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Associação Paraquedistas da Estrela celebra primeiro aniversário em Pinhanços

​No próximo dia 2 de maio, a Associação Paraquedistas da Estrela (A.P.E.) assinala o seu primeiro ano de existência. A celebração, que marca 365 dias de atividade dedicados à união da comunidade paraquedista da região, terá lugar no Largo de São Pedro, no antigo Jardim de Infância de Pinhanços, em Seia.
​O evento tem início marcado para as 15 horas e pretende ser um ponto de encontro não só para os sócios fundadores, mas para todos os entusiastas e familiares que acompanharam o crescimento da associação ao longo deste primeiro ano.

​Fundada com o objetivo de estreitar laços entre antigos e atuais paraquedistas e promover o espírito de camaradagem típico desta força de elite, a A.P.E. rapidamente se afirmou como uma “família”. Em comunicado, a direção sublinha que este marco foi construído com “coragem e união”, destacando que a identidade do grupo se consolidou através das inúmeras histórias e momentos vividos nos últimos doze meses.
​”Este dia é de todos nós. Dos que lá estiveram desde o início e dos que ainda estão para chegar. A Estrela não para de subir”, refere a organização no convite endereçado à comunidade.

​A celebração será pautada pelo convívio e pela partilha de memórias, reforçando o lema da associação de que o espírito paraquedista “não se explica, sente-se”.
​Para mais informações ou confirmações, a organização disponibilizou os seguintes contactos:
​R. Figueiredo: 961 224 230
​C. Madeira: 965 744 290
​G. Pereira: 961 068 939

AHBV Loriga vai adquirir Veículo Florestal de Combate a Incêndios

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários ( AHBV) de Loriga vai adquirir um Veículo Florestal de Combate a Incêndios (VFCI) nos termos da Candidatura aprovada CENTRO2030-FEDER-03403900 ao Aviso CENTRO2030-2024-37 – “Proteção civil e gestão integrada de riscos – ITI CIM”, com o apoio do CENTRO2030, Portugal 2030 e cofinanciado pela União Europeia através do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, sob a forma de subvenção não reembolsável de 85% do investimento elegível.

O investimento total será de 247.910,00€, sendo a comparticipação do FEDER de 210.723,50€.
A aquisição do VFCI, que cumpre os requisitos técnicos mais atuais de acordo com as orientações mais recentes emanadas pela ANEPC – Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, destina-se a dotar o Corpo de Bombeiros de meios técnicos para contribuir para atingir o dispositivo mínimo de segurança previsto no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), respeitando a dotação mínima prevista na Portaria n.º 174/2009 (atualizada pela portaria n.º 974/2009), com vista à proteção de pessoas e bens, nomeadamente no combate a incêndios florestais, aumentando a resiliência do território e a segurança das populações da sua área de atuação.

Acresce que a AHBV Loriga participa com meios próprios nos níveis de empenhamento operacional permanente e reforçado nas ocorrências de incêndios rurais e do Estado de Prontidão do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS) para o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR).

De referir que a AHBV Loriga é comumente acionada pelo Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela para despacho de recursos necessários para uma intervenção organizada e integrada em Ataque Inicial (ATI), Ataque Ampliado (ATA), Pré-posicionamento de meios, reforço de meios através da constituição de Brigadas de Reforço para Incêndios Rurais (BRIR) e Grupos de Reforço para Combate a Incêndios Rurais (GRIR), para missões fora da sua área de atuação, em Municípios pertencentes à NUTS III – Região das Beiras e Serra da Estrela, integrando Grupos de Reforço para Incêndios Rurais para fora da Região, através da mobilização de meios de combate a incêndios e/ou ações de Comandamento, tendo uma abrangência territorial intermunicipal e regional.

Esta operação demonstra a vontade da AHBV Loriga em agir numa perspetiva da gestão estratégica e de planeamento de meios, de modo a melhorar exponencialmente a sua capacidade de intervenção perante as ocorrências em que deve intervir (neste caso com especial enfoque nos incêndios florestais).
Este investimento visa assim prevenir novos riscos e reduzir os riscos de catástrofes existentes, e aumentar o grau de preparação da AHBV Loriga para a resposta e recuperação, reforçando a resiliência e incrementando correspondentemente o grau de proteção à população, estimando-se que a nova viatura estará disponível para o serviço até ao final de 2026.

