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Santa Marinha, São Martinho, Seia, São Romão e Lapa dos Dinheiros. As cinco novas freguesias do concelho de Seia

O parlamento aprovou esta sexta-feira a desagregação de 135 uniões de freguesias que vão dar lugar a 302 novas freguesias. 

A Iniciativa Liberal foi o único partido que votou contra, o Chega absteve-se e todos os outros votaram a favor.

No concelho de Seia vão ser extintas as Uniões de Freguesias de Santa Marinha e São Martinho, bem como de Seia, São Romão e Lapa dos Dinheiros que ficará com mais cinco freguesias face a 2013.

Em declarações ao JSM, o presidente da União de Freguesias de Santa Marinha e São Martinho, Rafael Abreu, referiu que “Santa Marinha e São Martinho continuam a ter luz verde para que se possam tornar Freguesias independentes nas próximas eleições autárquicas agendadas para o mês de setembro ou outubro de 2025.”

O atual presidente da União das Freguesias de Santa Marinha e São Martinho, tem acompanhado todo o processo em articulação com a Câmara Municipal de Seia, tendo, no dia de ontem, estado presentes na Assembleia da República para acompanhar a votação final.

Rafael Abreu, refere que se respeitou a opinião da maioria dos cidadãos desta União das Freguesias. “Cumpre agora aguardar pela homologação da lei e continuar a trabalhar até nova organização dos territórios”, frisou.

Segundo o projeto de lei, subscrito pelo PSD, PS, BE, PCP, Livre e PAN, nos próximos meses existirá um trabalho intenso para preparar a reposição das freguesias a tempo de serem incluídas nas próximas eleições autárquicas, previstas para setembro ou outubro deste ano.

 A proposta estabelece que serão criadas Comissões de Instalação das novas freguesias e ainda Comissões de Extinção das atuais Uniões de Freguesia.

Os executivos atualmente em exercício vão manter-se em funções até à realização das próximas eleições autárquicas. Caso seja aprovada pela Assembleia da República, a proposta tem de ser promulgada pelo Presidente da República e ser publicada até seis meses antes das autárquicas.

“Louça de Barro de Paranhos da Beira e Carvalhal da Louça” no Registo Nacional de Produções Artesanais Tradicionais Certificadas

 O Rancho Folclórico de Paranhos da Beira apresentou junto do Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP, I. P.) o pedido de registo da produção tradicional “Louça de Barro de Paranhos da Beira e Carvalhal da Louça” no Registo Nacional de Produções Artesanais Tradicionais Certificadas, o qual mereceu o parecer positivo da Comissão Consultiva para a Certificação de Produções Artesanais Tradicionais.

O despacho, publicado no dia 14 de Janeiro, em Diário da República, refere que “é aprovada a inclusão da produção tradicional ‘Louça de Barro de Paranhos da Beira e Carvalhal da Louça’ no Registo Nacional de Produções Artesanais Tradicionais Certificadas, sendo titular do registo, enquanto entidade promotora, o Rancho Folclórico de Paranhos da Beira”.

O mesmo despacho adianta que a entidade promotora deverá agora “proceder ao registo da denominação da produção, sob a forma de indicação geográfica, junto do Instituto Nacional da Propriedade Industrial”.

A olaria de Paranhos da Beira e Carvalhal da Louça distingue-se dos restantes centros oleiros nacionais, principalmente, a partir das tipologias de peças produzidas, de forma análoga, ao longo de, pelo menos, cem anos, conforme os exemplos expostos no Centro Museológico de Paranhos da Beira e que se encontram discriminados no caderno de especificações.

