Luís Tadeu, atual presidente da Câmara Municipal de Gouveia e da Comunidade Intermunicipal da Região das Beiras e Serra da Estrela, é candidato à presidência da Entidade Regional de Turismo Centro d e Portugal. A candidatura surge “num compromisso de reforço e valorização do Centro de Portugal como destino turístico de excelência.”
O compromisso de complementaridade numa região turística com 100 concelhos, vários núcleos de atratividade turística, uma dinâmica de incremento de captação de fluxos turísticos, mercados e investimentos são objetivos que Luís Tadeu com a sua candidatura pretende manter e reforçar.
Para o candidato “o turismo é uma das principais alavancas de desenvolvimento regional que deve ser reforçado com uma aliança estratégica entre os agentes turísticos, autarquias e a captação de mais investimento.
O Centro de Portugal possui as melhores condições para reforçar o turismo nacional. A região oferece diversificação e autenticidade. Em complementaridade com os destinos turísticos nacionais consolidados, o Centro de Portugal possui uma grande margem de crescimento que é necessário potenciar e fomentar”, afirma Luís Tadeu.
O autarca gouveense vai ter como adversário outro autarca do distrito da Guarda, Rui Ventura, presidente do município de Pinhel, que ainda não formalizou a candidatura.
“Até podem aparecer mais candidatos, é normal, natural. Serão os associados com direito de voto que vão ter de escolher porque só estamos a candidatar-nos a um ato eleitoral, nada mais”, afirmou.
Luís Tadeu lembrou, de resto, que a Assembleia-Geral eletiva da Turismo Centro de Portugal está agendada para 27 de março e “só nessa altura os associados vão expressar a sua opinião e ficaremos a saber qual dos candidatos foi escolhido”.
O presidente da Câmara de Gouveia já não pode recandidatar-se à autarquia por ter atingido o limite de mandatos, tal como Rui Ventura em Pinhel.
Desde o falecimento de Raul Almeida, a 27 de dezembro, a TCP tem sido liderada interinamente por Anabela Freitas, vice-presidente da instituição, que assegurou a continuidade dos projetos e estratégias em curso. Raul Almeida havia sido eleito em 2023, sucedendo a Pedro Machado, atual secretário de Estado do Turismo.
A eleição do novo presidente será conduzida pela Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal e pela Agência Regional de Promoção Turística Centro de Portugal.
Luís Manuel Tadeu Marques é advogado de formação, preside à Câmara Municipal de Gouveia há 12 anos, é presidente da Comunidade Intermunicipal da Região das Beiras e Serra da Estrela há 6 anos, sendo também Vice-Presidente da ADIRAM – Associação de Desenvolvimento Integrado da Rede de Aldeias de Montanha e Vogal do Conselho de Administração da APdSE, EIM. S.A. – Águas Públicas da Serra da Estrela.
A Agência de Marketing Dappin, com sede em Seia, inaugurou um novo escritório, esta sexta-feira, dia 14.
A agência presta todos os serviços na área do digital, desde a criação de marcas, branding, criação de logotipos, gestão de redes sociais, cobertura de eventos, criação de websites e criação de lojas online construídas a partir do zero, entre outros serviços.
A equipa é composta por designers e gestores de projeto que auxiliam cada cliente na concretização de projetos criativos.
A Dappin trabalha com várias empresas e instituições transformando as ideias de cada uma em realidade.
A nova loja está situada na rua do Mercado, junto à imobiliária AXADO.
No âmbito de inquérito dirigido pelo Ministério Público da Procuradoria do Juízo de Competência Genérica de Trancoso, da comarca da Guarda, foram detidos e presentes a primeiro interrogatório judicial três indivíduos (dois homens e uma mulher) indiciados pela prática de furtos em residências, nos distritos da Guarda, Vila Real, Viseu e Bragança.
Os factos ocorreram no período compreendido entre janeiro de 2024 e fevereiro de 2025.
Na sequência do interrogatório judicial, realizado no dia 13 de fevereiro de 2025, foi aplicada aos arguidos a medida de coação de prisão preventiva.
Foram ainda apreendidos diversos objetos em ouro, relógios, mais de 1000 euros em dinheiro e quatro armas de fogo.
A investigação está a cargo da Guarda Nacional Republicana – Núcleo de Investigação Criminal de Gouveia.
