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Câmara Municipal de Oliveira do Hospital disponibiliza  “Cheque +Educação” para manuais de apoio


A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital volta a oferecer aos alunos do 1º Ciclo de Ensino Básico (CEB), no ano letivo 2025/2026, os cadernos de exercícios complementares aos manuais escolares, que sejam adquiridos nas papelarias do concelho, num investimento de cerca de 31 mil euros.

A medida, aprovada pelo executivo em reunião de Câmara de 10 de julho, vai contemplar os alunos que sejam residentes no concelho e que frequentem o 1.º CEB (1.º, 2.º, 3.º e 4.º ano) no Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital no próximo ano letivo.

Assim, o apoio financeiro será concedido a 673 alunos representando um investimento global estimado de 30.919,53€, dos quais 2.736,00€ são comparticipados pelo Ministério da Educação e destinados à aquisição de material escolar para alunos inseridos no escalão 1.º e 2.º do Abono de Família para Crianças e Jovens.

Na prática, cada aluno é contemplado com este Cheque + Educação, cujo montante varia consoante o ano escolar que se encontra a frequentar, tendo em conta que o preço do material de apoio é diferente nos quatro anos do 1.º CEB.

Há largos anos que a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital apoia os alunos através do “Cheque + Educação” e como sublinha a vereadora da Educação, Graça Brito, a par de outras medidas implementadas, a atribuição deste apoio financeiro representa “um investimento na educação e pretende apoiar as famílias, suavizando o impacto do início do ano letivo no orçamento familiar”. Trata-se de um estímulo, em conjugação com outras medidas que a autarquia disponibiliza às famílias, à natalidade e fixação das famílias no concelho e de crianças e jovens a estudar nas escolas do concelho.

Para beneficiar deste apoio da Câmara Municipal, os encarregados de educação dos alunos do 1.º CEB devem entregar no Balcão Único da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital a fatura da compra dos manuais e do material escolar, devidamente preenchido com a identificação do aluno e uma cópia do IBAN com a identificação do titular beneficiário. Em alternativa poderá enviar os mesmos documentos através do e-mail gabinete.educacao@cm-oliveiradohospital.pt.

O período para os pedidos de reembolso decorrerá do dia 1 de setembro até, impreterivelmente, ao dia 31 de outubro de 2025.

Inauguração da EXPOH Oliveira do Hospital

A EXPOH vai ser inaugurada esta quarta-feira, dia 23 de julho, às 18h00, no Parque do Mandanelho, em Oliveira do Hospital.

O evento decorre entre os dias 23 a 27 de julho com uma oferta variada de espetáculos musicais, gastronomia, espaços de diversão para todas as idades, entre muitos outros atrativos.

Pelo palco principal do Parque Mandanelho e durante os cinco dias do evento vão passar – entre outras bandas e diversos espetáculos – Némanus (23 de julho); Plutonio (24 de julho), Hybrid Theory (25 de julho), Miguel Araújo, Capitão Fausto (26 de julho) e Calema (27 de julho). Sobem também aos palcos: Grupo AF, Sofia Fonseca, DJ Scatter, Soltem Talentos, DJ Dadda, Troveiros, DJ Boozye, ABBA MIA – Tribute do Abba, One Vision – Tribute do Queen, Banda Índice, DJ Panchito, Insert Coin, The Joker’s Band, DJ Tiago Moreira, P*ta da Loucura, Eletrik Band e DJ Tuxx.

Vídeo promocional EXPOH de Oliveira do Hospital: https://www.facebook.com/expoholiveiradohospital/videos/1411902100026551

Aprovados os candidatos do PS aos órgãos autárquicos do Concelho de Seia

Luciano Ribeiro é o candidato à Câmara de Seia e Cristina Sousa é a candidata à Assembleia Municipal

O Secretariado e a Comissão Política Concelhia de Seia do PS aprovaram, por unanimidade, os candidatos (cabeças de lista) aos diferentes órgãos autárquicos do Concelho, no âmbito das eleições locais do próximo dia 12 de outubro.

Luciano Ribeiro, a cumprir o seu primeiro mandato, será o candidato do PS à autarquia senense, contando de novo com Cristina Sousa para liderar a lista à Assembleia Municipal.

O candidato socialista acredita existirem “todas as condições para o PS renovar a confiança dos eleitores”, tendo por base “o trabalho realizado”, destacando “o elevado nível de investimento público angariado, que importa concluir e consolidar.”