I Ciclo de Conferências da Medicina Interna da ULS Guarda debate desafios atuais na abordagem ao doente crónico

A Unidade Local de Saúde da Guarda promove, no próximo 30 de abril de 2026, o I Ciclo de Conferências da Medicina Interna, que decorrerá no Auditório Dr. Lopo de Carvalho, reunindo profissionais de saúde de várias áreas para debater a abordagem integrada ao doente crónico.

Com início às 9h00, a sessão de abertura contará com a presença da Administração e Direções Clínicas e de Enfermagem da ULSG. Ao longo do dia serão discutidas temáticas clínicas de grande аtualidade, organizadas em quatro mesas dedicadas ao doente diabético, oncológico, respiratório e cardíaco, numa perspetiva multidisciplinar e centrada na melhoria da qualidade dos cuidados.

O programa inclui ainda a apresentação de posters científicos e um curso teórico-prático, reforçando a componente formativa e a partilha de boas práticas entre profissionais.

Este I Ciclo de Conferências afirma-se como uma aposta clara da ULS da Guarda na formação contínua, inovação clínica e excelência assistencial.

Centro 2030 abre concurso para a valorização económica dos recursos endógenos da Região Centro

O Programa Regional do Centro (Centro 2030) abriu um concurso, com uma dotação de 6,5 milhões de euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), para apoiar projetos que promovam a concertação de atores e o fortalecimento de redes de colaboração associadas aos Programas de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE).

O objetivo passa por identificar vantagens competitivas e definir prioridades de inovação que permitam a valorização económica e social dos recursos endógenos.

Estas verbas são uma componente essencial dos Planos de Ação aprovados pelo Centro 2030 relativos aos nove os PROVERE reconhecidos na Região Centro: Rede Aldeias do Xisto, Rede Aldeias Históricas de Portugal, Programa de Valorização Económica do Património Romano da Região Centro, Aldeias de Montanha, Queijos do Centro de Portugal, Fileira dos Vinhos das Regiões Vitivinícolas da Região Centro, Náutica do Centro de Portugal, Explore: iNature & Center Geoparks e Agenda para a Valorização dos Territórios Termais do Centro. Dirigem-se às entidades previstas nos Planos de Ação e elencadas no aviso de concurso.

Através da mobilização das competências e recursos de agentes de diferente natureza (públicos, associativos, entidades do sistema científico e tecnológico e empresas) serão lançadas iniciativas para testar e demonstrar a viabilidade de novas soluções na valorização dos recursos endógenos de cada PROVERE, que possam gerar oportunidades de investimento nos territórios que acolhem estes recursos.

José Ribau Esteves, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro), sublinha que estes apoios “são uma componente importante do financiamento dos Programas de Valorização Económica de Recursos Endógenos, contribuindo para consolidar estes instrumentos como importantes peças da estratégia da CCDR Centro para a competitividade e o desenvolvimento equilibrado de todo o território regional”.

Praia Fluvial de Loriga distinguida como destino 5 estrelas

A Praia Fluvial de Loriga acaba de ser reconhecida como um verdadeiro ex-líbris natural, ao ser distinguida com o prestigiado “Prémio Cinco Estrelas Regiões”, integrando o grupo de ícones do distrito da Guarda. Segundo o executivo da Junta de Freguesia de Loriga, “esta distinção vem reforçar, de forma inequívoca, o valor turístico, ambiental e identitário de um dos mais belos recantos do concelho de Seia.”

Localizada em pleno vale glaciar da Serra da Estrela, a cerca de 800 metros de altitude, a Praia Fluvial de Loriga apresenta características únicas no panorama nacional. Banhada pelas águas puras e cristalinas da Ribeira da Nave — que nasce no planalto superior da serra — este espaço natural conjuga uma envolvência paisagística singular com condições de excelência para o lazer e o contacto direto com a natureza.

Ao longo dos anos, a Praia Fluvial de Loriga tem vindo a afirmar-se como um destino de eleição para visitantes de todo o país, atraídos pela sua beleza ímpar, tranquilidade e autenticidade. Este reconhecimento, agora alcançado, é, também, o reflexo do trabalho contínuo desenvolvido na valorização e preservação deste património natural.
Importa recordar que esta praia já havia sido destacada a nível nacional, tendo sido finalista das “7 Maravilhas – Praias de Portugal”, na categoria de praias fluviais, o que contribuiu significativamente para a sua projeção e notoriedade.

