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11 nov. | sábado | 21h30 – Sérgio Godinho

É inegável colocar Sérgio Godinho no centro da vida portuguesa desde que nos finais de 1971 publicou o seu primeiro trabalho discográfico, o EP “Romance de um dia na estrada”, que antecedeu em pouco meses a edição do LP “Os Sobreviventes”, obra charneira da nova música portuguesa.

A celebrar 50 anos de atividade criativa, onde se incluem mais de três dezenas de registos discográficos, entre gravações em estúdio, ao vivo e em colaboração, o “escritor de canções” é figura central no que de mais importante e interessante se produziu em termos líricos e musicais em Portugal.

O mais recente, “Nação Valente”, o seu 18º álbum de estúdio, assumirá papel de destaque nesta noite. As mais recentes criações e que trouxeram colaborações inéditas, inesperadas e, diríamos, bem-sucedidas com David Fonseca, Filipe Raposo ou com o velho companheiro José Mário Branco, serão testemunhos da vitalidade criativa de Sérgio Godinho.

Mas talvez que a apresentação desta noite possa assumir o título de “Nação Valente & Outras Histórias”, afinal estamos perante uma voz que nos conforta e inquieta desde a década de 70 do século passado e em que olhar a sua obra é também descobrir uma parte significativa da nossa vivência, do nosso quotidiano, do amor, das lutas, das perdas e das alegrias.

Um espetáculo a não perder que promete emoções fortes seja qual for o nível de experiência do público na arte godineana – para os novatos, uma descoberta; para os habitués, também uma descoberta mas continuada.

Bilhetes: Normal – 20 €; C/ Cartão Municipal – 10 €

CineEco – um ex-líbris de Seia

Decorreu em Seia, entre os dias 05 e 13 de Outubro, a 29ª edição do CineEco, que é o único festival de cinema em Portugal dedicado exclusivamente à temática ambiental e que, por iniciativa da Câmara Municipal, tem vindo a ser realizado, de forma ininterrupta, desde 1995.

O CineEco é de entrada gratuita e, para além dos filmes a concurso nas diversas categorias, inclui também um conjunto de atividades paralelas como sejam conferências, concertos, workshops e exposições.
Na edição de 2023 do que é o mais antigo e internacional evento de cinema ambiental existente Portugal, foram escolhidos para exibição, dentre os cerca de 300 filmes a concurso, 65 filmes de 27 países pertencentes a vários continentes.


O CineEco conseguiu já obter uma grande notoriedade e granjear um enorme prestígio nacional e internacional, sendo atualmente um grande ex-líbris da marca Seia para Portugal e para o Mundo.


Importa sublinhar aqui a visão dos pioneiros que, em 1995, lançaram em Seia esta iniciativa, altura em que não era ainda tão evidente como hoje a importância do ambiente e da sustentabilidade para a Humanidade.
Recordo a este propósito que só em 1997 as Nações Unidas conseguiram estabelecer, no Protocolo de Kyoto (Japão), o acordo de um significativo conjunto de países sobre metas e prazos para a preservação do ambiente, nomeadamente em termos de redução de emissões de gases de efeito de estufa.


O CineEco constitui hoje uma ferramenta importante em termos de divulgação e debate dos temas ambientais relevantes, sendo cada vez mais pertinente a sua existência face à agudização dos problemas originados pelas alterações climáticas e pelo esgotamento dos recursos naturais e energéticos.


A organização do CineEco faz, naturalmente, todo o sentido para o concelho de Seia, um município de montanha situado em pleno Parque Natural da Serra da Estrela onde a Natureza e a preservação do ambiente tem que constituir uma verdadeira prioridade.


Apesar disso, é de elementar justiça e absolutamente indispensável enaltecer a resiliência dos diversos executivos da Câmara Municipal, bem como das diversas Comissões organizadoras do CineEco que, mesmo nos tempos mais difíceis, em que havia grandes limitações de recursos financeiros, nunca deixaram de garantir a realização deste festival de cinema.


