Cândida Cardoso, atleta do Centro de Karaté de Seia, representou de forma digna as cores do Concelho de Seia, no Campeonato Nacional de Karaté – Fase regional Centro-norte, sagrando-se, no escalão Juvenil, vice-campeã Regional em Kata e vice-campeã Regional em Kumité – 55kg
Cândida Cardoso fica, agora, apurada para o Campeonato Nacional que se irá realizar no fim do mês de abril e com acesso aos treinos de seleção regional da FNK-P.
A Santa Casa da Misericórdia (SCM) de Seia vai comemorar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que se assinala a 18 de abril, com a abertura da Exposição “Património de Seia” e o lançamento de uma Coletânea de Postais no seu Espaço Museológico.
A abertura da exposição está agendada para as 15 horas e congrega obras de alunos da Escola Secundária de Seia, resultante de uma atividade realizada entre a Misericórdia e a esta escola durante o ano de 2023.
As obras apresentadas e as ilustrações de postais são da autoria dos alunos do 10º, 11º e 12º ano (ano letivo 2022/2023) de Artes Visuais da Escola Secundária de Seia.
A associação da Santa Casa da Misericórdia de Seia ao Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que este ano tem como tema “Catástrofes e conflitos à luz da Carta de Veneza”, é recorrente e este ano apresenta uma nova abordagem e enquadramento do património cultural que lhe está associado.
A Santa Casa da Misericórdia de Seia conta já com mais de 450 anos da sua vasta atividade, procurando atender às mais preocupantes necessidades da população.
Para além da sua atuação no âmbito cultural, através do Espaço Museológico da SCM Seia e do Centro Interpretativo de Seia e seu Centro Histórico, também atuas noutras áreas através das seguintes valências: Creche, Jardim de Infância, ERPI (Estrutura Residencial para Pessoas Idosas), SAD (Serviço de Apoio Domiciliário), Cuidar em Demência, UCCI (Unidade de Cuidados Continuados Integrados), Clínica Médica, SAS (Serviço de Apoio Social) e Voluntariado.
A democracia portuguesa cumpre 50 anos e o país mobiliza-se para celebrar o seu momento fundador: o 25 de Abril de 1974.
Para festejar este momento histórico, o Município de Seia e demais instituições do concelho vão promover vários eventos e cerimónias institucionais.
O programa dos 50 anos do 25 de abril de Seia incorpora uma instalação artística na praça do Município, exposições, conversas, concertos de música e teatro e a habitual sessão evocativa da Assembleia Municipal de Seia.
Durante o mês da liberdade, a Casa Municipal da Cultura acolhe no seu foyer a exposição “50 anos de Democracia no Poder Local”, uma homenagem aos eleitos do órgão representativo de todos os cidadãos do concelho, representada nos presidentes da Assembleia Municipal de Seia, desde 1974 até então.
Durante este mês de abril, este equipamento cultural é igualmente palco para o serão “A liberdade está a passar por aqui” (dia 16, às 21h), organizada pela Rede de Bibliotecas Escolares do Município de Seia, e a performance “Pelo Caminho da Liberdade” (dia 19, às 19h30), apresentada pelo Conservatório de Música de Seia.
Na noite de 24 de abril (21h30), vai realizar-se o primeiro concerto da 3.ª edição do FILARMONIAS, com a Banda Torroselense Estrela D’Alva, e a 25 de abril a sessão solene da Assembleia Municipal de Seia, evocativa do 50.º aniversário do 25 de Abril. No final do mês, a Associação Cultural Contracanto apresenta no Cineteatro o espetáculo “Era o dia de cantar”.
O programa é ainda complementado por mais dois momentos nas freguesias. A 10 de abril no Salão Nobre do Centro Cultural e Recreativo de Vila Verde haverá “Conversas em Liberdade” e no dia 25 de abril, o Rancho Folclórico “Os Pastores de São Romão” promove uma atividade etnofolclórica com o tema “Celebrar Abril”.
O Instituto Politécnico da Guarda – IPG vai abrir no Sabugal um novo Curso Tecnológico Profissional Superior (CTeSP) de Energias Renováveis e Eficiência Energética, a primeira formação de nível superior que vai ser ministrada no concelho. Este CTeSP conta já com 18 inscritos, 12 dos quais provenientes de Cabo Verde. Segundo o presidente da Câmara do Sabugal, decorrem negociações com o Politécnico da Guarda para “trazer outros cursos para o concelho”.
O funcionamento do CTeSP em Energias Renováveis e Eficiência Energética vai contar com o apoio da Câmara Municipal do Sabugal e com o envolvimento do Agrupamento de Escolas do Sabugal, cujos docentes vão ministrar algumas unidades curriculares de base. As restantes unidades curriculares serão da responsabilidade dos docentes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPG, boa parte deles professores na licenciatura em Energia e Ambiente no Politécnico da Guarda.
O Comando Territorial da Guarda, através do Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) do Destacamento Territorial de Gouveia, recolheu, está segunda-feira, dia 25 de março, um Mocho Galego (Athene noctua), na localidade de Maceira, no concelho de Seia.
Na sequência de um alerta por parte de um cidadão, os elementos do SEPNA recolheram um mocho que tinha sido encontrado no sótão de uma habitação, na localidade de Maceira. Por precaução, o animal foi transportado e entregue no Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS), com vista à sua recuperação para posterior libertação ao seu habitat natural.
A Guarda Nacional Republicana, através do Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), tem como preocupação diária a proteção dos animais, apelando à denúncia de eventuais situações de maus-tratos ou abandono. Para o efeito, poderá ser utilizada a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) funcionando em permanência para a denúncia de infrações ou esclarecimento de dúvidas.
