Nesta edição do jornal que precede o cinquentenário do 25 de Abril de 1974 torna-se para mim obrigatório recordar essa data que todos temos razão para viver de forma alegre e intensa.
A primeira palavra é naturalmente de gratidão e homenagem aos bravos capitães de Abril que, sabendo interpretar os anseios do povo português, puseram termo a 48 anos de ditadura, transformando a Revolução dos Cravos no principal marco histórico da segunda metade do século XX em Portugal.
Importa exaltar também a adesão entusiástica do povo português que, na sua sabedoria, percebeu desde a primeira hora as nobres intenções da revolução de Abril, potenciando assim a natureza pacífica de que se revestiu o ato revolucionário.
Nunca é demais recordar que os princípios orientadores da revolução de Abril assentavam nos famosos três “D”: Descolonizar, Democratizar e Desenvolver que, 50 anos depois, podemos afirmar se encontram, no essencial, devidamente cumpridos.
O processo de Descolonização, que não se pode dissociar do fim da guerra colonial e das mortes e incapacidades que a mesma provocou, foi algo complicado e teve algumas perturbações, mas acabaria por ter um desfecho relativamente positivo.





