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A importância das rotinas: para os humanos… mas não só!

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A pandemia, a crise, a guerra, a inflação, a falta de tempo, as férias de Verão. Todos estes são motivos muitas vezes avançados para justificar o número crescente de animais abandonados em Portugal, mas o tema continua sempre atual, particularmente nesta altura do ano. Os canis municipais não têm meios físicos nem humanos para dar resposta aos pedidos de ajuda, as associações dependem de donativos e estão constantemente sobrelotadas, e a conjuntura atual não facilita o aumento das adoções de animais.
Desde 2014 o abandono de um animal de companhia é crime, previsto e punido pelo Código Penal português, e sendo também uma contra-ordenação muito grave, está prevista a punição com uma coima de 2.000€ até 7.500€. Apesar disto, a realidade é que todos os anos são abandonados mais de 40 mil animais de estimação e este número não inclui os casos de abandono que não são reportados às autoridades. Ainda há um longo caminho a percorrer a propósito deste tema tão importante quanto assustador nesta altura do ano: as férias de Verão continuam a representar o auge do abandono animal em Portugal. Nesta altura das férias é sempre possível as famílias recorrerem a hotéis e pet-sitting, ou mesmo optarem por férias em alojamentos que permitem animais de companhia. Outra solução muito popular é a cooperação com um amigo, vizinho ou familiar: quando um está de férias, o outro cuida dos animais, e vice-versa.
A informação é a melhor arma para combater o abandono animal, já que a sensibilização das pessoas sobre este flagelo e sobre a importância da esterilização poderá ajudar a evitar milhares de animais nas ruas! Pode parecer um exagero, mas um casal de gatos não esterilizados e a sua descendência, em 3 anos irá originar em média 1728 gatos! Facilmente se percebe que é impossível encontrar famílias para todos os animais que nascem diariamente em Portugal. É por este motivo que existem campanhas municipais de esterilização, bem como campanhas de captura, esterilização e devolução de cães e gatos.
A responsabilidade é de todos. A decisão de ter um animal de companhia implica responsabilizar-se também pela saúde reprodutiva dele. Quando deixamos o nosso animal procriar, mesmo que todos os filhotes consigam ter famílias, estamos a continuar o ciclo vicioso: esses animais também se irão reproduzir e a família que os acolheu poderia estar a retirar um animal da rua, do canil ou de uma associação sobrelotada! O que devo fazer se suspeito ou tenho conhecimento de um caso de abandono animal?
O abandono de animais de companhia é um crime público, ou seja, qualquer cidadão que assista ou tenha conhecimento de uma situação de abandono de um animal pode denunciá-la. A denúncia deve ser efetuada junto das autoridades policiais, nomeadamente da PSP e da GNR, através dos seguintes contactos: • PSP: Linha telefónica 21 765 4242 e e-mail defesanimal@psp.pt • GNR: Linha SOS Ambiente e Território – número azul 808 200 520.

Às pessoas com deficiência mental / intelectual o respeito que lhes é devido

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aceitou a mudança do termo “deficiência mental” para “deficiência intelectual”, alteração apresentada na Declaração de Montreal, Canadá.
Muitos dos que connosco se cruzam na rua são pessoas que precisam de respeito. São pessoas com Deficiência Intelectual – (DI). Pessoas tantas vezes mal tratadas e desprezadas.
A Deficiência Intelectual (DI) é uma realidade que pode passar despercebida. Essas pessoas e seus familiares carregam dias pesados, dias de futuro inseguro, de luta constante com as dificuldades da vida.
Deficiência caracterizada por deficit no desenvolvimento neurológico, manifestado por limitações no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo e social, pelas poucas habilidades manifestadas na solução das suas dificuldades de funcionamento.
De maneira geral, a DI é diagnosticada nos primeiros anos de vida e pode variar de leve, moderada, grave e profunda.
Muitos com Síndrome de Down, simpáticos, afetivos, geralmente sociáveis.
Os médicos neuropediatras salientam que as causas da DI podem resultar de síndromes genéticas e de muitas outras causas desconhecidas, como de problemas ocorridos por ocasião do parto.
O diagnóstico é feito pelo registo de comportamentos que a criança manifesta em conformidade com a sua idade real.
Uma DI ligeira, por vezes só se manifesta na escola.
Pelos 4 anos de idade, uma criança já é capaz de identificar as cores básicas. Se aos 6 anos não as conhece, isso pode ser indicador de deficit em seu desenvolvimento.
Cerca de 70% dos casos de DI são considerados de grau leve. As questões genéticas são as mais chamadas aos diagnósticos.
O diagnóstico é feito após uma extensa análise multidisciplinar, que pode ajudar ao melhor tratamento da criança.
Em todos os casos o importante é a inclusão dessas crianças. Mesmo com os avanços nas políticas de inclusão, ainda há muitas dificuldades para essa população.
É importante que os pais, as instituições, a sociedade partilhem iniciativas, encontros com a participação dessas crianças, jovens e os já adultos. Nunca rejeitar essa população, nem deixá-la à margem da sociedade.
As iniciativas ajudam à consciencialização da sociedade sobre as vidas difíceis dessas crianças e jovens com deficiências e das suas famílias.
Conviver, partilhar informação e experiências ajuda à inclusão de todos.
Qualquer mãe, qualquer pai conhece o que é um filho com DI, com autismo, com Trissomia21.
Famílias que vivem vidas difíceis.