O executivo da Junta de Freguesia de Loriga encara esta distinção com enorme orgulho, mas também com sentido de responsabilidade. Neste âmbito, encontra-se já em fase de preparação uma nova candidatura às “7 Maravilhas de Portugal”, reforçando a ambição de continuar a promover e valorizar este território, sempre com respeito pelos princípios da sustentabilidade e da preservação ambiental.

“Esta conquista é, acima de tudo, de Loriga e dos loriguenses. Representa o reconhecimento de um património natural excecional, mas também da identidade, dedicação e hospitalidade de uma comunidade que sabe acolher quem a visita.

Continuaremos empenhados em dignificar e projetar Loriga como um destino de excelência, onde a natureza e a autenticidade se encontram em perfeita harmonia”, refere o executivo.

O Poder do Bolo: como Ana Figueiras está a transformar vidas e a preservar memórias


Iniciativa da marca With Love Ana Figueiras chega à Santa Casa da Misericórdia para combater a solidão e celebrar as histórias de vida através da pastelaria afetiva.
Da superação pessoal em Londres ao projeto social “O Amor Fica”, Ana Figueiras utiliza receitas de família para empoderar mulheres e combater a solidão em instituições de solidariedade social.

“Aqui não se ensina a cozinhar — escuta-se a vida.” É sob esta premissa que o projeto social “O Amor Fica – Oficina de Empoderamento | O Poder do Bolo” está a ganhar vida no concelho de Seia. A iniciativa, criada pela mentora Ana Figueiras, utiliza a confeção de bolos não apenas como um ato culinário, mas como uma poderosa ferramenta de inclusão e combate ao isolamento social dos mais velhos.

A história da marca With Love Ana Figueiras não começou numa cozinha profissional, mas sim num cenário de desafio e resiliência. Em 2011, Ana Figueiras emigrou para Londres com três filhos pequenos e o peso de dívidas financeiras. Foi entre farinha e açúcar, ao recriar as receitas de infância da sua mãe, que encontrou não só um refúgio para as saudades, mas uma oportunidade de mudança. O que começou com a venda de um bolo a uma amiga evoluiu, ao longo de oito anos, para um negócio sustentável que devolveu orgulho e liberdade à sua família.

Hoje, Ana Figueiras é formada pela prestigiada escola Le Cordon Bleu e lidera a comunidade “O Poder do Bolo”, que conta com mais de 50 mil seguidores. A sua missão vai além da técnica culinária: foca-se no empoderamento feminino, promovendo a autoestima e a autonomia económica de mulheres através da pastelaria.

Como parte deste legado, a mentora criou a “Bíblia dos Bolos”, um livro que reúne as 36 receitas mais importantes da sua família e incentiva as alunas a registarem as suas próprias tradições para as gerações vindouras.

Projeto “O Amor Fica”

Expandindo o impacto da sua metodologia, surge o projeto social “O Amor Fica”. Esta iniciativa utiliza oficinas de pastelaria como ferramenta terapêutica em IPSS e instituições de apoio a idosos. O objetivo é combater sentimentos comuns no envelhecimento, como a solidão, a invisibilidade e a perda de utilidade.
Na Santa Casa da Misericórdia de Seia, o projeto assumiu um contorno particularmente simbólico. Através de um grupo de mulheres com percursos marcados pela resiliência, nasceu o “Bolo das Amigas”. Nesta criação coletiva, cada ingrediente foi escolhido por uma participante para representar uma memória ou emoção específica, transformando uma receita comum num manifesto de amizade e história partilhada.

De referir que o projeto estendeu-se também aos mais novos. Num momento de partilha intergeracional, crianças do pré-escolar foram convidadas a ilustrar as histórias e receitas das utentes, dando cor e uma nova perspetiva às memórias da terceira idade.

As oficinas funcionam em dinâmicas de pequenos grupos (8 a 12 participantes) para garantir a qualidade da escuta. O processo inclui o uso de receitas de família para trabalhar a memória afetiva; momentos onde os utentes recuperam a sua voz e identidade e a atividade prática que estimula a comunicação e a sensação de utilidade.

