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COM PARÁGRAFOS, COSTAS E BOLOS SE ENGANAM OS TOLOS

PARÁGRAFOS. Há os dissertativos, os narrativos, os descritivos e ainda os convenientes. Na sequência do célebre episódio do último parágrafo do comunicado da PGR, foi sempre minha opinião que António Costa se armou em vítima e, esperto como é, viu logo ali um argumento e um pretexto para abandonar o governo, o país e os portugueses. Manifestei essa opinião nesta coluna desde a primeira hora, repeti-a posteriormente e hoje mantenho-a, reforçada. António Costa vitimizou-se, abandonou os amigos que afinal não o eram, esqueceu-se que Portugal era o seu grande desígnio, fugiu e foi a correr para a Europa, onde os elementos textuais têm outro encanto.

COSTAS. O país chegou ao estado a que chegou pela inação dos Costas habilidosos deste país. Veja-se o ridículo da situação. António Costa foi negociado, e não eleito como foi várias vezes referido, para o cargo de presidente do Conselho Europeu porque, na opinião da maioria dos comentadores e apoiantes, ele é excelente a “fazer pontes” e a negociar pois, se o cargo exigisse capacidade de execução, já não teria o perfil adequado. É a assunção da mediocridade, pois fomos governados, durante oito anos, por alguém capaz de encontrar parceiros para jogar às cartas e distribuir jogo, mas incapaz de utilizar os trunfos que lhe saíram em sorte.

Depois, fala-se nas vantagens para Portugal resultantes do prestígio do cargo ocupado por Costa.

Se Portugal é o que é, um país pobre e desigual, com o prestígio de António Guterres, António Vitorino, Durão Barroso, Álvaro Santos Pereira, Vítor Gaspar, Ferro Rodrigues, Vítor Constâncio, e… nem consigo imaginar onde estaria Portugal sem esse capital prestigiante.

BOLOS. Se os próximos manuais da ciência política quiserem indicar um bom exemplo da hipocrisia, podem escolher este. A política tornou-se um enorme bolo e aquilo que se passou na Europa, ao repartirem as fatias do bolo em função dos interesses das “famílias” políticas e das trocas de favores e não dos interesses e angústias dos europeus, é o que, paulatinamente, vai fazendo com que os cidadãos queiram mudar de cozinheiros.
TOLOS. Há sempre alguém que acredita na “História da Carochinha”, pelo que histórias deste género têm sempre (e)leitores, sobretudo quando há alguém a cantar bem à janela e moedas de ouro a ganhar.

COM PARÁGRAFOS, COSTAS E BOLOS SE ENGANAM OS TOLOS

Eleições: por lá, por cá e por aqui

Uma palavra sobre os desenvolvimentos no palco político americano. A saída de Biden da disputa eleitoral peca por tardia. Por muito que o próprio insistisse nas suas capacidades para enfrentar Trump foi-se tornando cada vez mais visível a sua “inferioridade” face a um truculento candidato republicano que continua arrogante e mal-educado.

Tornava-se evidente que, com Biden pelos democratas, Trump venceria as eleições. Diferentemente, Kamala Harris terá mais capacidade para derrotar Trump, pois é mais impetuosa, determinada e convincente e com um currículo e histórico que consegue atrair muitas franjas de eleitorado feminino e não só. Há apenas um senão no “programa” de Kamala: em matéria fiscal, as suas propostas poderão consolidar muitos eleitores ao lado de Trump, já que a classe média americana, numerosa e ciosa dos seus rendimentos, dificilmente aceitará um “assalto” aos seus bolsos.