Em comunicado enviado ao JSM, Luciano Ribeiro falou da “resolução de ambições com décadas, dando como exemplos a conclusão do novo Centro de Saúde de Seia, a execução da Escola Secundária e do novo Centro de Emprego, ambas em curso, ou do novo quartel da GNR e da reabilitação do Tribunal, que em breve se iniciarão.”

Encarando o voto dos órgãos do partido “como um estímulo renovador de energia”, Luciano Ribeiro, adiantou que “nenhum projeto político é possível de ser implementado num único mandato de quatro anos.” Promete prosseguir “uma governação com foco nas pessoas e nas empresas”, relembrando ter cumprido com os compromissos fixados com os eleitores, de que são exemplo “a redução dos impostos municipais, com o IMI no valor mais baixo de sempre, a devolução de metade do IRS ou a derrama tendencialmente zero para os pequenos negócios locais, que preservam o rendimento das famílias e a rentabilidade das empresas.”

Ao nível da dinamização e diversificação da economia, o candidato socialista refere que “o caminho percorrido está a produzir resultados que começam a ser visíveis, como atestam as novas iniciativas empresariais associadas ao setor das energias renováveis, do turismo ou do mundo rural, com novas marcas e produtos e um novo posicionamento de Seia no âmbito da promoção turística.”

Capitalizar o que de melhor existe no tecido empresarial continua a ser um objetivo central, “criando condições para que este se torne mais competitivo, assente numa economia mais moderna, inovadora e sustentável.”

A par da economia e da criação de emprego, “a aposta na educação assume um carácter decisivo, por via de um ensino integral que favoreça o sucesso escolar, sem esquecer os apoios sociais, tendo em vista combater as desigualdades que a crise económica acentuou.”

Candidatura abrangente e alargada a todo o concelho

A candidatura autárquica do PS abrange todo o Concelho, com listas próprias em 21 das 24 freguesias, destacando-se ainda a existência de três acordos políticos nas freguesias de Alvoco da Serra, U.F de Tourais e Lages e Santiago, onde o partido apoia candidaturas independentes.

Analisados os critérios e prazos para apresentação de candidaturas aos órgãos em questão e verificando-se que as mesmas cumprem os requisitos e elegibilidade,

foram aprovados os seguintes candidatos às assembleias de freguesia do Concelho:

António Bessa (Girabolhos); Rui Mendes (Lapa dos Dinheiros); Maria Moura (Loriga); Paulo Coimbra (Paranhos da Beira); António Cardoso (Pinhanços); Paulo do Vale (Sabugueiro); André Martins (Sandomil); Paulo Santos (Santa Comba); Jorge Rafael Abreu (Santa Marinha); Carlos Correia (São Martinho); Carlos Santos (Sazes da Beira); José Domingos (Teixeira); Paulo Monteiro (Travancinha); David Oliveira (São Romão); Mário Azevedo Silva (Seia); Francisco Gingeira (Valezim); António Brito (Vila Cova); Carlos Leitão (União de Freguesias de Carragozela e Várzea); Maria Silva (União de Freguesias de Sameice e Santa Eulália); Tiago Domingues (União de Freguesias de Torrozelo e Folhadosa); e João Freire (União de Freguesias de Vide e Cabeça).

Pode ler-se, ainda que “entre o partido e a comunidade, combinando experiência e juventude, o PS amplia continuadamente as suas bases de apoio, principalmente na sociedade, captando ativos e pessoas qualificadas provenientes de múltiplos setores, criando uma frente ampla e coesa capaz de responder aos desafios do futuro.”

Rita Guerra em entrevista exclusiva ao JSM

Antes do concerto que juntou a sua voz às bandas filarmónicas de Seia e de Torroselo, Rita Guerra falou em exclusivo ao Jornal de Santa Marinha. A entrevista acompanha o vídeo do espetáculo, já disponível no canal do jornal.

O momento integrou-se no projeto Filarmonias, promovido pelo Município de Seia, que no dia 20 de julho levou ao Anfiteatro Municipal a Banda Academia de Santa Cecília, a Banda Torroselense Estrela de Alva e uma das maiores intérpretes da música portuguesa, numa fusão singular entre tradição filarmónica e música nacional.

A iniciativa, promovida pelo Município de Seia, integra a 4.ª edição do projeto Filarmonias.

