Os conflitos fazem parte do quotidiano e acontecem em situações de divergência, oposição ou desacordo entre duas ou mais partes. Podem ocorrer em diversos contextos, podem ser construtivos ou destrutivos, e envolvem ideias, necessidades, interesses ou objetivos.
E quando se trata de um conflito com o/a namorado/a, marido/esposa, companheiro/a? Que motivos poderão tornar mais intensos os conflitos com quem mais amamos? Por gostarmos tanto deles não deveríamos respeitá-los mais? Ser mais carinhosos e aceitar os seus defeitos?
Precisamente por sentirmos que são relações mais seguras, por não recearmos tanto o seu julgamento ou até mesmo a ausência de medo de mudança de sentimento, nem sempre temos o cuidado que deveríamos ter.
A proximidade emocional, as expectativas elevadas, as aprendizagens com os modelos familiares (amamos e discutimos com base nestes modelos) e as falhas na comunicação poderão ser algumas das raízes destes conflitos.
Por isso, importa reforçar que tudo começa quando:
– Não escutamos ativamente;
– Reagimos e não respondemos;
– Interpretamos as comunicações e os comportamentos como ataques quando estamos emocionalmente ativados.
Importa aprender a discutir! Aprender a resolver conflitos e a comunicar de forma mais assertiva. Escutar ativamente, fazer uma pausa para regular o nosso comportamento, validar o sentimento do outro (mesmo quando não concordamos com o seu ponto de vista) e centrar a mensagem no EU e não no TU (“eu senti-me…” em vez de “tu é que…”). E claro, saber quando pedir desculpa.
Os conflitos não são sinais de pouco amor, nem de fracasso nas relações. Podem ser oportunidades de crescimento para todos os envolvidos desde que tratados com respeito, consciência, empatia e responsabilidade emocional.





