Início Site Página 113

O futuro do Design está na Inteligência Artificial?

0

A inteligência artificial está a transformar profundamente o universo do design.

Ferramentas como Dall-E e Midjourney permitem gerar imagens, layouts e protótipos apenas com alguns “inputs”. O que antes levava horas de trabalho, agora, pode ser feito em apenas alguns minutos e, por vezes, com resultados surpreendentes.

Este avanço tem facilitado o processo criativo, poupando tempo em tarefas repetitivas e abrindo novas possibilidades para uma experimentação visual.

Estas ferramentas baseadas em IA trouxeram um aumento de recursos criativos, permitindo que mais designers e pequenas empresas produzissem conteúdos de qualidade.

Mas nem tudo são boas notícias. A facilidade com que se produz também levanta questões sobre a originalidade, autoria e até sobre o valor do trabalho criativo.

Se qualquer pessoa pode criar “designs” com um clique, qual é o papel do designer neste novo cenário? A resposta pode estar no equilíbrio. A IA pode sugerir caminhos, mas ainda não possui sensibilidade cultural, pensamento crítico ou entendimento profundo de contextos humanos.

Usar inteligência artificial de forma consciente, ética e criativa, é o verdadeiro desafio.

Em vez de temer esta mudança, o design deve abraçá-la como se fosse uma oportunidade. A inteligência artificial não veio substituir o talento humano, mas sim, amplificá-lo. E talvez, mais do que nunca, o futuro do design dependa da nossa capacidade de criar com inteligência artificial.

Aléssia Varão – Designer da dappin – Agên. Marketing

Também te chateias com as pessoas que mais amas?

Os conflitos fazem parte do quotidiano e acontecem em situações de divergência, oposição ou desacordo entre duas ou mais partes. Podem ocorrer em diversos contextos, podem ser construtivos ou destrutivos, e envolvem ideias, necessidades, interesses ou objetivos.

E quando se trata de um conflito com o/a namorado/a, marido/esposa, companheiro/a? Que motivos poderão tornar mais intensos os conflitos com quem mais amamos? Por gostarmos tanto deles não deveríamos respeitá-los mais? Ser mais carinhosos e aceitar os seus defeitos?

Precisamente por sentirmos que são relações mais seguras, por não recearmos tanto o seu julgamento ou até mesmo a ausência de medo de mudança de sentimento, nem sempre temos o cuidado que deveríamos ter.
A proximidade emocional, as expectativas elevadas, as aprendizagens com os modelos familiares (amamos e discutimos com base nestes modelos) e as falhas na comunicação poderão ser algumas das raízes destes conflitos.
Por isso, importa reforçar que tudo começa quando:

– Não escutamos ativamente;
– Reagimos e não respondemos;
– Interpretamos as comunicações e os comportamentos como ataques quando estamos emocionalmente ativados.

Importa aprender a discutir! Aprender a resolver conflitos e a comunicar de forma mais assertiva. Escutar ativamente, fazer uma pausa para regular o nosso comportamento, validar o sentimento do outro (mesmo quando não concordamos com o seu ponto de vista) e centrar a mensagem no EU e não no TU (“eu senti-me…” em vez de “tu é que…”). E claro, saber quando pedir desculpa.

Os conflitos não são sinais de pouco amor, nem de fracasso nas relações. Podem ser oportunidades de crescimento para todos os envolvidos desde que tratados com respeito, consciência, empatia e responsabilidade emocional.

Futebol… um fenómeno cada vez mais global

O futebol é, atualmente, um desporto que mobiliza muitos milhões de euros e arrasta multidões de adeptos, tendo evoluído de forma extraordinária nas últimas décadas!

A atividade mais antiga com semelhanças com o futebol moderno de que existe conhecimento data da dinastia Han da China (século II a. C.), embora o futebol atual tenha a sua verdadeira origem na Inglaterra, com regras criadas em 1863, as quais ainda hoje constituem a base essencial deste desporto.

O futebol nos moldes atuais, considerado hoje como o desporto mais popular do mundo, tem pouco mais de 150 anos tendo-se, nas últimas décadas, assistido à sua notável propagação da Europa para o Mundo, sendo cada vez mais visível a sua importância não só nos países Europeus, como em África, no mundo Árabe, na América Latina e também já nos Estados Unidos da América.