“É incrível como podemos subir e descer a montanha [Serra da Estrela] dezenas de vezes e é impressionante como temos sempre a sensação que nunca há um dia igual.”
Saiu de Seia há já alguns anos e estabeleceu-se em Albufeira, onde reside há cerca de 16 anos. É professor de Biologia e Geologia e um apaixonado pela fotografia de natureza, astrofotografia e, mais recentemente, da vida selvagem. De quando a quando desloca-se a Seia, região serrana que já foi, naturalmente, o seu teatro fotográfico. Chegou a dar aulas em São Romão e Mangualde, durante cerca de 3 anos, o que lhe permitiu usufruir da “magia da Estrela em todas as épocas do ano.” Recentemente ganhou o primeiro lugar no concurso de fotógrafo de natureza – categoria Paisagem, no Festival de Imagem e Natureza de Vouzela, com a fotografia “A Falésia”.
Conheça toda a história de Marco Neves, nesta entrevista que concedeu ao JSM.
Jornal de Santa Marinha (JSM): O Marco é natural de Seia, mas está a residir no Algarve há alguns anos. Fale-nos um pouco de si, da sua atividade profissional, dos seus gostos e atividades de lazer.
Marco Neves (MN): É uma realidade: acho que, neste momento, já me posso classificar como um «Serrano Algarvio», uma vez que tenho quase tantos anos de Algarve, como os de vida em Seia. A escolha de Albufeira para residência nos últimos cerca de 16 anos prende-se com a necessidade de estabilidade pessoal e profissional que procurei, juntamente com a Cláudia, minha esposa. Sendo ambos professores de Biologia e Geologia, procurámos colocação de lés a lés durante inúmeros concursos instáveis que nos obrigavam, quase sempre, a ficar distantes e a mudar de escola praticamente todos os anos. E foi precisamente no Algarve que conseguimos a estabilidade almejada para começar a construir algo que pudéssemos sentir como a nossa casa.
A escolha da Biologia enquanto área de formação académica não terá sido ocasional, uma vez que sempre senti um forte apelo do mundo natural. O que significa que muito do tempo disponível para o lazer acaba por ser despendido em plena comunhão com o ar livre, em atividades como a pesca, a fotografia, a observação de aves ou as caminhadas.
JSM: Como caracteriza estas duas regiões (Algarve e Serra da Estrela) que são tão diferentes em muitas coisas…
MN: Posso dizer que são muito diferentes mas também muito iguais. Esclarecendo, iguais no sentimento que já criei, por ambas as regiões, uma natural ligação emocional muito forte a Seia, pela família, amigos, pelas nossas origens, e uma relação emocional em crescendo com o Algarve, enquanto nosso lar atual, com tudo o que isso implica. Em termos das regiões em si, para alguém que adora explorar o meio natural, é um privilégio enorme poder usufruir de, tempos a tempos, destes dois mundos tão distintos, com paisagens e seres vivos tão diferentes, climas quase opostos, cores, texturas, cheiros… tudo tão contrastante, mas ao mesmo tempo tão idêntico pelo estímulo de exploração que a sua natureza nos cria.
JSM: A paixão pela fotografia surgiu quando? Como tem sido o seu percurso nesta área e que temas gosta mais de fotografar?
MN: Não sei precisar muito bem. Lembro-me apenas de ser criança, talvez uns 7/8 anos, e de já ter esse fascínio pela máquina fotográfica dos meus pais: uma Kodak Instamatic! Aquele aparelho era uma das coisas mais mágicas que poderiam existir na vida de uma criança do início dos anos 80! Para já, toda a morosidade do processo: tirar uma fotografia era quase um momento solene, tal a gestão que tínhamos que fazer consoante o tamanho do rolo fotográfico.
Além disso, à pergunta “Mãe, pai, posso tirar uma fotografia?”, muitas vezes a resposta era negativa, porque era necessário gerir o número de fotos disponíveis, tornando o momento em que, finalmente, podíamos fazer um disparo como um prémio pelo qual há muito se ansiava. E depois, dependendo da vida familiar e social das semanas e meses seguintes, esperávamos quase sempre longos períodos de tempo até se poder levar o rolo para revelar. A esta distância, parece um mundo muito longínquo e quase surreal, mas eram estas pequenas coisas que nos levaram a aprender a esperar, a valorizar as pequenas conquistas, algo que, na velocidade consumista do mundo tecnológico de hoje em dia, não tem lugar. Consumimos tudo demasiado depressa e não aprendemos a valorizar o que vivenciamos.
