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“Splendidissima Musicae – A Saga do Povo Lusitano” – Anfiteatro Romano de Bobadela – Espetáculo Musical

“Splendidissima Musicae – A Saga do Povo Lusitano” regressa ao Anfiteatro Romano de Bobadela no próximo sábado, dia 5 de julho, às 21h30, com um concerto que une música, teatro e dança, numa apresentação grandiosa e diferenciadora no concelho de Oliveira do Hospital.

O espetáculo musical “Splendidissima Musicae – A Saga do Povo Lusitano”, concebido e organizado pela Associação Sons da Arte, é destinado ao público em geral e conta com os apoios da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e da Junta de Freguesia de Bobadela.

Concebida pela mente criativa do Maestro Pedro Seabra e com encenação de Rafael Cid, esta nova versão 2.0 – com uma produção aprimorada de “Splendidissima Musicae” – tem a participação de uma centena de pessoas das áreas da música, do teatro e do canto.

Ao longo da noite, é contada a história das invasões romanas sobre o povo lusitano, no cenário real da Bobadela Romana, que traz para o presente um acontecimento do passado, ocorrido naquele espaço de beleza histórica, cujo património está classificado como Monumento de Interesse Nacional.

Nesta produção de grande envergadura, o espaço histórico, mítico e único da Splendidissima Civitas – Anfiteatro Romano de Bobadela dá palco à música com espírito poderoso e guerreiro, numa junção dos três grupos musicais que integram a Associação Sons da Arte: a Orquestra Music’Arte, o Coro Infantojuvenil Voz’Arte e o coro de adultos Ensemble Vocal’Arte.

A entrada no espetáculo tem o custo de 10 euros para adultos e crianças a partir dos 10 anos de idade. Para crianças entre os 3 e os 5 anos, o bilhete tem o custo de 5 euros. A entrada é gratuita para crianças até aos 3 anos de idade.

Os bilhetes para o espetáculo “Splendidissima Musicae – A Saga do Povo Lusitano” estão à venda diretamente na Associação Sons da Arte, na Casa da Cultura César Oliveira, nas Bibliotecas Municipais de Oliveira do Hospital e na Junta de Freguesia de Bobadela. No dia do evento, a bilheteira no local abre uma hora antes do início do espetáculo, às 20h30.

O Município de Oliveira do Hospital associa-se a este grandioso evento pela sua qualidade e dimensão, assim como pelo seu caráter único e diferenciador, ciente do valor e do forte contributo que este espetáculo musical representa na promoção da Cultura e do Turismo no concelho e na região de Coimbra, num momento em que Oliveira do Hospital é beneficiária da ação dos PROVERES Portugal Romano.

Com três anos de atividade, a Associação Sons da Arte foi recentemente reconhecida pelo Ministério da Cultura como Entidade de Interesse Cultural.

Por que cada vez mais pessoas escolhem viver no interior — e o que a Serra da Estrela tem de tão especial

Por Bruno Abrantes – Especialista em Marketing e Conteúdo na Hexaintel |

Nos últimos anos, um número crescente de pessoas têm trocado as grandes cidades pelas zonas do interior de Portugal. A pandemia acelerou a adoção do teletrabalho, mas a vontade de mudar já vinha de trás: o desejo de viver com mais espaço, menos stress e um custo de vida mais justo está a levar muitos a olhar com novos olhos para regiões como a Serra da Estrela.

Viver melhor… e gastar menos

Na Covilhã, por exemplo, as rendas são cerca de 66% mais baratas do que em Lisboa. Comer fora custa menos 40%, e até os produtos de mercearia são mais acessíveis. Para uma família, isto pode representar centenas de euros poupados todos os meses — uma diferença com impacto real.
Fonte: Numbeo – Custo de Vida

Além disso, o Estado tem incentivado quem decide dar este passo. Desde 2021, o programa Emprego Interior MAIS oferece apoio financeiro até 4 827 € a quem se mude para o interior — incluindo emigrantes de regresso, trabalhadores por conta de outrem e profissionais em teletrabalho.
Mais informações: IEFP – Emprego Interior MAIS

A Serra da Estrela não é só montanhas

Escolher viver nesta região não significa apenas gastar menos — é também ganhar qualidade de vida.

Paisagens e natureza a perder de vista

O Parque Natural da Serra da Estrela ocupa mais de 88 mil hectares e é habitat de espécies como o lobo-ibérico, lontras e águia-real. Mas não é apenas para admirar — é para viver.