As primeiras evidências documentais relativas à existência de oleiros em Paranhos da Beira surgem nos registos paroquiais, datados da segunda metade do século XIX. O primeiro assento de batismo da paróquia de São Martinho de Paranhos, de dezembro 1859, diz respeito a “Joze d’Almeida Salgado, solteiro, oleiro, do logar do Hospital”. Considerando o conjunto de registos paroquiais de dezembro de 1859 a dezembro de 1864, verifica-se a existência de um número bastante significativo de oleiros: cerca de 65 para uma população total da freguesia de 2127 habitantes. Dos dados levantados, encontraram-se cerca de 25 oleiros em Carvalhal, 16 em Hospital, 2 em Paranhos de Baixo e 22 em Paranhos de Cima, constituindo, como tal, a olaria uma das atividades económicas mais praticadas de acordo com a documentação consultada.

A Sociedade Musical Estrela da Beira (SMEB), de Santa Marinha, vai realizar as já tradicionais Migas dos Reis

O evento está agendado para domingo, dia 26 de janeiro, a partir das 12h30m, em formato misto (almoço na antiga padaria, junto à sede da banda, ou take-away) e tem um valor de 13€.

Inscrições através do número 962 073 818.

Crianças do distrito da Guarda mais saudáveis. “Heróis da Fruta” aumentam consumo diário de frutas e hortícolas em 40% nas escolas

Na amostra do distrito da Guarda, foram analisados dados de 108 crianças entre os 3-11 anos de idade de 4 estabelecimentos de ensino, nomeadamente dos municípios de Fornos de Algodres (88 crianças) e Seia (20).

Aumentar o consumo diário de fruta e hortícolas nas crianças em idade pré-escolar e de 1º ciclo do ensino básico é o principal objetivo do desafio “Heróis da Fruta” promovido pela Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) que conta com o apoio principal da ALDI e dos parceiros Blédina e Maçã de Alcobaça.  A monitorização desta iniciativa é feita anualmente pelo Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (ISAMB-FMUL).

Na avaliação da última edição dos ‘Heróis da Fruta’, verificou-se um aumento de 40,0% no consumo diário de frutas e hortícolas entre as crianças do distrito da Guarda que participaram na iniciativa. Esta é uma das conclusões do relatório da 13.ª edição da iniciativa ‘Heróis da Fruta’ e os dados apresentados são baseados no autorrelato dos professores responsáveis pela implementação do desafio nas escolas. Na amostra do distrito da Guarda, foram analisados dados de 108 crianças entre os 3-11 anos de idade de 4 estabelecimentos de ensino, nomeadamente dos municípios de Fornos de Algodres (88 crianças) e Seia (20).

Segundo Raquel Martins, nutricionista e investigadora no ISAMB-FMUL, “estes resultados apontam para a importância de intervenções de promoção do consumo de frutas e hortícolas dirigidas a crianças (e às suas famílias), além da disponibilização gratuita destes alimentos como estratégia promotora do consumo. A oferta, por si só, não é suficiente para garantir o aumento do consumo. A promoção de hábitos alimentares promotores de saúde deve ser feita  através de intervenções de fácil implementação em contexto escolar – como é o caso dos ‘Heróis da Fruta’. Os dados analisados mostram que esta intervenção cria um ambiente favorável para promover comportamentos de saúde, quer pela oportunidade de os educadores influenciarem positivamente os alunos, facilitando a construção de hábitos alimentares saudáveis, quer pela capacidade de alcançar toda a comunidade escolar, incluindo os encarregados de educação”.

Consumo diário de frutas e hortícolas nas escolas da Guarda

Em média 41,7% das crianças do distrito da Guarda que participaram na 13.ª edição do desafio escolar ‘Heróis da Fruta’ experimentaram pela primeira vez alguma fruta ou hortícola.

Para além da fruta: lancheiras escolares cada vez mais saudáveis

No distrito da Guarda, no final da intervenção “Heróis da Fruta” no passado ano letivo, em média 79,3% das crianças levavam diariamente alimentos mais nutritivos na lancheira para comer na escola.

