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Santa Casa da Misericórdia de Seia distinguida pela União das Misericórdias Portuguesas

A Santa Casa da Misericórdia de Seia foi hoje homenageada pela União das Misericórdias Portuguesas, no âmbito das X Jornadas de Museologia nas Misericórdias, que decorrem em Matosinhos.

A distinção teve como objetivo reconhecer todas as Misericórdias que, ao longo dos anos, acolheram as Jornadas de Museologia, contribuindo para a preservação e valorização do património das instituições. A Santa Casa da Misericórdia de Seia foi a anfitriã da 9.ª edição do evento, realizada em 2024, desempenhando um papel ativo na promoção da identidade e missão das Misericórdias.

Este reconhecimento destaca o compromisso da nossa Instituição com a divulgação da sua herança histórica e cultural, reafirmando o seu contributo na preservação da memória coletiva e no fortalecimento dos valores que orientam a sua ação social e comunitária.

Delegação da Associação Senense de Intercâmbios Culturais e Geminações (ASICG)  deslocou-se a Domfront

Dando continuidade à parceria estabelecida entre a Associação Senense de Intercâmbios Culturais e Geminações (ASICG) e a sua congénere ADEC, de Domfront, pequena cidade do norte de França geminada com Seia há cerca de quarenta anos, uma delegação da ASICG deslocou-se àquela cidade francesa, no final do passado mês de abril. Composta por elementos representantes de diversas instituições, associações e outras coletividades do concelho de Seia, o tempo da longa viagem foi aproveitado para se fazer uma análise retrospetiva do trabalho da associação. Lembrou-se o fundamento e a importância da sua constituição, as sinergias que se criaram com aquela região, que permitiram as visitas de delegações empresariais, associativas e coletividades, reforçando a ligação entre os dois municípios, com benefícios mútuos.

Foi a primeira vez que a maior parte dos elementos se deslocou àquela localidade e foi, também, a primeira que se efetuou esta viagem após a recente pandemia. Após a chegada, a comitiva foi separada e recebida por diversas famílias de acolhimento, com quem tiveram a oportunidade de confraternizar naquele fim de tarde.

O dia seguinte foi dedicado a percorrer diversas ruas e lugares da cidade que mantêm a originalidade da construção, as ruínas do seu antigo castelo, a Igreja dedicada a Saint Julien e o pavilhão desportivo que foi, recentemente, construído. A comitiva visitou, também, as instalações dos Bombeiros locais e em redor da sede, os visitantes puderam ver campos agrícolas verdejantes, com muito gado vacum, produtor de leite que dá origem ao famoso queijo “President”, produzido também numa unidade industrial local (há alguns anos visitada por uma delegação de empresários senenses), de onde saem diariamente centenas de milhares de unidades daquele queijo.

 As refeições foram transformadas em momentos de confraternização e divulgação das atividades das diversas coletividades, onde cada uma transmitiu as diferentes práticas, para enriquecimento mútuo.

Os dias que se seguiram permitiram conhecer alguns espaços da região, tais como, o Museu da Renda de Alençon, uma pequena aldeia onde abundavam atelieres de arte, a cidade termal de Bagnoles, o cemitério alemão, uma das praias do “Desembarque na Normandia na 2ª Guerra Mundial” e o Monte Saint Michel, local icónico da história de França.

Na manhã do último dia foi feita uma visita ao cemitério de Domfront, onde se lembraram os elementos das duas associações já falecidos.

De seguida houve uma receção oficial no edifício da Câmara. Numa das suas salas sobressaem duas vitrines, repletas de lembranças e galhardetes enviados pela Câmara e pelas associações senenses ao longo dos anos.

O presidente da edilidade agradeceu a presença da delegação senense e enalteceu o trabalho desenvolvido pelas duas associações em prol da defesa e difusão da cultura e dos valores da fraternidade entre povos.

A presidente da ADEC também agradeceu a presença de todos, elogiou o trabalho dos seus colegas e a vontade de manter este vínculo com Seia.

A delegação senense agradeceu o acolhimento de que foi alvo e “o empenho dos amigos franceses que proporcionaram momentos tão agradáveis” e associou-se às palavras do presidente do Município, no que diz respeito à valorização das trocas culturais como forma de “manter as fronteiras abertas”. Endereçou, igualmente, um convite à associação francesa para uma visita a Seia e a disponibilidade para acolher associações de Domfront que aqui se desloquem.