A notoriedade do CineEco foi ainda mais reforçada em 2021 com a publicação do livro “Cinema Ambiental em Portugal – filmes do mundo em 25 anos de CineEco”, da autoria de Mário Branquinho, que foi desde sempre um grande impulsionador e dinamizador do projeto, tendo sido diretor do festival em várias edições.
A continuidade da realização, no futuro, de um evento que, através do cinema, promove os valores ambientais e de sustentabilidade deve ser uma prioridade absoluta da Câmara Municipal, no sentido de continuar a reforçar a notoriedade de Seia em Portugal e no Mundo no âmbito da temática ambiental.


A angariação de parceiros e patrocinadores adequados e com ligação ao tema do ambiente, bem como o envolvimento da comunidade escolar e da sociedade senense em geral, são elementos importantes e indispensáveis para garantir a continuação do êxito da iniciativa.


Importa, também, envolver ainda mais a Escola Superior de Turismo e Hotelaria, nomeadamente considerando a vertente do Turismo de Natureza, na promoção e dinamização do evento, assim como garantir a adesão da comunidade empresarial do concelho.


Neste âmbito, seria muito relevante fomentar e apoiar o aparecimento de iniciativas empresariais ligadas à indústria do ambiente, nas suas mais diversas vertentes, área que no futuro se perspetiva de enorme crescimento e que, para além disso, possui uma boa interligação com a realização do CineEco, sendo que o próprio festival de cinema se pode constituir como um instrumento útil na divulgação e promoção aquém, e além fronteiras, de novos projetos empresariais senenses.

Israel e Palestina

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Sábado, dia 7 deste mês de outubro, um grupo do Hamas, organização militar da região de Gaza, considerada terrorista, atravessou a fronteira de Israel, país extremamente militarizado, bem equipado com armas modernas e com serviços de informações conhecidos no mundo e, em território israelita mataram e levaram mais de 200 cidadãos israelitas como reféns.
Este episódio indignou o mundo pela barbárie e pela violência Logo de seguida, Israel respondeu. Começou a guerra. Começaram as notícias:

“Seis pessoas morreram num ataque aéreo a uma escola da agência da ONU em Gaza”.
Notícia: “Mortos por bombardeamentos em Gaza chegam a 3000 desde o inicio da guerra”.
Os apoios a Israel chegaram dos EUA e de países europeus.
O governo de Israel apelava que o mundo deve estar unido para derrotar o Hamas.
As notícias passaram a ser alarmantes.

“O Ministério de Saúde de Gaza diz que os hospitais colapsaram e pede à população que dê o combustível que tiver para manter o hospital em funcionamento”.
Gaza foi cercada. Está cercada há muitos anos.
A Palestina já tem muitas décadas de guerra e de opressão sobre o seu povo.
Israel cortou a eletricidade, a água, os combustíveis a Gaza.
2 milhões de pessoas ficaram sem ter o mais básico para viver.
São 2 milhões de pessoas a viver há anos num território de área reduzida.
População extremamente pobre, maioritariamente de crianças.
Notícia “Ataque a hospital de Gaza terá causado meio milhar de mortos”.
O Hamas culpa Israel. Israel culpa organizações islâmicas.
Notícia: “Escalada da guerra matou mais de 724 crianças e feriu 2.450, informou a UNICEF, organismo da ONU, que não apresentou número de vítimas menores do lado israelita.
O presidente dos EUA esteve em Israel. Levou apoio, ajuda económica e militar a Israel.
Em 1947, por iniciativa dos vencedores da Segunda Guerra Mundial, EUA e Inglaterra, formou-se o Estado de Israel, em territórios habitados por palestinianos, ficando a Palestina numa área reduzida, reconhecida pela ONU como Estado independente.
Mas parte dos seus territórios foi ocupada por Israel.
Desde 1947 já houve outras guerras, que Israel aproveitou para alargar a sua área geográfica
A Nações Unidas estão “em choque” com a morte de 29 membros da sua Instituição.
Desde o início do conflito entre Israel e o Hamas, já 29 funcionários das Nações Unidas perderam a vida em Gaza.
Palestina tem direito ao seu território, a ter o seu governo e o seu exército, para se defender.
Assim como Israel tem direito a se defender e a ter o seu território.
Um cidadão, uma criança israelita tem direito à vida, à escola, a um sistema de saúde, assim como uma criança palestiniana tem direito à vida, à saúde, à escola.
O fim desta guerra só acaba quando Israelitas e Palestinianos tenham seus territórios e se respeitem, sem ocupações e sem bombardeamentos. Em PAZ.
Os EUA e países da Europa têm responsabilidades. Devem dar contributos para a paz.
Para haver paz, não pode haver submissão de uma das partes.
Acabar com a constante anexação de territórios por Israel.
Que os povos de Gaza e da Palestina não sejam submetidos a viver em bairros degradados, num espaço geográfico reduzido e debaixo de constantes bombardeamentos.
As condições de vida naqueles territórios são desumanas. São essas condições de vida que fazem e despertam as revoltas e os terrorismos.