Mário Silva, presidente da APCOI, afirma que “Estes resultados reafirmam, mais uma vez, os efeitos muito positivos do método Heróis da Fruta que desde 2011 tem dado contributos significativos para a melhoria do estado nutricional das crianças em Portugal e para a prevenção de doenças crónicas como a diabetes e a obesidade. Um sucesso que só é possível alcançar graças ao envolvimento de todos os parceiros que apoiam esta iniciativa. A nova edição do desafio escolar Heróis da Fruta que arrancou esta semanana oficialmente em 1.481 estabelecimentos de ensino de todas as regiões e distritos do país e volta a contar com o apoio principal da ALDI e a parceria da Blédina e da Maçã de Alcobaça.”

Centro Interpretativo da Ovelha Serra da Estrela, em Santa Marinha. Um espaço com alma, onde pastores e ovelhas Serra da Estrela recebem uma justa homenagem

Inaugurado há um ano, o Centro Interpretativo da Ovelha Serra da Estrela (CIOSE), situado na vila de Santa Marinha (Seia), tem como missão preservar, divulgar e valorizar a raça autóctone Ovelha Serra da Estrela e, ao mesmo tempo, homenagear os pastores da região serrana. Um espaço grandioso que disponibiliza um acervo muito interessante. Entre as várias peças aqui expostas, destaque para duas: uma Ovelha Serra da Estrela à escala real, elaborada em filigrana portuguesa e um Cálice em talha dourada de escala considerável, com a inscrição no interior dos nomes de 241 pastores. “Todas estas peças são originais e foram idealizadas pela equipa do Grupo O Valor do Tempo, com um espírito de total empenho, dedicação e muita crença”, refere, em entrevista, Luís Ferreira, diretor geral do CIOSE.

Jornal de Santa Marinha (JSM): Há um ano, mais precisamente a 8 de dezembro de 2023, foi inaugurado, na vila de Santa Marinha, o Centro Interpretativo da Ovelha Serra da Estrela (CIOSE). Como e por que razão surgiu a ideia de um Centro desta natureza em Santa Marinha? Luís Ferreira (LF): Considero ser importante efetuar, primeiro, um enquadramento mais abrangente referindo que o Centro Interpretativo da Ovelha Serra da Estrela é mais um dos projetos desenvolvidos pelo Grupo “O Valor do Tempo”, que detém mais outros espaços, como o Museu Nacional do Pão, A Brasileira do Chiado, a Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau, O Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa e a Joalharia do Carmo, entre outros. Apesar de conceitos e espaços diferentes entre si têm uma forte ligação subjacente à matriz identitária do Grupo e que podemos reconhecer em três eixos: primeiro a paixão por Portugal e a obsessão de valorizar o Património Cultural Português, convertendo preciosidades históricas em experiências icónicas, em espaços plenos de História e Magia; depois a implementação de um novo modelo de economia social focada no respeito pela condição humana e com a missão de democratizar o acesso à cultura, dando primazia às pessoas e à história, conjugando com a economia em beneficio mútuo e, por último, a coragem em conseguir materializar esta nossa crença na defesa e valorização da origem e autenticidade da nossa História. Nesse sentido, o lançamento do Centro Interpretativo acaba por ser uma consequência natural do que o Grupo tem feito nas últimas décadas na região, com a criação do Museu Nacional do Pão, em 2002, da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau com Queijo Serra da Estrela DOP, em 2015, e outras tantas iniciativas. Identificada a importância que o Pastor e esta raça autóctone tem na etnografia da nossa região, decidimos instalar o Centro Interpretativo com a missão de preservar, divulgar e valorizar esta raça, a sua importância económica, histórica e cultural nesta região. Desta forma, o Centro procura que esta atividade e tradição, que é o elemento mais forte que a região tem, perdure eternamente. O espaço acaba, assim, por homenagear os pastores onde aqui podem encontrar a sua casa, onde se reveem e se identificam com o seu dia-a-dia e onde as ovelhas são uma extensão de si mesmo. O local, Santa Marinha, surge naturalmente, por ser uma das freguesias que, historicamente, sempre teve e tem mais rebanhos, rota económica importante da agricultura, pastorícia e da lã desde o tempo dos romanos, e parte integrante do Concelho de Seia, que nos viu nascer há mais de 25 anos.