Atividades o ano inteiro

No inverno, há neve e a única estância de ski do país. No verão e outono, há trilhos, lagoas, percursos de BTT, parapente e rios onde é possível simplesmente estar e desfrutar da tranquilidade.

Aldeias que ainda sabem acolher

As Aldeias de Montanha preservam tradições e mantêm um forte sentido de comunidade. Curiosamente, muitas pessoas relatam sentir-se mais isoladas nas grandes cidades do que em pequenas vilas e aldeias, onde ainda existe um verdadeiro espírito de vizinhança.
Leitura sugerida: “A solidão – epidemia do século XXI” – BBC Brasil

Comida que sabe a lugar

Desde o queijo Serra da Estrela ao pão tradicional, a gastronomia local é uma celebração dos sabores autênticos e dos produtos regionais.
Se tiver interesse, pode visitar o Museu do Pão, em Seia.

Comprar ou arrendar casa — é mesmo mais barato?

Sim, e não se trata apenas de uma pequena diferença:
Penamacor: 446 €/m²
Sabugal: 483 €/m²
Pinhel, Gavião, Vouzela: cerca de 500 €/m²
Fonte: dados do idealista

Exemplos práticos:

• Um T2 na Covilhã pode custar entre 60 000 € e 100 000 €
• Moradias com terreno podem começar nos 90 000 €
• O arrendamento de um T2 ronda os 300 a 450 €/mês
Se estiver a considerar comprar casa, é aconselhável simular diferentes cenários de financiamento.
Simulador útil: Santander – Simulador de Crédito Habitação

Cidades e vilas perto da Serra da Estrela

A Serra da Estrela, a mais alta montanha de Portugal continental, é rodeada por várias cidades e vilas pitorescas, ideais para explorar a cultura local, provar a gastronomia serrana e partir à descoberta da natureza envolvente.

Cidades

Covilhã – Uma das principais portas de entrada na serra, com boa oferta de alojamento e serviços.
Guarda – A cidade mais alta de Portugal, rica em história e com vistas deslumbrantes.
Seia – Conhecida pelo Museu do Pão e pelo seu acesso fácil à serra.
Gouveia – Combina natureza, cultura e património com proximidade à serra.
Fundão – Situada a sul da Serra da Estrela, é famosa pelas cerejas e tradições beirãs.

Vilas

Manteigas – Em pleno coração da serra, ideal para caminhadas e contacto direto com a natureza.
Belmonte – Vila histórica com ligações aos descobrimentos e à comunidade judaica.
Loriga – Conhecida como a “Suíça Portuguesa”, é uma vila encantadora com praia fluvial.
Alvoco da Serra – Pequena vila de montanha com vistas panorâmicas e natureza preservada.
Sabugueiro – A aldeia mais alta de Portugal, ponto de passagem obrigatório para quem sobe à Torre.

Vale a pena viver no interior?

A questão não é apenas se vale a pena, mas sim quais são as prioridades de cada pessoa.
Os grandes centros urbanos concentram a maioria das oportunidades de emprego, especialmente nas áreas técnicas e com maior possibilidade de progressão na carreira. Por isso, mudar para o interior exige não só vontade, mas também planeamento, adaptação e, muitas vezes, uma redefinição do estilo de vida.
Os custos são mais baixos, mas os rendimentos podem também sê-lo. Naturalmente, existem exceções: nómadas digitais, profissionais em teletrabalho ou empreendedores que criam negócios bem-sucedidos em áreas como turismo rural, agricultura, produção artesanal, entre outras. No entanto, é importante lembrar que as histórias de sucesso tendem a ser mais visíveis do que os casos de insucesso.

Como tomar uma decisão consciente

• Falar com pessoas que já passaram por esta experiência
• Explorar fóruns e comunidades online (por exemplo, Reddit ou grupos de Facebook)
• Realizar simulações e fazer contas com margem para cenários menos favoráveis
• Avaliar os serviços locais de saúde, educação, mobilidade e conectividade

Para muitas pessoas, a mudança compensa. O tempo abranda, os dias ganham outro ritmo e existe espaço — literal e emocional — para recomeçar.