Para as instituições, o projeto oferece uma atividade diferenciadora que permite criar um “Caderno de Memórias e Receitas” próprio — um legado físico dos seus utentes. Segundo a apresentação do projeto, “este projeto não é sobre bolos; é sobre devolver voz e transformar memórias invisíveis em legado”.

Com um modelo de implementação flexível e focado na ética e no ritmo emocional de cada pessoa, o “O Amor Fica” prova que, embora o bolo se partilhe e acabe, o impacto das relações e das memórias criadas permanece.

Memórias que se comem e se guardam

Para além da criação coletiva, o projeto teve o cuidado de “eternizar” as receitas individuais preferidas de cada utente. Estas fórmulas gastronómicas, muitas vezes guardadas apenas na memória, foram agora documentadas para que, em cada aniversário na instituição, a receita daquele utente possa ser recriada, mantendo vivos os seus afetos.


Os Donos da Liberdade e os Fiéis dos Acordos

Há momentos em que a política portuguesa parece menos uma atividade de governação e mais um exercício de ilusionismo barato. O truque é sempre o mesmo: muda-se o discurso conforme a conveniência, embrulha-se tudo em superioridade moral e espera-se que o público aplauda antes de perceber que lhe foram ao bolso da coerência.

Vem isto a propósito das declarações do líder do Livre, Rui Tavares, na sua página pública do Facebook em consequência da discussão em torno da lei das pessoas trans, em que afirma que “a direita usurpou a liberdade para chegar ao poder”. A frase é reveladora. Afinal, ficamos a saber que a liberdade é uma coisa nobre e luminosa quando produz maiorias simpáticas à esquerda, mas passa a ser inconveniente quando o eleitorado decide inclinar-se para o centro-direita. Ou seja: o voto popular é excelente, desde que vote corretamente.

Ou, dito de forma mais crua: para certa esquerda, a democracia é um espetáculo encantador enquanto o público escolhe o elenco certo. Mas basta o eleitorado mudar de papel e baralhar o guião para a liberdade deixar de ser uma virtude e passar a parecer uma imprudência. Já não é escolha popular: é quase uma avaria do regime, um erro de fabrico da vontade coletiva, um desvio inquietante que exige reparação moral e vigilância pedagógica.

O problema é que a democracia tem este defeito profundamente irritante para certas almas sensíveis: não vem com garantia de resultado ideologicamente certificado. As pessoas votam como entendem, não como alguns comentadores, dirigentes e iluminados gostariam. E quando o veredicto das urnas não coincide com o catecismo da ocasião, instala-se logo a tentação de tratar a escolha dos portugueses como um acidente infeliz da História — uma espécie de distração nacional que importa reinterpretar, corrigir ou, pelo menos, lamentar com ar escandalizado.

Nem de propósito: fruto desta alegada “usurpação” da liberdade — ou, se preferirem, desta aberração democrática que parece causar urticária a alguns setores da esquerda — eis que o país assiste agora ao impasse em torno da nomeação dos juízes para o Tribunal Constitucional. E é então que o PS entra em cena, de expressão grave e voz solene, a falar de “acordos de regime”, de “sentido de Estado” e de “responsabilidade institucional”, como se estivéssemos perante uma confraria de monges beneditinos dedicada, em silêncio e sacrifício, à estabilidade do edifício democrático. O problema é que esta encenação esbarra, com estrondo, na memória.

O mesmo PS que agora se mostra chocado com a possibilidade de rearranjos parlamentares é também o partido que, quando lhe convém, não tem qualquer pejo em rever tradições, reinterpretar entendimentos ou varrer consensos para debaixo do tapete. Basta recordar 2015: a aritmética serviu para montar a geringonça e, no mesmo embalo, para sentar Ferro Rodrigues na presidência da Assembleia da República. Pelos vistos, nessa altura os rearranjos parlamentares não eram uma ameaça à democracia — eram apenas engenharia institucional progressista.

A indignação, pelos vistos, não nasce da violação dos princípios, mas da perda de controlo sobre o resultado. E isso faz toda a diferença.