Assim, sempre fui um interessado pela fotografia, mas não de uma forma metódica ou muito científica, sempre, principalmente, para os registos familiares e sociais. Com a passagem para a vida adulta começaram a existir fases de maior investimento enquanto atividade de lazer, principalmente quando o meio natural que explorava me entusiasmava ao ponto de voltar a pegar na máquina fotográfica. E, a partir daí, sempre se tornou um complemento das minhas vivências e deambulações, principalmente para registar as paisagens e os locais. Neste percurso foram surgindo pequenos focos de interesse, consoante áreas que me iam apelando, talvez pelos diferentes estímulos dos sítios onde vivi enquanto professor. Talvez por isso me tenha interessado pela paisagem natural, pela astrofotografia e, nos últimos tempos, pela vida selvagem, mais concretamente pelas aves.
JSM: O Marco continua a ter ligações à sua terra natal? O que mais gosta de fotografar nesta região?
MN: Confesso que quando vimos até Seia, o tempo disponível para a fotografia acaba por ser reduzido, uma vez que as visitas, como é natural, têm como foco principal usufruir da família e dos amigos que estão distantes a maior parte do ano. Ainda assim, com a minha recente incursão pela fotografia de vida selvagem, nomeadamente de aves, ocasionalmente acontece deixar toda a gente a dormir e aproveitar as primeiras horas da manhã algures na montanha ou pelas ribeiras e rios à procura da bicharada. Ou então, depois de jantar, subir até à Estrela para umas fotografias do céu noturno.
JSM: A Serra da Estrela é magnífica em todas as estações do ano. Já alguma vez fotografou cada uma delas?
MN: Esta região já foi, naturalmente, o meu teatro fotográfico. Cheguei a dar aulas em São Romão e Mangualde, durante cerca de 3 anos, o que me permitiu usufruir da magia da Estrela em todas as épocas do ano. É incrível como podemos subir e descer a montanha dezenas de vezes e é impressionante como temos sempre a sensação que nunca há um dia igual. A dinâmica do clima, os seres vivos, as cores, as texturas, há sempre algo em mudança. E, no fundo, é isto que torna a natureza tão fascinante.
JSM: Muitas das vezes é preciso esperar por aquele momento certo, para captar aquela imagem que tanto ansiávamos… o clique perfeito… Tem alguma história para contar sobre algum momento destes e a fotografia que mais gozo lhe deu fazer e a mais difícil?
MN: A mais difícil é aquela que ainda não se conseguiu fazer. E a fotografia de bichos tem um pequeno «problema»: eles mexem-se. Muito! O que torna tudo muito mais difícil, desafiante, mas também aliciante! E talvez seja isso que está a tornar a fotografia, neste caso de vida selvagem, tão presente na minha vida como nunca esteve antes.
Tenho uma foto em mente, com uma ave quase microbiana, a felosinha, que tenho observado e fotografado de vez em quando em ecossistemas lagunares de Albufeira. E a cena que idealizei depreende que a apanhe em voo, a caçar mosquitos, com um fundo específico e a uma hora do dia que me permita uma boa contraluz… a juntar a tudo isto, esta ave é incrivelmente pequena, rápida e de voo altamente imprevisível! Portanto…talvez lá para 2058 consiga a minha imagem. Mas é exatamente este tipo de desafio e estes objetivos que surgem da observação dos comportamentos animais, que tornam apaixonante a fotografia de vida selvagem.