Prevenir é sempre o melhor remédio

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Nunca o acesso à informação foi tão simples e rápido como atualmente. Contudo, os movimentos anti-vacinas têm ganhado força nos últimos anos, mas a que custo?


Com as alterações climatéricas e a globalização, também as doenças e os parasitas têm ganho território muito rapidamente, e há várias doenças que atravessam a barreira das espécies – as zoonoses – doenças infecciosas transmitidas de animais para pessoas (e vice-versa) que podem ser causadas por bactérias, parasitas, fungos ou vírus.


Com as nossas vidas apressadas, e enquanto temos saúde, acaba por ser fácil descuidarmos a prevenção das questões relacionadas à nossa saúde… e dos nossos animais também! Mas porquê a prevenção?


Como nos humanos, a vacinação tem dois objetivos: proteger o animal contra doenças infeciosas e evitar que esses agentes circulem, perpetuando o ciclo de transmissão. Assim, muitas vezes a vacinação é entendida como uma responsabilidade de saúde pública: o conceito de uma só saúde. Quanto maior o número de animais vacinados, menor a frequência de doenças na população.


Existem vacinas essenciais (obrigatórias) e opcionais. O veterinário do vosso animal irá definir o melhor protocolo de vacinação para ele, baseando-se na idade, estilo de vida, estado de saúde, historial médico, localização geográfica e possibilidade de viajar. Ao contrário do que muitas pessoas supõem, cães e gatos em grandes cidades e/ou que não vão há rua também podem – e devem – ser vacinados, mesmo se já são adultos. Muitas vezes esta imunização preventiva faz a diferença entre a vida e a morte.


Graças aos planos de vacinação em massa dos últimos 10 anos, algumas doenças graves tornaram-se raras. Então já podemos parar de vacinar? Não, é exatamente o contrário! É fundamental continuar estas vacinações para evitar novos surtos, já que é totalmente impossível vacinar 100% da população mundial de cães e gatos, sem esquecer que a fauna silvestre pode funcionar como reservatório para doenças. A manutenção da vacinação, de uma maneira consciente e racional, adaptada a cada caso, vai originar uma cobertura que limita o risco de doenças na população animal e humana.


Um exemplo prático da aplicação das vacinas é a doença da Raiva. Esta doença é uma doença grave e fatal em qualquer espécie. Felizmente não há casos autóctones de Raiva em Portugal desde 1960, e como isto foi possível? A vacinação anti-rábica passou a ser obrigatória em todos os cães a partir de 1925 e o país foi declarado livre de Raiva apenas em 1961. Contudo, nos animais selvagens em território português continuam a identificar-se casos de Raiva, reforçando a importância da vacinação. A Raiva mata anualmente 59.000 pessoas, sendo que a maior parte dos casos são crianças com menos de 15 anos.