Por cá o panorama político continua em cenário de permanente pré-campanha eleitoral. Convenhamos que não poderia ser de outra forma. Sem maioria no parlamento, a AD (ou o PSD?) não consegue aprovar o que quer, recorre às autorizações legislativas concedidas pelo parlamento para legislar por decreto (correndo o risco de, posteriormente, o parlamento alterar as suas medidas) e tem de se ir sujeitando a que o parlamento aprove leis contra a sua vontade. No meio de tudo isto vão-se esgrimindo acusações, insinuações e provocações típicas de um ambiente de pré-campanha eleitoral. Evitando atirar mais achas para esta fogueira, ao contrário do que a comunicação social ainda especulou – que não promulgaria – o Presidente da República promulgou a legislação aprovada na Assembleia da República e apresentada pelo Partido Socialista relativa à isenção de pagamento nas SCUTS e à baixa do IRS. Seria muito mau o contrário, colocando o Presidente numa situação de provocação perante outro órgão de soberania. Não há dúvida que o atual governo não tem vida fácil, ainda por cima com Pedro Nuno Santos a lembrar que nas europeias o Partido Socialista foi o partido mais votado e que a diferença do número de deputados entre o PS e a AD é muito “poucochinho”. O que temos, é, pois, um permanente aquecimento das máquinas para a eleição sem data marcada, mas que pode acontecer a qualquer momento.

Por aqui já se sabe que Luciano Ribeiro conduzirá os destinos da concelhia de Seia do PS nos próximos dois anos, na sequência de uma votação expressiva face aos eleitores inscritos e com lista única. Será, obviamente, o candidato socialista à presidência da Câmara de Seia nas autárquicas de 2025 não se descortinando, para já, que outras figuras disputarão com Luciano a autarquia senense. Herdeiro de um passado histórico de vitórias consecutivas, Luciano Ribeiro não deverá ter grandes dificuldades em vencer as eleições mas, face aos resultados dos últimos eventos eleitorais – autárquicas, legislativas e europeias – o panorama na assembleia municipal pode mudar muito e o risco de perda de vereadores não está, de todo, afastado. Há, contudo, um elemento que pode ajudar o atual Presidente: as perturbações numa das forças da oposição que obteve um peso significativo poderão beneficiar positivamente os socialistas. Ver-se-á.

Até já trabalho: estou de férias!

As férias são um momento de quebra de rotinas e são extremamente importantes para a prevenção do burnout.
Afastarmo-nos das responsabilidades e tarefas do dia-a-dia nem sempre é possível, pois não existe um botão que, de imediato, permita desligar.

Afastarmo-nos do que nos traz pressão, ansiedade e ritmo acelerado reduz o risco de burnout, potencia a qualidade do sono, aumenta a criatividade, o bem-estar e a capacidade de resolver situações-problema.

Mas será assim tão simples mantermo-nos temporariamente distanciados do local onde quase vivemos durante praticamente todos os meses do ano? Para alguns, pode ser mesmo um desafio, pois o dia de trabalho prolonga-se para casa e para o fim-de-semana. Por vezes, não nos apercebemos do quão emaranhados estamos em rotinas e dinâmicas sem fim…

Não somos máquinas. Precisamos de pausas, de afastamentos relacionais e contextuais, dos silêncios, das manhãs lentas e dos dias com refeições tardias… precisamos de desligar das tecnologias e de estar atentos ao momento presente.

Recarregar baterias para regressar com um leque diversificado de recursos físicos e emocionais para mais uma temporada de exigência.

Para cada coisa, o seu tempo.

Bandas Filarmónicas do concelho um exemplo de resiliência e superação

Tive já oportunidade, em artigo publicado neste Jornal, de realçar o elevado nível de associativismo existente no concelho de Seia, representado nas cerca de 100 associações existentes, abrangendo um amplo espectro de atividades: culturais, desportivas, musicais, religiosas ou sociais e que contribuem de forma bastante meritória para o prestígio e desenvolvimento do nosso concelho.

Sem pretender efetuar qualquer discriminação relativamente aos outros tipos de associações existentes proponho, no presente artigo, efetuar uma reflexão mais pormenorizada acerca das Bandas Filarmónicas e Sociedades Musicais existentes no concelho de Seia (como declaração de interesse refiro que tive oportunidade de já ter sido Presidente da Direção e também da Assembleia Geral de uma destas instituições: a Filarmónica 1º de Janeiro de Carragosela, freguesia de que sou natural).