E senti que vivia já intensamente a paixão por este tipo de fotografia quando há cerca de um ano, pela primeira vez na vida, dei por mim completamente sozinho nas margens de uma lagoa a emitir um grito espontâneo de celebração por ter tirado uma fotografia
Foi um momento de total êxtase: andava há vários dias a fotografar corvos marinhos na Lagoa dos Salgados, principalmente com o objetivo de os apanhar em momentos de ação, seja em voo, seja a seguir à captura de um peixe. Tinha já algumas boas fotografias deste corvo nas suas sessões de pesca submarina, com aquela luz dourada fantástica de final de dia. Mas foi aí que surgiu na mente a fotografia seguinte: e tentar apanhar isto com o sol ao contrário, logo pela manhã, em contraluz? O potencial para uma boa fotografia de ação desenhou-se na minha cabeça. Naturalmente nunca pensei nesta exata fotografia, uma vez que a posição da enguia, da ave… são tudo variáveis absolutamente incontroláveis e que nenhum fotógrafo de vida selvagem pode prever. Aliás, quando um corvo mergulha para caçar, nunca sabemos se vai apanhar peixe, não sabemos em que sítio vai emergir, é tudo altamente imprevisível e muito rápido.
Mas quando acabei de disparar uma sequência de fotografias, vi a posição da ave, da enguia enrolada, com a barbatana dourada em contraluz, os salpicos de água a dar uma dinâmica de ação incrível…foi mesmo aquele momento “UAU” que nunca tinha sentido em fotografia! E, possivelmente por todo este enquadramento e dificuldade, terá sido a que me deu mais gozo tirar, tendo inclusivamente sido premiada pela Rewilding Portugal em 2024, com um segundo lugar na categoria Fauna.
JSM: Se tivesse de escolher uma, das milhares que deve ter, qual seria?
MN: Essa é uma pergunta difícil. Porque a fotografia transmite emoções. E, para mim, as fotografias mais valiosas que tenho remetem-me para momentos, vivências, com a família e os amigos. E, portanto, são todas essas. Num contexto não familiar ou sentimental, talvez escolhesse uma panorâmica da ilha de São Jorge, também obtida com o drone.
Primeiro porque é um enquadramento imponente de um local que adoro. E depois porque foi uma fotografia selecionada para ser publicada na revistaNational Geographic em 2021 o que, para um leitor desde o número 1 em Portugal, foi um motivo de enorme regozijo. Claro que é um espaço para a fotografia dos leitores, criado exatamente para dar a oportunidade que qualquer pessoa possa ver uma foto sua publicada. Mas ter aquela revista tão especial na mão, com uma fotografia minha que eu adoro… não tem preço. E depois poder levar para a escola, mostrar aos alunos a fotografia do «stôr» na revista que por vezes usávamos para consultar artigos e discutir assuntos nas aulas. Foi neste momento que terei começado a tomar consciência mais efetiva do potencial que a minha própria fotografia de natureza, ainda mais em disciplinas como as que leciono, tem o poder de envolver os alunos de forma muito mais significativa.
JSM: Recentemente ganhou o primeiro lugar no concurso de fotógrafo de natureza – categoria Paisagem, no Festival de Imagem e Natureza de Vouzela, com a fotografia “A Falésia”. Como descreve este momento de reconhecimento do seu trabalho? Fale-nos um pouco desta imagem.
MN: Foi algo inolvidável. Principalmente pelas vivências desse fim de semana. Nunca tinha ido, nem sequer como espectador, a um Festival de Imagem de Natureza e só agora me comecei a aperceber que existem vários com bastante relevância e tradição em Portugal. E essa experiência, por si só, valeu muito mais que qualquer prémio: foram momentos em que pudemos entrar um pouco no mundo que as imagens de fotógrafos de natureza consagrados, nacional e internacionalmente, partilharam connosco. E foi onde, realmente, me apercebi que aquele chavão da “história por detrás da imagem” é tão, ou até mais importante, do que a própria imagem em si. Permite-nos vivenciar e sonhar realidades que não são as nossas. E é aí que entra o verdadeiro poder da fotografia de natureza: transportar-nos, com uma dose de realismo da imagem e outra de sonho pelas nossas vivências, para os lugares pacíficos onde a mente nos levar. E cada um de nós terá uma viagem e destino diferentes. Mesmo partindo da mesma fotografia.
Com a premiação desta fotografia da Falésia, e com a de um falcão finalista na categoria Aves,
participei no Insitu num painel que conta a tal “história por detrás da imagem”, onde tive a oportunidade de revelar aos presentes uma praia da Falésia, e até um Algarve, que poucos experienciam: no sítio onde todos os dias há mergulhos mil, um sol escaldante e deliciosas bolinhas de berlim, há toda uma azáfama biogeológica a ocorrer num incrível ecossistema! Muitas pessoas nem sabem, mas há raposas, há falcões, há corujas… a Falésia palpita de vida! E é também por isso que uma fotografia singular de uma praia pode perfeitamente vencer um concurso de fotografia de natureza.
