Neste espaço de opinião tenho várias vezes alertado para as dificuldades por que passam as instituições que acolhem e se dedicam a pessoas com deficiências e a idosos.
AS dificuldades são reais e muitas instituições estão em verdadeiras aflições de sustentabilidade.
Consciente da situação e porque sinto esta realidade, está a passar por mim uma forte onda de indignação ao ler uma notícia de uma Instituição com elevado número de utentes e uma longa história de dedicação a esses jovens. Agora, o presidente dessa mesma IPSS está a ser investigado por suspeita de ter desviado mais de 100 mil euros da Associação para despesas pessoais como pagar viagens e comprar telemóveis” e por ter nomeado familiares para cargos na instituição.
Pela verdade
Na edição 598 do JSM: Preto & Branco, o bar mais antigo da Serra da Estrela, conta com um novo conceito que pretende chegar a públicos de todas as faixas etárias
Gerente do Senalonga desde 2020 e do Preto & Branco desde 1 de junho do ano passado, Tiago Camelo pretende conquistar alguns clientes do “Preto” que se foram perdendo, nomeadamente, os da faixa etária acima dos 40 anos. Por isso, a equipa com que conta tem sido fundamental em todo este processo. Atualmente e após meio ano à frente deste bar icónico de Seia, Tiago Camelo reorganizou alguns conceitos no Preto & Branco, os quais já foram lançados este ano. O novo conceito passa pela maior divulgação de iniciativas e diversidade de eventos que já estão a oferecer.
Com uma já longa história, o Bar Preto & Branco abriu as portas em 1986, atravessou mais de três décadas, sendo, hoje, considerado o Bar mais antigo da Serra da Estrela, uma vez que se encontra aberto, ininterruptamente, desde essa altura até aos dias de hoje.
Tiago Camelo “abraçou” estes dois bares, o Senalonga desde 2020 e o Preto & Branco desde 1 de junho do ano passado, que são uma referência no concelho de Seia.
Na edição 598 do JSM: RECEÇÃO DA AUTARQUIA A MÁRIO PATRÃO
A Câmara Municipal promoveu, este sábado, uma receção ao piloto senense de enduro e todo o terreno, Mário Patrão, em sinal de reconhecimento pela conquista do Veteran Trophy na 46ª edição do Rali Dakar.
AS ÁRVORES MORREM DE PÉ. Escola Velha – Teatro de Gouveia
“Morta por dentro, mas de pé como as árvores” é a frase que ainda hoje ecoa no nosso imaginário no que refere ao teatro em Portugal. A frase pertence ao clássico texto de Alejandro Casona e é dita quase no final da peça que a lendária atriz Palmira Bastos representou na década de sessenta do século passado.
Tudo começa numa organização que pretende tornar as pessoas mais felizes com poesia e criatividade. Um velho senhor chega um dia ao escritório dessa organização com um pedido surpreendente: o seu neto tornou-se um perigoso criminoso, e ele quer esconder da sua mulher a todo custo essa verdade. Ao longo de vários anos enganou-a escrevendo-lhe cartas fictícias, em nome do neto, criando uma imagem de um jovem de sucesso que se tornou num famoso arquiteto que vive no estrangeiro. Mas um dia o verdadeiro neto anuncia a sua chegada. Contudo, o navio em que viaja sofre um naufrágio em que morrem todos os passageiros. O velho senhor lembra-se de pedir à dita organização que coloque em sua casa um casal fingindo ser o neto e a sua esposa para tornar real a ilusão da avó.
Tudo corre bem, a avó parece não se aperceber de nada, até que chega o verdadeiro neto que afinal não viajara no navio naufragado e está vivo.
Na edição Nº 598 do JSM apresentamos a Equipa de Enfermagem e Reabilitação do Hospital de Seia premiada em Congresso Internacional que decorreu na Figueira da Foz
“Apesar de tudo, faz-se um excelente trabalho com os parcos recursos que temos”
A equipa da Unidade de Enfermagem e Reabilitação do Hospital Nossa Senhora da Assunção de Seia, constituída pelos enfermeiros Paula Cunhal (responsável e coordenadora), Marta Garcia, Marisa Correia, Sónia Fonseca, Rodrigo Amaro, Joana Lopes e Joana Mendes recebeu, recentemente, o 2º prémio “Vídeos de Enfermagem e Reabilitação”, no Congresso Internacional que decorreu em novembro na Figueira da Foz. Um orgulho para o concelho de Seia, para a ULS da Guarda e para toda a região.