As Sociedades Musicais/Bandas Filarmónicas atualmente existentes no concelho de Seia, de acordo com o site da Câmara Municipal, são as seguintes:

  • Sociedade Musical Estrela da Beira, Santa Marinha, fundada em 1846;
  • Filarmónica 1º de Janeiro, Carragosela, fundada em 1872;
  • Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, Loriga, fundada em 1906;
  • Banda Torreselense Estrela D’Alva, Torroselo, fundada em 1908;
  • Academia de Santa Cecília, S. Romão, fundada em 1951
  • Orquestra Juvenil da Serra da Estrela, Seia, fundada em 1997
  • Associação Musical e Juvenil de Tourais, Tourais, fundada em 2001

Uma constatação que desde logo se retira é que a maioria das associações musicais em atividade no concelho existem há mais de 100 anos pelo que, seguramente, o gosto pela música e pela cultura popular dos habitantes das diversas localidades de origem das Filarmónicas constitui um elemento fundamental para que estas associações tenham conseguido sobreviver até aos nossos dias.

Na época em que surgiram as primeiras Filarmónicas no concelho, bem como durante as décadas seguintes, os tempos eram bastante duros quer pela grande dificuldade em obter fundos financeiros para adquirir instrumentos musicais e fardamentos, quer também pelo facto de as deslocações para abrilhantar as várias festividades: festas religiosas e arraiais, se fazerem a pé, muitas vezes para distâncias longas e suportando adversidades climatéricas.

Foi necessária muita resiliência para ultrapassar a 1ª e a 2ª guerras mundiais, tendo algumas coletividades interrompido as suas atividades durante alguns períodos, mas a vontade e o gosto pela música das populações, em conjugação com a generosidade de alguns beneméritos, fez com que as mesmas voltassem a ser retomadas.

Na década de 60 e primeira metade da década de 70 do século passado as Bandas Filarmónicas sofreram também bastantes dificuldades com a emigração de muitos dos seus músicos para as ex-colónias portuguesas ou para a Europa o que, em alguns casos, levou também à suspensão da atividade. No entanto, mais uma vez, logo que reunidas condições mínimas, o amor à cultura musical e às suas terras, levou as populações a reorganizar as suas Bandas de Música e a garantir a sua continuidade.

As Filarmónicas, no final do século passado e início deste século, começam a dar uma ainda maior atenção às suas Escolas de Música captando jovens de ambos os sexos para a aprendizagem da música, sendo essa a principal fonte de integração das mulheres nas Bandas de música, situação que importa enaltecer.

A cada vez maior desertificação do interior e o envelhecimento da população são os mais recentes desafios que se colocam às Bandas de música que, mais uma vez, estão a encontrar forma de os superar.

Para ultrapassar o desafio da falta de recursos humanos a nível da localidade de origem, as Filarmónicas desenvolvem um trabalho de recrutamento junto de localidades vizinhas garantindo aos alunos transporte e ensino da música gratuitos o que é, sem dúvida, um serviço público digno do maior realce.

Uma palavra de apreço também para a grande evolução na qualidade musical da generalidade das Filarmónicas, que deriva muito do facto de terem quer na sua regência, quer na orientação das Escolas de Música, profissionais cada vez mais qualificados.

A resiliência perante as dificuldades e a superação de todos estes desafios também não teria sido possível sem a inteligência, esforço e altruísmo de sucessivas lideranças que, através dos respetivos órgãos sociais, se dedicaram e continuam a dedicar de forma abnegada ao desenvolvimento destas instituições.

As Bandas Filarmónicas assumem hoje, indubitavelmente, um importante papel de divulgação do concelho de Seia e constituem um fator de desenvolvimento cultural das populações, preservação de tradições e densificação de relações sociais devendo, portanto, ser enaltecidas e apoiadas.

As Juntas de Freguesia dos territórios em que as Bandas Filarmónicas se localizam devem ter uma especial atenção no seu estímulo, apoio, manutenção e desenvolvimento e a Câmara Municipal deve garantir a manutenção e reforço dos apoios a estas associações, por forma a contribuir para a sua viabilidade financeira, nomeadamente prosseguindo e incrementando a política anual de subsídios, incorporando também como critério dessa política o elevado interesse que as Escolas de Música representam.

Estas coletividades envolvem um número muito significativo de pessoas, que vão desde os executantes, aos associados e órgãos sociais, merecendo, para além do nosso sincero agradecimento, também a nossa homenagem e reconhecimento.