JSM: Pode-nos falar dos prémios que já recebeu; dos seus próximos trabalhos, concursos, exposições e para quando uma no concelho de Seia?
MN: A minha relação com concursos não é próxima. Cheguei a participar, por exemplo, em alguns concursos do CISE, tendo, inclusive, obtido um primeiro e um segundo prémio, se não estou enganado. Desde o ano passado, quando comprei material fotográfico mais dedicado à exploração da vida selvagem, comecei a entusiasmar-me, novamente, com a fotografia e a participar, então, nestes eventos, tendo sido premiado no Rewilding Portugal 2024 e, agora, no Insitu.
Confesso que nunca levei a fotografia muito a sério, nesse sentido, e não sei se essa relação vai mudar.
Talvez agora ainda sinta uma espécie de aura e motivação especial pela participação no Insitu e pela possibilidade que me foi dada de partilhar histórias pela fotografia. Isso, sim. Posso dizer que é algo novo que me fascinou e que eu não sabia que iria apreciar tanto. Foi uma descoberta. Se tiver que ser pela via dos concursos, logo se vê. Mas a ideia de comunicar história pela fotografia é algo que me apela, talvez, também, por, de certa forma, já o fazer na minha profissão. Vamos ver. Não quero limitar muito a minha liberdade fotográfica. Ainda estou em fase de grande deslumbramento pela fotografia de natureza e a tentar perceber onde este sentimento me leva.
Em termos de exposições, nunca fiz nada individual. Lembro-me de ter colaborado com algumas fotografias numa exposição fotográfica relacionada com o Ambiente quando lecionei na Escola Evaristo Nogueira.
Na minha escola atual temos, também, uma exposição em vista, pegando em fotografias que eu e um amigo fomos registando no último ano sobre a fauna da Lagoa dos Salgados, em Albufeira, e que estão a servir de base para trabalhos artísticos em disciplinas como Educação Visual, num projeto que visa apelar à conservação e proteção daquela importante zona húmida que se encontra ameaçada pela possibilidade de construções na área.
E perspetivando o futuro da minha fotografia, se é que posso pensar assim, penso que será por aí que tenderei a valorizá-la: enquanto forma de revelar, mostrar e tentar impactar, pelos meios que me forem possíveis, no âmbito da Conservação do Património Natural.
Uma equipa de investigadores e alunos do Politécnico da Guarda venceu uma categoria da primeira edição do SPRINT Congress, dedicado às ciências do desporto, na Escola Superior de Desporto de Rio Maior. O projeto envolveu a avaliação morfológica, física e funcional dos jogadores profissionais do Académico de Viseu, da II Liga Portuguesa.
Uma equipa do Instituto Politécnico da Guarda – IPG venceu o prémio de melhor poster científico na categoria de “Treino e performance desportiva” no SPRINT Congress, um projeto que envolveu, no início da época desportiva, uma avaliação morfológica, física e funcional os jogadores profissionais do Académico de Viseu Futebol Clube, equipa da II Liga Portuguesa.
Um grupo de investigadores e alunos do Laboratório de Avaliação do Rendimento Desportivo, Exercício Físico e Saúde – LABMOV do Instituto Politécnico da Guarda “procuraram analisar eventuais diferenças entre as diversas posições dos jogadores no campo, ao nível da composição corporal, controlo postural dinâmico e desempenho muscular dos membros inferiores”, afirma Pedro Esteves, docente da Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto do IPG e coordenador do projeto.
Os dados foram recolhidos com recurso a equipamento tecnológico sofisticado, pertencente ao LABMOV, nomeadamente a avaliação de força por dinamometria isocinética – análise muscular que regista o trabalho realizado através do movimento articular – e por plataforma de força, bem como a avaliação da composição corporal com balança de bioimpedância Inbody.
“Os resultados evidenciaram diferenças relevantes entre médios e avançados, sobretudo ao nível da capacidade de produção de força dos membros inferiores”, afirma Pedro Esteves. “De um ponto de vista prático, estes resultados reforçaram a necessidade de se desenharem programas especializados de treino em função das especificidades de cada posição em campo, visando a otimização do rendimento e prevenção de lesões”.