No final deste intercâmbio houve a troca de lembranças das associações e dos municípios representados, antecedendo o almoço e o regresso a Seia.

Vila Nova de Foz Côa – Resgate de 70 cães em canil ilegal

O Comando Territorial da Guarda, através do Núcleo de Investigação de Crimes e Contraordenações Ambientais (NICCOA), em colaboração com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), resgatou, esta manhã, dia 30 de maio, 70 cães de um canil sem condições higieno-sanitárias e de habitabilidade, no concelho de Vila Nova de Foz Côa.

No âmbito de uma investigação sobre maus-tratos a animais de companhia, os militares da Guarda deram cumprimento a uma ação de resgate no canil, tendo sido detetados 70 cães alojados em instalações sem condições de salubridade, sem cuidados veterinários adequados e sem capacidade para albergar tal número de animais.

Na sequência desta operação, foi determinado o resgate e encaminhamento dos animais para associações de acolhimento, bem como o encerramento do canil, por falta de licenciamento, através do ICNF.

Os factos foram remetidos para o Tribunal Judicial de Vila Nova de Foz Côa.

A Guarda Nacional Republicana recorda que o crime de maus-tratos a animais de companhia é punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa, nos termos do artigo 387.º do Código Penal.

A GNR, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), tem como prioridade diária a proteção dos animais, apelando à denúncia de situações de maus-tratos ou abandono. Para o efeito, poderá ser utilizada a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520), disponível 24 horas por dia para denúncia de infrações ou esclarecimento de dúvidas.

Pinhel – Resgate de coruja-das-torres

O Comando Territorial da Guarda, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da Guarda, resgatou, no passado dia 27, uma coruja-das-torres (Tyto alba), no concelho de Pinhel.

Na sequência de um alerta de um popular, que reportou a presença de uma ave ferida nas imediações de uma zona residencial, situada na localidade de Pínzio, os elementos do SEPNA deslocaram-se ao local e procederam ao seu resgate. Após a recolha, a ave foi transportada para o Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS), em Gouveia, com vista à sua recuperação e posterior libertação no habitat natural.

A Guarda Nacional Republicana, através do Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), tem como preocupação diária a proteção dos animais, apelando à denúncia de eventuais situações de maus-tratos ou abandono. Para o efeito, poderá ser utilizada a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) funcionando em permanência para a denúncia de infrações ou esclarecimento de dúvidas.

De 25 a 27 de julho – Gouveia recebe a 11º edição da Romaria Cultural

A 11ª edição da Romaria Cultural em Gouveia, que terá lugar de 25 a 27 de julho, será mais um fim-de-semana de artes em diálogo, no qual se destacam: o concerto de Al-Qasar, que trará o seu arabian fuzz e canções situadas entre o pop ocidental e o folk árabe; o espetáculo “Corpo Cru”, inspirado na obra do poeta João Damasceno, com participação do ator Miguel Borges, do seu irmão Rui Damasceno e dos músicos Hugo Inácio, Ricardo Brito, Gonçalo Parreirão e Samuel Peruzzolo; a antestreia de “Mare Nostrum” da Sociedade Musical Gouveense, um dia antes de o levarem à Casa da Música do Porto; o concerto de Royal Bermuda, dupla de guitarras clássicas de André Parafina e Diogo Esparteiro, que trauteiam “cânticos de almas perdidas”, que tanto “deambulam por searas douradas, como naufragam em eternas raízes”.

A Romaria Cultural 2025 voltará para a sua 11a edição nos dias 25, 26 e 27 de julho e trará as artes para as ruas, jardins, anfiteatros e miradouros do centro de Gouveia, convidando cada um a escolher a sua romaria.

Com uma programação multidisciplinar e de acesso gratuito, esta 11ª edição voltará a distribuir dezenas de espetáculos e iniciativas de proximidade, maioritariamente ao ar livre, explorando uma diversidade de locais de que a cidade dispõe e que combinam um contexto urbano com uma ligação simbiótica à natureza.

