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Filarmonias, SYRO e Teatro Musical em setembro na Casa Municipal da Cultura

O mês de setembro traz diversidade musical vibrante à Casa Municipal da Cultura de Seia, com três espetáculos distintos. Da música ao teatro, os espetáculos evidenciam a transversalidade artística e a excelência cultural que marcam a programação deste espaço, conseguida com o apoio da Direção-Geral das Artes, enquanto equipamento integrante da RTCP – Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses.

O mês começa com a celebração da tradição filarmónica local, no dia 15 de setembro (15h), com a atuação da Banda Academia de Santa Cecília de São Romão. O concerto integra o projeto FILARMONIAS do Município de Seia e vai revisitar seis décadas de música do Festival da Canção.  O espetáculo percorrerá músicas icónicas que marcaram a história do festival e contará com a participação das alunas de canto da ACR Music & Voices, de Célia Oliveira e de Daniel Tadeu.

Na semana seguinte, a 21 de setembro (21h30), o Cineteatro da Casa Municipal da Cultura acolhe SYRO, um artista em ascensão no panorama musical português. Conhecido pela sua voz única e pela capacidade de fusão de diferentes estilos musicais, SYRO apresentará o seu mais recente trabalho, o álbum “11 11”. O concerto promete uma noite de música intensa e envolvente, que combina energia, emoção e uma interação única com o público.

A fechar o mês, no dia 28 de setembro (21h) o teatro musical “YOU ARE THE ABBA DREAM”, dirigido pela senense Ana Carina Reis e produzido pela Vocacionarte, traz a magia de “Mama Mia” ao palco do Cineteatro. Esta adaptação transporta o público para a romântica ilha de Santorini, num espetáculo repleto de energia, humor e, claro, as inesquecíveis canções dos ABBA.

Os bilhetes estão disponíveis na Casa Municipal da Cultura e na ticketline.

Jogo solidário entre associados da Casa do FC Porto de Seia e o FC Porto Vintage

O Estádio Municipal de Seia vai acolher, no dia 7 de setembro, pelas 17h30, um jogo solidário entre os associados da Casa do FC Porto de Seia e o FC Porto Vintage, onde estarão presentes algumas das glórias do Futebol Clube do Porto.

Este jogo terá a finalidade de atender algumas necessidades da Associação Solar do Mimo, de São Romão, que acolhe crianças abandonadas e em risco.

A entrada é gratuita e para ajudar o Solar do Mimo, basta levar algum bem essencial, como arroz, massa, açúcar, enlatados, etc.,

Haverá um ponto de recolha no interior do Estádio.

Salvé Jornal de Santa Marinha!!!

No dia 22 de julho fez 32 anos de existência este nosso Jornal.

Foram 32 anos de canseiras, de trabalho árduo e bastante difíceis, para além daquilo que se possa imaginar. Temos feito um trabalho com muito amor e carinho que nos tem mantido sempre numa azáfama diária para que, todos os meses, possamos chegar aos nossos leitores, com artigos de opinião, entrevistas e notícias sobre aquilo que se passa no nosso concelho e não só.

Para complemento, estamos em contacto com os nossos ouvintes através do programa “A VOZ DA SOLIDARIEDADE”, transmitido todos os sábados, nos 89.6 (Rádio ANTENA LIVRE), onde temos uma audiência bastante vasta, deixando-nos cheios de satisfação. É por tudo isto que vamos continuar a lutar, sempre com o mesmo entusiasmo, de modo a podermos manter este nosso Jornal como uma referência para o concelho.
Como estamos numa época de festas, não nos podemos esquecer das festas de “Santa Marinha”, padroeira da nossa freguesia, assim como as grandes festas de Verão em louvor de “S. Sebastião”.

Também, por todas as terras do nosso concelho, e não só, se fazem sentir o regresso dos nossos emigrantes que vêm gozar as suas merecidas férias junto dos seus familiares trazendo um movimento fora do normal, dando “vida” às aldeias quase abandonadas. Aproveitamos para desejar a todos os que nos visitam umas excelentes férias.

