EDITORIAL: Todo o Homem tem direito a uma vida digna

Ao fim de um mês de férias, cá estamos, novamente, em contacto com os nossos leitores para levar, até vós, a nossa voz mais liberta de tanta coisa que se tem passado e que, ao longo do tempo, nos traz preocupados.
Não bastava a pandemia para logo aparecer a guerra entre Ucrânia e Rússia que a todos está a afetar. Também outros países do mundo estão em convulsões a atritos permanentes.
A guerra está aí. A fome e a degradação social já é uma certeza.
Quando todos andávamos na esperança de dias melhores, cai, sobre nós, a inflação, num fogo mundial que leva a todas a dificuldades tremendas com o aumento do custo de vida. Depois, todos aqueles que adquiriram um teto por intermédio de um empréstimo bancário vivem na angústia de terem de entregar as casas aos bancos. Na mesma situação, os jovens ficam inibidos de ter uma casa e constituir família, não obstante do governo tentar minimizar esta situação com algumas medidas.
No entanto, os bancos e outros, “senhores da guerra”, continuam a ganhar fortunas.
Os mais desfavorecidos da sociedade são “carne para canhão”, morrem de fome, vivem sem eira nem beira, enquanto outros vivem repastados nas suas orgias… e a escravidão continua!
Triste sorte de um povo que tem no seu seio, tantos agiotas afirmados e todo um séquito a querer seguir o exemplo dessa gente sem escrúpulos.
Da nossa parte continuamos a defender todos aqueles que são vítimas destes algozes, tentando de tudo para os fazer parar e pensar que todo o Homem tem direito a uma vida digna.
Creio que com o tempo, o mundo mudará o “status quo” das pessoas e nota-se que todos nós temos necessidade disso.
Todos precisamos de ter carinho e afagados com comportamentos de boa educação e respeito, valores estes que, infelizmente, se estão a perder a olhos vistos.
Acreditamos, plenamente, que os verdadeiros valores morais devem estar na ordem do dia, relegando todos aqueles que querem alterar e remetê-los à sua triste insignificância.
Vamos continuar de cabeça erguida sem deitar a toalha ao chão, tal como fez a Sociedade Musical Estrela da Beira, de Santa Marinha, que comemorou 177 anos de existência e que, neste lapso de tempo, passou por tantas adversidades. Fui seu componente com muito fervor.
Nos dias de hoje, ela está bem viva e altaneira, sendo um orgulho de todos os santamarinhenses e aqueles que amam esta terra.
Ela leva por todo o território de Portugal, e não só, o calor e a garra da gente desta terra, situada no sopé da Serra da Estrela.
Somos de Santa Marinha! Os nossos antepassados deixaram-nos um legado que é e será sempre objeto de um pensamento de gratidão e para as suas gerações vindoiras.
Não posso esquecer aqueles que já partiram e com o seu suor, calcorrearam montes e vales por amor à sua Filarmónica e à sua terra natal, pedindo a Deus por todos e aqueles que acompanhei durante 9 anos, que as suas almas descansem em paz.

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