado, que integra as XIX Jornadas de Etnobotânica e a 1.ª edição do Festival de Sopas de Urtiga.

As atividades decorrem entre a freguesia de Matança e o Mercado Municipal de Fornos de Algodres, promovendo momentos de partilha de conhecimento, experiências gastronómicas, contacto com a natureza e valorização das tradições locais.

O programa tem início no dia 16 de maio, em Matança, com as XIX Jornadas de Etnobotânica, incluindo saídas de campo orientadas, painéis temáticos, oficinas práticas e degustações de sabores urticantes, envolvendo especialistas ligados à botânica, património cultural e arte.

No dia 17 de maio, o Mercado Municipal de Fornos de Algodres recebe a Feira de Produtos Urticantes e o Festival de Sopas de Urtiga, iniciativa que contará com workshops, palestras, showcooking, animação musical e degustações dedicadas à utilização da urtiga na gastronomia e nas plantas terapêuticas.

Para o Presidente da Câmara Municipal de Fornos de Algodres, Alexandre Lote, “o fim de semana da Urtiga reforça a afirmação de Fornos de Algodres enquanto ‘Capital da Urtiga’, valorizando um recurso identitário do nosso território através da cultura, da gastronomia, da ciência e da tradição, numa iniciativa que projeta o concelho e promove os nossos produtos endógenos”.

A iniciativa envolve igualmente os restaurantes aderentes do concelho, que se associam ao evento através da criação de ementas especiais dedicadas à urtiga, promovendo a valorização da gastronomia local e a criatividade culinária em torno deste produto identitário.

Com este evento, o Município de Fornos de Algodres reafirma o seu compromisso com a valorização do património natural e cultural, promovendo eventos que potenciam o desenvolvimento local, a preservação dos saberes tradicionais e a dinamização do território.

Seia recebeu I Seminário de Incêndios Rurais

O Auditório do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) acolheu, no passado sábado, dia 9 de maio o I Seminário de Incêndios Rurais, sob o mote “Operações, Tecnologia e Decisão em Contexto de Complexidade”. O evento reuniu especialistas de referência nacional para analisar a crescente complexidade das operações no terreno e as novas estratégias de combate e prevenção.

O encontro surgiu num momento crítico em que a severidade dos incêndios exige uma adaptação constante das forças de socorro e das entidades decisoras.

O seminário centrou-se na evolução dos incêndios rurais e na necessidade de integrar ferramentas tecnológicas avançadas para apoiar a decisão operacional. O objetivo passou por “refletir e questionar sobre o presente, pensar e preparar o futuro e reforçar a capacidade de resposta num território cada vez mais complexo e desafiado pelo risco de incêndio.”

O evento dividiu-se em quatro painéis temáticos e uma mesa redonda, contando com oradores de instituições de relevo como a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC); a Escola Nacional de Bombeiros (ENB); a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF); o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF); a Federação de Bombeiros do Distrito da Guarda; a Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da Guarda Nacional Republicana (UEPS / GNR); a Força Especial de Proteção Civil (FEPC); o CSREPC Coimbra; o CSREPC Viseu; o Comando dos Bombeiros Voluntários de Mangualde; Comando Sub-Regional das Beiras e Serra da Estrela e o Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) de Seia.

Covilhã acolhe conferência do ciclo “A Arquitetura do Poder Local” promovido pela ANAM

Sessão na Universidade da Beira Interior reúne responsáveis autárquicos, académicos e decisores políticos para debater o futuro do poder local em Portugal

A Associação Nacional de Assembleias Municipais (ANAM) promove esta quinta-feira, 14 de maio, mais uma conferência do ciclo nacional “A Arquitetura do Poder Local”, iniciativa que tem vindo a percorrer várias universidades portuguesas com o objetivo de aproximar o debate sobre a reforma do poder local das comunidades académicas, dos eleitos locais e da sociedade civil.

A sessão terá lugar no Auditório do Museu dos Lanifícios, na Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, a partir das 15h00, reunindo representantes institucionais, especialistas, autarcas e responsáveis políticos num espaço de reflexão sobre os desafios da governação local, da revisão da lei eleitoral autárquica e do estatuto dos eleitos locais, assim como a revisão da lei das finanças locais.

A abertura contará com as intervenções da Reitora da Universidade da Beira Interior, Ana Paula Duarte, do Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Hélio Fazendeiro, e do Presidente da ANAM, Fernando Santos Pereira.

A conferência terá como oradores Ângela Guerra, Presidente da Assembleia Municipal de Pinhel, Jaime Ramos, ex-Governador Civil de Coimbra, e André Moz Caldas, Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa. A moderação estará a cargo de João Paulo Catarino, Presidente da Assembleia Municipal de Proença-a-Nova.