Nota: Este conteúdo tem fins meramente informativos e não substitui aconselhamento financeiro, jurídico ou imobiliário personalizado

Seia celebra feriado municipal a 3 de julho com distinções e concerto de Paulo Gonzo

O Município de Seia assinala, no próximo dia 3 de julho, o 39.º aniversário de elevação de Seia a cidade. As comemorações do feriado municipal contemplam um programa diversificado, com destaque para a cerimónia solene de distinções e para o concerto do reconhecido artista Paulo Gonzo.

A cerimónia oficial terá lugar às 15h00, na Casa Municipal da Cultura, e será marcada por momentos de reconhecimento público a instituições, empresas e alunos do concelho que se distinguiram pelo seu mérito e contributo para a comunidade.

Serão agraciados com as Campânulas de Mérito Municipal a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Serra da Estrela, António João Marques Alves, a Associação Recreativa e Cultural Vodrense, a União Progressiva da Povoação de Balocas e a Sociedade Recreativa de Alvoco da Serra, como forma de reconhecimento pelo trabalho, dedicação e papel relevante que têm desempenhado na vida do concelho.

Na mesma ocasião, serão entregues os Prémios de Mérito Escolar aos 18 melhores alunos do concelho, abrangendo os diferentes níveis de ensino: 1.º, 2.º e 3.º Ciclos, Ensino Secundário, Profissional, Superior e Vocacional. Este ano, na sequência da revisão do regulamento, o número de distinções é alargado de 10 para 18, passando a distinguir o melhor aluno de cada estabelecimento de ensino, por nível de ensino, e não apenas por agrupamento. Pela primeira vez, são também reconhecidos os alunos do ensino básico, numa clara aposta da autarquia na valorização do percurso escolar dos jovens senenses. Cada aluno premiado receberá um valor de 500 euros, como forma de incentivo ao mérito, esforço e dedicação.

As comemorações culminam com um espetáculo de Paulo Gonzo, pelas 21h30, no Anfiteatro Municipal de Seia. Com entrada livre, o concerto promete uma noite memorável, com os grandes sucessos de uma carreira que é referência da música portuguesa das últimas décadas. O Município de Seia convida toda a população a participar nesta data simbólica, que celebra o percurso e a identidade da cidade e do concelho.

#paulogonzo @Paulo Gonzo @paulogonzomusic

Transumância em Seia celebra tradição e ligação à natureza (videos)

Mais de 3000 cabeças de gado percorreram este fim de semana as canadas ancestrais da Serra da Estrela, revivendo o ritual da transumância num percurso marcado pelo respeito pela natureza, cultura e tradição.

O trajeto, com cerca de 10 quilómetros, teve início em Seia e seguiu rumo à Aldeia de Montanha do Sabugueiro, atravessando paisagens únicas do território serrano. Ao longo do caminho, os pastores, o gado e os participantes passaram por locais emblemáticos como a Póvoa Velha e a Senhora do Espinheiro.

Nestes pontos, houve momentos de paragem com degustações gastronómicas inspiradas na tradição pastoril e animação cultural, proporcionando uma verdadeira viagem sensorial e humana. A iniciativa reforça a importância de preservar práticas ancestrais que continuam a dar vida à identidade serrana.

Seia celebra a Festa da Transumância e dos Pastores, uma vivência autêntica da Serra da Estrela

A iniciativa convida a uma vivência autêntica da transumância, onde os pastores partilham o seu quotidiano com todos os que desejam acompanhar a subida dos rebanhos para as pastagens de altitude, numa ligação profunda entre o ser humano, o gado e a montanha.

O trajeto, de cerca de 10 quilómetros, partiu, esta manhã de Seia, seguindo em direção à Aldeia de Montanha do Sabugueiro. Serão cerca de 3000 cabeças de gado que percorrem as canadas ancestrais da Serra da Estrela, num momento de respeito pela natureza, cultura e tradição.

Uma das paragens aconteceu na Póvoa Velha e na Senhora do Espinheiro, que contou com momentos de degustação gastronómica, com sabores inspirados na tradição pastoril, e animação cultural, proporcionando aos participantes uma jornada rica em experiências sensoriais e humanas.

Seia celebra a Festa da Transumância e dos Pastores, uma vivência autêntica da Serra da Estrela – Subida dos rebanhos acontece amanhã

Com a chegada do verão, o Município de Seia volta a celebrar uma das tradições mais enraizadas da Serra da Estrela: a transumância. Amanhã, sábado, dia 28 de junho, pastores, gado e visitantes percorrem os caminhos ancestrais, naquela que é a Festa da Transumância e dos Pastores, uma experiência única que dá corpo à identidade e memória coletiva do território.