A proteção dos nossos cães e gatos pode iniciar-se logo no início da vida, com a desparasitação (a partir dos 15 dias) e o plano vacinal poderá iniciar-se logo às 6 semanas de idade. Ao protegermos os nossos animais, estamos também a protegermo-nos a nós mesmos e à restante família. Desde as primeiras vacinas, à desparasitação regular, hábitos de higiene e controlo nutricional, todos estes são passos chave para prevenirmos “sustos” evitáveis. O risco zero não existe, mas como o saber popular ensina “prevenir é melhor do que remediar”!

A Sustentabilidade das Instituições Sociais

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A Câmara Municipal de Coimbra, em parceria com o Gabinete para a Igualdade e Inclusão, com a Rede Social de Coimbra e o Grupo de Trabalho das Pessoas com Deficiência, no dia 28 de setembro, realizou a 3ª Edição do Encontro “Desafiar a Inclusão”, sob o tema os “Desafios da Autonomia”.


O primeiro painel em debate fixou-se no tema da sustentabilidade das Instituições.


As intervenções deram a entender grandes preocupações, alertando das dificuldades por que passam as Instituições que prestam apoio a pessoas idosas e a deficientes. Depois da pandemia que obrigou muitas Instituições a mais gastos e, também, a guerra que fez aumentar os custos com a alimentação, as energias e a inflação, são situações que as Instituições sociais já não conseguem aguentar.

Estão em causa os acordos de cooperação com a Segurança Social. Esses acordos estão longe de acudir aos custos.
O funcionamento das instituições estão a passar por uma evolução para responderem a uma sociedade com necessidades diferentes.

Também as orientações da Segurança Social são mais atentas aos direitos dos utentes e às ocupações dessas populações.

As orientações da Tutela são necessárias. Mas a Tutela tem que responder às dificuldades das Instituições.
A presidente da Humanitas – Federação Portuguesa para a Deficiência Mental – preocupada com a situação extremamente crítica das instituições para deficiência mental/ intelectual, que representa, disse que “há instituições à beira da rutura financeira”.

A situação de rutura é preocupante.

Estão em causa a vida, a dignidade, o respeito, os direitos de milhares de idosos e de jovens, mulheres e homens com incapacidade para trabalhar.

São populações dependentes de cuidados permanentes, que nas instituições têm o apoio para uma vida mais digna e segura.
São jovens sem família, filhos de pais idosos, muitos de famílias desestruturadas, vítimas de violências.
Esta população precisa de apoios na higiene, na alimentação, em tudo.
Precisa de técnicos preparados para o seu desenvolvimento intelectual, para o treino de comportamentos mais adequados à vida social.

É uma população de uma sociedade empobrecida.

Há uma Convenção para a Deficiência. Há uma Estratégia Europeia para a Deficiência. Há um Estratégia Nacional para a Deficiência.

São documentos orientativos de práticas para a dignidade das pessoas com deficiências, com incapacidades.
A Segurança Social sabe disso. Tem obrigação de saber.

A Tutela tem o dever, a obrigação de custear as despesas.

“Há instituições com grandes problemas financeiros e com dividas a pagar”.

Estão a ser despedidas “pessoas que não estejam a contrato”, prejudicando a “qualidade do serviço”.
Os salários dos trabalhadores sociais são baixos, demasiado baixos.

O Estado tem o dever, a obrigação de subsidiar as Instituições de forma que estas possam pagar dignamente aos seus trabalhadores.

O Estado tem de reforçar os acordos de cooperação.

E de repente já é Outubro!

Uma vez que a nossa época festiva acabou, parece-nos ser a atura ideal para fazer um balanço.
Este ano, ano em que finalmente respirámos fundo (sem PANDEMIA), muitos foram os esforços para retomar as rédeas à “carroça”, tanto da parte dos diretores, maestro como músicos.