Uma análise retrospetiva em Portugal e na Europa evidencia que, num passado ainda não muito longínquo, existiam muitas equipas amadoras, campos de futebol não relvados, alguns sem balneários, com praticantes de futebol sem outro objetivo que não a prática pura do desporto e da competição pela competição.

A evolução recente foi avassaladora: os clubes profissionais hoje começam a sua estrutura nos escalões infantis, iniciando logo nessa fase a “observação” e identificação do potencial dos atletas tendo em vista a sua profissionalização e rentabilização financeira a conseguir tão cedo quanto possível.

Por outro lado, a estrutura dos clubes é cada vez mais sofisticada desde a gestão ao acompanhamento médico, integrando ultra-modernos equipamentos de ginásio, centros de treino de alta competição, culminando em estádios com inúmeras funcionalidades e extremamente bem preparados nomeadamente tendo em vista a rentabilização da publicidade.

A publicidade é, a par dos bilhetes, uma das grandes fontes de receitas dos clubes, a que se junta o merchandising, nomeadamente dos equipamentos, bem como as verbas arrecadadas com as transmissões televisivas e, também, os proveitos dos negócios de jogadores.

Os jogadores, por seu lado, iniciam cada vez mais cedo as suas carreiras as quais tendem, contudo, a terminar cada vez mais tarde, como se torna evidente nos casos de Ronaldo e de Messi.

Os jogadores estão também completamente envolvidos com as redes sociais, competindo também aí pelo número de fãs, o que acaba por lhes proporcionar enormes receitas de publicidade e potenciar o incremento do seu valor em termos de eventuais transações futuras.

Os media estão omnipresentes e são muito importantes neste fenómeno mundial que é o futebol, como se vê em Portugal com aumento do número de jornais desportivos, que se tornaram de periodicidade diária, bem como com a importância dada ao futebol pelas rádios e televisões, com inúmeros comentadores, tendo inclusive surgido vários canais exclusivos de desporto.

Para acompanhar este crescendo de importância do futebol como desporto rei vão surgindo também cada vez mais competições, quer a nível nacional, quer a nível internacional.

Em Portugal a par do Campeonato e da Taça de Portugal, temos o exemplo do aparecimento recente da Taça da Liga, competição que existe apenas desde 2007.

A nível europeu, para além das competições tradicionais, que foram sendo ajustadas para garantir mais competitividade e receitas surgiu em 2018 uma nova competição – a Liga das Nações – que Portugal já venceu duas vezes.

Em termos mundiais o Campeonato Mundial de Clubes foi recentemente reajustado em termos organizativos para possibilitar a participação de mais equipas, e este ano de 2025 é disputado nos EUA, o que permite uma importante divulgação do futebol neste País, bem como a captação de mais adeptos para este desporto.

Importa ainda acrescentar que, se durante muitos anos o futebol foi um desporto exclusivamente masculino, atualmente está em franco crescimento o futebol feminino que apresenta já um elevado nível técnico e profissional pelo que irá continuar a ter desenvolvimentos importantes no futuro próximo.

O futebol teve, portanto, evoluções muito significativas nas últimas décadas, envolvendo cada vez estruturas mais sofisticadas, maior número de competições, atletas cada vez melhor preparados, existindo uma enorme interligação com os media que lhe dá uma notoriedade mundial, pelo que se tornou um grande espetáculo à escala planetária.

Sol, Calor e Prevenção

Os dias de verão chegaram, com temperaturas elevadas que, embora previsíveis, continuam a representar um risco real para a saúde, em especial dos mais idosos. É nestas alturas que a prevenção assume um papel fundamental — e os conselhos dos profissionais de saúde devem ser ouvidos com atenção redobrada.

Em primeiro lugar, manter-se bem hidratado é essencial. Com a idade, o organismo tende a manifestar menos sensação de sede, o que pode levar a situações de desidratação sem que disso nos apercebamos. Por isso, recomenda-se a ingestão regular de água ao longo do dia, mesmo que não haja sede. Evitar bebidas alcoólicas ou com cafeína é igualmente prudente.

A alimentação deve ser leve, fresca e fracionada. Frutas e legumes da época — como melancia, pepino ou alface — são boas opções para manter o corpo nutrido e bem hidratado. Refeições pesadas dificultam a digestão e aumentam o desconforto térmico, pelo que devem ser evitadas.