O encerramento da sessão, às 17h00, será presidido pelo Ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim.

Para o Presidente da ANAM, Fernando Santos Pereira, com este ciclo nacional de conferências, o objetivo da ANAM é “criar espaços de pensamento e discussão em todo o país, envolvendo eleitos locais, académicos, autarcas, estudantes e até a sociedade civil, numa visão atual e participativa do poder local”, acrescenta o responsável.

O ciclo “A Arquitetura do Poder Local” pretende afirmar-se como uma plataforma nacional de debate sobre o papel das assembleias municipais, a qualidade da democracia local, a descentralização de competências e os desafios futuros da administração local, reunindo protagonistas do poder político, académico e institucional.

De referir que a próxima conferência deste ciclo terá lugar já na sexta-feira, 15 de maio, na Universidade de Évora, contando com a presença do Ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes.

As conferências são transmitidas online através do canal YouTube da ANAM: @anamassembleiasmunicipais.

USF Nova Estrela (Seia) comemorou 1.º aniversário

JSM conversou com a Coordenadora desta USF, a médica Sara Campos e a vereadora do Município de Seia, Teresa Pereira.

A Unidade de Saúde Familiar (USF) Nova Estrela (Seia) comemorou, dia 12 de maio, o seu 1.º aniversário.

Este momento marca a celebração do primeiro ano de atividade desta unidade, momento que foi aproveitado para apresentar à comunidade os principais resultados alcançados, bem como os projetos estratégicos previstos para este ano de 2026, entre os quais se destaca a candidatura à implementação de uma Unidade Móvel de Saúde.

Liberdade em debate: Escola Guilherme Correia de Carvalho celebrou o 25 de Abril

Cinquenta e dois anos após a Revolução dos Cravos, os ideais de Abril voltaram a ecoar com força na Escola Guilherme Correia de Carvalho. Através de uma iniciativa dinamizada pelos alunos do 9.º A, B e C, promovida no âmbito da disciplina de História e com o apoio da Biblioteca Escolar, a escola transformou-se num palco de reflexão crítica, artes e cidadania, unindo gerações para debater o passado, o presente e o futuro da democracia portuguesa.

O auditório encheu-se para ouvir um painel de convidados de relevo, num debate que primou pelo rigor e pela diversidade de perspetivas. A iniciativa foi conduzida pelos alunos José Maria Alves e Santiago Borges, contando ainda com a presença da Jornalista Salomé Silva, do Jornal de Santa Marinha (JSM), que aceitou o convite dos jovens estudantes e da sua professora de História para ajudar a mediar uma conversa fluida e enriquecedora.

Entre os oradores, contaram-se figuras marcantes do concelho e da escola: José Belarmino Mendes e Filipe Camelo trouxeram intervenções focadas na visão da experiência política e social; a professora Margarida Veiga e o Professor Rui Póvoa ofereceram um enquadramento histórico e pedagógico essencial para a compreensão da transição do Estado Novo para a Democracia e as suas experiencias vividas nesta época e José Luís Dias, do JSM, que deu a conhecer as diferenças, na altura, do país onde nasceu (EUA) e a sua vinda para Portugal, pouco antes do 25 de Abril.
O debate não foi apenas uma lição de história, mas um exercício vivo de liberdade de expressão, onde os alunos puderam aprofundar o conhecimento sobre a importância do dia 25 de abril de 1974.

A arte como linguagem da liberdade

A celebração não se cingiu às palavras. A cultura, pilar fundamental da revolução, esteve presente através de momentos musicais e performativos.
O grande destaque artístico foi a representação teatral. Num momento de grande e simbolismo, os alunos levaram à cena uma peça em modo mudo. Sem necessidade da utilização da linguagem verbal, o movimento dos corpos e a expressividade dos rostos narraram a opressão do regime e o florescer da esperança trazida pelos capitães de abril, provando que a mensagem da liberdade é universal e transcende a fala.

Para que a iniciativa chegasse a toda a comunidade escolar e não só, o evento contou com a cobertura em direto pela emissão da rádio do Agrupamento de Escolas Guilherme Correia de Carvalho. Através desta transmissão online, o trabalho dos alunos do 9.º ano ganhou uma nova dimensão, permitindo que as notas musicais e as reflexões dos convidados ecoassem, se fizessem ouvir.

Com esta iniciativa, a Escola Guilherme Correia de Carvalho reafirmou o seu compromisso na formação de cidadãos conscientes e ativos, honrando a memória de quem, há mais de meio século, abriu as portas para o Portugal que hoje conhecemos.