Esta iniciativa convida a uma vivência autêntica da transumância, onde os pastores partilham o seu quotidiano com todos os que desejam acompanhar a subida dos rebanhos para as pastagens de altitude, numa ligação profunda entre o ser humano, o gado e a montanha.

O trajeto, de cerca de 10 quilómetros, parte de Seia, atravessa a zona histórica da cidade e segue em direção à Aldeia de Montanha do Sabugueiro. Serão cerca de 3000 cabeças de gado que percorrem as canadas ancestrais da Serra da Estrela, num momento de respeito pela natureza, cultura e tradição.

Ao longo do percurso, haverá momentos de degustação gastronómica, com sabores inspirados na tradição pastoril, e animação cultural, proporcionando aos participantes uma jornada rica em experiências sensoriais e humanas.

A Festa da Transumância e dos Pastores é promovida pelo Município de Seia, em parceria com a rede das Aldeias de Montanha e em estreita colaboração com os pastores do concelho. O evento procura valorizar o património imaterial e a atividade pastoril, num compromisso com a preservação das tradições que moldam a paisagem e a identidade da Serra da Estrela.

Este ano, a celebração ganha um significado ainda mais especial: a tradição da Transumância da Serra da Estrela foi recentemente inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, por proposta do Departamento de Bens Culturais da Direção-Geral do Património Cultural, com o objetivo de salvaguardar a sua viabilidade futura. Este reconhecimento reforça a importância de manter viva uma prática ancestral que continua a definir o território e o modo de vida das comunidades serranas.

Pilotos de Seia vão marcar presença no Guarda Racing Days by Bridgestone

Ano após ano, o Guarda Racing Days by Bridgestone / First Stop vai reforçando o estatuto de “Corrida dos Campeões” ao receber na cidade mais alta carros e pilotos que já venceram Campeonatos de Portugal de várias disciplinas.

A edição 2025 realiza-se nos dias 12 e 13 de julho no traçado misto localizado na encosta sobranceira ao Versatile Hotel sendo uma organização da Câmara Municipal da Guarda em colaboração com o Clube Escape Livre.

A edição 2025 do Guarda Racing Days by Bridgestone / First Stop foi apresentada esta quarta-feira em plena pista com a presença de pilotos, jornalistas, convidados e individualidades da Guarda como o presidente da edilidade, Sérgio Costa.

O verão é sinónimo de competição para o Clube Escape Livre e o Guarda Racing Days by Bridgestone / First Stop continua a marcar a agenda da cidade mais alta. Evento desportivo, utiliza uma das zonas mais espetaculares da Guarda para oferecer uma competição aguerrida. A emoção está sempre presente pela dura competição entre máquinas e pilotos e pela exigência do traçado.

Um percurso misto com piso de terra (40%) e asfalto (60%) desenhado na encosta por trás do Versatile Hotel, possui condições únicas para os espectadores – um anfiteatro espetacular com um pano de fundo ainda mais impressionante – e para os pilotos. Não espanta, por isso, que milhares de pessoas passem pela Guarda para assistir às passagens dos automóveis durante o fim de semana.

A continuada presença de campeões como Fernando Peres, Francisco Carvalho e Alexandre Borges, o piloto que mais vezes venceu o Guarda Racing Days, colou à prova organizada pela Câmara Municipal da Guarda e pelo Clube Escape Livre, o epíteto de “Corrida dos Campeões”.

Para além das presenças enunciadas, destaca-se o regresso de Daniela Lopes, uma adepta do percurso do Guarda Racing Days by Bridgestone / First Stop, da manutenção do duelo político entre Hermínio Loureiro e Emídio Guerreiro, ex-governantes, ou ainda a participação de pilotos guardenses como é o caso de Fábio Cruz, António Matias e Tiago Cabral, garantia de espetáculo em pista.

Também a presença da equipa 767/PRK Sport Rally Team com Pedro Dias da Silva e Dinis Rogeira. O primeiro aos comandos de uma poderosa pick-up da categoria T1 com que participa no Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno, o segundo com um SSV T4.