Outro aspeto importante é a proteção contra a exposição solar excessiva. Entre as 11h e as 17h, deve-se procurar permanecer em locais frescos, bem ventilados ou com ar condicionado. Se tiver de sair, o ideal é usar roupa de algodão, chapéu, óculos escuros e aplicar protetor solar com regularidade.

Pessoas com doenças crónicas — como hipertensão arterial, diabetes ou problemas respiratórios — necessitam de especial atenção durante os dias mais quentes. Medicamentos que interferem com os mecanismos de regulação térmica devem ser avaliados pelo médico de família, enfermeiro de camilia ou farmacêutico.

Os enfermeiros, pela sua proximidade e conhecimento da comunidade, estão na linha da frente na educação para a saúde e na vigilância dos sinais de alerta. São eles que, muitas vezes, identificam os primeiros sintomas indesejáveis do calor, mal-estar ou agravamento de condições crónicas.

Cuidar, nestes dias quentes, é sobretudo prevenir. E a prevenção, como sempre, começa com informação segura e acessível. O verão pode ser vivido com prazer e segurança — basta estar atento, seguir as recomendações, e ouvir quem cuida de nós com conhecimento, proximidade e dedicação.

Por: Pedro Lopes – Tesoureiro do Conselho Directivo da Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros

A lei do mais forte e outros temas

A lei do mais forte é o atual status quo mundial, iniciado por Vladimir Putin e agora impulsionado por Donald Trump. Pelo meio fica Israel, a demonstrar, no Médio Oriente, que o poder das armas é que determina o futuro e a própria existência. Veja-se Gaza e a chacina permanente e sem fim à vista. Com a cumplicidade de Trump – diria, até, com a sua anuência!


A cimeira da NATO realizada em Haia parece indicar mais uma “vitória” de Trump, se conseguir os tais 5% por parte dos países da União Europeia que integram a NATO. Lá se vai o sonho de uma organização de defesa comum europeia, já que não há capacidade para “alimentar” duas soluções na defesa – uma europeia e outra atlântica.

Mas não devem os países da União Europeia deixar de definir uma estratégia de defesa comum, que possa contar com a NATO mas que assegure a defesa dos interesses e do território europeus.

A europa não deve ficar dependente da imprevisibilidade alheia, deve fortalecer-se independentemente da aliança e mostrar-se coesa na defesa dos princípios que caracterizam as democracias europeias e combater a prática da “lei do mais forte”. Claro que só sendo forte é que pode enfrentar os atuais “donos do Mundo”.


As autárquicas são a próxima “disputa” eleitoral em Portugal. No que a Seia, enquanto Município e às suas freguesias, diz respeito, são conhecidos os “cabeças de lista” das principais forças políticas à Camara Municipal, mas pouco ou nada se sabe ainda relativamente aos outros órgãos, pelo menos oficial e publicamente.

Ainda há muito tempo, claro. Aliás, parece que para alguns “dossiers”, leia-se, freguesias, não está a ser fácil “arranjar” candidatos.

O Partido Socialista tem a responsabilidade de ser o Partido que governa Seia, quase ininterruptamente, desde o 25 de abril. Tem, pois, a obrigação de ter, nos seus quadros, militantes capazes de assumirem os lugares a eleger. Tal como os dirigentes estão, no meu entender, obrigados a colocar os militantes em primeiro lugar. Como, de resto, em qualquer outro partido político deverá ser assim.

Os partidos são, constitucionalmente, estruturantes do regime democrático, devendo assegurar o preenchimento das listas para os órgãos a eleger, assegurando, desse modo, o cumprimento da democracia – são os partidos que são votados, pelo que não deverá existir qualquer complexo ou alinhamento na ideia de independentismos.

A Saúde Mental não se retira para férias!

Estamos numa época do ano de mudanças no estilo de vestuário, mais leve, claro e solto, em geral. Também associamos, muitas vezes, a dias longos, quentes, socialmente ativos e de maior contacto com a natureza. Supomos, habitualmente, que vivemos dias mais felizes e alegres. Será esta uma realidade transversal a muitos de nós?