Leishmaniose – uma questão de saúde pública

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Já ouviu falar de Leishmaniose? Esta doença representa um enorme risco para a saúde pública, já que é uma zoonose disseminada mundialmente (Europa, Ásia, África, México e América Central e Sul). Zoonose é o nome que damos a doenças infeciosas capazes de serem naturalmente transmitidas entre seres humanos e outros animais.

Os agentes que provocam as zoonoses podem ser bactérias, fungos, vírus, ou como no caso da Leishmaniose, parasitas. Esta doença é incurável e estima-se que existem atualmente entre 4 a 12 milhões de pessoas infetadas num total de 98 países, sendo por isso classificada como doença tropical negligenciada e por isso a Organização Mundial de Saúde fornece os medicamentos para o tratamento de humanos com esta doença a custo reduzido.

Em Portugal a transmissão ocorre maioritariamente através da picada de mosquitos da família dos flebótomos, também conhecidos por mosca-da-areia. Estes mosquitos, de 2 a 3 mm de comprimento, alimentam-se de um animal doente e infetam-se, posteriormente infetam outro animal quando se alimentam novamente, e o ciclo repete-se.

Esta infeção também pode ser transmita da mãe para o feto, durante a gravidez e no parto, e através de agulhas contaminadas ou transfusões sanguíneas. Os sinais em seres humanos podem ser leves ou mesmo inexistentes, passando esta infeção impercetível e o ciclo de transmissão da doença continua sem ninguém se aperceber. Quando existem sinais clínicos visíveis, eles dependem do tipo de Leishmaniose presente, nomeadamente: Leishmaniose cutânea – maioritariamente ulcerações na pele; Leishmaniose mucosa – maioritariamente ulcerações no nariz, boca e/ou garganta que podem culminar em deformações graves e irreversíveis; Leishmaniose visceral – maioritariamente febre, perda de peso, fadiga e anemia, e afeta maioritariamente a medula óssea, gânglios linfáticos, baço e fígado. Sem tratamento médico, pode culminar na morte de qualquer ser vivo afetado. Estas apresentações clínicas são semelhantes quer em humanos, quer nos cães.

O diagnóstico de Leishmaniose, no caso dos seres humanos e dos outros animais, é realizado através de uma análise sanguínea ou análise de tecidos infetados, e infelizmente não existe cura na atualidade. Existem medicamentos para manutenção da doença, que dependem da forma clínica da leishmaniose, do estado imunológico do paciente (humano ou não humano), da existência de outras doenças concomitantes e da espécie de Leishmania que o paciente contraiu (existem mais de vinte!). É fácil compreender que a Leishmaniose é um assunto de saúde pública, tornando-se de extrema importância a adoção de medidas para evitarmos esta infeção fatal. Como podemos proteger as nossas famílias e os nossos animais de companhia?

  • Evitar a picada do mosquito: O mosquito responsável pela transmissão desta doença está mais ativo nos meses entre Março e Outubro, pelo que a aplicação de repelentes de insetos é de extrema importância neste intervalo de tempo. Para cães e gatos as soluções existentes no mercado são várias, todas elas na forma de coleiras e pipetas (spot on) repelentes. A lógica é simples: se o inseto portador de Leishmaniose não picar o animal, torna-se teoricamente impossível o animal adoecer. Este mosquito gosta mais de se alimentar ao amanhecer e ao final do dia, e encontra-se com mais frequência junto a lixeiras e zonas húmidas com muita florestação e folhas secas. Evitar estas zonas durante os passeios, particularmente nestas alturas do dia, é também prudente.
  • Evitar a disseminação: Tratar os animais e os seres humanos com Leishmaniose é essencial, já que vão ser um reservatório da doença para sempre. Uma vez que não existe cura completa, caso um mosquito pique um ser vivo portador desta infeção, vai perpetuar a disseminação da Leishmaniose de forma contínua. Assim, além do tratamento que irá reduzir o número de parasitas no organismo infetado, a utilização de repelentes nos seres vivos infetados vai ser benéfica para ambas as partes: o doente não vai disseminar ainda mais a doença, e não será reinfetado pela picada de novos mosquitos infetados.
  • Vacinação dos cães: Após um teste sanguíneo com resultado negativo, os cães podem ser vacinados contra a Leishmaniose canina. A vacina não tem uma eficácia de 100%, mas todas as formas de proteção são bem-vindas, particularmente numa doença que não tem cura, nem para eles, nem para humanos. Esta vacina confere uma proteção anual ao paciente.
    Ao proteger o seu animal de companhia, está consequentemente a proteger a sua família. Em caso de dúvida, esclareça-se com o seu médico de família e/ou contacte-me através do email ritam_costper@hotmail.com ou nas redes sociais @beehaviourbyritapereira. Proteja-se neste Verão: quem ama, cuida!