JSM: O Centro está situado num edifício icónico, com história…

LF: É verdade, foi uma coincidência feliz termos conseguido adquirir este edifício, que data do Séc. XVIII, que já foi Casa da Câmara e Cadeia e, ainda, Tribunal, inserido na Praça do Pelourinho de Santa Marinha, praça que é classificada como imóvel de interesse público. Entendia-se que, para instalar o Centro Interpretativo, tínhamos de encontrar um imóvel e local que fizesse também justiça à nobreza do projeto e a todo o pensamento que está vamos a desenvolver para o efeito, nomeadamente, muito respeito pelos pastores e, nesse sentido, fomos felizes.

JSM: Ao falarmos no CIOSE, temos de, inevitavelmente, falar do Museu de Pão de Seia, um Museu que anualmente recebe milhares de visitantes. Quem visita o Museu, visita o CIOSE?

LF: Naturalmente que sim. Foi no Museu Nacional do Pão que tudo começou, pensado desde 1998 e aberto ao público em setembro de 2002. É o nosso conforto emocional, onde regressamos, sucessivamente, para nos inspirarmos e reforçarmos a certeza de acreditar que tudo é possível. O Museu Nacional do Pão já recebeu, aproximadamente, dois milhões de visitantes, feito notável, sendo uma das maiores referências museológicas de Portugal e o maior complexo dedicado ao tema em todo o mundo. Atendendo à experiência adquirida pela equipa museológica foi fácil perceber que tínhamos aqui a oportunidade de coincidir as duas realidades e que o Museu do Pão, nesta fase inicial, poderia ser um apontamento importante para direcionarmos visitantes para Santa Marinha, trabalho que tem vindo a ser efetuado. Notar, também, que os dois temas, a atividade de pastoreio e o pão, são muito impactantes na nossa região e que se ligam por estarem na base da atividade agrícola. Assim, muitas das visitas ao Centro Interpretativo têm origem no Museu do Pão, atendendo que quem visita este tem, também, acesso livre ao Centro da Ovelha Serra da Estrela.

JSM: Após um ano de existência, quantas visitas já recebeu o CIOSE?

LF: É com muito orgulho que afirmamos que, neste primeiro ano de existência, já ultrapassámos, há algum tempo, os dois milhares de visitantes, de onde se destacam, maioritariamente, os portugueses, e que mais de 90% das visitas são efetuadas em contexto familiar atravessando, por vezes, três gerações. Esta caracterização dos visitantes que recebemos é muito importante para o Centro Interpretativo, porque é uma oportunidade de passarmos aos mais novos a importância deste património cultural que, por vezes, é reforçado oralmente por um familiar mais velho que já foi pastor, criando, dessa forma, memórias futuras nas gerações mais novas.

JSM: O que é que os visitantes podem encontrar neste espaço?