O JSM foi ao encontro desta equipa, de excelentes profissionais, que realiza um trabalho no âmbito da Enfermagem e Reabilitação de doenças respiratórias.
Uma equipa da Unidade de Enfermagem e Reabilitação do Hospital Nossa senhora da Assunção (Seia) recebeu, no passado mês de novembro, um meritório 2º prémio com um vídeo apresentado no Congresso Internacional de Enfermagem e Reabilitação que decorreu na Figueira da Foz.
O vídeo, na área da reabilitação respiratória na infância, intitulado “De pequenino se torce o pepino”, pretende capacitar tanto as crianças como os seus cuidadores para a questão de saberem usar os equipamentos da área da reabilitação respiratória, de uma forma autónoma, de modo a serem eles próprios a saberem fazer o seu tratamento.
Neste Congresso concorreram, principalmente, os grandes centros, que, à partida, têm recursos materiais e profissionais superiores aos que se apresentam no interior e, neste caso, no Hospital de Seia. Contudo, isto não impediu que o 2º lugar fosse entregue a esta equipa de reabilitação do Hospital de Seia.
Na edição 598 do JSM: Paulo Oliveira terminou a prova do Dakar com a certeza de “Dever cumprido e coração cheio”
A dupla Paulo Oliveira e Arcélio Couto concluíram a 46ª edição do Rally Dakar, uma prova mítica onde os pilotos desafiam-se a eles próprios, com etapas bastante duras.
O luso-moçambicano e senense Paulo Oliveira participou, pela terceira vez consecutiva, nesta prova que se realizou de 5 a 19 de janeiro, na Arábia Saudita, tendo cumprido, com sucesso, todas as etapas. Apesar de ter tido alguns percalços com o seu UMM ALTER 4×4 modelo clássico, Paulo Oliveiro (piloto) e Arcélio Couto (co-piloto), não se deixaram abater e a resiliência e motivação foram mais fortes, alcançando a 41ª posição na prova.
“Entrámos com objetivos bem definidos e confiantes para terminar as etapas”, referiu o piloto que, apesar dos vários obstáculos que foram surgindo, conseguiu sempre ultrapassá-los. Com espírito guerreiro, chegou à final da etapa e levou para Moçambique a medalha da sua participação.
Na edição 598 do JSM: Município estabelece protocolo com Inova-Ria no âmbito do futuro laboratório de inovação tecnológica de Seia
O Município de Seia assinou, a 23 de janeiro, um protocolo de colaboração com a Inova-Ria – Associação de Empresas para uma Rede de Inovação em Aveiro, que tem por base a sensibilização e desenvolvimento tecnológico deste território.
O protocolo foi rubricado no decorrer da apresentação do Laboratório de Inovação Tecnológica de Seia – o BUG, espaço que está a ser desenvolvido pelo Município de Seia no contexto dos domínios das TICE – Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica, instalado na antiga escola primária do Crestelo, em Seia.
Eleições: Reflexões de um Emigrante
Tiago Silva é “orgulhosamente Senense!”. Está emigrado na Alemanha desde 2014 e nunca, apesar da distância, deixou de ter interesse no que se passa em Portugal.
Através deste texto Tiago Silva quer dar conta do seu constante sonho de continuar a ser útil para a comunidade senense, como em tempos, antes de ter emigrado. De salientar que este emigrante integrou várias iniciativas, das quais se destaca a sua participação como jurado na CineEco e como membro do Rancho Folclórico de Paranhos da Beira.
Como tantos outros, emigrou numa altura difícil em busca de condições financeiras melhores para ele e para a sua família. E hoje, já com 32 anos, pode afirmar que, “apesar de ser um caminho penoso, vale a pena ser percorrido.”
Após muitos altos e baixos e durante alguns anos ter tido como atividade laboral a mesma de tantos emigrantes do concelho (trabalhador de gelataria), Tiago Silva orgulha-se de dizer que, e apesar das dificuldades diárias, atualmente trabalha como Técnico de Informática numa das Câmaras Municipais pertencentes à Região de Düsseldorf.
Aqui fica o seu artigo.