Deseja-se que no período de pausa predominem emoções agradáveis, prevê-se momentos alegres, produtivos e relaxados ao mesmo tempo, paradoxo que afasta muitas pessoas da sua realidade emocional. Por vezes, vivem-se dias de tensões emocionais no seio familiar, solidão de muitos que veem as suas relações afetivas de suporte enfraquecidas e mesmo quebradas, quando o até então stress do dia-a-dia camuflava realidades proteladas.

Contrariando a premissa de que o verão é sinónimo de bem-estar, para muitas pessoas esta pode tornar-se uma época de desafios não muito expostos. A quebra de rotinas, a pressão para usufruir “ao máximo” da pausa de verão, os conflitos e tensões familiares e o confronto com silêncios interiores, tornam-se, frequentemente palco para o surgimento de emoções intensas de tristeza, ansiedade e desespero.

Numa região do interior como a nossa, acresce em algumas situações o isolamento, a saudade e a ausência dos jovens que rumam para outras localidades do país ou para o estrangeiro.

É comum ouvirmos frases como “no verão esquece-se tudo”, “é tempo de não pensar”, “deixa lá isso agora”, entre outras. Contudo, a nossa mente não para e o nosso corpo manifesta. Frequentemente é nas pausas que muitas pessoas observam e escutam o seu interior e esta pode ser a oportunidade de se priorizar iniciando um processo de cuidar da sua saúde mental. Sente-se emocionalmente assoberbado, irritado, com falta de foco e pouco sentido de realização? As férias não o/a revitalizam?

Estes podem ser sinais não para uma pausa que “anestesia”, mas para uma ação que mobiliza a melhores dias, com mais equilíbrio e saúde. Não permita que a estação da luz obscureça a sua verdade interior. É sempre uma boa altura para dar espaço ao que sente. Estabeleça pontes e pontos de ajuda. Permita-se ser escutado(a) e cuidado(a).

A Reconquista

É certo e sabido que quando existem vários protagonistas num acontecimento, sobretudo tratando-se de um acontecimento controverso, cada protagonista conta a história da maneira que mais lhe interessa ou com uma narrativa que lhe é mais conveniente, de modo a defender as razões da sua posição nesse acontecimento.
Assim acontece com as histórias da História que aprendemos na escola, com as quais formatamos as nossas opiniões e linhas de pensamento.

No entanto, com o tempo e à medida que vamos recolhendo mais informação, de fontes mais diversificadas, e a nossa curiosidade e poder de análise objetiva se vai afinando, podemos alterar a nossa visão sobre determinados factos, anteriormente tomados como definitivamente esclarecidos e que não admitiam objeções.

Aconteceu comigo em situações diferentes, tendo alterado a minha visão sobre as cruzadas e, mais recentemente, sobre a presença e influência dos muçulmanos na península ibérica.

Sobre as cruzadas, sobre as quais apenas conhecia a visão do “nosso” lado, do lado ocidental, tida como a parte boa, mudou radicalmente a partir do momento em que li, há cerca de trinta anos, o livro “As Cruzadas vistas pelos Árabes”, do escritor libanês Amin Maalouf. As versões entre os invasores e os invadidos não coincidem, parecendo mesmo relatarem acontecimentos diferentes, nenhuma delas estará correta mas, uma coisa é certa, a versão que nos contaram está longe das boas intenções das expedições militares e das boas práticas cristãs.

Sobre os muçulmanos, após uma recente visita à Andaluzia, mais concretamente às cidades de Córdova e Granada, sobre domínio mouro dos séculos VIII ao XV, é impossível ficar indiferente às marcas da dimensão da sua presença (uma mesquita para 40.000 crentes, em Córdova) e ao rico legado arquitetónico (complexo palaciano Alhambra, em Granada), de características diferentes mas que supera, em minha opinião, em beleza e em pormenor estético, o legado deixado pelos romanos na península.

Mas um outro pormenor não passa despercebido. A forte presença, na rua, comércio, hotéis, restaurantes e locais públicos, de população de origem muçulmana, alguma de longa data, talvez por sentirem o chamamento do passado e outra, tal como em Portugal, com origem na imigração, muito especialmente do norte de África.