Como espetáculos já confirmados, a noite do primeiro dia (25 de julho) receberá a criação resultante de uma residência pensada a partir do livro autobiográfico “Corpo Cru”, de João Damasceno, que fará uma ponte entre os textos e a vida do poeta coimbrense, pela mão do ator Miguel Borges, do seu irmão Rui Damasceno e dos músicos Hugo Inácio, Ricardo Brito, Gonçalo Parreirão e Samuel Peruzzolo. Sobem em seguida ao mesmo palco – o mítico Anfiteatro da Cerca – os Al-Qasar, com o seu arabian fuzz e destaque garantido do seu segundo álbum – “Uncovered” (2024) – que tem canções situadas entre o pop ocidental e o folk árabe, nas quais culturas colidem e o som é estrondoso.

O sábado, dia 26, voltará a incorporar na programação criações artísticas de associações culturais locais, caso da antestreia de “Mare Nostrum” da Sociedade Musical Gouveense, um dia antes de o levarem à Casa da Música do Porto. Durante a tarde, será possível disfrutar de música eletrónica no jardim, visitar exposições de artes visuais e multimédia na presença dos seus criadores – uma das quais resulta da receção do projeto “As Peças que Faltam” da Associação Artística Terceira Pessoa –, colaborar em oficinas e assistir a concertos e performances programados em locais informais, portanto circular e permanecer, com um ritmo propício ao diálogo e à inspiração.

No dia 27, momentos antes da Recriação da Romaria Tradicional ao Calvário, atividade que empresta o nome ao festival e regressa sempre carregada de nostalgia e a pedir contemplação, Royal Bermuda atuam na Praça de S. Pedro e centrarão a sua música na dupla de guitarras clássicas de André Parafina e Diogo Esparteiro, que trauteiam “cânticos de almas perdidas”, que tanto “deambulam por searas douradas, como naufragam em eternas raízes”.

Ao longo do fim-de-semana, salientam-se ainda: iniciativas itinerantes e de ligação à natureza organizadas em parceria com o CERVAS, tais como um passeio biointerpretativo com tempo para parar e pintar a fauna e a flora observadas, a oficina “Os Bichos da Noite” (que causou sensação na edição de 2024).

A programação, que está a ser ultimada, continuará a ser de espírito comunitário e desafia todos os romeiros a passarem os dias 25 a 27 de julho na encosta única que a cidade de Gouveia ocupa, usufruindo de uma Romaria Cultural de acesso totalmente gratuito.

Sobre a GO Romaria – Associação Cultural Gouveense

A GO Romaria é uma associação sem fins lucrativos que tem como objetivo a promoção de projetos artísticos e culturais integrados na realidade social e cultural da região da Serra da Estrela, bem como a promoção do concelho de Gouveia, através de estratégias de valorização do património natural, cultural e gastronómico, traduzidas pela inclusão da população em processos de recuperação e divulgação da memória e tradições locais.

A estreita colaboração com as associações culturais e artistas locais, dotando-os de um canal de comunicação para a divulgação e projeção dos seus trabalhos, tem sido uma das linhas de ação da associação, materializando esta colaboração em diversas atividades ao longo do ano, sendo a maior delas a Romaria Cultural, um fim-de-semana cultural multidisciplinar, a acontecer habitualmente no último fim de semana de julho.

Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar promove 1.º Encontro da Glocalidade, na Guarda

O auditório do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) vai acolher, no próximo sábado, 31 de maio, a partir das 9 horas, o 1.º Encontro da Glocalidade, da Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar (USF-AN).

Este será o primeiro evento da USF-AN no distrito da Guarda e marca um momento simbólico de proximidade, diálogo e construção conjunta de soluções para os Cuidados de Saúde Primários (CSP) nas regiões do interior.

O 1.º Encontro da Glocalidade vai reunir profissionais, decisores e comunidade para refletir sobre a integração entre conhecimento global e práticas locais, colocando em destaque os desafios e oportunidades sentidos nos territórios mais rurais.

Durante este dia de trabalho e partilha, irão ser abordados diversos temas tais como: “O que acontece quando aplicamos o melhor da evidência global (USF) ao contexto local (ULS)?”; “Como apoiar as equipas nos territórios mais rurais?”; “A lei geral está adaptada à realidade local?”; “Como garantir a equidade de oportunidades entre regiões?”

