Decidimos dirigir esta carta aberta aos políticos, deputados e chefes dos partidos na esperança de que chegue ao conhecimento de muitos e sobretudo daqueles cujo peso e influência possam determinar mudanças no rumo das políticas tão desejadas pela esmagadora maioria dos portugueses. Só o receio, a cobardia ou o desleixo de muitos impede que o grito de revolta do nosso povo chegue aos quatro cantos de Portugal. Diz quem sabe que “a caridade bem praticada começa por casa”. A falar ninguém atrapalha os nossos políticos sejam eles apenas porta-vozes dos partidos ou até mesmo seus líderes. Mas, meus caros leitores, ao fim de 50 anos de democracia, de promessas, palavreado barato, falta de aprumo e dignidade, é tempo de dizer: BASTA.
Num país pequeno como o nosso e cheio de problemas em que a pobreza cresce, os sem-abrigo esquecidos e abandonados se multiplicam, os lares estão cada vez mais depauperados para atacar a problemática social, o que se passa a nível da Assembleia da República, de pensões vitalícias, “arranjismos” e mordomias? Simplesmente uma execrável vergonha que provoca vítimas e gera agudas preocupações aos Ramalho Eanes, Jerónimos de Sousa, e tantos, tantos outros.
Quando é que um Presidente da República promove, apoia e dá voz a alterações das regras que determinem a redução substancial do número de deputados, acabe com as mordomias de que gozam, ponha fim a viagens sem razão aparente e justa, dite o fim de pensões vitalícias que se transformaram em vergonha nacional, investigue a verdade sobre a justeza e oportunidade dos subsídios de deslocação, habitação e transporte dos deputados? Seremos nós, porventura, um país que nada em milhões de euros sem depender de quem quer que seja? Ou, bem pelo contrário, somos uns pobrezinhos da Europa que, dependem de tudo e todos, aonde se pagam ainda salários do terceiro mundo e pensões de miséria? Que querem e pensam os políticos de Portugal? E os deputados? Desejam continuar a viver num verdadeiro “regabofe”, atirando o país de grandes figuras históricas para a lama?
Tenham vergonha! Reflitam seriamente! Respeitem o povo e não queiram “matar” a democracia e a independência!