E já que estamos num período de festividades, não podemos deixar de destacar o Dia dos AVÓS, data assinalada a 26 de julho. Este é um dia em que os nossos idosos deveriam ser lembrados por todos os netos do mundo e não esquecidos, dando-lhes carinho e o afeto que merecem. Eles são aqueles que a toda a hora nos protegeram e protegem; eles não esquecem os seus netos e estão sempre preocupados com o seu bem-estar. Infelizmente, tão esquecidos por alguns. Por isso, neste dia se lhe dermos um beijo, um abraço, um afago como recompensa pelo seu carinho, é um dever e, podem crer que, além do dever cumprido, eles ficarão eternamente gratos. Por isso, nunca, hesite e o seu coração rejubilará de alegria.

Também, nesta altura, e porque todo o mundo anda numa preocupação constante, há que analisar o que se passa na Ucrânia e em Israel. Podemos dizer que estas guerras estão longe de nós. Puro engano! Esses dois focos de guerra estão mais perto do que porventura pensamos. As armas de que dispõem, se quiserem, chegam até nós numa hora ou duas. Por isso, ninguém pode andar descansado.

A preocupação é geral. Vejamos os apelos do Papa Francisco. Os homens do mundo, os mais responsáveis, não o querem ouvir. Só querem armas e mais armas para matar e destruir. É uma tristeza.

Nós que somos amantes da Paz e da solidariedade andamos confrangidos com o todo o “STATUS QUO”, tal como todas as pessoas de bem.

Por isso, e porque somos crentes, pedimos a DEUS para que traga PAZ aos homens e alivie o sofrimento e a dor a todas as pessoas do mundo.

Vamos de férias e não sairemos com a edição impressa neste mês de agosto. Regressaremos somente em setembro. Mas continuaremos a utilizar as nossas redes sociais e o nosso site para que todos os nossos leitores não percam qualquer informação que se passe no concelho e na região.

Boas Férias a todos os nossos assinantes, colaboradores, leitores, anunciantes e amigos.

Carta aberta aos políticos do meu país

Caros Senhores políticos,

Permiti que, com a maior elevação, sentido de oportunidade e justeza, tome a liberdade de vos colocar a seguinte questão:

O nome de Luís Vaz de Camões e dos Lusíadas diz-vos alguma coisa? Reflitam bem, porque se trata de uma figura, nascida em Coimbra, no ano de 1524, que viveu pobre e morreu na miséria, há 500 anos. Talvez de pouco interesse para a maioria dos senhores pois, não tinha bancos nem herdades, castelos ou até mesmo grandes quintas no Douro mas que foi, inexoravelmente, a maior figura da História de Portugal, de todos os tempos. Conhecem ou já ouviram falar de um “livrito” que ele escreveu chamado Lusíadas?

Pois meus caros, a minha revolta engrossa a de milhões de portugueses como eu que se sentem incomodados, tristes, envergonhados e revoltados com o esquecimento, a ignorância e o ostracismo a que foi votado por V. Exas. o épico, Luís de Camões, a maior figura da História. Nem a passagem dos 500 anos do seu nascimento vos despertou, estremeceu e mexeu com a vossa alma de portugueses levando-vos a preparar as comemorações solenes e dignas que ele e a sua obra amplamente mereciam? É assim que, em consciência e sentido de responsabilidade, assumis o papel de representantes do povo português? Valha-nos, ao menos, que um tal Montenegro que, por sinal, também é Luís, se lembrou de dar ao novo aeroporto projetado para Alcochete, o seu nome. Que andam, afinal, V. Exas, a fazer? A adiar a criação de círculos uninominais com medo de perderem os tachos partidários ou a continuar a aplaudir a vergonhosa atuação dos políticos que, desejando eternizar-se nos lugares, vão saltando de presidentes para vereadores ou ainda mais simplesmente de presidentes para secretários ou tesoureiros das Juntas de Freguesia?


Vou terminar pedindo a São Luís que, junto do Criador, implore para todos vós um bocadinho de bom senso, sentido de consciência e espírito de justiça.


Viva Luís de Camões.
Viva Portugal.
Abaixo a hipocrisia e a demagogia.