O nosso calendário voltou a encher-se de festividades religiosas e não só.

A nossa banda voltou a ter a ambição pela qual é conhecida e com os nossos apoiantes, amigos e simpatizantes voltámos a ouvir a nossa música pelas nossas ruas e palcos.

Esta é então a altura ideal para vos anunciar de que a banda adquiriu um fardamento novo! Era algo que já há longos anos ambicionávamos alcançar e, finalmente, este ano, conseguimos atingir este objetivo!

No passado mês, no nosso aniversário dos 177 anos, parecia ser a altura ideal para vos apresentar a nova farda, mas devido a alguns imprevistos e à elevada carga laboral por parte da alfaiataria por nós selecionada, a Alfaiataria Ribatejo, exímia a fabricar este tipo de confeções, não nos foi possível fazer esta tão desejada apresentação.

Eis então que, finalmente temos a nossa farda, uma farda inspirada nas nossas gentes, gentes da serra da estrela e nos nossos pastores e tradições.

Iremos organizar algo especial para vos apresentar a nossa nova farda e, oportunamente, anunciaremos esse evento com mais detalhes, no entanto, aqui fica já o nosso convite. Apareçam e vejam com os vossos próprios olhos o nosso novo visual, renovado com cheirinho a novo mas histórico, como manda a nossa longa história de 177 anos de existência.

Este ano, a banda realizou um concerto especial, um concerto apresentado em palco, no qual cruzámos a nossa música com a voz de Verónica Ribeiro, no âmbito do projeto Filarmonias. Este concerto muito agradou ao público, mas, também, aos nossos músicos que, com muita ambição e responsabilidade, se empenharam para aprender e tocar cada vez melhor. E o que é de um músico sem a aprendizagem constante?

Por falar em aprender, arranca já este mês a nossa escola de música. O ano letivo 2023/2024 começou no dia 28 de outubro, no entanto, nunca é tarde para se inscrever e aprender connosco uma das sete artes. Contamos com 4 professores de música profissionais, no âmbito de metais, madeiras e percussão e com alunos de um leque variado de idades.

Por o ano 2023 estar a terminar, avizinha-se também o término da atual direção.

Esta direção conta já com longos anos de atuação que brilhantemente tem valido à banda grandes feitos e muitas boas memórias. Se quiser fazer parte da nossa história, no corpo diretivo, junte-se a nós nesta aventura artística e muito desafiadora. Contacte a SMEB via telemóvel (962073818), email (smebsm@gmail.com) ou redes socias Facebook ou Instagram. Despedimo-nos com saudações musicais e com a esperança de que nos continue a acompanhar nesta aventura.

Responsabilidade e cobardia o ocidente lá vai suportando toda a miríade de crimes de Israel

Na noite desta mais recente sexta-feira, lá nos surgiu Clara Ferreira Alves, perorando sobre a intervenção de Israel em Gaza, mas num tom tal que de pronto me trouxe ao pensamento a sua obra EM NOME DO PAI, onde nos expõe os inenarráveis sacrifícios dos arménios às mãos dos turcos. Devo dizer que consegui ficar impressionado, mesmo dolorido.

Nesta sua obra, Clara expõe-nos os sacrifícios sofridos por cristãos às mãos de muçulmanos. Simplesmente, está hoje a decorrer um confronto entre judeus e muçulmanos, sendo que os primeiros, como referiu António Guterres com oportunidade e coragem, vêm sufocando os segundos desde há perto de seis décadas. Uma realidade já exposta há dias pelos embaixadores Fernando d’Oliveira Neves e Francisco Seixas da Costa. Ora, sobre esta realidade, quase nada nos chegou, mormente de modo continuado, por parte de Clara, como também de Ana Gomes, ou de António Costa, por exemplo. E da IL, ou do Chega, bom, o melhor é fingir que se esquece…

