Passadas as folias do Carnaval, entramos no mês de março com muitas preocupações motivadas pelas grandes catástrofes que assolaram o nosso país, especialmente a zona centro e oeste, deixando marcas que vão para além do visível.
As tempestades fizeram-se sentir por todo o nosso Portugal e pensamos que não há nenhum português que não viva esta angústia. Sim, pelo que nos é dado conhecer, todo o português, nestas circunstâncias ou noutras, é generoso, solidário e vive com emoção o sofrimento de uns e de outros. É por esta nobreza de alma que, hoje e sempre, amo Portugal e os portugueses.
Coincidindo com este cenário de superação, entramos agora no tempo em que o mundo católico se prepara para a Ressurreição de Jesus Cristo. Março convida-nos à abstinência, ao jejum e à reflexão profunda sobre a Paixão de Cristo, cobardemente crucificado e morto pela maldade dos homens, mas que resultou na maior lição de Amor da História.
Ao meditarmos nos exemplos que Ele nos deixou, torna-se impossível, para qualquer coração aberto e sincero, renunciar aos sentimentos de Amor por tudo e por todos.
Por todo o concelho, a realidade é de trabalho árduo. É justo reconhecer a azáfama dos Presidentes de Junta, das associações, das entidades locais e da própria Câmara Municipal de Seia. As equipas mantêm-se no terreno, numa luta constante contra os estragos deixados pela tempestade.
Só que todos os problemas, que são muitos, não se resolvem de um dia para o outro e temos que ter um bocadinho de paciência, porque ninguém está sem ninguém.
A mesma fé que nos faz esperar pela Páscoa deve dar-nos o fôlego necessário para aguardar pela reconstrução total. Que este Março seja, acima de tudo, o mês em que a nossa solidariedade se transforme em alicerces firmes para o futuro e gerações vindoiras.