Junta-se a estes a sempre aguerrida equipa liderada por Frederico Formiga, a Art of Speed, que vem para dar espetáculo e, sobretudo, divertir os pilotos que fazem parte da formação de Coimbra.Durante a apresentação, o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, valorizou a importância do evento para a cidade, destacando que “o Guarda Racing Days começa a ser um evento mítico, não só pela atração que exerce sobre os adeptos do automobilismo, mas também por conciliar o meio urbano com o meio rural nesta zona particularmente feliz da Guarda onde a cidade se cruza com o campo. Com a prestimosa colaboração do Clube Escape Livre temos uma prova única em Portugal.”

Pedro Dias da Silva, da equipa 767/PRK Sport Rally Team, referiu que “a PRK Sport cumpre a sua estreia nesta prova sui-generis, mas não poderia faltar pois os pilotos da nossa equipa são da região, mais precisamente de Seia. Temos muito gosto em estar neste evento do Clube Escape Livre para ajudar à promoção da região e esperamos, acima de tudo, oferecer um bom espetáculo a todos os que se deslocarem até á pista.”

Já Alexandre Borges, crónico vencedor do Guarda Racing Days, destacou “que desde a primeira corrida que fiquei apaixonado pelo traçado, porque é diferente do que estamos habituados com a mistura de terra com alcatrão. É uma prova intensa que exige muito e quando chegamos às finais tudo tem de ser perfeito, sem erros, pois não há possibilidade de emendar o erro. Depois, sendo uma prova aqui na Guarda que já venci várias vezes, não poderia deixar de estar presente, sempre que me é possível.”

Por outro lado, Luís Celínio, presidente do Clube Escape Livre, referiu que “a presença de vários campeões neste evento é a prova da qualidade do traçado e da competitividade que os pilotos encontram no Guarda Racing Days by Bridgestone / First Stop, para além da visibilidade alcançada. Uma fórmula simples que continua a atrair pilotos consagrados e outros que têm o bichinho das corridas e satisfazem a sua paixão uma vez por ano no nosso evento.”

Centro de Portugal e Salamanca estreitam laços para promover o turismo nas duas regiões

Reunião entre Rui Ventura e o alcaide de Salamanca dá início a uma nova etapa de cooperação transfronteiriça. Património, turismo de natureza, gastronomia e cultura identificadas como prioridades numa estratégia conjunta ibérica.

O Centro de Portugal e a região espanhola de Salamanca deram ontem início ao que promete ser uma relação mais estreita e proveitosa no domínio da promoção turística conjunta. O ponto de partida desta aproximação foi dado na cidade espanhola, numa reunião que juntou o presidente da Turismo Centro de Portugal, Rui Ventura, e o alcaide de Salamanca, Carlos García Carbayo.

O encontro, que contou também com a participação do vereador do Turismo de Salamanca, Ángel Fernández Silva, teve como foco principal a identificação de projetos a desenvolver em parceria entre as duas regiões, de forma a valorizar o património comum, promover o turismo sustentável e impulsionar o desenvolvimento económico e cultural de ambos os territórios.

Uma das propostas avançadas na reunião é a criação de roteiros turísticos transfronteiriços, que tirem partido de recursos e ativos complementares dos dois territórios. Entre as possibilidades apontadas destacam-se um Roteiro do Património Histórico (com ênfase nas Universidades de Coimbra e de Salamanca), os Caminhos de Peregrinação (como os Caminhos de Santiago e a Via da Prata), roteiros literários e culturais, que evoquem escritores como Miguel Torga e Miguel de Unamuno, e roteiros de gastronomia e vinhos, que liguem as regiões vitivinícolas do Douro Internacional, Dão, Beira Interior e Sierra de Francia.

Outro projeto debatido foi a criação de um Roteiro UNESCO Ibérico, que valorize o património classificado pela UNESCO das duas regiões, bem como a organização de eventos culturais e exposições itinerantes dedicados aos laços históricos que as unem.

O turismo religioso e espiritual foi igualmente identificado como uma vertente com elevado potencial, tendo resultado da reunião a possibilidade de se desenvolverem ofertas integradas ligadas à fé, que integrem santuários portugueses e catedrais castelhanas, assim como a valorização conjunta de tradições populares, romarias e festas religiosas.

Ambos os dirigentes reconheceram também o turismo de natureza e o “slow tourism” como áreas de cooperação prioritária. Foi proposta a criação de uma Rota das Montanhas Ibéricas, que ligue a Serra da Estrela às zonas montanhosas de Castilla y León, integrando percursos pedestres, vias cicláveis como a EuroVelo 1, experiências de turismo de bem-estar e rural e a valorização da gastronomia local.