Mais grave ainda: ao reclamar como natural um determinado equilíbrio partidário na composição do Tribunal Constitucional, o PS acaba por expor aquilo que ninguém devia dizer em voz alta. Se os juízes devem ser independentes, por que razão se reage como se houvesse “lugares de um partido” e “lugares de outro”? Que conceito de independência é este, em que a preocupação principal parece ser garantir a quota ideológica de cada bloco? A figura é triste porque revela o essencial: por trás do discurso nobre sobre instituições, continua a sobreviver a velha lógica da repartição de influência.

Se ainda restassem dúvidas sobre a forma como o PS se tem entretido, nos últimos tempos, a deixar o país suspenso entre o espanto e a incredulidade, a visita de José Luís Carneiro à Venezuela tratou de desfazer qualquer ilusão. Há já qualquer coisa de tragicómico neste desfile: um partido que fala como tutor moral da democracia cá dentro, mas que lá fora parece perder subitamente o norte, a bússola e, em certos momentos, até o mapa.

A visita de José Luís Carneiro à Venezuela é um desses sinais. Ver um dirigente socialista à procura de respeitabilidade institucional onde tantos veem repressão, decadência democrática e perseguição política já seria, por si só, suficientemente embaraçoso. Mas houve mais: a indulgência perante um parlamento nascido de um processo eleitoral que a União Europeia recusou reconhecer como livre e justo, a simpatia para com figuras de um regime que a própria Europa sancionou, e até o deslumbramento com realidades académicas num país onde pensar em voz alta já custou caro a demasiados estudantes. Para quem passa a vida a falar de valores democráticos, o espetáculo não é diplomacia: é um exercício de amnésia moral.

Mas a confusão não fica por aqui. O caso Eva Cruzeiro mostrou um Parlamento capaz de atingir um novo patamar de desorientação. Numa matéria politicamente sensível, houve relatórios, votos, recuos, justificações e a sensação geral de que, afinal, nem todos perceberam bem o que estavam a aprovar, a rejeitar ou a tentar emendar depois. É difícil imaginar um retrato mais perfeito do estado a que isto chegou.

E aqui reside a ironia maior. Os mesmos que exigem reverência institucional, os mesmos que se apresentam como guardiões da democracia e fiscais permanentes da respeitabilidade republicana, revelam uma desconcertante incapacidade para o básico: saber em que estão a votar, perceber o alcance das suas posições e agir com um mínimo de consistência. Não se trata já de divergência política, que é legítima e saudável. Trata-se de desorientação pura com pose de superioridade.

No fundo, estes quatro episódios contam a mesma história. Uma parte da esquerda continua a olhar para a liberdade com entusiasmo apenas quando dela resulta a confirmação das suas preferências. O PS invoca acordos e sentido de Estado quando sente que perde a mão no tabuleiro, mas esquece rapidamente esses escrúpulos quando a aritmética lhe é favorável. No plano externo, baralha o discurso democrático ao ponto de parecer incapaz de distinguir firmeza de complacência. E, no Parlamento, oferece ao país o triste espetáculo de deputados que mal conseguem explicar o que fizeram minutos antes.

Depois admiram-se com o descrédito das instituições.

Talvez o problema já não esteja apenas na divergência entre partidos, mas na crescente mediocridade de quem ocupa lugares onde devia existir clareza, seriedade e responsabilidade. E quando nem conseguem saber ao certo o que votam, talvez a questão não seja apenas a de bloquearem a eleição de juízes para o Tribunal Constitucional. Talvez seja mesmo a de perceber se estão, de facto, à altura do lugar que ocupam.

Guarda: PJ detém septuagenário por ameaçar vizinho com arma de fogo

A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal da Guarda, deteve, ontem, em cumprimento de um mandado de detenção, um homem com 75 anos, fortemente indiciado pelos crimes de ameaças agravadas com a utilização de arma de fogo e detenção de arma proibida.

Os factos ocorreram no Sabugal, há cerca de cinco meses, altura em que o suspeito se envolveu numa luta com o seu vizinho, por motivos fúteis, com recurso a uma arma de fogo.

Segundo comunicado da PJ, no âmbito desta investigação, “foi possível reunir um importante acervo probatório, consolidado, no dia de hoje, com a realização de buscas domiciliárias e não domiciliárias e com a detenção do visado.” O inquérito é titulado pelo DIAP da Guarda.

O detido irá ser presente ao Tribunal Judicial da Guarda, para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.