COM PARÁGRAFOS, COSTAS E BOLOS SE ENGANAM OS TOLOS

PARÁGRAFOS. Há os dissertativos, os narrativos, os descritivos e ainda os convenientes. Na sequência do célebre episódio do último parágrafo do comunicado da PGR, foi sempre minha opinião que António Costa se armou em vítima e, esperto como é, viu logo ali um argumento e um pretexto para abandonar o governo, o país e os portugueses. Manifestei essa opinião nesta coluna desde a primeira hora, repeti-a posteriormente e hoje mantenho-a, reforçada. António Costa vitimizou-se, abandonou os amigos que afinal não o eram, esqueceu-se que Portugal era o seu grande desígnio, fugiu e foi a correr para a Europa, onde os elementos textuais têm outro encanto.

COSTAS. O país chegou ao estado a que chegou pela inação dos Costas habilidosos deste país. Veja-se o ridículo da situação. António Costa foi negociado, e não eleito como foi várias vezes referido, para o cargo de presidente do Conselho Europeu porque, na opinião da maioria dos comentadores e apoiantes, ele é excelente a “fazer pontes” e a negociar pois, se o cargo exigisse capacidade de execução, já não teria o perfil adequado. É a assunção da mediocridade, pois fomos governados, durante oito anos, por alguém capaz de encontrar parceiros para jogar às cartas e distribuir jogo, mas incapaz de utilizar os trunfos que lhe saíram em sorte.

Depois, fala-se nas vantagens para Portugal resultantes do prestígio do cargo ocupado por Costa.

Se Portugal é o que é, um país pobre e desigual, com o prestígio de António Guterres, António Vitorino, Durão Barroso, Álvaro Santos Pereira, Vítor Gaspar, Ferro Rodrigues, Vítor Constâncio, e… nem consigo imaginar onde estaria Portugal sem esse capital prestigiante.

BOLOS. Se os próximos manuais da ciência política quiserem indicar um bom exemplo da hipocrisia, podem escolher este. A política tornou-se um enorme bolo e aquilo que se passou na Europa, ao repartirem as fatias do bolo em função dos interesses das “famílias” políticas e das trocas de favores e não dos interesses e angústias dos europeus, é o que, paulatinamente, vai fazendo com que os cidadãos queiram mudar de cozinheiros.
TOLOS. Há sempre alguém que acredita na “História da Carochinha”, pelo que histórias deste género têm sempre (e)leitores, sobretudo quando há alguém a cantar bem à janela e moedas de ouro a ganhar.

COM PARÁGRAFOS, COSTAS E BOLOS SE ENGANAM OS TOLOS

Eleições: por lá, por cá e por aqui

Uma palavra sobre os desenvolvimentos no palco político americano. A saída de Biden da disputa eleitoral peca por tardia. Por muito que o próprio insistisse nas suas capacidades para enfrentar Trump foi-se tornando cada vez mais visível a sua “inferioridade” face a um truculento candidato republicano que continua arrogante e mal-educado.

Tornava-se evidente que, com Biden pelos democratas, Trump venceria as eleições. Diferentemente, Kamala Harris terá mais capacidade para derrotar Trump, pois é mais impetuosa, determinada e convincente e com um currículo e histórico que consegue atrair muitas franjas de eleitorado feminino e não só. Há apenas um senão no “programa” de Kamala: em matéria fiscal, as suas propostas poderão consolidar muitos eleitores ao lado de Trump, já que a classe média americana, numerosa e ciosa dos seus rendimentos, dificilmente aceitará um “assalto” aos seus bolsos.