Segundo esta Associação, “este encontro reforça a missão da USF-AN de promover a equidade e a qualidade dos cuidados de saúde, valorizando o potencial das regiões do interior e assegurando que nenhuma comunidade é deixada para trás.

IPG prepara a chegada de mais quatro startups internacionais à sua incubadora. As quatro novas empresas vão ter polos na Guarda, na Mêda e em Seia

O Politécnico da Guarda prepara a chegada de mais empresas de automação, logística, economia digital e economia social à sua incubadora desnuclearizada de investimentos tecnológicos. O IPG Business Summit 2025, que decorre até hoje, “é um espaço de partilha e de transferência de conhecimento que prepara a chegada de mais startups ao ecossistema de inovação do IPG”, afirma Joaquim Brigas.

As quatro novas empresas que o Instituto Politécnico da Guarda – IPG vai atrair até 2026 para a sua incubadora desnuclearizada de investimentos tecnológicos – com polos na Guarda, na Mêda e em Seia – “vão aumentar a competitividade empresarial de toda a região”, afirmou Joaquim Brigas na abertura do “IPG Business Summit 2025”, que termina hoje no campus da instituição. Três empresas de capital norte-americano, uma de capital indiano e várias de investidores nacionais já estão a inovar no acesso ao micro-crédito, no recrutamento de recursos humanos e na agricultura digital, entre outras áreas, mas novas empresas se irão seguir.

“Estamos a trabalhar intensamente para acolher mais startups com atividades ligadas à automação, às tecnologias para a logística, à economia digital e à economia social, anunciou Joaquim Brigas. “Este IPG Business Summit 2025 é um espaço de partilha e de transferência de conhecimento entre a academia, o tecido empresarial e o sistema empreendedor, que prepara a chegada de novas startups ao ecossistema de inovação e de competitividade que se tornou, nos últimos anos, uma das apostas estratégicas do Politécnico da Guarda”.

O IPG Business Summit 2025 reúne durante dois dias grandes empresas, startups, investigadores e docentes do IPG, incubadoras como o Instituto Pedro Nunes de Coimbra, a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), centros de investigação e ordens profissionais. “O objetivo é partilhar experiências, expectativas e sinais do mercado, para focar cada vez mais o Politécnico da Guarda na inovação e na transferência de conhecimento em interação com empresas e organizações”, afirma o presidente do Politécnico da Guarda.

“O nosso trabalho académico e científico está orientado para a valorização da economia regional, favorecendo as capacidades do nosso ensino e dos nossos estudantes produzirem inovação, para a aplicarem diretamente no território da nossa área de influência”, afirmou Joaquim Brigas. “Este IPG Business Summit 2025 está focado em favorecer o trabalho dos nossos docentes e investigadores, robustecendo a rede de trabalho com empresas e empreendedores para, assim, melhor prepararem o futuro”.

O IPG Business Summit 2025 inclui painéis de discussão, apresentações de casos de sucesso e sessões dedicadas à transformação digital, à empregabilidade, internacionalização e empreendedorismo jovem. “O grande objetivo desta reunião de dois dias é, no final, orientar ainda mais a produção de ciência do IPG para ajudar a qualificar a região, contribuindo para a competitividade deste território e dos seus tecidos económico e social”, afirmou Joaquim Brigas na sessão de abertura.

“Agência de Feitiços e Maldições, S.A. – O Musical Original de Vanessa Silva” com estreia em Seia

Este fim de semana na Casa Municipal da Cultura de Seia

Este sábado, dia 31 de maio e domingo, dia 1 de junho, a Academia de Espetáculos VOZES EM ½ PONTA vai levar a palco o musical original da encenadora e figurinista Vanessa Silva, intitulado “Agência de Feitiços e Maldições, S.A.”.


Este musical, que decorre em duas sessões, pelas 21 horas, acontece no reino de Belladonna, onde as princesas estão destinadas a seguir um caminho tradicional – serem enfeitiçadas, salvas por príncipes e viverem felizes para sempre. No entanto, surge uma jovem princesa com um sonho diferente. “Cordélia” deseja ser uma artista! Uma escolha que desafia as normas da sua família real e coloca em risco o negócio da poderosa empresa, “Agência de Feitiços e Maldições, S.A.”, a grande mão que controla a sociedade, responsável pela produção dos feitiços e maldições, e por ditar os destinos das princesas.