Agradecimento: Município de Seia Rita Guerra @Banda Academia de Santa Cecília @Banda Torroselense Estrela d’Alva.

“Da Estrela à Caniça” – Entrevista com o fotógrafo Pedro Daniel Conde, Praia Fluvial da Lapa

Entrevista com o fotógrafo Pedro Daniel Conde, na Praia Fluvial da Lapa dos Dinheiros (Seia), local onde tem patente uma exposição subaquática, única no país, intitulada “Da Estrela à Caniça”.

Pedro Daniel, fotógrafo com um olhar atento sobre a natureza e um fascínio pela simplicidade dos lugares, apresenta neste local idílico, uma exposição subaquática de fotografias da sua autoria, entre a Serra da Estrela e a Ribeira da Caniça.

Localizada na Praia Fluvial da Lapa dos Dinheiros, o trabalho do autor convida os visitantes a observar o caminho que liga a serra ao rio — um percurso visual que atravessa memórias, paisagens e emoções.

Entre a solidez granítica da Serra da Estrela e a fluidez das águas da Praia da Caniça, desenha-se um percurso feito de contrastes e contemplação.

A seleção de imagens é um registo visual desse caminho — que une a montanha ao rio. Cada imagem capta mais do que uma paisagem: revela um instante de luz, um gesto silencioso da natureza…

Na Praia Fluvial da Lapa, onde a natureza acolhe o olhar e os sentidos, Pedro Conde convida todos a mergulhar nesta exposição como o próprio mergulhou em cada lugar que fotografou — com entrega, curiosidade e vontade de guardar o que não se diz.

Samuel Rodrigues, atleta do CAS, sagrou-se campeão dos jogos de CPLP

Samuel Rodrigues sagrou-se, esta segunda-feira, dia 21 de julho, campeão em Timor Leste na prova de 1500 metros, nos Jogos Desportivos de CPLP.

O atleta do Centro de Atletismo de Seia (CAS) realizou esta prova com o tempo de 4:12.13 minutos, conseguindo-se sagrar campeão de 1500 metros das Comunidade Portuguesa de Língua Portuguesa, deixando o segundo classificado a 8 segundos de avanço, com um tempo de 4:20.19.

Estando de parabéns a equipa de Portugal que somou mais uma medalha nestes Jogos, mas principalmente a equipa do Centro de Atletismo de Seia, que consegue mais um excelente lugar para este atleta que tem estado a dar cartas seja a nível nacional como internacional.

Samuel Rodrigues estreou-se internacionalmente ao representar Portugal na prova dos 1500 metros dos XII Jogos Desportivos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorre em Timor-Leste.

O atleta senense tem vindo a destacar-se pelas suas prestações nas pistas nacionais. A sua chamada à Seleção Portuguesa é reflexo do trabalho consistente desenvolvido no clube e da crescente projeção de Samuel no panorama do atletismo jovem.

A corrida decorreu às 16h30 (hora local), correspondendo às 8h30 em Portugal.

A Associação de Atletismo da Guarda consegue em Timor Leste, atingir um feito único e ótimo primeiro lugar de um atleta que representa um clube da sua Associação.

Parabéns ao Samuel, ao CAS e ao seu treinador João Gomes.

Parque de Recolha de Biomassa Florestal entra em funcionamento em Oliveira do Hospital

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital abriu, esta quarta-feira, dia 16, o novo Parque de Recolha de Biomassa Florestal, disponível para uso gratuito por toda a população, com o objetivo de promover uma gestão mais sustentável dos resíduos florestais e prevenir incêndios rurais.

Instalado na Zona Industrial de Oliveira do Hospital, próximo do Ecocentro, o Parque de Recolha de Biomassa Florestal resulta de um projeto financiado pela Agência Mobilizadora Transform, num investimento de cerca de 35 mil euros, no âmbito do Programa Recuperar Portugal: Plano de Recuperação e Resiliência, através da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra. 

Com uma área de 1000 metros quadrados, à disposição de toda a população e de entidades públicas e privadas, o presidente da Câmara Municipal, José Francisco Rolo, refere que a implementação desta nova infraestrutura “dignifica o concelho”, na medida em que “é uma mais-valia para ser usada por toda a população”.

O espaço “essencialmente serve para acolher, em segurança e sem encargos económicos, sobrantes de podas, da manutenção de jardins e de quintais e da atividade agrícola e de desbastes”, que serão posteriormente encaminhados para um destino adequado, com vista à valorização energética numa central termoelétrica.

