JORNAL DO CONCELHO DE SEIA E REGIÃO

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A lei do mais forte e outros temas

A lei do mais forte é o atual status quo mundial, iniciado por Vladimir Putin e agora impulsionado por Donald Trump. Pelo meio fica Israel, a demonstrar, no Médio Oriente, que o poder das armas é que determina o futuro e a própria existência. Veja-se Gaza e a chacina permanente e sem fim à vista. Com a cumplicidade de Trump – diria, até, com a sua anuência!


A cimeira da NATO realizada em Haia parece indicar mais uma “vitória” de Trump, se conseguir os tais 5% por parte dos países da União Europeia que integram a NATO. Lá se vai o sonho de uma organização de defesa comum europeia, já que não há capacidade para “alimentar” duas soluções na defesa – uma europeia e outra atlântica.

Mas não devem os países da União Europeia deixar de definir uma estratégia de defesa comum, que possa contar com a NATO mas que assegure a defesa dos interesses e do território europeus.

A europa não deve ficar dependente da imprevisibilidade alheia, deve fortalecer-se independentemente da aliança e mostrar-se coesa na defesa dos princípios que caracterizam as democracias europeias e combater a prática da “lei do mais forte”. Claro que só sendo forte é que pode enfrentar os atuais “donos do Mundo”.


As autárquicas são a próxima “disputa” eleitoral em Portugal. No que a Seia, enquanto Município e às suas freguesias, diz respeito, são conhecidos os “cabeças de lista” das principais forças políticas à Camara Municipal, mas pouco ou nada se sabe ainda relativamente aos outros órgãos, pelo menos oficial e publicamente.

Ainda há muito tempo, claro. Aliás, parece que para alguns “dossiers”, leia-se, freguesias, não está a ser fácil “arranjar” candidatos.

O Partido Socialista tem a responsabilidade de ser o Partido que governa Seia, quase ininterruptamente, desde o 25 de abril. Tem, pois, a obrigação de ter, nos seus quadros, militantes capazes de assumirem os lugares a eleger. Tal como os dirigentes estão, no meu entender, obrigados a colocar os militantes em primeiro lugar. Como, de resto, em qualquer outro partido político deverá ser assim.

Os partidos são, constitucionalmente, estruturantes do regime democrático, devendo assegurar o preenchimento das listas para os órgãos a eleger, assegurando, desse modo, o cumprimento da democracia – são os partidos que são votados, pelo que não deverá existir qualquer complexo ou alinhamento na ideia de independentismos.

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