Por cá o panorama político continua em cenário de permanente pré-campanha eleitoral. Convenhamos que não poderia ser de outra forma. Sem maioria no parlamento, a AD (ou o PSD?) não consegue aprovar o que quer, recorre às autorizações legislativas concedidas pelo parlamento para legislar por decreto (correndo o risco de, posteriormente, o parlamento alterar as suas medidas) e tem de se ir sujeitando a que o parlamento aprove leis contra a sua vontade. No meio de tudo isto vão-se esgrimindo acusações, insinuações e provocações típicas de um ambiente de pré-campanha eleitoral. Evitando atirar mais achas para esta fogueira, ao contrário do que a comunicação social ainda especulou – que não promulgaria – o Presidente da República promulgou a legislação aprovada na Assembleia da República e apresentada pelo Partido Socialista relativa à isenção de pagamento nas SCUTS e à baixa do IRS. Seria muito mau o contrário, colocando o Presidente numa situação de provocação perante outro órgão de soberania. Não há dúvida que o atual governo não tem vida fácil, ainda por cima com Pedro Nuno Santos a lembrar que nas europeias o Partido Socialista foi o partido mais votado e que a diferença do número de deputados entre o PS e a AD é muito “poucochinho”. O que temos, é, pois, um permanente aquecimento das máquinas para a eleição sem data marcada, mas que pode acontecer a qualquer momento.

Por aqui já se sabe que Luciano Ribeiro conduzirá os destinos da concelhia de Seia do PS nos próximos dois anos, na sequência de uma votação expressiva face aos eleitores inscritos e com lista única. Será, obviamente, o candidato socialista à presidência da Câmara de Seia nas autárquicas de 2025 não se descortinando, para já, que outras figuras disputarão com Luciano a autarquia senense. Herdeiro de um passado histórico de vitórias consecutivas, Luciano Ribeiro não deverá ter grandes dificuldades em vencer as eleições mas, face aos resultados dos últimos eventos eleitorais – autárquicas, legislativas e europeias – o panorama na assembleia municipal pode mudar muito e o risco de perda de vereadores não está, de todo, afastado. Há, contudo, um elemento que pode ajudar o atual Presidente: as perturbações numa das forças da oposição que obteve um peso significativo poderão beneficiar positivamente os socialistas. Ver-se-á.

Até já trabalho: estou de férias!

As férias são um momento de quebra de rotinas e são extremamente importantes para a prevenção do burnout.
Afastarmo-nos das responsabilidades e tarefas do dia-a-dia nem sempre é possível, pois não existe um botão que, de imediato, permita desligar.

Afastarmo-nos do que nos traz pressão, ansiedade e ritmo acelerado reduz o risco de burnout, potencia a qualidade do sono, aumenta a criatividade, o bem-estar e a capacidade de resolver situações-problema.

Mas será assim tão simples mantermo-nos temporariamente distanciados do local onde quase vivemos durante praticamente todos os meses do ano? Para alguns, pode ser mesmo um desafio, pois o dia de trabalho prolonga-se para casa e para o fim-de-semana. Por vezes, não nos apercebemos do quão emaranhados estamos em rotinas e dinâmicas sem fim…

Não somos máquinas. Precisamos de pausas, de afastamentos relacionais e contextuais, dos silêncios, das manhãs lentas e dos dias com refeições tardias… precisamos de desligar das tecnologias e de estar atentos ao momento presente.

Recarregar baterias para regressar com um leque diversificado de recursos físicos e emocionais para mais uma temporada de exigência.

Para cada coisa, o seu tempo.

Bandas Filarmónicas do concelho um exemplo de resiliência e superação

Tive já oportunidade, em artigo publicado neste Jornal, de realçar o elevado nível de associativismo existente no concelho de Seia, representado nas cerca de 100 associações existentes, abrangendo um amplo espectro de atividades: culturais, desportivas, musicais, religiosas ou sociais e que contribuem de forma bastante meritória para o prestígio e desenvolvimento do nosso concelho.

Sem pretender efetuar qualquer discriminação relativamente aos outros tipos de associações existentes proponho, no presente artigo, efetuar uma reflexão mais pormenorizada acerca das Bandas Filarmónicas e Sociedades Musicais existentes no concelho de Seia (como declaração de interesse refiro que tive oportunidade de já ter sido Presidente da Direção e também da Assembleia Geral de uma destas instituições: a Filarmónica 1º de Janeiro de Carragosela, freguesia de que sou natural).