O G7 – O Grupo dos Países mais Ricose industrializados do Mundo

O G7, o Grupo dos Sete, o grupo dos países mais industrializados e os mais ricos do mundo, composto por: Alemanha, Canadá, Estados Unidos da América, França, Itália, Japão e Reino Unido, reuniram há umas semanas.
Nessa reunião estiveram presentes outros países por convite expresso dos países que no grupo mandam.
São reuniões muito publicitadas e badaladas, para que o mundo se aperceba das importâncias dos que por lá aparecem, circulam e mandam.

A importância do G7 já não está atualizada, já não é o que antes era.

A China não faz parte desse grupo, é esquecida e um tanto desprezada desses aparatos mediáticos, mas a China cresceu e passou a ser país industrializado, com produção diversificada e com tecnologia avançada, a disputar o primeiro lugar no mundo.

A China compra grandes empresas nos países ocidentais.

Os países do G7 andam irritados com o crescimento da economia e com a produção da China, preparada para a concorrência no comércio mundial.

A China tem preparação científica, tem capital para investimentos, tem um alargado mundo de boas relações, enquanto países do G7, se encontram enredados nas suas contradições internas, ainda a viverem das suas importâncias coloniais.

As reuniões do G7 exibem-se pelo aparato mediático, mas já não são o que eram.

A China tem uma economia diversificada e com tecnologia avançada. Tem contradições internas muito profundas, porque o custo do trabalho é de pobreza.

O crescimento da China está a preocupar os países industrializados do Ocidente, as sete economias mais avançadas do mundo, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que dizem representar mais de 64% da riqueza líquida global.

A agenda mediática das reuniões do G7 trazem muito aparato, muita solenidade.

Os convites a outras celebridades políticas são seletivas. Os grandes assuntos da situação política mundial são temas que marcam presença e clarificam opções.

Os grandes temas estiveram presentes na última reunião.

As duas guerras aqui tão perto do mundo ocidental estiveram presentes.

A guerra na Ucrânia e a guerra na Palestina tiveram intervenções e foram os grandes temas da última reunião do G7.

Uma guerra das guerras com muita solidariedade, com apelos fortes aos apoios, à entrega de armas sempre mais potentes e sofisticadas, e mais caras, armas recheadas de tecnologias avançadas de custos muito elevados, tudo em abundância e com generosidade.

Já a guerra na Palestina passou como esquecida, como sem importância para a tranquilidade do mundo.
A pobreza, o sofrimento, as destruições, os bombardeamentos a hospitais, a escolas, as mortes de crianças, de idosos, a fome de uma população que ficou sem habitação e sem pão, não sensibilizam os importantes políticos dos países do G7.

De uma guerra tudo é apresentado com indignação.

Já da guerra na Palestina, onde está a acontecer um programado genocídio, poucas palavras e de conveniência.
As mortes não podem ter dores diferentes.

As destruições não podem ter repúdios diferentes.

E os políticos dos países livres e democráticos do ocidente não podem entrar nesses jogos de apreço por uns e de indiferença por outros, com requintes de hipocrisia e de indiferença.

Histórias dentro da nossa história…

Ao longo destes anos, muitos foram os que passaram pelas nossas fileiras, muitos foram os que suaram para levar a nossa banda aos 4 cantos do País e não só! Aos músicos que já partiram, aos músicos que por alguma razão já não colaboram connosco e aos músicos que, orgulhosamente, ainda a integram, a Sociedade Musical Estrela da Beira expressa o seu eterno obrigado.