De modo concomitante, tanto Clara como Ana Gomes há muito nos dizem que o Donbass, tal como a Crimeia, é da Ucrânia, porque assim no-lo indica o Direito Internacional Público, mormente por via da sua Carta das Nações Unidas. Em contrapartida, sobre a ocupação de 60 % do território do Estado da Palestina na Cisjordânia, com a colaboração da polícia e das Forças Armadas de Israel, mas por igual do Ocidente cúmplice, bom, quase não se fala. É também uma ilegalidade, à luz das tais referências acima apontadas, mas de que quase não se fala…

Tal como aconteceu com a Ucrânia, também neste caso do conflito criado aos palestinos, desde há décadas, por Israel, quase não se fala. A uma primeira vista, os dois Estados só agora se confrontaram, fruto das práticas terroristas de membros do Hamas em 07 de outubro. Para a enorme maioria dos que nos surgem nas televisões, esta ação terrorista de 07 de outubro é um crime, e até hediondo, mas os milhões de sacrifícios, e de todo o tipo, aplicados por Israel aos palestinos, ao longo de muitas décadas, bom, quase nada é dito.

Do mesmo modo, ocupar partes de um território de outro Estado é um crime à luz do tal Direito Internacional Público, mas desde que o ato seja praticado pela Federação Russa sobre a Ucrânia, porque se for o território da Cisjordânia ilegalmente ocupado por Israel, quase de tal crime não se fala. Simplesmente, esta dicotomia, por acaso passada em tempo comum, mostra uma coisa: se for o Ocidente a violar o Direito Internacional Público, pois, nada de mal vem daí, mormente pelas abordagens jornalísticas, mas se for alguém ocidental a ser alvo de procedimento semelhante, bom, é logo um tremendíssimo crime.

Tem-se falado sobre o Hamas como uma estrutura terrorista. Simplesmente, esta ideia não é universal: é-a para os Estados Unidos e Estados de si dependentes, como Israel e os da União Europeia, mas já o não é para as Nações Unidas e para uma multiplicidade de outros Estados. De resto, Menachem Begin foi também procurado por atos de terrorismo e de homicídio, mas a verdade é que chegou a Primeiro-Ministro de Israel.

De igual modo, foi interessante observar o salto opinativo da generalidade dos nossos comentadores sobre a votação de ontem na Assembleia Geral das Nações Unidas: nas anteriores situações, em torno da grande batalha da Ucrânia, os resultados eram exaltados sem limites, mas desta vez, com Israel a ser claramente posto em causa, já a decisão não é vinculativa! Como se Israel alguma vez se tenha sentido vinculado com as resoluções aprovadas pelo Conselho de Segurança!! E como se os Estados Unidos não se estivessem nas tintas para o Direito Internacional Público, para a Carta das Nações Unidas e para esta mesma instituição!!!

Por fim, esta evidência já incontornável: o Direito Internacional Público, tal como a enormidade das instituições internacionais de Direito, têm uma origem – até uma localização – ocidental. E ainda uma segunda evidência: para quando o reconhecimento de Francisco, à semelhança do que já referiu a propósito da invasão da Ucrânia, sobre que os territórios da Cisjordânia são do Estado da Palestina, devendo, por isso, ser deixados pelos colonos de Israel? E, mesmo por fim, uma terceira evidência: quando se determinará o PS de António Costa a reconhecer o nascimento do Estado da Palestina, ao invés de operar aparentes raciocínios ao redor do Direito Internacional Humanitário? Conseguirá dotar-se da essencialíssima coragem?

Não creio: nem António Costa, nem Montenegro, nem a grande maioria dos nossos detentores de soberania. Um dado é certo: temos a democracia…

Da Ideia à Realidade: Um segredo por detrás de uma marca!