LF: O Centro Interpretativo da Ovelha Serra da Estrela está dividido em três salas expositivas: no piso de entrada, o tema desenvolvido está centrado na Ovelha Serra da Estrela; o piso intermémédio está dedicado ao ciclo da lã e, por último, temos uma sala dedicada ao Pastor e à sua atividade. Diria que o Centro Interpretativo disponibiliza um acervo muito interessante e um conjunto de momentos de experiências sensoriais que estimulam os sentidos e nos aproximam ao tema do pastoreio, acompanhados de informação técnico-científica para que os nossos visitantes obtenham conteúdo que lhes permita compreender a importância desta atividade para a região e para o país. De entre todas as peças que temos presente no Centro Interpretativo, eu destacaria, então, três: à entrada uma obra de arte personalizada numa Ovelha Serra da Estrela à escala real, elaborada em filigrana portuguesa certificada, com 110 cm, 15kg de prata dourada, trabalhada com fio torcido, com mais de sessenta mil soldaduras que simulam a lã. Um trabalho colaborativo que envolveu 17 artesãos, entre mestres filigraneiros, ourives e enchedeiras e que levou mais de três mil e quinhentas horas para concluir; depois, um Cálice em talha dourada de escala considerável, com a inscrição no interior dos nomes dos 241 pastores que estão registados no Livro Genealógico da raça ovina Serra da Estrela. E, por último, temos, ao longo das três salas, um conjunto de Tapetes de Arraiolos, originais, que simbolizam o ciclo económico da Ovelha Serra da Estrela e que foram trabalhados com a lã Serra da Estrela. A intenção de apresentar a Lã em forma de Tapete de Arraiolos é o resultado do compromisso assumido pelo Grupo “O Valor do Tempo” que, desde 2021, compra a totalidade da Lã de Ovelha Serra da Estrela. Todas estas peças são originais e foram idealizadas pela equipa do Grupo “O Valor do Tempo”, com um espírito de total empenho, dedicação e muita crença.

Uma das observações mais recorrentes deixada pelos nossos visitantes é que “O Centro Interpretativo tem alma, apetece ficar…” e esse facto é um orgulho enorme para todos.

Portanto, pode constatar-se que tudo o que fazemos tem como propósito dignificar e valorizar a nossa História e as respetivas pessoas que a constroem, todos os dias. E foi por isso que, desde 2020, decidimos valorizar o leite de Ovelha Serra da Estrela e a Lã Serra da Estrela em mais de 100%, e que, para o primeiro trimestre de 2025, na rua das Flores, Porto, vamos proceder à abertura de um espaço de Artes e Ofícios dedicado à Lã Serra da Estrela com um atelier de tapetes de arraiolos onde vai ser possível, aos nossos visitantes, conhecer a história, comprar e observar as bordadeiras a elaborar estas peças de arte. Para terem mais informação sobre o Centro, desde conteúdos a horários, aconselho a visitarem o website em www.ovelhaserra daestrela.pt

Festa do Zezé do Cinema. O Cineclube de Seia vai promover no próximo dia 25 de janeiro, uma festa dedicada ao percurso do Zezé do Cinema.

O José Guilherme foi um dos fundadores do Cineclube de Seia, criado em 2015, na altura, designado 7a. Sena, integrado na Associação de Arte e Imagem, coletividade de que também é fundador. 

A sua imagem está também associada à sua atividade profissional enquanto projecionista do cinema de Seia há mais de três décadas. Pelas suas mãos passaram milhares de quilómetros de fita, a rolar nas bobines da cabine de projeção. Atualmente é também o único elemento que se mantém desde o início do CineEco em 1995, a trabalhar como profissional no festival. 

A festa vai decorrer no restaurante da Quinta do Crestelo, num jantar com várias surpresas e animação, incluindo uma sessão com DJ LOPEZ, e está aberto a todos os interessados que se podem inscrever-se até dia 19 de janeiro, por e-mail: hello@aais.pt ou por telm. 962 205 049

O custo da inscrição é de 20 senas, que será pago na entrada para a festa.

Da Torre até à Nazaré. Terra de Gigantes Ultramarathon decorre de 16 a 19 de janeiro


O desafio de atravessar Portugal de este a oeste, do ponto mais alto de Portugal Continental (Torre), até à praia das maiores ondas do mundo (Nazaré) é, necessariamente, para gigantes. Os atletas do evento Terra de Gigantes vão percorrer, de 16 a 19 de janeiro, 303 quilómetros, entre a Serra da Estrela e a Nazaré.
A ultramaratona Terra de Gigantes une o ponto mais alto de Portugal Continental ao Oceano Atlântico entre trilhos sinuosos, perante condições adversas, durante o tempo máximo de 74 horas.
Os participantes vão percorrer esta distância em auto-suficiência, guiados unicamente por GPS, num traçado difícil onde vão encontrar caminhos florestais, estradas, asfaltos, subidas longas e descidas dolorosas, frio, nevoeiro e, quem sabe, neve e gelo.
O Terra de Gigantes passará ainda bonitas Aldeias do Xisto na Lousã, por Ansião, Alvaiázere, Ourém, Porto de Mós e Alcobaça.
Esta é uma coorganização da Horizontes Turismo Desportivo e Viagens e a Associação Interior Convida.

