O Município de Seia inicia hoje uma campanha de sensibilização porta a porta no âmbito do projeto-piloto de compostagem comunitária “Sei(a) Compostar”, uma iniciativa que visa promover a separação e valorização dos biorresíduos, incentivando práticas sustentáveis junto da população.
O projeto, que se iniciou com a instalação de três ilhas de compostagem comunitária abrangendo quatro áreas zonas da cidade (Urbanização Millenium, Urbanização das Camélias, Edifício Jardim e Loteamento da Cerca), entra agora numa nova fase de proximidade, com contacto direto com os residentes, esclarecimento de dúvidas e incentivo à adesão.
A campanha pretende sensibilizar para a importância da separação dos resíduos orgânicos, que representam uma parte significativa dos resíduos urbanos. Na região do Planalto Beirão, estes correspondem a cerca de 37% dos resíduos produzidos, enquanto no Município de Seia representam 41,5% dos resíduos indiferenciados atualmente encaminhados para aterro. Em média são produzidas por ano no concelho cerca de 3.000 toneladas de resíduos orgânicos, cuja deposição em aterro representa um custo significativo.
Através da compostagem, estes resíduos podem ser transformados num fertilizante natural, rico em nutrientes, contribuindo para a redução da deposição em aterro, para a diminuição dos impactos ambientais e para a promoção da economia circular.
O modelo de compostagem comunitária adotado assenta na participação ativa dos cidadãos, que devem separar os resíduos orgânicos em casa e depositá-los nos compostores comunitários. O Município assegura as condições necessárias ao bom funcionamento das ilhas de compostagem, garantindo o acompanhamento e a correta gestão do processo.
O composto resultante será utilizado na fertilização de espaços verdes públicos e poderá também ser disponibilizado à comunidade, promovendo uma utilização sustentável dos recursos e reduzindo a necessidade de fertilizantes artificiais.
Com o projeto “Sei(a) Compostar”, o Município procura promover a redução de resíduos e a promoção de boas práticas junto da população, contribuindo para um território mais resiliente e ambientalmente responsável.
No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Floresta, o Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) promove a XXIV Exposição Itinerante de Fotografia de Ambiente, este ano subordinada ao tema “Os insetos da Serra da Estrela: um grande pequeno mundo”, patente ao público de 21 de março a 31 de dezembro.
A mostra destaca um dos grupos faunísticos mais abundantes e diversificados dos ecossistemas terrestres: os insetos, a par de outros invertebrados, cuja relevância ecológica é determinante para o equilíbrio natural. Essenciais para o funcionamento das cadeias tróficas, para a polinização das plantas e para a decomposição da matéria orgânica, estes organismos desempenham um papel silencioso, mas imprescindível, na manutenção da vida nos ecossistemas. Apesar disso, continuam frequentemente subvalorizados, quer pelo seu reduzido tamanho, quer pelo desconhecimento generalizado sobre a sua biologia e ecologia.
Na Serra da Estrela, embora persistam lacunas no conhecimento científico sobre a diversidade, distribuição e estatuto de conservação de muitas espécies, estão já identificadas mais de 2500 espécies de insetos e aranhas. Entre estas, destacam-se espécies legalmente protegidas e outras com distribuição restrita à Península Ibérica, a Portugal ou mesmo exclusivamente à Estrela, reforçando o valor ecológico e científico deste território.
A exposição reúne um conjunto de imagens do fotógrafo de vida selvagem Samuel Duarte, que captam a beleza, complexidade e singularidade deste universo muitas vezes invisível ao olhar apressado. Através da fotografia, pretende-se sensibilizar o público para a importância da conservação destes organismos e despertar a curiosidade para a descoberta deste verdadeiro “grande pequeno mundo”.
O Projeto DME e a Orquestra Ligeira de Gouveia sobem ao palco do Cineteatro no próximo dia 29 de março. O espetáculo, sob a direção do maestro Hélder Abreu, propõe uma viagem sonora entre o passado clássico e a vanguarda contemporânea.
A Casa Municipal da Cultura de Seia (CMCS) continua a sua aposta na diversidade de linguagens artísticas com a apresentação da “Orquestra Eletroacústica”. O concerto, que terá lugar no domingo, 29 de março, pelas 17h00, resulta de uma colaboração estreita entre o Projeto DME (Dias de Música Eletroacústica) e a Orquestra Ligeira de Gouveia.
Sob a batuta do maestro Hélder Abreu, o programa foi desenhado para desafiar os limites do repertório convencional. A proposta passa por estabelecer pontes entre a herança musical do ocidente e as novas tecnologias sonoras, conciliando obras consagradas (o chamado “cânone”) com linguagens experimentais e contemporâneas.