Mas há um outro pormenor que apenas se conhece contactando com quem vive em Granada. Tem sido costume comemorar festivamente o dia 2 de Fevereiro de 1492, data em que o último rei muçulmano de Granada, Boabdil, entregou as chaves dos palácios de Alhambra, que deixou intactos, aos monarcas espanhóis Fernando de Aragão e Isabel de Castela, simbolizando a rendição da cidade. Acabou, assim, o último reino muçulmano da Espanha e, com a queda de Granada, encerrou a Reconquista, um longo período de conflitos entre cristãos e muçulmanos na Península Ibérica.

Acontece que tem sido cada vez mais controversa a comemoração anual desta data, dado que a população muçulmana, cada vez mais expressiva, é contrária a esta comemoração, havendo mesmo quem antecipe o seu cancelamento para breve e ainda, numa atitude provocante, antecipe uma “reconquista” em sentido inverso.

É certo que a realidade, em qualquer região de Portugal, é bem diferente daquela que acabo de relatar, mas não deixam de ser sinais bem diferentes daqueles que vínhamos vivenciando e há movimentos que, por serem naturais, são imparáveis pela força.

A RECONQUISTA

Um mundo que não consegue entender-se!

Gostaria que passado um mês desde que publiquei o último Editorial, que os vários conflitos entre países e entre os homens já tivessem acabado. Mas não! Esses conflitos, além de não terem melhorado, cada vez estão mais acesos.
Todos andamos preocupados com o conflito entre a Ucrânia e Rússia e, agora, rebentou outro entre o Irão e Israel. Se o primeiro é terrível o segundo não é menor.

Com tudo isto, o mundo anda todo às aranhas. Fazem-se reuniões, promovem-se e fazem-se encontros e mais encontros e não se chega a lado nenhum, já que todos estão na expetativa que os americanos entrem na guerra. Ai de nós, porque uma guerra a nível mundial seria inevitável.

Embora estes focos de guerra se desenvolvam por Nações longe de Portugal, não quer dizer, que eles não cheguem até nós. Fazemos votos para que isso não venha a acontecer, até, porque, bem basta os 14 anos de guerra no Ultramar, não tendo havido nenhuma potencia que nos tenha ajudado. Por isso, esta guerra não é nossa e não temos obrigação de ter que enviar homens para defender os políticos e as Nações que não se entendem.

Estamos a cerca de dois meses para que Portugal entre em Eleições para as autarquias. Aqui é nosso dever votar, porque o que está em causa é escolher um presidente que governe e saiba governar. Nós, senenses, há quatro anos votámos no Dr. Luciano Ribeiro e não estamos arrependidos, porque tem sabido e tem cumprido, com sabedoria e talento, o papel que prometeu aos eleitores.

Todos nós gostaríamos que qualquer Presidente nos alindasse a nossa rua ou bairro. Ora isso não pode ser tudo feito de um momento para o outro. O que se tem de analisar é que muitas coisas foram feitas durante este tempo de mandato, por isso é que, conscientemente, voto na candidatura do Dr. Luciano. Os outros candidatos, sinceramente não conhecemos nada do seu curriculum ou qualquer obra que tenham feito. No entanto, daremos sempre espaço quando dispusermos de informações e de quaisquer elementos.

Contamos, também, com os presidentes de juntas que vão trazendo para cada uma das suas terras o melhor que cada população deve ter para viver.

Enriquecimento de Urânio, invasões, agressões, tirania, guerras

Israel, Gaza, Ucrânia, Rússia, Europa, Irão, Putin, Trump ou Benjamin Netanyahu? Mentira – Inveja – Destruição – Tragédia!

Podemos dar as voltas que quisermos, arranjar as desculpas que entendermos, argumentar como melhor nos aprouver ou tentar ludibriar a nossa própria inteligência. Tudo isso não conseguirá iludir a verdadeira razão, a clareza de ideias e o realismo do nosso pensamento: o Mundo está louco e as Nações colocaram à frente dos seus destinos políticos que na sua esmagadora maioria, são incompetentes, irresponsáveis, acéfalos, ditadores e facínoras da pior espécie. Com este tipo de gente, infelizmente, o mundo caminha, a passos largos para o seu fim. Com que legitimidade moral, esta “tralha”, invade, assalta, rouba e mata?