O local onde o Parque de Recolha de Biomassa Florestal está implementado, na Zona Industrial da cidade, acrescenta Francisco Rolo, “permitiu a valorização da zona envolvente e a criação de um espaço seguro” para a deposição de sobrantes agroflorestais.

Numa fase inicial, o Parque de Biomassa está disponível para acolher os sobrantes, todos os dias, das 07h00 às 16h30. Contudo, o presidente da Câmara Municipal refere que “a expetativa é alargar este horário para um período de 24 horas, de forma a permitir e a facilitar a retirada de massa de combustível” do território.

Recorde-se que, na Região de Coimbra, é proibida a realização de queimas e queimadas até ao final de setembro. José Francisco Rolo refere que esta decisão alinhada entre todos os municípios da CIM-RC “tem permitido reduzir o número de ocorrências” de incêndios rurais.

Por outro lado, “as pessoas também já começam a estar familiarizadas com a importância da limpeza dos terrenos e esta estrutura vem responder à necessidade de proporcionar maiores recursos para a prevenção do risco de incêndio”.

O presidente da Câmara Municipal sublinha ainda que “para um território com a dimensão” que tem Oliveira do Hospital, “é importante criar mais parques de recolha de biomassa florestal, a norte e a sul” do concelho. 

Miguel Araújo substitui Jorge Palma na EXPOH de Oliveira do Hospital

O concerto de Jorge Palma na EXPOH de Oliveira do Hospital, agendado para o próximo dia 26 de julho, acaba de ser cancelado devido a problemas de saúde do conhecido cantor português, que se encontra a recuperar de uma intervenção médica a que foi recentemente submetido.

O cancelamento deste espetáculo acaba de ser comunicado à organização do evento pela empresa responsável pelo agenciamento do músico que cancelou a sua agenda dos próximos concertos.

Perante este imprevisto de última hora, o Município de Oliveira do Hospital, entidade responsável pela organização do evento, em parceria com a ADI – Agência para o Desenvolvimento Integrado de Tábua e Oliveira do Hospital, assegurou já, para a penúltima noite da EXPOH, a substituição de Jorge Palma pelo músico e compositor Miguel Araújo.

Reconhecido como um dos mais notáveis compositores, guitarrista e intérpretes da música portuguesa, Miguel Araújo soma uma das carreiras mais bem sucedidas e subirá ao palco do Parque do Mandanelho para um grande concerto no sábado, dia 26 de julho.

Nessa mesma noite sobem também ao palco principal, a banda portuguesa Capitão Fausto e mais tarde a dupla Insert Coin. The Joker’s band e Dj Tiago Moreira completam o cartaz musical deste penúltimo dia deste certame regional de Oliveira do Hospital. Mantém-se o mesmo valor do preço do bilhete (cinco euros).

O Município de Oliveira do Hospital e a ADI, lamentam o cancelamento deste espetáculo, agendado há vários meses com uma figura incontornável da música portuguesa, mas apelam à compreensão do público, fazendo votos para que Jorge Palma recupere rapidamente o seu estado de saúde.
Todas as pessoas que já adquiriram o bilhete de entrada e eventualmente pretendam a restituição do valor, face a esta inesperada alteração do cartaz, devem contactar a Ticketline no caso dos ingressos comprados online; ou o Gabinete da ADI na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital no caso dos bilhetes adquiridos nos balcões de venda locais (mais informação através do número 238 605 250 ou e-mail: agencia.desenvolvimento@gmail.com).

A EXPOH de Oliveira do Hospital, que abre portas na próxima quarta-feira, decorre entre os dias 23 a 27 de julho com uma oferta variada de espetáculos musicais, gastronomia, espaços de diversão para todas as idades, entre muitos outros atrativos.

Pelo palco principal do Parque Mandanelho e durante os cinco dias do evento vão passar – entre outras bandas e diversos espetáculos – Némanus (23 de julho); Plutonio (24 de julho), Hybrid Theory (25 de julho), Miguel Araújo, Capitão Fausto (26 de julho) e Calema (27 de julho). Sobem também aos palcos: Grupo AF, Sofia Fonseca, DJ Scatter, Soltem Talentos, DJ Dadda, Troveiros, DJ Boozye, ABBA MIA – Tribute do Abba, One Vision – Tribute do Queen, Banda Índice, DJ Panchito, Insert Coin, The Joker’s Band, DJ Tiago Moreira, P*ta da Loucura, Eletrik Band e DJ Tuxx.