O público é convidado a explorar, durante 60 minutos, as ruturas e as continuidades estéticas que definem a música de hoje, numa performance que promete ser tanto pedagógica como imersiva.
O Agrupamento de Escolas Dr. Guilherme Correia de Carvalho acolhe, durante os próximos meses, um projeto-piloto inovador que cruza arte, educação e inclusão social em contexto escolar e comunitário.
O integrARTE – Projeto de Integração de Migrantes arrancou no passado dia 28 de janeiro e é promovido pela Rural Move. A iniciativa é um dos projetos vencedores dos Prémios Caixa Social 2025, na área da Inclusão Social e Solidariedade, distinção que reconhece o seu caráter inovador e o impacto social esperado junto de crianças e jovens migrantes, das suas famílias e da comunidade local.
O projeto está a ser desenvolvido em estreita colaboração com o Município de Seia, a Universidade do Minho, responsável pela implementação da metodologia CLIL (Content and Language Integrated Learning), e a ADXTUR – Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto, parceiro estratégico no acompanhamento do projeto e no potencial de replicação do modelo noutros territórios do Interior.
Arte como espaço de encontro e inclusão
A primeira sessão contou com a presença de três artistas que irão acompanhar o projeto ao longo dos próximos meses e reuniu crianças oriundas de oito países diferentes: Reino Unido, Estados Unidos da América, Brasil, Índia, Marrocos, França, Angola e Portugal. Este primeiro encontro foi dedicado ao conhecimento mútuo entre os participantes, à montagem e exploração do ateliê de trabalho e a uma atividade artística inicial: a criação de máscaras em formato livre. Através da experimentação de diferentes materiais, cores e texturas, as crianças foram convidadas a expressar-se num ambiente de liberdade criativa, multiculturalidade e valorização da identidade individual.
Um percurso continuado ao longo dos próximos meses
Ao longo dos próximos meses, o integrARTE irá desenvolver sessões regulares que utilizam a arte como ferramenta para promover o bem-estar emocional, o diálogo intercultural e o desenvolvimento de competências linguísticas e sociais, contribuindo para comunidades mais coesas, inclusivas e resilientes.
O Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) acolhe, no próximo 21 de março, às 18h00, no seu auditório, a iniciativa RENASCER – Inspirações para regenerar o Planeta e a Governança, que integra a apresentação do livro “Um Mundo sem políticos – uma proposta democrática para depois do colapso”, da autoria de Pedro Macedo, Provedor do Clima.
A obra propõe uma reflexão profunda sobre os modelos atuais de governação, apresentando uma visão alternativa para uma democracia regenerativa num contexto de desafios climáticos, sociais e institucionais. A sessão será moderada por Maria de Lurdes Anjo, da associação Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável e da Casa Comum da Humanidade, promovendo um espaço de diálogo e partilha em torno das grandes questões ambientais e da sustentabilidade democrática.
O programa inclui ainda um momento musical por Miguel Berkemeier, músico e compositor português cuja criação artística se inspira profundamente na Natureza, reforçando o caráter sensorial e reflexivo da iniciativa.
O evento conta com o apoio da Casa Comum da Humanidade e do Município de Seia, enquadrando-se numa estratégia de promoção do pensamento crítico, da cidadania ativa e da consciência ambiental.
A participação é aberta ao público, convidando todos os interessados a refletir sobre novos caminhos para regenerar o planeta e repensar a governança, num tempo que exige visão, responsabilidade e ação coletiva.
Encravado no coração dos Alpes Suíços, a vila de Lauterbrunnen está encravada num dos vales alpinos mais profundos e impressionantes da Europa e cercada por paredões de rocha verticais e picos com neve. O vale de Lauterbrunnen não é apenas um destino turístico; é um monumento geológico vivo. Conhecido mundialmente como o “Vale das 72 Cascatas”, este desfiladeiro em forma de “U” profundo oferece uma das paisagens mais dramáticas da Europa, onde paredes rochosas verticais de até 300 metros de altura guardam séculos de história e isolamento alpino.
Lauterbrunnen é uma vila localizada no Cantão de Berna, no coração da região de Jungfrau, na Suíça.
A história de Lauterbrunnen é marcada pelo isolamento e pela resiliência. Foi referenciada pela primeira vez em registos do século XIII (ano de 1240). Durante séculos, foi uma comunidade agrícola isolada, onde os habitantes viviam do pastoreio e da produção de queijo.
O vale começou a ser habitado de forma mais permanente por volta do século XIII, principalmente por colonos vindos do Valais (os Walser), que enfrentaram o terreno difícil para estabelecer comunidades agrícolas.