Sporting Clube Travancinha apresentou equipa de DownHill para 2025

O Sporting Clube Travancinha apresentou, no passado dia 4 de janeiro, durante os festejos do seu 89° Aniversário, a sua Equipa DownHill, ocasião que serviu, também, para dar a conhcer o novo equipamento e patrocinadores.

Na elite Feminina foram apresentadas Joana Nunes (Oliveira do Hospital), campeã nacional de Sub-23 e Rita Barbosa (Braga), vice-campeã nacional.

Em representação da elite masculina estará Daniel Ferrão (Seia) e Rodrigo Marques (Mangualde).

Na equipa Sub-15, será o atleta Martin Ferreira (Guimarães) a representar o clube.

Em Sub-23, a equipa será composta pelos atletas Mauro Cruz (Mortágua) e Tiago Fernandes (Guimarães).

José Nunes (Oliveira do Hospital) e Bruno Oliveira (Seia) fazem parte da equipa Master 30; em Master 35 foram apresentados os atletas Hélder Borges (Travancinha) e Filipe Silva (Figueira da Foz) e, em Master 40, Rodrigo Gomes (Folhadosa).

António Rodrigues (Viseu), que no ano passado conquistou cinco títulos de vice-campeão nacional, Taça de Portugal e foi campeão da Beira Alta, continua na equipa em Master 60.

Serão estes os atletas que vão representar o Sporting Clube Travancinha no Campeonato Nacional, Taça de Portugal e Campeonatos Regionais Beira Alta, Beira Litoral e Minho, nas Modalidades de DownHill, DownHill Urbano, Enduro e Maratonas, representando, assim, o concelho de Seia nestas provas organizadas pela Federação Portuguesa de Cicilismo.

Concurso de ideias em homenagem às Mulheres Queijeiras da Serra da Estrela

A Rede de Aldeias de Montanha está à procura de ideias criativas que elevem o propósito de homenagear uma das mais importantes e simbólicas comunidades da matriz social e cultural do território, as Queijeiras da Serra da Estrela, as grandes Guardiãs da Montanha. Este concurso pretende identificar uma ideia/obra artística que deverá ser materializada e que constitua uma representação simbólica de evocação e homenagem a estas Mulheres, muitas das vezes queijeiras e pastoras. Este primeiro concurso de ideias está aberto a todos os interessados (nacionais ou internacionais) que pretendam desenvolver uma intervenção artística no espaço público a começar no município da Guarda. A ideia é, a curto prazo, alargar o concurso a outras cidades do território.

A obra não poderá estar dissociada do projeto Queijeiras e do propósito deste projeto, promovido desde 2021 pela ADIRAM – Associação de Desenvolvimento Integrado da Rede de Aldeias de Montanha em parceria com nove municípios que integram a Rede, e que tem como propósito o empoderamento, dando visibilidade, capacitação e voz a estas mulheres responsáveis pela perpetuação de um dos produtos mais genuínos e tradicionais da região, contribuindo para a economia local e coesão social. 