Não obstante, não nos podemos esquecer nunca, daqueles que, como uma haste se elevam à sua frente, representando a música e o seu significado num só gesto, o gesto da Maestria! O MAESTRO é aquele que, na sua essência e simplicidade, representa o que significa ser um SER musical. É aquele que lidera pelo exemplo, que se dedica ao seu aluno ou músico de corpo e alma, porque sabe que, parte de si, viaja com a música e retorna abastado de riquezas e aprendizagens. Cresce, amadurece e nunca envelhece com a dádiva da música.

Ao longo dos seus 177 anos de existência, muitos foram aqueles que lideraram a nossa banda, muitos, infelizmente, esquecidos, apenas guardados nas memórias dos que já partiram, sem registo para destacar a sua dedicação. Para que tal não aconteça com os maestros que as nossas memórias ainda guardam, quisemos prestar uma homenagem àqueles que, de forma altruísta, foram MAESTROS da nossa banda. Aqueles que foram mestres na sua maestria e contribuíram para o que foi, é e será a banda da nossa terra.

No passado dia 20 de Julho, no concerto anual inserido no projeto FILARMONIAS, promovido pela Câmara Municipal da Seia, a SMEB decidiu homenagear os seus últimos cinco maestros, José Nobre, José Conde (representado pelo seu irmão Carlos Conde), António Ressurreição, Miguel Gonçalves e João Oliveira. Foi também feito um tributo ao grande Maestro Virgílio Silva pela sua dedicação às bandas do Concelho, contanto com a participação especial da Maestrina Diana Dias. Com um estilo musical diversificado, desde o rock (acompanhada por guitarra e baixo elétrico) ao jazz, a SMEB abrilhantou a noite com melodias que ficaram no ouvido do seu querido público, que se move e comove sempre que a ‘’sua banda’’ toca. Um bem-haja a quem esteve presente naquele dia memorável.

No ano 2016 inaugurámos o nosso museu, local de respeito, memória e dedicação á nossa banda. Neste contexto, estamos a fazer um levantamento das pessoas que fizeram parte da nossa história. No entanto, é algo que requer muitas horas de dedicação, pelo que deixamos aqui um apelo à população: se tiverem registos dos seus entes queridos e desejarem que sejam eternizados neste registo, entrem em contacto com a nossa direção. Um agradecimento especial a quem realmente gosta da banda e tudo faz para que seja esta a estrela da nossa terra.

Próximos serviços da banda:

3 de Agosto: Concerto Festa da Freguesia e do Emigrante
– São Martinho às 18h
4 de Agosto: Festa do Santíssimo Sacramento
– Sabugeiro
10 de Agosto: N. S. dos Milagres
– Aldeia Rica
11 de Agosto: Festa do Sagrado Coração de Jesus
– Alvoco
15 de Agosto: N. S da Febre
– Covelos
18/19 de Agosto: Festa dos Foios – Sabugal
25 de Agosto: N. S. da Ajuda
– Quintela

Benefícios da estimulação cognitiva em Idosos

A estimulação cognitiva em idosos é uma abordagem crucial para manter e melhorar a saúde mental e a qualidade de vida à medida que envelhecemos. Essa prática envolve atividades e exercícios que procuram estimular as funções cognitivas, como a memória, atenção, linguagem, raciocínio e habilidades visuo-espaciais. Existem inúmeros benefícios desta prática podendo ajudar a retardar ou prevenir o declínio cognitivo associado ao envelhecimento e doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer.

Benefícios da estimulação cognitiva

  • Manter-se mentalmente ativo pode melhorar a qualidade de vida, proporcionando um senso de propósito e realização.
  • A participação em atividades cognitivas e sociais pode reduzir os sintomas de depressão e ansiedade, comuns em idosos.
  • A manutenção das habilidades cognitivas pode ajudar os idosos a permanecerem independentes por mais tempo, realizando suas atividades diárias com mais facilidade.
  • Atividades cognitivas podem fortalecer as conexões neurais e promover a plasticidade cerebral, que é a capacidade do cérebro de se reorganizar e formar novas conexões.
    Para se implementar um programa eficaz de estimulação cognitiva, deve ter-se em conta os interesses e capacidades individuais de cada idoso. As atividades devem ser agradáveis e desafiadoras, mas não frustrantes. A estimulação cognitiva é uma ferramenta importante na promoção de um envelhecimento saudável, proporcionando benefícios significativos para a saúde mental e o bem-estar global dos idosos.