As Sociedades Musicais/Bandas Filarmónicas atualmente existentes no concelho de Seia, de acordo com o site da Câmara Municipal, são as seguintes:

  • Sociedade Musical Estrela da Beira, Santa Marinha, fundada em 1846;
  • Filarmónica 1º de Janeiro, Carragosela, fundada em 1872;
  • Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, Loriga, fundada em 1906;
  • Banda Torreselense Estrela D’Alva, Torroselo, fundada em 1908;
  • Academia de Santa Cecília, S. Romão, fundada em 1951
  • Orquestra Juvenil da Serra da Estrela, Seia, fundada em 1997
  • Associação Musical e Juvenil de Tourais, Tourais, fundada em 2001

Uma constatação que desde logo se retira é que a maioria das associações musicais em atividade no concelho existem há mais de 100 anos pelo que, seguramente, o gosto pela música e pela cultura popular dos habitantes das diversas localidades de origem das Filarmónicas constitui um elemento fundamental para que estas associações tenham conseguido sobreviver até aos nossos dias.

Na época em que surgiram as primeiras Filarmónicas no concelho, bem como durante as décadas seguintes, os tempos eram bastante duros quer pela grande dificuldade em obter fundos financeiros para adquirir instrumentos musicais e fardamentos, quer também pelo facto de as deslocações para abrilhantar as várias festividades: festas religiosas e arraiais, se fazerem a pé, muitas vezes para distâncias longas e suportando adversidades climatéricas.

Foi necessária muita resiliência para ultrapassar a 1ª e a 2ª guerras mundiais, tendo algumas coletividades interrompido as suas atividades durante alguns períodos, mas a vontade e o gosto pela música das populações, em conjugação com a generosidade de alguns beneméritos, fez com que as mesmas voltassem a ser retomadas.

Na década de 60 e primeira metade da década de 70 do século passado as Bandas Filarmónicas sofreram também bastantes dificuldades com a emigração de muitos dos seus músicos para as ex-colónias portuguesas ou para a Europa o que, em alguns casos, levou também à suspensão da atividade. No entanto, mais uma vez, logo que reunidas condições mínimas, o amor à cultura musical e às suas terras, levou as populações a reorganizar as suas Bandas de Música e a garantir a sua continuidade.

As Filarmónicas, no final do século passado e início deste século, começam a dar uma ainda maior atenção às suas Escolas de Música captando jovens de ambos os sexos para a aprendizagem da música, sendo essa a principal fonte de integração das mulheres nas Bandas de música, situação que importa enaltecer.

A cada vez maior desertificação do interior e o envelhecimento da população são os mais recentes desafios que se colocam às Bandas de música que, mais uma vez, estão a encontrar forma de os superar.

Para ultrapassar o desafio da falta de recursos humanos a nível da localidade de origem, as Filarmónicas desenvolvem um trabalho de recrutamento junto de localidades vizinhas garantindo aos alunos transporte e ensino da música gratuitos o que é, sem dúvida, um serviço público digno do maior realce.

Uma palavra de apreço também para a grande evolução na qualidade musical da generalidade das Filarmónicas, que deriva muito do facto de terem quer na sua regência, quer na orientação das Escolas de Música, profissionais cada vez mais qualificados.

A resiliência perante as dificuldades e a superação de todos estes desafios também não teria sido possível sem a inteligência, esforço e altruísmo de sucessivas lideranças que, através dos respetivos órgãos sociais, se dedicaram e continuam a dedicar de forma abnegada ao desenvolvimento destas instituições.

As Bandas Filarmónicas assumem hoje, indubitavelmente, um importante papel de divulgação do concelho de Seia e constituem um fator de desenvolvimento cultural das populações, preservação de tradições e densificação de relações sociais devendo, portanto, ser enaltecidas e apoiadas.

As Juntas de Freguesia dos territórios em que as Bandas Filarmónicas se localizam devem ter uma especial atenção no seu estímulo, apoio, manutenção e desenvolvimento e a Câmara Municipal deve garantir a manutenção e reforço dos apoios a estas associações, por forma a contribuir para a sua viabilidade financeira, nomeadamente prosseguindo e incrementando a política anual de subsídios, incorporando também como critério dessa política o elevado interesse que as Escolas de Música representam.