Não me esqueças no verão

Numa altura do ano de festa e tradição, com os Santos Populares e as férias de Verão à porta, trago-vos uma reflexão num tom mais leve, mas de extrema importância, sobre o abandono animal que atinge o seu pico máximo precisamente agora no Verão.

Em caso de dúvida, pergunte ao alojamento onde irá passar as férias com a sua família ou pergunte a amigos e familiares contactos seguros de hotéis para animais ou petsitters. Felizmente são cada vez mais as opções para famílias multiespécies! Abandonar não é opção e constituiu (felizmente) crime punível por lei. Ficou com alguma dúvida ou precisa de indicações? Contacte-me através do email ritam_costper@hotmail.com ou nas redes sociais @beehaviourbyritapereira. Tenha um bom Verão, bem acompanhado pelos seus animais e família!

No Verão todos viajam,
Sol e mar no coração,
Mas há quem, sem coragem,
Deixe o seu animal na estação.

O teu cão tão fiel,
Ou o gato que adorava brincar,
Sozinhos sob o céu,
Sem saber onde ficar.

O verão é pra alegria,
Mas com responsabilidade.
Quem abandona um dia
Mostra a própria crueldade.

Eles foram a tua alegria,
Esperaram-te no portão,
Não merecem covardia,
Nem este fim sem compaixão.

Verão é tempo de amor,
De cuidado e proteção.
Quem tem animais sente a dor
De deixá-lo sem razão.

Abandonar é ferida e traição,
É crime que a lei faz valer.
Quem deixa um animal na solidão Em tribunal vai responder.

Leva o teu amigo contigo,
Ou procura um bom local para ficar,
Mas não tornes inimigo
Quem só sabe te amar!

Democracia à prova: Como chegámos aqui?

As eleições legislativas de 18 de maio de 2025 desenharam um cenário político surpreendente, mas ainda incompleto. A contagem dos votos da comunidade emigrante, ainda por apurar, pode reposicionar o Chega, que disputa o segundo lugar em representação parlamentar. Por ora, o partido consolidou-se como a terceira força política nacional, empatado com o Partido Socialista (PS) em deputados (58), apesar de ter apenas 50 mil votos a menos. Com 22,56% dos votos — cerca de 1,3 milhões de eleitores —, o Chega aproxima-se do PS, que obteve 23,38%. Estes números, pendentes da contagem final, não são apenas estatísticas: são um alerta político que exige uma reflexão profunda sobre o estado da nossa democracia.

Portugal é um país que resistiu ao autoritarismo e reafirmou os seus valores democráticos a 25 de novembro de 1975 — o momento em que a democracia representativa foi firmemente escolhida, perante a ameaça da radicalização de uma ditadura de esquerda e da instabilidade política constante. Foi aí que se consolidaram os pilares do regime pluralista que conhecemos hoje. E, no entanto, meio século depois, cresce no Parlamento uma força que rejeita os consensos fundamentais do regime democrático e alimenta-se do ressentimento, da polarização e da indignação crua.

Mas não basta apontar o dedo ao eleitorado ou ao próprio partido Chega. A sua ascensão é sintoma de algo mais vasto e desconfortável. Vivemos tempos de desilusão profunda com a política tradicional. Décadas de promessas não cumpridas, uma perceção de impunidade nas elites políticas e económicas, serviços públicos à beira da rutura, uma geração encurralada entre salários baixos e custos de vida incomportáveis — tudo isto criou terreno fértil para quem aparece a dizer que “vai varrer tudo”.

O Chega não ganhou votos com ideias. Ganhou com emoções: medo, raiva, frustração. Não apresentou um programa económico sólido, nem listas completas de candidatos. Apresentou ressentimento. E isso bastou. Não porque o eleitor português seja “ignorante” — mas porque está exausto. E a exaustão é um dos estados mais perigosos para qualquer democracia.

Rotular os eleitores do Chega como desinformados, racistas ou irresponsáveis é uma simplificação perigosa. Muitos deles votavam anteriormente noutros partidos, sobretudo no PS, que perdeu terreno para o Chega nestas e nas eleições anteriores. Ignorar esta transferência de votos é fechar os olhos à realidade: o descontentamento não nasce do nada.