A partir daqui foi elaborado e entregue um relatório especializado ao staff da equipa de futebol profissional do Académico de Viseu com o propósito de providenciar informação pertinente para o ajustamento da carga no processo de treino e respetiva preparação para a II Liga.
Foi com base nesta experiência com o clube viseense que a equipa do Politécnico da Guarda arrecadou o prémio, na categoria de treino e performance desportiva, com o poster científico “Avaliação da massa corporal, do controlo postural dinâmico e da força muscular isocinética dos membros inferiores em futebolistas profissionais portugueses: diferenças entre posições no terreno”, durante o SPRINT Congress.
Para além de Pedro Esteves, a equipa do Politécnico da Guarda é composta por Raúl Bartolomeu, José Teixeira, Carolina Vila-Chã e Faber Martins, docentes da Escola Superior de Saúde, Comunicação e Desporto do IPG e por João Rocha e Hélder Cruz, estudantes do curso de Licenciatura em Desporto da mesma escola.
Esta primeira edição do SPRINT Congress decorreu na Escola Superior de Desporto de Rio Maior, nos dias 7 e 8 de fevereiro, sob o tema Shaping the Future of Sports. A iniciativa foi promovida pelo Centro de Investigação & Inovação do Desporto, Atividade Física e Saúde – Sport Physical activity and health Research & INovation cenTer (SPRINT), que é uma nova Unidade de I&D na área das Ciências do Desporto composta por um consórcio de oito instituições de ensino superior: Instituto Politécnico da Guarda, Instituto Politécnico de Castelo Branco, Instituto Politécnico de Coimbra, Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Instituto Politécnico de Setúbal, Instituto Politécnico de Santarém, Instituto Politécnico de Beja e Universidade do Algarve.
O Comando Territorial da Guarda, através do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE), deteve, no dia 10 de fevereiro, um homem de 54 anos, por violência doméstica, no concelho de Manteigas.
No âmbito de uma investigação por violência doméstica, os militares da Guarda apuraram que o suspeito exercia violência física, psicológica e verbal contra a vítima, sua companheira de 51 anos.
Na sequência das diligências policiais, foi dado cumprimento a um mandado de detenção que culminou na detenção do suspeito.
No decorrer da ação, foi ainda efetuada uma busca domiciliária à residência do suspeito, tendo sido possível apreender uma espingarda; duas pistolas; dois revólveres e munições de diversos calibres.
O detido foi presente no Tribunal Judicial da Guarda, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de proibição de contacto com a vítima através de pulseira eletrónica, num raio de 1000 metros.
A violência doméstica é um crime público e denunciar é uma responsabilidade coletiva.
A Guarda Nacional Republicana realiza regularmente campanhas e ações de sensibilização sobre o tema da Violência Doméstica e relembra que, se precisar de ajuda ou tiver conhecimento de alguma situação de violência doméstica, participe:
Em comunicado enviado ao JSM, Pedro Martins assume a intenção de se candidatar à Presidência da Junta de Freguesia de Valezim, nas próximas eleições autárquicas, através de um movimento independente.
Pedro Martins nasceu em Valezim, a 6 de janeiro de 1983 e, nos últimos anos, tem feito parte do grupo de cidadãos que se tem dedicado à promoção da aldeia, da sua cultura e costumes. Segundo este candidato, a sua ligação e compromisso para com a gestão de desporto têm-no mantido afastado da política, “mas fruto da minha ambição para com o desenvolvimento da freguesia, decidi abraçar este novo desafio, que me levará a trabalhar em prol da comunidade onde nasci e cresci”, refere.
Ainda segundo Pedro Martins, “esta candidatura tem como base um Movimento Independente e será assente em cinco eixos fundamentais”, que consideram essenciais para o desenvolvimento e bem-estar da comunidade: “desenvolvimento– Criar atratividade, promover o crescimento económico e a modernização da freguesia, melhorando infraestruturas e serviços essenciais, com especial atenção para a comunidade sénior e juvenil; Valorização – valorizar o património natural, cultural e histórico de Valezim, preservando a nossa identidade e recursos locais; Sustentabilidade – Proteger o meio ambiente e implementar práticas sustentáveis, garantindo um futuro mais verde e resiliente; Participação – Envolver os cidadãos na tomada de decisões, assegurando transparência e uma gestão próxima das pessoas e Coesão Social – Fortalecer os laços comunitários, promovendo a inclusão e o apoio a todos os grupos da nossa freguesia.”