Estas coletividades envolvem um número muito significativo de pessoas, que vão desde os executantes, aos associados e órgãos sociais, merecendo, para além do nosso sincero agradecimento, também a nossa homenagem e reconhecimento.

Leishmaniose – uma questão de saúde pública

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Já ouviu falar de Leishmaniose? Esta doença representa um enorme risco para a saúde pública, já que é uma zoonose disseminada mundialmente (Europa, Ásia, África, México e América Central e Sul). Zoonose é o nome que damos a doenças infeciosas capazes de serem naturalmente transmitidas entre seres humanos e outros animais.

Os agentes que provocam as zoonoses podem ser bactérias, fungos, vírus, ou como no caso da Leishmaniose, parasitas. Esta doença é incurável e estima-se que existem atualmente entre 4 a 12 milhões de pessoas infetadas num total de 98 países, sendo por isso classificada como doença tropical negligenciada e por isso a Organização Mundial de Saúde fornece os medicamentos para o tratamento de humanos com esta doença a custo reduzido.

Em Portugal a transmissão ocorre maioritariamente através da picada de mosquitos da família dos flebótomos, também conhecidos por mosca-da-areia. Estes mosquitos, de 2 a 3 mm de comprimento, alimentam-se de um animal doente e infetam-se, posteriormente infetam outro animal quando se alimentam novamente, e o ciclo repete-se.

Esta infeção também pode ser transmita da mãe para o feto, durante a gravidez e no parto, e através de agulhas contaminadas ou transfusões sanguíneas. Os sinais em seres humanos podem ser leves ou mesmo inexistentes, passando esta infeção impercetível e o ciclo de transmissão da doença continua sem ninguém se aperceber. Quando existem sinais clínicos visíveis, eles dependem do tipo de Leishmaniose presente, nomeadamente: Leishmaniose cutânea – maioritariamente ulcerações na pele; Leishmaniose mucosa – maioritariamente ulcerações no nariz, boca e/ou garganta que podem culminar em deformações graves e irreversíveis; Leishmaniose visceral – maioritariamente febre, perda de peso, fadiga e anemia, e afeta maioritariamente a medula óssea, gânglios linfáticos, baço e fígado. Sem tratamento médico, pode culminar na morte de qualquer ser vivo afetado. Estas apresentações clínicas são semelhantes quer em humanos, quer nos cães.

O diagnóstico de Leishmaniose, no caso dos seres humanos e dos outros animais, é realizado através de uma análise sanguínea ou análise de tecidos infetados, e infelizmente não existe cura na atualidade. Existem medicamentos para manutenção da doença, que dependem da forma clínica da leishmaniose, do estado imunológico do paciente (humano ou não humano), da existência de outras doenças concomitantes e da espécie de Leishmania que o paciente contraiu (existem mais de vinte!). É fácil compreender que a Leishmaniose é um assunto de saúde pública, tornando-se de extrema importância a adoção de medidas para evitarmos esta infeção fatal. Como podemos proteger as nossas famílias e os nossos animais de companhia?

  • Evitar a picada do mosquito: O mosquito responsável pela transmissão desta doença está mais ativo nos meses entre Março e Outubro, pelo que a aplicação de repelentes de insetos é de extrema importância neste intervalo de tempo. Para cães e gatos as soluções existentes no mercado são várias, todas elas na forma de coleiras e pipetas (spot on) repelentes. A lógica é simples: se o inseto portador de Leishmaniose não picar o animal, torna-se teoricamente impossível o animal adoecer. Este mosquito gosta mais de se alimentar ao amanhecer e ao final do dia, e encontra-se com mais frequência junto a lixeiras e zonas húmidas com muita florestação e folhas secas. Evitar estas zonas durante os passeios, particularmente nestas alturas do dia, é também prudente.
  • Evitar a disseminação: Tratar os animais e os seres humanos com Leishmaniose é essencial, já que vão ser um reservatório da doença para sempre. Uma vez que não existe cura completa, caso um mosquito pique um ser vivo portador desta infeção, vai perpetuar a disseminação da Leishmaniose de forma contínua. Assim, além do tratamento que irá reduzir o número de parasitas no organismo infetado, a utilização de repelentes nos seres vivos infetados vai ser benéfica para ambas as partes: o doente não vai disseminar ainda mais a doença, e não será reinfetado pela picada de novos mosquitos infetados.
  • Vacinação dos cães: Após um teste sanguíneo com resultado negativo, os cães podem ser vacinados contra a Leishmaniose canina. A vacina não tem uma eficácia de 100%, mas todas as formas de proteção são bem-vindas, particularmente numa doença que não tem cura, nem para eles, nem para humanos. Esta vacina confere uma proteção anual ao paciente.
    Ao proteger o seu animal de companhia, está consequentemente a proteger a sua família. Em caso de dúvida, esclareça-se com o seu médico de família e/ou contacte-me através do email ritam_costper@hotmail.com ou nas redes sociais @beehaviourbyritapereira. Proteja-se neste Verão: quem ama, cuida!