No século XVIII e XIX, Lauterbrunnen deixou de ser um segredo de pastores para se tornar o epicentro do Romantismo.
O vale é famoso por ter inspirado grandes mentes. J.R.R. Tolkien visitou o local em 1911 e as paisagens de Lauterbrunnen foram a inspiração direta para a criação de Valfenda (Rivendell) em O Senhor dos Anéis. Também a estética visual do vale serviu de base direta para a criação de Rivendell (Fendaval), o refúgio dos elfos na Terra Média.
O “boom” turístico deu-se com a chegada de alpinistas e poetas românticos como Johann Wolfgang von Goethe e Lord Byron no século XIX, que visitaram o vale, imortalizando as quedas de água em poemas.
As 72 cascatas e a Staubbach
O nome, que deriva de Luter Brunnen (“fontes” ou “muitas fontes”), refere-se à abundância de água que define a região. É uma referência direta às 72 cascatas que despencam pelas montanhas ao redor da vila.
O nome Staubbach vem de “Staub” (poeira) e “Bach” (riacho). Devido à grande altura e ao volume de água nem sempre massivo, os ventos térmicos do vale dispersam a água antes que ela atinja o solo. O resultado é uma névoa fina, semelhante a uma nuvem de poeira prateada, que oscila contra a parede rochosa.
A Staubbachfall não é apenas o cartão-postal de Lauterbrunnen; é a alma visual da vila. Com quase 300 metros de altura, esta cascata detém o título de uma das quedas de água em queda livre mais altas da Europa.
O fenómeno geológico
Diferente de muitas cascatas onde apenas se observa de longe, a Staubbachfall oferece uma experiência imersiva. Existe um túnel e um caminho escavado na rocha (aberto apenas no verão) que permite aos visitantes subir até a uma varanda natural. De lá, ficamos literalmente atrás da cortina de água, com uma vista privilegiada sobre os telhados da vila e a igreja icónica de Lauterbrunnen.
A Staubbachfall é um exemplo clássico de um vale suspenso. Enquanto o glaciar principal escavou o vale de Lauterbrunnen profundamente, os pequenos riachos laterais não tinham gelo suficiente para cavar na mesma velocidade. Quando o gelo derreteu, esses riachos ficaram “pendurados” no topo das falésias, forçados a saltar para o vazio. O que torna Lauterbrunnen único é a sua formação de vale glaciar. Durante a última era glacial, glaciares massivos esculpiram a rocha calcária, criando as paredes perpendiculares que vemos hoje.
Cientificamente, a queda livre das águas é um exemplo perfeito de “vales suspensos”. Rios menores não conseguiram acompanhar a erosão profunda do vale principal, resultando nestes cursos de água que simplesmente “caem” das extremidades superiores.
Um cemitério muito particular
O cemitério de Lauterbrunnen é reconhecido pela sua beleza serena e cenográfica, muitas vezes considerado um dos mais bonitos do mundo. Situado perto de quedas de água, túmulos únicos (pedra, granito, madeira) e uma vista deslumbrante para montanhas, oferecendo um ambiente de paz.
Um lugar que parece ter sido recortado diretamente de um livro de contos de fadas
A paisagem envolvente é de tirar o fôlego! Nem mesmo as fotos conseguem captar toda a sua beleza, toda a sua essência, todo o seu esplendor… Lauterbrunnen, na Suíça é um daqueles lugares que parece ter sido recortado diretamente de um livro de contos de fadas.
A beleza de Lauterbrunnen reside no contraste dramático. O vale foi esculpido por glaciares recuados, resultando num formato em “U” perfeito.
As casas de madeira escura com floreiras nas janelas, os tradicionais chalés suíços, dão um toque acolhedor a esta vila
Esta é uma porta de entrada para o céu!
Estar neste local dá-nos uma paz imensa. É indiscritível!
A Assembleia da República abriu as portas esta quarta-feira para celebrar o “Dia do Município de Seia”
O Salão Nobre e as galerias do Palácio de São Bento ganharam hoje um brilho diferente. Entre os murais históricos que retratam a fundação da nacionalidade e os debates legislativos que definem o presente, Seia fez-se representar em força para mostrar que o território da Serra da Estrela é muito mais do que um destino de inverno: é um polo de cultura, inovação e potencial económico.
Uma Montra da Cultura e Sabores O evento, dedicado a promover as potencialidades do município, contou com uma exposição diversificada que cativou os presentes.
A comitiva de Seia, composta por representantes autárquicos e agentes locais, teve a oportunidade de acompanhar os trabalhos parlamentares a partir das galerias da Assembleia da República.