É verdade que nós estamos integrados num conjunto de países que constituem o bloco europeu. Não temos quaisquer dúvidas de que apesar de sermos pequeninos e a nossa voz, por isso mesmo, não se poder fazer ouvir com a intensidade de som que seria desejável, temos conseguido melhorias assinaláveis que, doutro modo, não seria possível. Temos de concordar com os que afirmam que a Europa não tem força para impor o que quer seja e tem cometido o erro de escolher responsáveis, na sua maioria, sem classe, sem visão e sem força, para a liderança.
Estamos num beco com uma saída, cada vez mais estreita, entregues à loucura de um Putin que age sem respeito por nada nem ninguém, de um Trump que mais parece um comediante afirmando uma coisa e o seu contrário nem sabendo bem como foi possível a América o ter escolhido para liderar tão grande nação; de um tirano que, à frente de Israel sempre escolheu as armas como seu aliado e de um líder iraniano que, tal como os seus companheiros, vive obcecado pela ideia de submeter toda a população do globo a uma doutrina sanguinária que é a dele.
Vivemos, de facto, tempos de incerteza, medo, ansiedade e pânico em que o respeito, a dignidade, a justiça, a generosidade, a solidariedade e o amor foram apagados do manual de procedimentos quotidianos. Até quando ficaremos sujeitos a toda esta “tralha”? E o que será que nos poderá acontecer?

Que o Papa Francisco bata ao coração de todos eles se é que ainda têm coração e os acorde para as realidades e sentimentos que devem nortear as comunidades, as pessoas e os países que formam a Casa Comum.
Resta-nos ter confiança, fé e esperança no futuro.

“Caresse sur l’Océan – Quando a música educa e transforma”

Em 2004, o cinema europeu presenteou-nos com Les Choristes (Os Coristas), um filme francês que rapidamente conquistou o mundo, não pela grandiosidade de efeitos especiais, mas pela delicadeza de uma história que nos recorda o poder transformador da música. Situado num internato para rapazes problemáticos nos anos 40, o filme acompanha Clément Mathieu, um professor de música que decide formar um coro com os seus alunos como forma de os educar, unir e dar-lhes uma nova visão do mundo.

Entre as músicas mais marcantes da banda sonora, destaca-se Caresse sur l’Océan — uma composição delicada, melódica, quase etérea, que evoca a beleza e a paz do oceano. Cantar ou ouvir esta música é, para muitos, uma experiência emocional. Mas mais do que isso, ela representa a ideia central do filme: a música pode ser um refúgio, uma forma de expressão e, acima de tudo, uma via para o crescimento humano.

Aqui na Sociedade Musical Estrela da Beira, identificamo-nos profundamente com essa mensagem. Embora os nossos jovens músicos não venham de um internato severo, partilham entre si o contacto com uma arte que os educa, os disciplina e os une. Em cada ensaio, há mais do que um trabalho técnico. Há escuta, respeito mútuo, perseverança e descoberta. A música, tal como em Les Choristes, torna-se uma ferramenta poderosa de desenvolvimento pessoal.

Ao longo dos anos, temos visto muitos jovens que entram na banda com timidez ou insegurança, mas que, com o tempo e o apoio da comunidade musical, florescem como pessoas e como músicos. Formar parte de um grupo onde cada instrumento conta e cada silêncio é respeitado é, no fundo, uma escola de vida. A música ensina a esperar, a ouvir, a contribuir — e isso são lições que se transportam para todos os aspetos da vida.

Tal como Clément Mathieu acreditava nos seus alunos quando ninguém mais o fazia, também os nossos maestros e professores acreditam nos jovens que chegam à nossa escola de música. O talento pode vir com o tempo; o mais importante é a dedicação e o gosto por aprender.

Convidamos quem ainda não viu Les Choristes a fazê-lo — é uma lição sobre o impacto duradouro que a arte pode ter na vida de uma criança. E convidamos também a comunidade a continuar a apoiar a Sociedade Musical Estrela da Beira, uma banda onde se pratica diariamente essa mesma crença: que a música não serve apenas para entreter, mas para tocar, educar e transformar.

Próximos serviços da banda:
12 julho: Audições da Escola de Música da SMEB;
18 julho: Marchas Populares (A. R. C. Vodrense) – Vodra;
20 julho: Santo Aleixo – Vodra;
27 julho: Concerto – Grupo Desportivo Recreativo Santa Marinha (GDRSM) – Santa Marinha.