Eleições: Reflexões de um Emigrante
Em vésperas de eleições legislativas em Portugal, a mágoa e a esperança entrelaçam-se na mente daqueles que um dia escolheram desbravar horizontes em busca de novas oportunidades.
A vida para lá das fronteiras, desafiadora como uma corrida de obstáculos, testa frequentemente a resiliência destes indivíduos. Afastados do sol que brilha por terras lusas, distantes dos doces da avó e dos amigos de longa data, a saudade entrelaça-se com o desejo por uma vida melhor.
Por mais que tenham alcançado melhorias significativas, a realidade é que viver fora não substitui integralmente a experiência de viver em Portugal. A nostalgia persiste, alimenta o sonho de regressar. Contudo, esse ansiado retorno não depende exclusivamente da vontade individual; é uma dança complexa, ligada à capacidade do país acolher e proporcionar oportunidades.
Os desafios que Portugal enfrenta, desde as questões políticas até às flutuações económicas e nunca esquecendo os impactos da pandemia, lançam uma sombra de incerteza sobre o horizonte. À distância, a pergunta que mais ecoa nas mentes dos emigrantes é: estará o país pronto para oferecer a estabilidade necessária ao tão esperado regresso?
Neste compasso de incertezas, existe entre os emigrantes um receio palpável de que Portugal possa seguir o caminho da Espanha, com eleições quase que anuais. O medo é compreensível, dado o desejo coletivo de um Portugal mais estável, um país que não sucumba à imprevisibilidade política.
Adicionalmente, é crucial reconhecer o potencial significativo da diáspora portuguesa. Espalhados pelo mundo, os portugueses lá fora não só são números, mas são sim pessoas que também detêm qualificações valiosas que podem contribuir para o desenvolvimento do país. Este é um apelo à mobilização desse potencial, uma chamada para que Portugal brilhe não apenas nos mares do passado, mas também na complexidade da economia global moderna, impulsionado por aqueles que um dia decidiram partir.
Portugal tem uma história grandiosa, marcada pelos Descobrimentos, mas também por anos em que foi percebido na Europa como um país frágil, com uma população empobrecida e com falta de ensino. No entanto, essa narrativa mudou. A transformação económica e educacional que Portugal alcançou é notável, e os portugueses no estrangeiro são testemunhas e, muitas vezes, arquitetos desse progresso.
Enquanto as eleições legislativas se aproximam, é fundamental que esse progresso não seja negligenciado. O país deve olhar para o futuro com a mesma audácia que teve durante os Descobrimentos. Portugal deve ser encarado não como um país resignado quanto ao passado, mas como uma nação capaz de moldar o seu próprio destino, com a contribuição valiosa de tantos quantos amam o país de Camões.
Estas eleições são uma oportunidade para consolidar e fortalecer o papel de Portugal no cenário global, dando voz não apenas àqueles que residem dentro das suas fronteiras, mas também àqueles que, embora distantes, carregam consigo o orgulho de serem portugueses. Que esta seja uma eleição que não marque um retrocesso, mas sim um passo firme em direção a um futuro promissor, onde Portugal, impulsionado pela união de todos os seus filhos, continue a brilhar no palco internacional.
Tiago Silva
Restaurante da Escola de Turismo e Hotelaria de Seia reabre no Carnaval
O restaurante “A Escola” volta a abrir portas no segundo semestre e o seu propósito mantém-se: servir de laboratório para os alunos da Escola Superior de Turismo e Hotelaria do IPG e fazer as delícias da população de Seia, dos estudantes e dos docentes do Politécnico da Guarda.
A Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia vai reabrir às quartas-feiras o seu restaurante “A Escola” após a pausa letiva do Carnaval. A “Gastronomia Internacional” e os “Novos Sistemas de Restauração” vão preencher os menus do restaurante desta escola do Instituto Politécnico da Guarda – IPG.
O serviço será inteiramente assegurado por estudantes do IPG em Seia, sob a supervisão de professores, num espaço que reproduz o ambiente de um restaurante convencional. A ementa será mudada semanalmente, apresentando neste semestre de 2024 menus de países como a Ucrânia, Turquia, Itália, França, Espanha e Marrocos. Abordará ainda a gastronomia asiática e o churrasco coreano.