No momento em que escrevemos, estamos, ainda, na época quaresmal e, como cristão que somos, não podemos deixar de refletir sobre os ensinamentos que Jesus Cristo nos deixou para os equiparar ao tempo que hoje vivemos. Naquelas alturas, as lutas eram fratricidas e era necessário pôr fim. Cristo, cheio de Bondade e Amor, ensinou os caminhos da concórdia e fraternidade, morrendo até para salvar a humanidade. Nos dias de hoje, infelizmente, vivemos numa época de egoísmo cujo “deus” é a luta pelo dinheiro, luxo, prazer, luxúria não olhando a meios para atingir fins, não pensando que a vida tem um fim. Se olharmos bem, o que vemos nos dias de hoje? Guerras por todo o mundo: morte às centenas de milhares, sofrimento e dor. O Papa Francisco bem pede aos políticos do Mundo para que se sentem a uma mesa e que ponham sobre ela a bandeira da PAZ.
Ainda soam aos nossos ouvidos o tocar festivo dos sinos a anunciar a Páscoa. Cristo Ressuscitou, Aleluia. Na Semana Santa celebramos a Paixão e Morte de Cristo, o Mistério de um Deus que, para salvar a Humanidade, sofreu as agonias da morte. Loucura para os pagãos, incompreensão e escândalo para os judeus. Nos planos de Deus, este era o único caminho de Salvação. Quando os inimigos de Cristo celebravam a vitória de terem morto um Deus, na manhã de Domingo de Páscoa, Jesus pelo Seu Poder omnipotente, levanta-se glorioso do sepulcro, deixando atónitos e cheios de medo os soldados que, em vez de guardarem Jesus, foram as primeiras testemunhas da Sua Ressurreição.
A ilustração que a Maria João criou para acompanhar esta coluna, na edição do mês anterior, não podia ser mais premeditória; uma balança, em perfeito equilíbrio, com dois pratos que suportam pesos eleitorais equivalentes do PS e da AD. Já tinha manifestado anteriormente que a vitória tanto podia pender para o lado da AD como do PS e, ainda mais anteriormente (JSM, 2023/11/30), que o CHEGA poderia vir a ter um resultado mais expressivo e decisivo no ano em que se comemoram 50 anos do 25 de Abril. A maioria das sondagens apontava uma votação no CHEGA na ordem de grandeza daquela que se confirmou nas urnas, ou mesmo superior. Tive oportunidade de manifestar anteriormente a minha opinião sobre a previsível ascensão deste partido e as razões para tal. Portanto, apenas para os mais distraídos é que este resultado, neste aspeto, pode constituir surpresa.
Tudo indica, quando escrevi este artigo, que a AD de Luís Montenegro foi a força política vencedora das legislativas deste ano. Será, logicamente, ele o próximo primeiro-ministro. As restantes forças partidárias deverão, na minha perspetiva, adotar uma postura de responsabilidade, uma vez que vamos entrar, ou entrámos já, num ciclo eleitoral que só termina, em princípio, em 2026 com as presidenciais. Forçar mais umas legislativas durante ou logo após este ciclo frenético é, ou será, introduzir um fator de grave instabilidade que pode afetar a economia do país e ter consequências sociais. As decisões políticas necessitam de paz social e a permanente instabilidade político-partidária não ajuda a um ambiente de serenidade social e política. Já agora, não temam o CHEGA. A melhor forma de combater o CHEGA é governar bem. Governar bem é assumir o combate à corrupção como uma bandeira, acabar com os “ajeitamentos” para os protegidos, mexer nas regras da justiça para a tornar mais célere, agir com firmeza na política monetária – lembro que quem indica os que “mandam no dinheiro” são os políticos, é de um anacronismo e, quiçá, cinismo a toda a prova serem os políticos a indicarem e depois “viram” independentes e intocáveis – “pressionando” os decisores a tomarem decisões sensatas ao contrário das que têm sido tomadas ao nível dos juros e que, apenas, beneficiaram os bancos e os seus acionistas, rigorosamente mais ninguém. Governar bem é olhar para a saúde com vontade de resolver os problemas do utente, que paga os seus impostos e as taxas para a segurança social, e que tem direito a uma assistência na saúde disponível e não com permanentes e longas “filas de espera”. Se para melhorar a saúde for necessário contratar os serviços dos operadores privados, que se contratem. Não se pode é andar eternamente à espera que se resolvam os problemas (sem os privados) em nome de um SNS que nem sempre mostra funcionar bem. O crescimento do CHEGA, tal como já aqui disse, tem a ver com a insuficiência crescente das políticas e posturas face aos problemas do PS e do PSD quando estão no governo. São os únicos responsáveis.
Nesta edição do jornal que precede o cinquentenário do 25 de Abril de 1974 torna-se para mim obrigatório recordar essa data que todos temos razão para viver de forma alegre e intensa. A primeira palavra é naturalmente de gratidão e homenagem aos bravos capitães de Abril que, sabendo interpretar os anseios do povo português, puseram termo a 48 anos de ditadura, transformando a Revolução dos Cravos no principal marco histórico da segunda metade do século XX em Portugal. Importa exaltar também a adesão entusiástica do povo português que, na sua sabedoria, percebeu desde a primeira hora as nobres intenções da revolução de Abril, potenciando assim a natureza pacífica de que se revestiu o ato revolucionário. Nunca é demais recordar que os princípios orientadores da revolução de Abril assentavam nos famosos três “D”: Descolonizar, Democratizar e Desenvolver que, 50 anos depois, podemos afirmar se encontram, no essencial, devidamente cumpridos. O processo de Descolonização, que não se pode dissociar do fim da guerra colonial e das mortes e incapacidades que a mesma provocou, foi algo complicado e teve algumas perturbações, mas acabaria por ter um desfecho relativamente positivo.