Santinho Pacheco vai ser homenageado

Santinho Pacheco vai ser alvo de uma homenagem na sua terra natal – Vila Franca da Serra, Gouveia – no próximo domingo, dia 1 de setembro.

A iniciativa é promovida por uma comissão organizadora, constituída por amigos e conterrâneos, e conta com o apoio do Município de Gouveia e da Junta de Freguesia de Vila Franca da Serra.

Entre as muitas comparências já registadas, realce para a confirmação das presenças de Luís Tadeu (Presidente da Câmara Municipal), Gil Barreiros (Presidente da Assembleia Municipal), Eduardo Ferro Rodrigues (Ex-Presidente da Assembleia da República), Álvaro Amaro (ex-Presidente da CM Gouveia e ex-Deputado no Parlamento Europeu), D. Manuel Felício e D. António Luciano, Bispos das Diocese de Guarda e Viseu.

Antigos e atuais deputados e deputadas, ex-governantes e Presidentes de Câmara, dos mais diversos quadrantes políticos, marcam também presença nesse dia. A iniciativa contará, igualmente, com Ana Abrunhosa, Ana Mendes Godinho, Eurico Brilhantes Dias, Capoulas Santos, Anabela Rodrigues, Maria da Luz Rosinha, Cláudia Santos, Pedro Coimbra, Dulcineia Moura, Carlos Miguel, Rita Mendes, Lúcia Araújo, João Azevedo e Cristina Sousa e, ainda, José Manuel Carpinteira (CM Valença do Minho), Júlia Rodrigues (CM Mirandela), Carlos Ascensão (CM Celorico da Beira), Rui Ventura (CM Pinhel), Luciano Ribeiro (CM Seia), Amílcar salvador (CM Trancoso), Virgílio Cunha (CM Aguiar da Beira) e Manuel Fonseca (CM Fornos de Algodres).

Tratando-se de uma iniciativa aberta à participação popular, esta Comissão apela à participação de todos, mormente dos seus conterrâneos e amigos.

O evento tem início pelas 15.00 horas e conta com a Sociedade Musical Gouveense Banda “Botto Machado”.

A evocação de Santinho Pacheco começa com a emissão de um filme de caráter biográfico, seguindo-se as alocuções de várias personalidades, entre representantes de entidades oficiais e amigos, terminando este ato com o descerramento de uma simbólica peça monumental alusiva ao homenageado.

Sendo dia de aniversário de Santinho Pacheco, que naquele dia assinala os seus 73 anos, não podia faltar o bolo de aniversário, o espumante e o cantar dos “parabéns”.

No final, estão todos convidados a participar num lanche popular, abrilhantado pelo Grupo de Cantares “Os Mondeguinho”, momento de celebração e de convívio entre a comunidade.

Seia (Loriga) – Detido por tráfico de estupefacientes

O Comando Territorial da Guarda, através da equipa do Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) do Destacamento Territorial de Gouveia, deteve, no dia 12 de agosto, um homem de 19 anos por tráfico de estupefacientes, no concelho de Seia.

No âmbito de uma ação de recolha de águas balneares na Praia Fluvial do Poço do Laga, no concelho de Seia, os militares do SEPNA procederam à abordagem de dois indivíduos que após avistarem os militares manifestaram algum nervosismo e um comportamento suspeito, tendo arremessado um objeto para longe.

Na sequência da ação foi efetuada uma revista pessoal de segurança aos suspeitos e uma verificação do espaço envolvente, tendo sido possível encontrar um pedaço de haxixe. Questionados acerca da propriedade daquele produto, um dos suspeitos assumiu ser seu, motivo pelo qual foi detido.

Da ação resultou a apreensão de 84 doses de haxixe.

O detido foi constituído arguido e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Seia.