O Presidente da Câmara defendeu que Seia deve ter capacidade para diagnosticar pequenos sintomas localmente, através do reforço da Imagiologia (raios-X e TAC), tal como já aconteceu com a reorganização das análises clínicas.
Durante as II Jornadas do Hospital de Nossa Senhora da Assunção (Seia que decorreram nos dias 26 e 27 de fevereiro, na Casa Municipal da Cultura, Luciano Ribeiro, presidente da Câmara Municipal de Seia reforçou a identidade única desta unidade de saúde, classificando-a como um pilar de humanidade que a diferencia das grandes instituições hospitalares.
O autarca defendeu que a dimensão do Hospital de Seia é, na verdade, a sua maior força. Segundo o edil, a flexibilidade e o orgulho dos profissionais fixos permitem oferecer uma qualidade de atendimento e uma componente humana que os grandes centros, muitas vezes sob pressão excessiva, não conseguem replicar.
Numa viagem ao passado, o presidente recordou que a existência do hospital é fruto de “pontes” estabelecidas pela própria comunidade desde o início do século XX. Destacou dois episódios marcantes que ilustram este esforço coletivo: o contributo de Afonso Costa que, apesar das clivagens políticas da época, o estadista republicano enviava donativos do seu próprio bolso para a então Misericórdia de Seia, mantendo o diálogo com o clero local em prol da construção do hospital e a “Portagem da Serra”, Luciano Ribeiro explicou que, em 1930, a receita das portagens da estrada entre a Senhora do Desterro e o Cocharil, gerida pela empresa hidroelétrica, era integralmente destinada às obras da unidade de saúde.
Reduzir a “piscina de ambulâncias”
Ainda durante o seu discurso, Luciano Ribeiro assumiu um papel reivindicativo ao lado da administração da ULS. O autarca reiterou a disponibilidade da Câmara Municipal continuar a ser parceira estratégica para a aquisição de novos equipamentos. O objetivo central é evitar o que descreveu como a “piscina de ambulâncias” para a Guarda. O Presidente da Câmara defendeu que Seia deve ter capacidade para diagnosticar pequenos sintomas localmente, através do reforço da Imagiologia (raios-X e TAC), tal como já aconteceu com a reorganização das análises clínicas.
Ao encerrar, Luciano Ribeiro expressou o desejo de que, daqui a um século, as gerações futuras olhem para estas jornadas como uma prova de que, no presente, se trabalhou com o mesmo “amor” e “humanidade” que os fundadores da instituição.