Rui Ventura e Carlos García Carbayo defenderam também uma estratégia de promoção internacional conjunta, sob o conceito de “Experiência Ibérica Autêntica”, com o objetivo de captar novos públicos fora dos dois países.

Por fim, foi proposta a organização de encontros empresariais e turísticos ibéricos, que juntem operadores turísticos, empresários e entidades públicas de ambos os lados da fronteira, para fomentar negócios e desenvolver novas ofertas integradas. Neste âmbito, foi sugerida a realização de um Fórum de Turismo Ibérico Salamanca – Centro de Portugal, que permitirá potenciar sinergias e oportunidades de negócio entre as empresas e incentivar projetos de cooperação europeia.

Para Rui Ventura, “Salamanca e o Centro de Portugal, unidos pela história, pela cultura e pela geografia, podem construir juntos uma oferta turística única, sólida e verdadeiramente ibérica, em benefício das nossas comunidades e dos visitantes que nos escolhem”. “Esta reunião comprovou que temos uma visão estratégica comum: a de fortalecer a ligação entre os dois lados da fronteira, valorizar o património cultural partilhado e criar ofertas integradas que beneficiem ambos os territórios”, acrescenta.

Sobre a Turismo Centro de Portugal:

A Turismo Centro de Portugal é a entidade que estrutura e promove o turismo na Região Centro do país. Esta é a maior e mais diversificada área turística nacional, abrangendo 100 municípios, e tem registado um intenso crescimento da procura interna e externa. É a região a escolher para quem pretende experiências diversificadas, pois concilia locais Património da Humanidade com a melhor costa de surf da Europa, termas e spas idílicos, locais de culto de importância mundial e as mais belas aldeias.

Praias do concelho de Seia hasteiam bandeiras dia 29 de junho

As praias fluviais de Lapa dos Dinheiros, Loriga e Sandomil serão reconhecidas, no próximo dia 29 de junho, domingo, pela excelência ambiental e pelas condições de acessibilidade que oferecem aos banhistas.

As zonas balneares de Loriga e da Lapa dos Dinheiros voltam a destacar-se este verão com a atribuição das bandeiras Azul, Qualidade de Ouro e Praia Acessível, galardões que atestam a qualidade das águas, a segurança e a inclusão destes espaços. Já a Praia Fluvial de Sandomil irá, uma vez mais, hastear a Bandeira Acessível, distinção que comprova o cumprimento dos critérios que garantem o usufruto equitativo por todas as pessoas, independentemente da idade ou condição física.

O programa da cerimónia prevê o hastear da Bandeira Acessível às 15h00, na Praia Fluvial de Sandomil, seguindo-se, às 16h00, a atribuição dos três galardões em Loriga e, às 17h00, na Praia Fluvial da Lapa dos Dinheiros. A iniciativa será presidida por Luciano Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal de Seia, e contará com a presença de representantes da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Centro.

A época balnear decorre entre 28 de junho e o final de agosto e abrange sete zonas balneares, distribuídas por vales glaciares, ribeiras e margens do rio Alva e dos seus afluentes.

Para além das praias distinguidas, o concelho de Seia conta ainda com mais quatro zonas balneares: Sabugueiro, Senhora do Desterro (Praia Dr. Pedro), Vila Cova à Coelheira – todas localizadas no curso do rio Alva – e o Poço do Lagar, na ribeira de Alvoco, que completam a vasta e diversificada oferta balnear do concelho.

A Bandeira Azul é atribuída pela Associação Bandeira Azul da Europa a praias e portos de recreio que cumprem critérios exigentes de qualidade ambiental, segurança, conforto dos utentes e ações de sensibilização ambiental. Em 2024, foram atribuídas 444 bandeiras a nível nacional, das quais 404 em praias, 18 em marinas e 22 em embarcações ecoturísticas. No distrito da Guarda, o concelho de Seia reúne duas das praias distinguidas com este galardão.

Já a Bandeira de Ouro, atribuída pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, reconhece as praias com qualidade de água “Excelente” nos últimos cinco anos, sem qualquer tipo de contaminação. Por sua vez, a classificação de Praia Acessível resulta do cumprimento de requisitos que garantem condições de utilização com equidade, dignidade, segurança e conforto, promovendo a autonomia possível para todas as pessoas.