Este é o mais recente musical original de Vanessa Silva, que vai ter a sua estreia em Seia. Através de uma narrativa ousada e mágica, está peça questiona as estruturas do poder e o peso das expectativas sociais. Enquanto a sua família e a empresa, liderada pela enigmática Fada Madrinha, CEO da organização, tentam convencê-la a aceitar o seu destino predefinido, Cordélia descobre a história de alguém que tentou romper com o passado e foi marginalizado, tornando-se uma figura temida e incompreendida.


Determinada a seguir o seu coração, Cordélia foge do reino e encontra essa pessoa, agora vivendo como um eremita. Através desse encontro, Cordélia aprende sobre as alegrias e dificuldades de viver um destino autêntico, fora das sombras da expectativa social.

Este é um Teatro Musical que celebra a coragem de escolher o próprio caminho, destacando a importância da autenticidade e da liberdade individual. Com uma narrativa envolvente, o espetáculo é um lembrete poderoso de que o verdadeiro destino de cada um é escolhido por si mesmo, e não pelo contexto social ou pressões externas.

Ao fugir, Cordélia encontra alguém que já tentou romper com o sistema e aprende o valor de viver de forma autêntica. Um espetáculo que celebra a coragem de traçar o próprio caminho, mesmo contra todas as expectativas.


Uma co-produção da Companhia de Espetáculos VOZES EM ½ PONTA e da Casa Municipal da Cultura de Seia, com o apoio da República Portuguesa – Cultura / Direção Geral das Artes | RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.

Oliveira do Hospital acelera crescimento do Alva Skate Fest 

Mais de uma centena de atletas de quinze nacionalidades participaram, este fim de semana, na quarta edição do Alva Skate Fest, que decorreu na estrada que liga o Senhor das Almas a São Sebastião da Feira, em Oliveira do Hospital, conhecida pelas características únicas do traçado.

A prova, que integrou a primeira etapa do Euro Tour, do campeonato da Europa Skate Downhill e que fez também parte do campeonato nacional, decorreu numa pista de alcatrão, com mais de dois quilómetros e uma inclinação média de oito por cento, perante um cenário natural para o vale do Alva e as serras do Açor e da Estrela.

Foram promovidas as modalidades de Skate Downhill, Inline, Street Luge e Trikes. A combinação de adrenalina, técnica e espírito de comunidade fez deste um evento verdadeiramente único em Portugal.

Organizado pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital em parceria com a União de Freguesias de Penalva de Alva e São Sebastião da Feira e o Clube Portugal Longskate, com o apoio da marca Aldeias do Xisto e da ADI – Associação de Desenvolvimento Integrado de Tábua e Oliveira do Hospital, o evento superou todas as expetativas e assumiu-se, uma vez mais, como uma marca importante no concelho e na região.

Com cada vez mais adesão de atletas de todo o mundo, o Alva Skate Fest voltou este ano a ter as presenças dos campeões do mundo da modalidade, masculino e feminino, Harry Clarke e Selina Arche.

Segundo o presidente da Câmara Municipal, José Francisco Rolo, “este ano, Oliveira do Hospital consolidou o Alva Skate Fest como uma referência mundial nos desportos de gravidade e ficou provado que este é um evento único, diferenciador e inimitável, que traz visitantes de todo o”.

Com isto, José Francisco Rolo garante que o evento “é já uma marca distintiva de Oliveira do Hospital, do vale do Alva e da rede das Aldeias de Xisto, e um forte evento, com cada vez mais impacto na região de Coimbra”. Por isso, “a tendência é para crescer, crescer, crescer”.

Pelo caráter diferenciador, pela notoriedade e pelo “efeito comunitário fantástico” que gera, o presidente da Câmara Municipal acredita que pode ainda “crescer mais” e que isso também “é visível no entusiasmo e na dinâmica de todos os parceiros envolvidos e que mostram vontade em fazer crescer este evento que tem tudo para continuar a destacar-se no panorama nacional e internacional”.