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Vivemos num mundo onde a arte do branding e do design destaca-se como um pilar fundamental para qualquer marca, para isso, estudamos e desenvolvemos as diferentes formas de mostrar ao mundo comercial e não só, a concretização de uma ideia em forma de projetos e modelos para a tornar mais vendável ao nosso público-alvo.
Uma identidade de uma marca cativante, pode ser a diferença entre o sucesso e a obscuridade no mercado altamente competitivo dos dias de hoje.
Na era digital, a marca de uma empresa é o seu rosto, a sua voz e a sua promessa perante os seus clientes. É aqui que entra o branding e o design. E vocês perguntam? Eles são mesmo importantes para a criação de uma boa marca? Sim, o branding e o design são elementos importantíssimos no que toca à construção de uma boa marca, é com eles que conseguimos transmitir a personalidade e o valor necessário de um negócio.
Uma identidade de uma marca forte permite estabelecer uma confiança e ligação com qualquer cliente, tornando-se mais fácil fazê-la destacar-se num mercado onde a concorrência é cada vez mais desenfreada.
No entanto, as empresas não são entidades estáticas, elas evoluem, adaptam-se e inovam. É aqui que falamos do rebranding. O rebranding é o processo de revitalizar a imagem de uma empresa. Fazer ajustes completos e sensíveis, permite-nos criar uma nova perspetiva de uma marca. Esta pode ser uma manobra estratégica para nos mantermos relevantes e competitivos num cenário que permanece em constante mudança.
Um logótipo bem pensado, um esquema de cores enquadrado ou mesmo uma tipografia bonita pode deixar uma impressão duradoura no cliente, mas é com a imaginação, a criatividade e o empenho que conseguimos construir uma boa marca, afinal, este é o segredo por detrás de uma marca!
Aléssia Varão – Designer
dappin |Agência de Marketing

EDITORIAL: Todo o Homem tem direito a uma vida digna

Ao fim de um mês de férias, cá estamos, novamente, em contacto com os nossos leitores para levar, até vós, a nossa voz mais liberta de tanta coisa que se tem passado e que, ao longo do tempo, nos traz preocupados.
Não bastava a pandemia para logo aparecer a guerra entre Ucrânia e Rússia que a todos está a afetar. Também outros países do mundo estão em convulsões a atritos permanentes.
A guerra está aí. A fome e a degradação social já é uma certeza.
Quando todos andávamos na esperança de dias melhores, cai, sobre nós, a inflação, num fogo mundial que leva a todas a dificuldades tremendas com o aumento do custo de vida. Depois, todos aqueles que adquiriram um teto por intermédio de um empréstimo bancário vivem na angústia de terem de entregar as casas aos bancos. Na mesma situação, os jovens ficam inibidos de ter uma casa e constituir família, não obstante do governo tentar minimizar esta situação com algumas medidas.
No entanto, os bancos e outros, “senhores da guerra”, continuam a ganhar fortunas.
Os mais desfavorecidos da sociedade são “carne para canhão”, morrem de fome, vivem sem eira nem beira, enquanto outros vivem repastados nas suas orgias… e a escravidão continua!
Triste sorte de um povo que tem no seu seio, tantos agiotas afirmados e todo um séquito a querer seguir o exemplo dessa gente sem escrúpulos.
Da nossa parte continuamos a defender todos aqueles que são vítimas destes algozes, tentando de tudo para os fazer parar e pensar que todo o Homem tem direito a uma vida digna.
Creio que com o tempo, o mundo mudará o “status quo” das pessoas e nota-se que todos nós temos necessidade disso.
Todos precisamos de ter carinho e afagados com comportamentos de boa educação e respeito, valores estes que, infelizmente, se estão a perder a olhos vistos.
Acreditamos, plenamente, que os verdadeiros valores morais devem estar na ordem do dia, relegando todos aqueles que querem alterar e remetê-los à sua triste insignificância.
Vamos continuar de cabeça erguida sem deitar a toalha ao chão, tal como fez a Sociedade Musical Estrela da Beira, de Santa Marinha, que comemorou 177 anos de existência e que, neste lapso de tempo, passou por tantas adversidades. Fui seu componente com muito fervor.
Nos dias de hoje, ela está bem viva e altaneira, sendo um orgulho de todos os santamarinhenses e aqueles que amam esta terra.
Ela leva por todo o território de Portugal, e não só, o calor e a garra da gente desta terra, situada no sopé da Serra da Estrela.
Somos de Santa Marinha! Os nossos antepassados deixaram-nos um legado que é e será sempre objeto de um pensamento de gratidão e para as suas gerações vindoiras.
Não posso esquecer aqueles que já partiram e com o seu suor, calcorrearam montes e vales por amor à sua Filarmónica e à sua terra natal, pedindo a Deus por todos e aqueles que acompanhei durante 9 anos, que as suas almas descansem em paz.

