A 5ª edição da iniciativa “Tratar o cancro por tu” arranca com várias sessões, em diversas cidades. Na Guarda, terá lugar no Auditório dos Serviços Centrais do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), no próximo dia 22 de janeiro, pelas 18h30 e que contará com a participação de Manuel Sobrinho Simões, patologista, investigador e diretor do Ipatimup.
A iniciativa marcada para este dia é realizada pelo Ipatimup em parceria com a RTP, a Antena 1 e o Jornal de Notícias, e abordará a temática “Medicina oncológica de precisão: medicamentos inovadores e como ter acesso a estes medicamentos».

Cinco anos depois do arranque da iniciativa «Tratar o cancro por tu» e já com 24 sessões realizadas, que juntaram mais de 3.500 participantes em 15 cidades, o IPATIMUP regressa «à estrada» para voltar a falar, alertar e partilhar conhecimento sobre cancro com a população. De 13 de janeiro a 12 de março, os cientistas do Ipatimup e alguns dos melhores especialistas locais estarão em Matosinhos, Guarda, Évora, Viana do Castelo, Guimarães e Angra do Heroísmo. Nesta edição os temas centram-se na prevenção, deteção precoce e no tratamento de cancro e o destaque vai para a presença da diretora da Agência Internacional de Investigação sobre o Cancro (IARC), Elisabete Weiderpass, na sessão inaugural, em Matosinhos.
Apesar dos avanços significativos na prevenção do cancro e no acesso aos cuidados oncológicos, a Europa, sublinha Elisabete Weiderpass, «continua a enfrentar grandes desafios em termos de ocorrência de novos casos de cancro. É preciso inverter estes números». Nesse sentido, acrescenta a investigadora, os cientistas e clínicos que participam nas sessões da iniciativa “Tratar o cancro por tu”, «ao falarem diretamente com os cidadãos com clareza, empatia e verdade, são essenciais para quebrar tabus e promover o acesso à informação, contribuindo para uma estratégia mais eficaz de prevenção e controlo do cancro»
Para Elisabete Weiderpass, a estratégia seguida nas sessões do “Tratar o cancro por tu” de utilizar uma linguagem acessível «permite que todos compreendam os riscos, as opções de prevenção e os tratamentos disponíveis. Quando falamos sem medo, damos às pessoas ferramentas para agir, decidir e cuidar da sua saúde com autonomia».
Portugal tornou-se recentemente membro oficial da IARC, ramo da Organização Mundial da Saúde dedicado ao estudo de doenças oncológicas, e Elisabete Weiderpass faz questão de deixar uma mensagem de esperança e compromisso aos portugueses e a todos os participantes nas sessões do “Tratar o cancro por tu”: «A ciência está a avançar, os cuidados estão a melhorar, e juntos podemos fazer a diferença. A informação é poder, e iniciativas como esta são um passo importante para um futuro com menos sofrimento e mais prevenção».
A diretora da IARC faz ainda questão de sublinhar a importância dos rastreios para deteção precoce de cancro: «Permitem identificar riscos e atuar antes do desenvolvimento da doença, salvando vidas. Para reforçar a aceitação pública, é essencial investir em campanhas de comunicação claras, baseadas em evidência científica, que expliquem os benefícios – e os riscos – dos rastreios e combatam o medo e o estigma associados ao cancro».
Neste novo ciclo de sessões presenciais sobre literacia de cancro, que continuam a colocar os doentes no centro da discussão, junta-se como habitualmente o patologista e investigador Manuel Sobrinho Simões, diretor do Ipatimup e anfitrião desta iniciativa. Para o cientista, estas sessões são um contributo fundamental para inverter os números atuais que apontam para um crescimento de novos cancros: «A aposta no conhecimento das pessoas com doença neoplásica passa pela mudança do comportamento no sentido da prevenção e do diagnóstico precoce, sem abandonar a importância da complexidade no contexto da medicina personalizada».
Na edição de 2026 as temáticas serão: «Deteção precoce: o impacto dos rastreios oncológicos» (Matosinhos), «Medicina oncológica de precisão: medicamentos inovadores e como ter acesso a estes medicamentos» (Guarda), «O papel da hereditariedade: a importância da história familiar e os estudos genéticos» (Évora), «Ambiente, comportamento e cancro: compreender para prevenir» (Viana do Castelo), «Diagnóstico de cancro: da biópsia à decisão clínica» (Guimarães) e «Prevenção de cancro: principais fatores de risco» (Angra do Heroísmo).
Cada uma das seis sessões dará origem a um podcast na Antena1, que estará disponível na RTP PLAY, bem como nas várias plataformas de ‘streaming’.
Calendário das sessões
13 de janeiro -Deteção precoce: o impacto dos rastreios oncológicos – Matosinhos – Teatro Constantino Nery – 18h30
22 de janeiro – Medicina oncológica de precisão: medicamentos inovadores e como ter acesso a estes medicamentos – Guarda -Auditório dos Serviços Centrais do Instituto Politécnico da Guarda – 18h30
12 de fevereiro – O papel da hereditariedade: a importância da história familiar e os estudos genéticos –Évora – Auditório da Universidade de Évora – 18h30
19 de fevereiro – Ambiente, comportamento e cancro: compreender para prevenir – Viana do Castelo – Auditório Professor Lima de Carvalho – 18h30
5 de março – Diagnóstico de cancro: da biópsia à decisão clínica – Guimarães – Auditório Nobre do Campus de Azurém– 18h30
12 de março – Prevenção de cancro: principais fatores de risco -Angra do Heroísmo – Pequeno Auditório do Centro Cultural e de Congressos – 18h30