A Transumância e a sua Importância na Serra da Estrela

A transumância é uma prática ancestral que moldou profundamente a identidade da Serra da Estrela. Durante gerações, os pastores conduziram os seus rebanhos entre os vales e os planaltos serranos, seguindo o ritmo das estações e em busca dos melhores pastos. Este movimento sazonal não era apenas uma estratégia de sobrevivência ou gestão de recursos — era uma verdadeira forma de vida, intrinsecamente ligada à cultura, à paisagem e às tradições das comunidades serranas.

Mais do que uma simples prática agropecuária, a transumância teve um papel determinante na preservação do ecossistema da serra. Ao permitir que os terrenos repousassem alternadamente, evitava-se a sobre-exploração dos recursos naturais e contribuía-se para o controlo da vegetação, reduzindo o risco de incêndios e promovendo a biodiversidade. Este equilíbrio sustentável entre o homem, os animais e a natureza foi essencial para a manutenção do modo de vida serrano e para a produção de bens de elevada qualidade, como o emblemático Queijo Serra da Estrela — cuja excelência depende do leite de ovelhas alimentadas em pastos limpos e nutritivos.

Contudo, a importância da transumância na Serra da Estrela ultrapassava as fronteiras locais. Um episódio particularmente revelador remonta ao final do século XV: foi D. Manuel I quem, inicialmente, concedeu ao Real Mosteiro de Santa Maria de Guadalupe, em Espanha, o direito de fazer pastar os seus rebanhos nas terras da serra. Mais tarde, já em meados do século XVII, esse privilégio foi renovado por D. Pedro II, demonstrando a continuidade e a relevância deste acordo ao longo de várias gerações.

Estava em causa a deslocação de cerca de quinze mil ovelhas espanholas para os férteis pastos da Serra da Estrela — um movimento que envolvia organização, regulamentação e supervisão régia. O documento de confirmação descreve com rigor os limites das zonas atribuídas, como se pode ler no texto original:

“A saber, comessava-se em longo de Loriga e dahi pera riba athé onde se mete o Ribeiro do Charco. E dahi hia carrar asima nas pernas das àrvores e pero Bexeril, agoas vertentes athé o torroeiro. E des hi per os covos d’alda, carrando na cabessa estrella. E dahi partia em termo de Covilham e assi em termo de Gouveia e de Manteigas.”

O privilégio concedido incluía ainda a isenção de portagens e taxas, bem como regras específicas para evitar conflitos com os criadores locais. O almoxarife da região confirmou, em resposta à coroa, que “nello não avia dúvida nem agravo algum”, excetuando os criadores que ali pastavam “per seus dinheiros”, o que, segundo o documento, não constituía prejuízo relevante, pois apenas implicava “aver menos renda” para a coroa.“

E quoanto era aos vezinhos e naturais da terra, estes eram contentes no que nisso mandávamos.

”A organização do espaço de pasto era meticulosa. Estava estipulado que “…os gados do dito mosteiro e dos moradores das ditas terras, pastem dentro dos termos e lemitaçoins aqui declarados. […] E que o contrário fizer, paguará as coimas ordenadas per os concelhos.

”Também se reconheciam os direitos de terceiros, como Dom Diogo da Silva, Conde de Portalegre, que, por ser senhor da vila de São Romão, tinha direito a “justa parte do montado” da serra. A ele caberia fazer “esmolla ao dito mosteiro” com uma fração das pastagens, “já demarcada”.

Finalmente, impunha-se um controlo rigoroso sobre a composição dos rebanhos:“E no contar das ditas quinze mil cabessas de guado, não poderão as meter nem humas ovelhas nem carneiros que sejam alheios salvante.”

Este episódio revela como a Serra da Estrela foi, desde sempre, um território de circulação, partilha e regulação minuciosa, onde as necessidades de subsistência e de equilíbrio ecológico se cruzavam com os interesses económicos e políticos de diferentes entidades, nacionais e estrangeiras.

Hoje, embora a prática da transumância tenha perdido expressão face às transformações do mundo rural, a sua memória resiste: nos caminhos dos pastores, nas festas e romarias que celebram os ciclos do ano, e na cultura viva das comunidades serranas. Preservar essa herança é garantir que a Serra da Estrela continue a ser não apenas uma paisagem, mas um lugar de história, saber e identidade coletiva.