A disciplina de “Gastronomia Internacional” procura que os alunos do primeiro ano explorem técnicas, produtos, sabores e culturas de outras partes do mundo. No segundo ano “a ideia é que que os alunos sejam mais autónomos e consigam, não só pesquisar as receitas, como terem já uma voz crítica sobre as diferentes cozinhas”, afirma o chef Rui Cerveira (na foto), docente do IPG e responsável pelo restaurante “A Escola”.
Segundo Rui Cerveira, “esta é uma etapa de transição do ‘fazer o que o chefe manda’ no primeiro ano e em parte do segundo ano, para o ‘pesquisar, analisar, pensar e implementar’, sempre sob supervisão do chef, mas já com maior autonomia e perceção do que é o trabalho na cozinha”. O restaurante “A Escola” veio criar a possibilidade de, num ambiente real de trabalho, os estudantes poderem preparar a sua entrada no mercado profissional, uma vez que têm a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos em várias unidades curriculares e de adquirir competências e experiência em áreas como a cozinha, a preparação de uma sala e em várias técnicas de servir.
A escolha dos menus e a confeção de todos os pratos é assegurada pelos estudantes da licenciatura em Restauração e Catering e do Curso Técnico Superior Profissional (CTeSP) de Cozinha e Produção Alimentar. Já o serviço de sala fica a cargo dos alunos das licenciaturas em Restauração e Catering e Gestão Hoteleira.
As propostas quinzenais dos “Novos Sistemas de Restauração”
Na disciplina “Novos Sistemas de Restauração” o objetivo é diferente, porque os estudantes estão no último semestre do terceiro ano do curso: pretende-se que, ao mesmo tempo que aprendem a parte científica e mais técnica da cozinha, abordem também as novas tendências do mercado. Neste caso as propostas são quinzenais, uma vez que requerem um trabalho de preparação e confeção mais meticuloso.
Os novos sistemas de restauração aplicados irão ser os seguintes: Foraging, Germinados, Desidratados, Sous Vide, Cozinha de Emoções, Smart Food, Fumados, Cozinha Molecular, Fermentados, Slow food, Nova Cozinha Vegetariana, Insetos e Proteína Animal Free.
Segundo o chef Rui Cerveira, “estas aulas são fundamentais para os alunos, pois permitem-lhes muitas vezes o primeiro contacto com equipamentos profissionais, como rooners, pistolas de fumo, ou, em certos casos, um simples sifão”. Para além disso, os estudantes têm a oportunidade de trabalharem num esquema profissional com diferentes métodos e diferentes cozinhas, o que lhes permite ter uma ideia do que gostariam de seguir: a cozinha tradicional portuguesa, a parte dos grupos e eventos (disciplina de banqueting e catering) ou o fine dining. Esta disciplina ajuda os alunos a alargar os horizontes e a avaliação final a que são submetidos engloba todas as aprendizagens adquiridas ao longo do curso.
O restaurante “A Escola” vai funcionar todas as quartas-feiras ao almoço, entre as 12h30 e as 14h00, e ao jantar mediante marcação prévia.
Senenese António Rodrigues homenageado pelo Instituto Politécnico da Guarda (IPG)
Cerimónia comemorativa contou com a presença do presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva
O Instituto Politécnico da Guarda concedeu ao senense António Rodrigues, um Certificado de Mérito pela sua participação nos Campeonatos Nacionais Universitários de Atletismo na prova de 400m barreiras, tendo alcançado o 3º lugar (Bronze), no ano letivo 2022/2023.
O ex-atleta de alta competição, que representou o Sporting Clube de Portugal e o Sport Lisboa e Benfica, ingressou no curso de Turismo e Lazer em 2020 e terminou a Licenciatura em 2023, na Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia.
Na cerimónia, Joaquim Brigas, presidente do IPG, salientou que “as instituições como o Politécnico da Guarda tornaram-se, não só em símbolos identitários das respetivas cidades e territórios, mas, também, nas suas principais fontes de atração de jovens, de fixação de população qualificada e de ligação ao tecido empresarial, às instituições sociais e aos produtores de cultura”.
O presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, afirmou que “o ensino politécnico traz conhecimento, talento, juventude, proximidade e valorização do território”, realçando que estas instituições de ensino superior “são a força motriz em várias cidades médias do país, aquilo que fez mexer, que preserva recursos e que capta pessoas”. Referiu, ainda, a importância e responsabilidade de manter estes alunos na região por partes organismo locais.
Muitos parabéns António Rodrigues!