O G7 – O Grupo dos Países mais Ricose industrializados do Mundo

O G7, o Grupo dos Sete, o grupo dos países mais industrializados e os mais ricos do mundo, composto por: Alemanha, Canadá, Estados Unidos da América, França, Itália, Japão e Reino Unido, reuniram há umas semanas.
Nessa reunião estiveram presentes outros países por convite expresso dos países que no grupo mandam.
São reuniões muito publicitadas e badaladas, para que o mundo se aperceba das importâncias dos que por lá aparecem, circulam e mandam.

A importância do G7 já não está atualizada, já não é o que antes era.

A China não faz parte desse grupo, é esquecida e um tanto desprezada desses aparatos mediáticos, mas a China cresceu e passou a ser país industrializado, com produção diversificada e com tecnologia avançada, a disputar o primeiro lugar no mundo.

A China compra grandes empresas nos países ocidentais.

Os países do G7 andam irritados com o crescimento da economia e com a produção da China, preparada para a concorrência no comércio mundial.

A China tem preparação científica, tem capital para investimentos, tem um alargado mundo de boas relações, enquanto países do G7, se encontram enredados nas suas contradições internas, ainda a viverem das suas importâncias coloniais.

As reuniões do G7 exibem-se pelo aparato mediático, mas já não são o que eram.

A China tem uma economia diversificada e com tecnologia avançada. Tem contradições internas muito profundas, porque o custo do trabalho é de pobreza.

O crescimento da China está a preocupar os países industrializados do Ocidente, as sete economias mais avançadas do mundo, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que dizem representar mais de 64% da riqueza líquida global.

A agenda mediática das reuniões do G7 trazem muito aparato, muita solenidade.

Os convites a outras celebridades políticas são seletivas. Os grandes assuntos da situação política mundial são temas que marcam presença e clarificam opções.

Os grandes temas estiveram presentes na última reunião.

As duas guerras aqui tão perto do mundo ocidental estiveram presentes.

A guerra na Ucrânia e a guerra na Palestina tiveram intervenções e foram os grandes temas da última reunião do G7.

Uma guerra das guerras com muita solidariedade, com apelos fortes aos apoios, à entrega de armas sempre mais potentes e sofisticadas, e mais caras, armas recheadas de tecnologias avançadas de custos muito elevados, tudo em abundância e com generosidade.

Já a guerra na Palestina passou como esquecida, como sem importância para a tranquilidade do mundo.
A pobreza, o sofrimento, as destruições, os bombardeamentos a hospitais, a escolas, as mortes de crianças, de idosos, a fome de uma população que ficou sem habitação e sem pão, não sensibilizam os importantes políticos dos países do G7.

De uma guerra tudo é apresentado com indignação.

Já da guerra na Palestina, onde está a acontecer um programado genocídio, poucas palavras e de conveniência.
As mortes não podem ter dores diferentes.

As destruições não podem ter repúdios diferentes.

E os políticos dos países livres e democráticos do ocidente não podem entrar nesses jogos de apreço por uns e de indiferença por outros, com requintes de hipocrisia e de indiferença.