Para o vereador do Desporto da Câmara Municipal, Nuno Ribeiro, o Alva Skate Fest “é muito importante para a promoção do nosso território, para a promoção do desporto e para a diversidade desportiva que se pratica em Oliveira do Hospital”.

Nuno Ribeiro acrescenta ainda que o Alva Skate Fest “é um evento que muito nos orgulha, na medida em que tem vindo a crescer em número de participantes como na dimensão, na notoriedade e na atratividade que tem vindo a conquistar.

“A boa organização é também reconhecida e, neste aspeto, o parceiro Portugal Long skate afirma-se cada vez mais como um parceiro de excelência na organização deste evento”, afirma Nuno Ribeiro.

O programa da prova integrou sessões de Freeride (descidas livres) ao longo dos dois dias, uma prova de Time Trial no sábado, para apuramento dos riders mais rápidos, competicões oficiais no domingo, integradas na Eurotour – Campeonato Europeu de Skate Downhill) e no Campeonato Nacional Português, com emocionantes baterias de 4 atletas em simultâneo.

Sagraram-se vencedores do Alva Skate Fest 2025 no Stage 1 of the EUROTOUR, em primeiro lugar Jaime Arche, Espanha, em segundo, Alex Clark, Espanha, e, em terceiro lugar, Marco Zeni (Itália).

No segmento Womens Open Internacional, sagrou-se campeã Jasmijn Hanegraef, da Bélgica, em segundo lugar, Selina Theiler, da Suíça, e em terceiro lugar, Jennifer Shauerte, da Alemanha.

No Open Nacional, sagrou-se vencedor Cristiano Araújo, em segundo lugar Edgar Mateus e, em terceiro lugar, Vasco Castro.  

No total, cada atleta realizou até 28 descidas, percorrendo aproximadamente 64 km em skate, a toda a velocidade pela encosta do Alva.

À parte da competição, durante os dois dias do evento, o ambiente foi de festa e de partilhar entre os participantes e a comunidade local, “onde foi possível verificar o espírito de comunhão” existente que aliou “o espaço natural, fresco e agradável do verdejante vale do Alva com o desporto de adrenalina”.

A estimativa de público aponta para cerca de três mil visitantes ao longo do fim de semana, que puderam desfrutar de várias zonas de espetáculo, serviços de restauração e barraquinhas de comes e bebes, estrategicamente posicionadas ao longo da pista.

Para o sucesso deste do Alva Skate Feste, a Câmara Municipal contou ainda com os “importantes parceiros” a Eptoliva, o Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital, o Restaurante e Alojamento Local Olhar Sobre o Alva, o Clube Recreativo Feirense, VitalFisio, Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital e de Lagares da Beira, GNR e população geral, que colaborou para a célere montagem e desmontagem do cenário da estrada, com especial destaque para a colocação e retirada dos mil fardos de palha que foram colocados ao longo da descida, para segurança dos atletas.

Empresas de Portugal e Espanha vão reunir-se, amanhã, na Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia para as jornadas Luso-Espanholas de Turismo Acessível e Sustentável

A construção de soluções inovadoras para tornar as unidades de turismo rural na Península Ibérica mais acessíveis, inclusivas e sustentáveis, vai juntar empresas de Portugal e Espanha em Seia, amanhã, dia 28 de maio, na Escola Superior de Turismo e Hotelaria. Empresários e profissionais de Portugal e Espanha vão trabalhar em soluções para os seus negócios turísticos transfronteiriços com a colaboração de investigadores, docentes e estudantes do IPG. Da Escola Superior de Turismo e Hotelaria, em Seia, irão sair atividades turísticas mais acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida, deficiência ou limitações de ordem sensorial e mental. O objetivo é gerar novas atividades económicas e criar mais emprego.

O Instituto Politécnico da Guarda vai apoiar empresas ibéricas a tornarem o turismo rural mais inclusivo. Investigadores e docentes de Informática, Marketing e Design do Instituto Politécnico da Guarda – IPG irão trabalhar com empresários, com jovens profissionais e com estudantes portugueses e espanhóis na conceção e no desenho de novas atividades económicas neste subsetor do turismo. O desenvolvimento das zonas fronteiriças luso-espanholas e a criação de empregos nos dois países vão estar no centro das Jornadas Luso-Espanholas de Turismo Acessível e Sustentável.