A questão da imigração também teve um peso silencioso, mas determinante nestas eleições. Portugal enfrenta uma necessidade real de atrair mão de obra para sustentar a sua economia e o sistema de segurança social, mas as políticas de imigração adotadas pelo anterior governo do PS pecaram pela falta de planeamento e controlo. A facilidade com que se atribui a nacionalidade — transformando um dos passaportes mais importantes do mundo num bem de acesso surpreendentemente simples — contribuiu para uma pressão social significativa. Em pouco tempo, assistimos a um aumento expressivo da população residente sem que houvesse qualquer reforço proporcional na capacidade dos hospitais e centros de saúde (só quem não usa o SNS não percebe isto), escolas ou no mercado habitacional. O argumento de que estes fluxos são fundamentais para sustentar a Segurança Social perde força quando se constata que apenas cerca de um quarto dos novos imigrantes está efetivamente empregada e contribui para o equilíbrio da segurança social. A falta de visão estratégica e de medidas de integração sustentada não só alimentou o descontentamento generalizado, como criou um terreno fértil para o discurso populista que ganhou força nestas eleições.

Parte do problema reside, de facto, numa fragilidade crónica da literacia política e mediática. O sistema escolar não está a preparar cidadãos capazes de analisar criticamente discursos populistas; antes, forma adultos com limitações no raciocínio e no pensamento crítico, alimentados por currículos e métodos de ensino desatualizados e pouco adaptados aos desafios do mundo contemporâneo. Enquanto isso, as redes sociais amplificam slogans e desinformação a uma velocidade que a verdade factual nem sempre consegue acompanhar. E a comunicação social — que deveriam ser o pilar da racionalidade no debate público — tornou-se, muitas vezes, parte ativa do problema.
Nos últimos anos, assistimos a uma campanha mediática alinhada que apelida sistematicamente o Chega de “partido de extrema-direita” – muitas vezes sem clarificar o que isso significa, nem contextualizar ideologicamente a acusação. Para quem não reconhece no Chega os traços históricos do fascismo ou do autoritarismo clássico, a etiqueta soa a exagero ou a manipulação.

A cobertura jornalística transformou-se, em muitos casos, num espetáculo. Debates vazios entre candidatos com 30 minutos de duração são imediatamente seguidos por painéis de “comentadores” durante horas, compostos por figuras com filiações partidárias evidentes, pouco ou nenhum trabalho de investigação política, e muitas vezes sem qualquer contraditório real. O espaço da análise deu lugar ao entretenimento; a informação deu lugar à opinião. E o eleitor, saturado, descrente, encontra consolo no discurso direto e emocional.

Neste contexto, Luís Montenegro reiterou, com firmeza, que “não é não” no que toca a entendimentos com o Chega. Mas esta posição tem um preço democrático: ao rejeitar qualquer acordo e afirmar que os eleitores do Chega não merecem ser ouvidos, que o seu voto não conta e que a representação parlamentar deve ser reservada apenas a alguns, põe em causa o princípio básico da democracia representativa — a legitimidade de todos os votos e a inclusão de todas as vozes eleitas. Mais de 1,3 milhões de portugueses escolheram o Chega, e negar-lhes a representatividade significa criar cidadãos de segunda categoria, um sinal preocupante para a saúde da nossa democracia.

Essa linha vermelha, se mantida, será um baluarte de integridade democrática — mas será também um desafio para a coesão política e social. Num Parlamento fragmentado, sem maioria absoluta, será crucial que as forças políticas encontrem formas de garantir estabilidade sem ceder a extremismos que minem a democracia, mas também sem excluir uma parte expressiva do eleitorado.

O Partido Socialista, por seu lado, enfrenta a responsabilidade de se reconstruir rapidamente, não só em termos de propostas concretas e coerência política, mas também na reconquista da confiança dos portugueses. A resposta ao populismo não pode ser apenas moral ou institucional. Tem de ser política. O sistema tem de provar que funciona. Que sabe ouvir. Que sabe corrigir. Que serve.

Portugal não está à beira do abismo. Mas está a atravessar um momento de inflexão. Ou enfrentamos a crise da confiança democrática com coragem e lucidez — ou veremos, em breve, o que antes era impensável tornar-se normal.

E quando isso acontecer, já não bastará dizer que fomos apanhados de surpresa. O 25 de Novembro ensinou-nos que a democracia não se defende com ingenuidade — defende-se com firmeza, vigilância e ação cívica permanente.