A vítima, um homem de 61 anos, terá sido sujeita a atos violentos e humilhações “quase diariamente” desde 2018. O caso foi denunciado pelo próprio após o seu estado de saúde se degradar severamente.
A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal da Guarda, deteve ontem quatro sapadores florestais do Município de Seia, com idades compreendidas entre os 40 e os 51 anos. Os homens estão “fortemente indiciados” pelos crimes de violação, coação, coação sexual agravada e perseguição.
Segundo o comunicado das autoridades, os crimes ocorriam num contexto de trabalho, aproveitando a natureza isolada das funções dos arguidos. A vítima é um assistente operacional de 61 anos, que exercia funções de vigilância florestal e estava integrado na mesma equipa dos agressores.
Os factos terão tido início em setembro de 2018. De acordo com a investigação coordenada pelo DIAP da Guarda, a vítima terá sido submetida atos sexuais violentos e ofensas sexuais frequentes; ações vexatórias e humilhações públicas; perseguição e coação, num regime de abusos que se repetia quase diariamente.
A investigação foi desencadeada após uma queixa apresentada pela própria vítima junto da GNR de Seia. O homem, que viveu em silêncio durante cerca de 7 anos, decidiu denunciar os agressores devido ao seu estado de saúde periclitante, uma consequência direta do trauma físico e psicológico sofrido ao longo do tempo.
Os quatro detidos estão a ser presentes hoje a primeiro interrogatório judicial. O tribunal decidirá as medidas de coação adequadas, sendo que, dada a moldura penal e a gravidade dos crimes, não é de excluir a aplicação da medida mais gravosa: a prisão preventiva.
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