Depois de Férias

Passaram dois meses desde a última edição do Jsm. A guerra continua. As mortes continuam. As destruições continuam.
O ódio continua assanhado e sem sinais de entendimento.
Os negócios de armas continuam, mais perigosas e destruidoras. São muitos milhões por dia para a indústria das armas.
Os políticos que mandam e decidem continuam bem presentes e deixam recados:

  • “Esta guerra vai ser longa!” – Palavras pronunciadas com solenidade pelo secretário da NATO.
    O mesmo secretário e muitos outros políticos afirmam: “Esta guerra está para durar”.
    Quando são organizações que surgiram para as guerras, como é o caso da NATO, que se formou logo depois da Segunda Guerra Mundial 1941-1945, as afirmações guerreiras não espantam. A NATO representa os interesses dos EUA e das armas.
    Os EUA têm uma longa história de andarem envolvidos em guerras e de se intrometerem em países estrangeiros.
    A guerra continua.
    O descontentamento percorre o mundo. Já não são os países pobres a reclamar e a viver em dificuldades.
    A miséria também está nos países antes considerados ricos, como a França, Inglaterra, Alemanha. As manchas de pobreza já chegaram a esses países.
    As notícias informam pobreza generalizada.
    Foi notícia que a “Industria da Tecnologia gastou mais de 113 milhões de euros em dois anos em Lobi em Bruxelas”.

As notícias dizem que as “Administrações públicas financiaram os bancos em 9,9 mil milhões de euros (9.900.000.000!) nos primeiros seis meses de 2023.
As notícias confirmam que “grandes empresas conseguem ter lucros adicionais e inesperados de 917 mil milhões euros (917.000.000.000 de euros!).
Lucros não esperados!… Adicionais!…
São estes escândalos de concentração de riquezas em poucas mãos, com a anuência dos governos, que estão a despertar a indignação do Mundo. Muitas instituições não-governamentais estão a exigir maior carga de impostos sobre ganhos adicionais.
A pobreza no Mundo cresce. Para alguns, a riqueza aumenta.
Um sismo em Marrocos levou muitos milhares para a morte, deixando aquele povo num desespero. Casas ruíram, deixando escondidos nos escombros muitas famílias que viviam em situações difíceis. O rei desse povo estava numa de muitas casas que tem em Paris. Chegou tarde e poucos o viram.
Na Líbia, o furacão Daniel caiu em chuvadas torrenciais que levou barragens a ruírem pela pressão das enxurradas, arrastando muitos milhares de crianças, idosos, de famílias, soterrados por lama, enxurradas que empurravam tudo o que havia pela frente até ao mar.
De lembrar que aquele povo vivia num regime político que não agradava aos governantes dos países ditos democráticos do ocidente.
Foram os países do ocidente civilizado que foram à Líbia para levar a democracia. Depois de muitos anos, aquele povo não tem democracia, mas tem guerras e conflitos entre grupos, um vazio de poder, um excesso de pobreza, equipamentos deteriorados pela falta de manutenção e de cuidados. Ao jeito das enxurradas.
Precisamos de um Mundo sem guerras. Sem armas.
Precisamos de um Mundo de Paz.
Queremos uma sociedade sem pobreza, sem exploração do trabalho. Onde todos possam viver em Paz.