Ser pai ou mãe é uma experiência transformadora. Radical pelas mudanças na rotina e pela sua exigência.
Frequentemente ouvimos: “Em primeiro lugar está o meu filho”. Será o meio termo possível? Estaremos a reunir esforços para que haja um equilíbrio?
Quando o “eu fico para depois” se instala, acumula-se cansaço, o equilíbrio emocional fragiliza-se, a paciência parece cada vez menor… e o bem-estar físico e emocional diminui. Nestes casos, há um prejuízo enorme: pais cansados e exaustos não conseguem oferecer o mais importante – presença de qualidade.
Cuidar de si, pai ou mãe, não significa retirar tempo, atenção ou disponibilidade ao seu filho. Significa que está a fazer algo importante para se manter emocionalmente disponível, ativo e participativo. Quando negligenciamos as nossas necessidades básicas, o corpo e a mente dão sinais. Quando retiramos os momentos de autocuidado, os sinais agravam-se.
Relembre-se… Está focado em proporcionar o melhor ao seu filho, mas estará ele a aprender de acordo com o modelo que lhe quer ensinar? Os filhos aprendem com o que observam e tendem a imitar comportamentos.
Não conseguirá ter a rotina perfeita. Mas conseguirá trazer intenções para o seu dia-a-dia: O que preciso hoje para estar bem? Como quero viver o meu dia de hoje? O que quero mostrar hoje ao meu filho?
A parentalidade está carregada de exigências… exigência em ser presente, equilibrado, produtivo, muito paciente e estimulante. Tudo ao mesmo tempo e, por isso, uma expectativa irrealista.
Neste mundo de pressas e pressões, pergunte-se: Que modelo quero transmitir ao meu filho? Um modelo de equilíbrio e que contempla o autocuidado, ou um modelo de exaustão e superficialidade?