(Foto: PJ)

EM-Concept e Fábrica de Talentos: a “sorte” que nasce de cinco anos de trabalho


Maria Coimbra e Guilherme Duarte brilharam m na Taça de Portugal, reafirmando o sucesso de um modelo de formação que une a excelência desportiva aos valores humanos.

O ditado diz que “a sorte dá muito trabalho”, e os resultados mais recentes do projeto EM-Concept / Fábrica de Talentos parecem confirmar a premissa. Com o foco total na formação de jovens atletas, o projeto viu dois dos seus nomes de referência, Maria Coimbra e Guilherme Duarte, subirem ao lugar mais alto do pódio em competições nacionais de relevo neste último fim de semana.

Maria Coimbra: o domínio no XCO

Na categoria de Juniores, Maria Coimbra continua a trilhar um caminho de ascensão meteórica. Com vitórias consecutivas na 1ª Taça de Portugal de XCO (Paredes de Coura) e na 2ª Taça (Abrantes), a atleta assume-se como líder isolada do ranking nacional.
A sua consistência ultrapassa fronteiras: este ano, a atleta já somou um honroso 3º lugar numa prova UCI Continental, provando que o seu palmarés está em franco crescimento e que a sua preparação a coloca ao nível da elite internacional do escalão.

Guilherme Duarte: a primeira de muitas vitórias

No setor da Estrada, Guilherme Duarte alcançou a sua primeira vitória no escalão Sub-23, ao vencer a 1ª Taça de Portugal de Esperanças, um evento que reúne os melhores atletas nacionais deste escalão e dos juniores. O feito reveste-se de uma importância especial pelo contexto em que foi alcançado. A frequentar o 2.º ano do curso de Fisioterapia, o atleta concilia o rigor académico com as exigências do ciclismo profissional. Mesmo sem o mesmo tempo de descanso e treino de atletas com dedicação exclusiva, Guilherme Duarte bateu-se contra os melhores nomes da sua geração e do pelotão nacional.

“Ele provou que não há impossíveis ao apostar no seu futuro profissional sem abdicar da alta competição,” destaca o senense Eduardo Mourato, o mentor deste projeto e proprietário do espaço. “Estes resultados não são fruto do acaso, mas sim de um acompanhamento que dura há cerca de cinco anos. Ambos os atletas integram o projeto desde o escalão de Cadetes, cumprindo todas as etapas de formação sob a alçada da EM-Concept.

O projeto funciona como uma espécie de centro de alto rendimento, onde a metodologia de treino é acompanhada de perto pela transmissão de valores humanos. O objetivo é claro: potenciar o talento individual através de condições de excelência, provando que, com o método certo e o ritmo adequado, o sucesso é a consequência natural do esforço.

De Santiago (Seia) a Salamanca, passando por Trás-os-Montes

No fim-de-semana de 6 e 7 de junho, os habitantes do concelho de Seia e concelhos limítrofes terão a oportunidade de trocar as paisagens da Serra da Estrela pelo Douro e pela cidade histórica de Salamanca.

A partida, com início na freguesia de Santiago (Seia), marca o arranque de um roteiro único. No primeiro dia, o grupo seguirá em direção a Trás-os-Montes, passando por Torre de Moncorvo e Mogadouro. O destino é Sendim, terra de tradições profundas, onde o grupo ficará em hotel com pensão completa.

A tarde deste dia será dedicada a Miranda do Douro, onde os participantes poderão contactar com a cultura mirandesa, culminando com um jantar em Sendim animado pela presença icónica dos Pauliteiros, símbolo vivo do folclore da região.

O segundo dia (7 de junho) atravessa a fronteira em direção a Salamanca. Conhecida pela sua prestigiada universidade e pela beleza da sua Plaza Mayor, a cidade espanhola será o cenário de uma visita cultural e de um almoço típico. Antes do regresso a casa, o grupo fará ainda uma paragem na histórica fortificação de Ciudad Rodrigo e em Vilar Formoso, fechando o ciclo da viagem antes da chegada final a Santiago
A viagem tem o valor de 200€ e inclui transporte em autocarro de turismo; estadia em hotel em regime de pensão completa; almoço incluído em Salamanca e seguro de viagem.

Para quem viaja sozinho, existe a possibilidade de suplemento de quarto individual por 25€.
As inscrições já se encontram abertas e podem ser efetuadas através do contacto 961 063 434.