É desolador olhar para estas imagens. O que deveria ser um cenário de contemplação e pureza — o ponto mais alto de Portugal Continental, na Serra da Estrela — transforma-se num depósito de falta de civismo.
Há situações que nos deixam sem chão e esta é uma delas, realidade desoladora, onde a falta de civismo e a negligência humana estão aqui bem demonstradas.
É indescritível e profundamente triste ver um local de tamanha importância natural e beleza, com esta marca deixada pelos visitantes.
Esta é uma realidade cruel. O que a neve cobriu durante o inverno, o sol da primavera está agora a denunciar. Ficamos abismados com os perigos que a neve encobriu durante estes meses frios. Mas isto não acontece só no inverno. A verdade é que durante os restantes dias do ano, a situação não é muito diferente.
Vidros partidos e latas oxidadas são verdadeiras armadilhas para a fauna e para os caminhantes;
os plásticos e garrafas são materiais que demoram séculos a desaparecer… Enfim, um cenário que nos deixa sem palavras.
Todos nós gostamos de apreciar o que de mais belo estas paisagens nos proporcionam. A Serra é imensamente bonita durante as quatro estações do ano. Mas há, depois, estas adversidades.
Como é possível que alguém tenha a capacidade de subir até ao topo para admirar a grandeza da Serra, mas não tenha a educação básica de carregar consigo o peso de uma garrafa vazia no regresso?
A montanha é um ecossistema frágil. Tratá-la como uma lixeira é uma demonstração de uma pobreza de espírito que nenhuma paisagem consegue compensar.
Não é apenas uma questão de estética; é uma questão de segurança, respeito e humanidade. Esta é a nossa própria falha enquanto sociedade. Vamos mudar este rumo e proporcionar um ambiente e espaço único para todos! A Serra é maravilhosa e é de todos, mas mais fantástica ela se torna quando é tratada com enorme respeito que ela merece!
Vamos admirá-la é contemplá-la sem que estes obstáculos nos perturbem.
