As propostas poderão ser enviadas até ao dia 31 de janeiro para o e-mail: queijeiras@aldeiasdemontanha.pt; por correio ou entregue em mãos na Estrutura Técnica da Rede de Aldeias de Montanha, a funcionar no Centro de Interpretação da Serra da Estrela. O júri é composto por um elemento do Município da Guarda, que preside ao Júri e que possui voto de qualidade; Célia Gonçalves, Secretária Executiva da Rede de Aldeias de Montanha- ADIRAM; um elemento do corpo docente de design da Universidade da Beira Interior e outro do Animação Socio Cultural do Instituto Politécnico da Guarda; e ainda, a convite da ADIRAM, no júri integra ainda Ana Melo, investigadora na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa.

projeto vencedor será anunciado no dia 6 de fevereiro. À obra artística selecionada será atribuído o valor de 9.225 mil euros para a sua execução, mediante procedimento de Contratação pública.

Este primeiro projeto artístico de homenagem às Guardiãs da Montanha e do saber-fazer do Queijo Serra da Estrela habitará um espaço público selecionado pelo município da Guarda, sendo que fará parte de um vasta Rede de Visitação Artística que começa agora a tomar forma. Cada cidade sede de concelho do Parque Natural da Serra da Estrela terá uma obra artística à qual será associado um marcador com touch-point e que, através do scan de um QRCode ou de outro marcador visual, será possível aceder à informação sobre o corpo artístico e a conteúdos multimédia sobre as histórias das Queijeiras que integram o Projeto e das suas Queijarias.

Este concurso, e posterior criação desta rota artística de homenagem às Mulheres Queijeirasestá enquadrado no Programa Transformar Turismo.

Consulta do regulamento do concurso emhttps://queijeiras.pt/wp-content/uploads/2025/01/Regulamento-Guarda-CALL4ARTIST.pdf

Projeto Queijeiras

As Queijeiras da Serra da Estrela são responsáveis por um dos produtos mais genuínos e tradicionais da região, o Queijo Serra da Estrela, um queijo reconhecido nacional e internacionalmente pela sua excelência. Este projeto, promovido pela ADIRAM – Associação de Desenvolvimento Integrado da Rede de Aldeias de Montanha, tem o propósito muito claro de ser um fator transformador nas vidas das Queijeiras. Empoderar, dar presença e voz a mulheres que, como tantas outras, por vezes são as heroínas “invisíveis” da nossa sociedade e da nossa cultura. É um Projeto para mulheres, concretizado por mulheres, que beneficia mais de 40 Queijeiras de 9 concelhos. Pretende também enaltecer e capacitar estas Mulheres, construindo um universo onde o saber-fazer das Queijeiras e a nobreza das matérias-primas naturais tão identitárias do território da Serra da Estrela e das Aldeias de Montanha – do burel, das ovelhas, do leite, do cardo – estão em permanente destaque.

Dois dias para observar aves invernantes na Serra da Estrela

O Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) e o CERVAS/Associação Aldeia promovem, nos dias 25 e 26 de janeiro, o 13.º workshop de Aves Invernantes da Serra da Estrela.

A iniciativa conta com a sua décima terceira edição e pretende posicionar a serra da Estrela como local privilegiado para a prática de birdwatching, em especial na época mais fria do ano.

A serra da Estrela representa um dos melhores locais em Portugal para observar algumas espécies de aves invernantes que noutras regiões do país são relativamente raras. Neste âmbito, o workshop dá a conhecer a diversidade de aves que ocorrem no inverno na região da serra da Estrela, as particularidades das migrações e das adaptações ao frio e à neve e alguns dos melhores locais da serra da Estrela para observar aves invernantes. Além disso, pretende-se suscitar o interesse e a sensibilidade pela observação regular de aves e pela conservação da avifauna e da natureza em Portugal.

Durante o curso haverá sessões teóricas, a decorrer no CISE, e várias saídas de campo para observação das espécies no seu habitat natural, nomeadamente em áreas agrícolas e zonas húmidas, ribeirinhas e de montanha. A componente prática tem como ponto de partida Seia e Gouveia e estende-se no dia seguinte aos planaltos mais elevados da serra da Estrela.

Os interessados em participar podem inscrever-se junto do CERVAS, pelo telefone 919 457 984 ou através do correio eletrónico cervas.pnse@gmail.com.