Este Movimento acredita que, “com trabalho, diálogo e dedicação, podemos construir um futuro melhor para Valezim e para a sua comunidade. Além disso, sabemos que ao valorizarmos o nosso território estaremos também a acrescentar valor e dar mais atratividade ao interior e ao nosso concelho, em particular”.
A lista será composta por um grupo de pessoas “apaixonadas pela nossa bela aldeia pitoresca, cujo único e principal interesse é o de contribuir para o crescimento e desenvolvimento de Valezim, assim como estimular a prosperidade dos Valezinenses”, pode ler-se.
O CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela inaugura, no próximo dia 14 de fevereiro, pelas 16h40, a exposição de fotografia “Covão da Ametade nas Quatro Estações”, com a presença de Miguel Serra, autor dos trabalhos.
A mostra estará patente até 30 de abril e resulta de um projeto fotográfico desenvolvido ao longo de um ano, entre dezembro de 2023 e novembro de 2024, e retrata a transformação deste emblemático local da Serra da Estrela ao longo das diferentes estações.
Através de um olhar atento e de uma abordagem intimista, Miguel Serra captou as nuances da luz e da paisagem do Covão da Ametade, destacando três elementos naturais centrais: água, árvores e rochas. O curso do Rio Zêzere, com os seus reflexos, fluxos e pequenas quedas de água, assume especial protagonismo, tal como as bétulas que povoam a paisagem, plantadas para conter a erosão do solo. O enquadramento é completado pela imponência das formações graníticas que rodeiam o vale e conferem ao local um caráter único e intemporal.
A exposição reflete a experiência de visitar e revisitar um mesmo lugar ao longo do ano, observando as suas transformações e a forma como a luz e os elementos naturais moldam a paisagem. O projeto evidencia também a riqueza do Covão da Ametade, situado a cerca de 1.500 metros de altitude, no sopé do Cântaro Magro, onde o Rio Zêzere ganha forma antes de percorrer o Vale Glaciário. Este é um dos locais mais emblemáticos da Serra da Estrela, conhecido pela sua vegetação característica, pelos relvados naturais e pelo enquadramento singular proporcionado pelos Cântaros Magro, Gordo e Raso.
Natural de Manteigas, Miguel Serra nasceu a 13 de junho de 1973 e tem dedicado grande parte do seu percurso à valorização da Serra da Estrela. Licenciado em Comunicação e Relações Públicas e pós-graduado em Marketing Territorial, desempenha funções na Câmara Municipal de Manteigas e tem vindo a explorar, através da fotografia, a identidade e os detalhes únicos da paisagem serrana.
Realizou-se, no passado sábado, dia 8 de fevereiro, o I Festival de Sopas promovido pela Associação Recreativa e Cultural Vodrense (ARCV), tendo contado com doze sopas, onze das quais a concurso.
O evento contou com a presença de mais de três centenas de visitantes, que se deliciaram com as diversas sopas confeccionadas por diversas associações.
Neste Festival estiveram presentes várias associações do concelho de Seia e vários particulares, entre eles:
– a Associação organizadora, ARCV.
– Lurdes e Cristina, de Vodra
– José Alcino, de Vodra
– Centro Cultural e Recreativo Os Viriatos de Arrifana
– Comissão de Melhoramentos Póvoa Nova
– Centro Desportivo e Recreativo de Quintela
– Associação de Recreio e Instrução de Santa Comba
– Irmandade das Almas de Folhadosa
– Mordomos São Tiago de Várzea de Meruge
– Tiquinho eventos de Pinhanços
– Mordomos Senhora das Febres de Vila Verde
– ACRID da Folgosa da Madalena
O primeiro prémio foi para Lurdes e Cristina, de Vodra.
O segundo lugar foi para os Mordomos Senhora das Febres de Vila Verde e a Irmandade das Almas, de Folhadosa, obteve o terceiro lugar.
A ARCV agradece a todos os participantes, aos visitantes, à Câmara Municipal de Seia, à União de Freguesias de Seia, São Romão e Lapa dos Dinheiros, bem como a todas as pessoas que colaboraram para a realização deste festival.