Para além da vertente expositiva, o “Dia do Município de Seia” serviu para reforçar o papel estratégico da região no contexto nacional.
Ao levar Seia a São Bento, a autarquia não celebrou apenas uma data, mas reafirmou a vontade de um território que quer ser protagonista no desenvolvimento do país, unindo a tradição da montanha à modernidade da inovação.
O deputado do CHEGA, João Tilly na Assembleia da República e deputado na Assembleia Municipal de Seia fez-nos chegar a sua intervenção.
Vodra recebeu, este sábado, a realização de mais uma edição do Festival de Sopas.
Organizado pela A.R.C. Vodrense, o evento afirmou-se como um ponto de encontro para a comunidade e visitantes, contando com a participação de mais de uma dezena de entidades locais, que aceitaram o desafio de preservar e promover os sabores da região.
Da clássica sopa de legumes a receitas mais elaboradas, a variedade foi a nota dominante de um evento que vive do esforço conjunto do associativismo, contando com uma lista extensa de sopas participantes preparadas por diversas coletividades locais.
Mas nem só de sopa se fez a festa. Para complementar o menu, a organização assegurou um serviço de bar completo, onde as bifanas, cachorros e sobremesas caseiras fizeram as delícias dos visitantes, garantindo que ninguém saísse de mesa vazia.
A animação da noite esteve a cargo de Tikinho (Pinhanços Eventos), garantindo um ambiente festivo para todos os participantes.
“Este evento continua a dar uma grande vitalidade ao associativismo local, unindo as coletividades num esforço comum de preservação da nossa identidade”, refere a organização.
Mais do que um momento gastronómico, o Festival de Sopas de Vodra consolidou-se como um ponto de encontro intergeracional, provando que a tradição e a união das coletividades continuam a ser o motor de dinamismo das freguesias de Seia.
A equipa senense entrou com o pé direito na nova temporada, conquistando vários pódios individuais e uma prestação coletiva de relevo num dos percursos mais exigentes do calendário nacional.
O BTT Seia iniciou, este passado fim de semana, a sua participação na Taça de Portugal de Maratonas (XCM) em Torres Vedras. Com uma comitiva de sete atletas, a formação de Seia afirmou-se como uma das grandes protagonistas da prova, regressando a casa com resultados que demonstram o excelente momento de forma do plantel.
Na classe elites, a competitividade foi elevada, mas os atletas do BTT Seia mostraram-se à altura do desafio. Rui Ferreira alcançou um meritório 5º lugar; Alexandre Gonçalves terminou na 6ª posição e Andreia Freitas garantiu o 7º lugar, somando pontos importantes para a equipa. Graças a este desempenho consistente, o BTT Seia subiu ao pódio, conquistando o 3º lugar por equipas.
A classe Master foi palco de alguns dos momentos mais vibrantes da jornada. António Marques dominou em Master 55, conquistando o 1º lugar, confirmando o seu favoritismo; Raquel Magoito brilhou em Master 40 femininos, garantindo o 2º lugar; Bruno Carrilho fechou o pódio em Master 40, com um sólido 3º lugar e Carlos Rodrigues (Master 35) completou a prestação da equipa com um honroso 14º lugar numa categoria altamente concorrida.
Nas contas coletivas de Master, a equipa alcançou um 4º lugar. O BTT Seia terminou com a mesma pontuação que o 2º e 3º classificados.
A Associação de São João Baptista da Folgosa da Madalena está a organizar um passeio cultural até à cidade de Salamanca, em Espanha, marcado para o próximo dia 18 de abril. A iniciativa pretende proporcionar aos participantes um dia de convívio, descoberta e partilha, num dos destinos históricos mais emblemáticos da Península Ibérica.
O programa inclui partida pelas 7h00, junto ao cruzeiro da Folgosa da Madalena, um pequeno-almoço (não incluído) em Fuentes de Oñoro, com passagem por Alba de Tormes, onde está prevista uma visita ao Convento das Carmelitas. Já em Salamanca, o grupo contará com tempo livre para explorar a cidade, reconhecida pelo seu património arquitetónico e cultural, bem como para almoço (não incluído). O regresso contempla ainda uma paragem para jantar em Fuentes de Oñoro, também não incluído no valor da inscrição.
O custo da participação é de 30 “joões” por pessoa, sendo as inscrições efetuadas através das redes sociais da associação ou junto dos seus membros. Contactos: 967786266, 961024626, 961396459.
A chegada a Folgosa da Madalena está prevista para as 22h00, encerrando assim um dia que promete aliar cultura, lazer e convívio entre os participantes.