Estas jornadas fazem parte das ações do polo turístico do projeto RIS Fronteira, em que participa o Politécnico da Guarda, enquadrado no Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha – Portugal (POCTEP).

“No centro destas jornadas vão estar as necessidades e as expectativas de diferentes tipos de turistas – nomeadamente de pessoas com deficiência, pessoas mais idosas e outros grupos com necessidades específicas a nível físico, mental ou sensorial – e a forma de as empresas turísticas lhes darem resposta, fidelizando clientes e alargando o seu mercado para outros públicos”, afirma Ricardo Guerra, diretor da Escola Superior de Turismo e Hotelaria. “Pretende-se identificar os atuais obstáculos existentes nas diferentes atividades turísticas em zonas rurais e promover o desenvolvimento e a inovação que as tornem mais acessíveis e inclusivas”.

Nos Desafios da Inovação vão participar equipas multidisciplinares que irão desenvolver soluções criativas, tecnológicas e sociais para problemas reais enfrentados por turistas e comunidades locais em áreas como a acessibilidade, a sustentabilidade e a inclusão no turismo. As soluções que irão ser apresentadas deverão ter impacto direto nas práticas turísticas e nos territórios abrangidos pelo projeto. Os desafios vão contar com o apoio de mentores académicos e empresariais e culminarão com apresentações públicas das soluções desenvolvidas,

São três os desafios a que os trabalhos das jornadas vão dar respostas. Como pode ser usada a tecnologia para criar destinos mais acessíveis, eficientes e inclusivos; Como tornar a informação turística verdadeiramente acessível a todos os públicos; Como garantir que o turismo pode gerar impacto social e territorial positivo e duradouro. As três soluções vencedoras vão receber prémios que são patrocinados por empresas portuguesas e espanholas.

“Esta atividade tem como objetivo, não só fomentar a inovação, mas também gerar uma maior consciencialização sobre a necessidade de tornar o turismo mais acessível e inclusivo para todos”, afirma Teresa Paiva, docente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão e responsável pelo RIS Fronteira no IPG.

As jornadas pretendem fomentar o intercâmbio de experiências entre estudantes e profissionais das áreas do turismo, tecnologia, design e marketing e incentivar o desenvolvimento de soluções inovadoras com benefícios sociais, territoriais e ambientais. Segundo o programa, a colaboração entre entidades de Espanha e Portugal vai permitir partilhar experiências, identificar soluções viáveis e construir um modelo de turismo mais justo e inclusivo para a região.

Promover novas atividades económicas e criar emprego local

O projeto RIS Fronteira tem como objetivo promover uma rede de Centros de Inovação Social ou ‘hubs’ transfronteiriços, no domínio das novas economias – saúde e cuidados, turismo inovador e economia ecológica – no distrito da Guarda e em diferentes territórios de Salamanca, León e Zamora, no país vizinho. Estes “hubs” vão funcionar como focos de inovação e empreendedorismo em cada uma das diferentes áreas territoriais.

No âmbito do “hub” de Turismo, o RIS Fronteira visa promover a criação de novas atividades económicas, gerar emprego local e fomentar a formação em matéria de sustentabilidade e acessibilidade, dotando as empresas e as comunidades rurais de ferramentas para atrair um público mais vasto e diversificado. Ao mesmo tempo, afirma Teresa Paiva, “o projeto irá criar ecossistemas territoriais, aproveitando a especialização das entidades parceiras e também os seus conhecimento e experiência de gestão”.

O projeto RIS Fronteira envolve nove parceiros estratégicos: Asociación ASPRODES, (em Salamanca, Espanha); Instituto Politécnico da Guarda, (Portugal); Plena Inclusión Castilla y León, (em Valladolid, Espanha); ADM Estrela – Associação Social e Desenvolvimento, (Guarda, Portugal); Fundação INTRAS, (em Valladolid, Espanha); CERCIG (Guarda, Portugal); Fundación ASPAYM Castilla y León, (em Valladolid, Espanha); Câmara Municipal da Guarda (Portugal); Gerencia de Servicios Sociales de Castilla y León, (em Valladolid, Espanha).