Está feliz no seu trabalho?

A infelicidade no local de trabalho é um problema real e recorrente. Quantas vezes já se interrogou acerca de como o seu trabalho o faz sentir? A que respostas costuma chegar?
Mentalmente são criadas reflexões positivas e animadoras? Ou conclui que a reflexão apenas trouxe à sua consciência pensamentos e cenários negativos, acompanhados de desilusão, tristeza ou até frustração?
A infelicidade no trabalho pode estar relacionada com um fator isolado ou com um conjunto de fatores.
Sente-se valorizado? A desvalorização pode ser financeira, por identificar a sua remuneração inadequada para as suas funções e responsabilidades, mas pode também ser de carácter emocional. Falta de reconhecimento pela sua dedicação e esforços diários, poucos elogios e baixo espírito de entreajuda.
É clara a relação entre desvalorização e desmotivação. Quanto mais valorizados nos sentimos, mais motivados e empenhados estamos em cumprir os nossos papéis e em procurar fazê-lo com maior competência. Contudo, a desmotivação estende-se a outros elementos. Relações desgastantes, exigências acrescidas e pouca (ou nenhuma) perspetiva de progressão de carreira.
Nos dias de hoje, este problema é preocupante.
Habituámo-nos a ouvir que “o dinheiro não é tudo”, mas continua a não ser atribuída a devida atenção a estes aspetos.
A felicidade não tem preço. Por isso, faça um bom trabalho ao preocupar-se diariamente consigo!
Na consulta de Psicologia, o Psicólogo ajuda na identificação dos motivos de insatisfação no local de trabalho, delineando, conjuntamente, estratégias comportamentais e emocionais essenciais à gestão de desafios laborais com implicação nas diferentes áreas da vida.

Chegou o Outono

Estamos no meio da primeira metade do quarto trimestre de 2023 que nos mostra uma Seia que teima em continuar a ser um grande estaleiro de obras no começo de mais um outono. Ele é o centro de saúde, as obras no 1º de Maio e na avenida Terras de Sena, a construção de mais um supermercado, enfim, um autêntico frenesim de obras que pode fazer crer aos mais otimistas que se trata de um sinal de crescimento. Porém, um olhar mais profundo constata, isso sim, alguns sinais que devem preocupar quem cá vive: despedimentos em fábricas e na banca, esta já só abrem em alguns dias da semana ou só no período da manhã (alguns bancos), repartições públicas que passaram a atender só no período da manhã, etc. Claro que os novos horários da banca têm a ver com a redução das deslocações aos balcões, mas não só, tem também a ver com sermos interior e termos pouca população, logo menos clientes. Claro que as repartições fecham porque também reduziu a deslocação aos balcões mas também porque são menos os funcionários que podem atender e vão sendo, também, cada vez menos as pessoas que habitam o concelho. Os sinais negativos não vêm apenas da banca ou de alguma indústria – também o ensino superior em Seia não nos anima muito com o baixo número de novos estudantes cá colocados. Creio que a inversão desta má tendência deve representar um desafio para todos os que cá habitamos, com um dever de particular responsabilidade para as lideranças politicas. E creio, também, que urge identificar os principias “clusters “ para promover cada fileira, em modo de diálogo com todos os intervenientes na cadeia. O queijo e o turismo são, necessariamente, estratégicos, já se viu, mas há que olhar à volta e identificar outros e, quiçá, mais recentes.

Há quem continue a afirmar que apoiar a Ucrânia não é defender a paz e, antes pelo contrário, é fomentar a guerra. A minha teoria é outra: os arautos da teoria “pacifista” mais não pretendem do que “anular” a resistência à invasão da Ucrânia, aliando-se, dessa forma, “objetivamente”, ao invasor russo. Como se trata de um pacifismo recente, que só funciona para um lado, creio que poucos darão ouvidos aos referidos clamores. Já agora, sublinho positivamente o facto de a Ucrânia estar a atingir alvos russos na Crimeia, demonstrando que tem capacidade ofensiva e não apenas defensiva.

Os velhinhos não são lixo para jogar para no caixote

Para quem nos ler, o artigo de opinião, no seu título, poderá ser considerado duro e cruel mas após uma pequena reflexão acompanhada dos indispensáveis sentimentos de justiça, realismo e imparcialidade, chegar-se-á à terrível conclusão de que não existe exagero de linguagem nem desvio da verdade. É cruel ter de o afirmar mas é tempo dos portugueses – o bravo povo da padeira de Aljubarrota e de Nuno Álvares Pereira, olharem em frente e sem hesitação nem medo, gritarem alto e bom som: BASTA DE MENTIRA E HIPOCRISIA.
Vamos, pois, aos detalhes: ninguém poderá ter dúvidas de que a revolução dos cravos – o 25 de Abril – foi das datas mais desejadas e festejadas da História de Portugal. A Liberdade e a democracia são valores inestimáveis que andavam arredios do nosso povo, há longos anos e cuja conquista foi e é motivo de enorme alegria e de eterna gratidão aos militares de Abril. Convenhamos, porém, que alguns dos valores conquistados com a Abrilada, têm vindo a ser esquecidos, ignorados e até espezinhados por alguns políticos e governantes nos últimos anos. Se calhar é mentira que, em “nome da democracia”, os sucessivos governos com maior incidência no atual têm colocado nos lugares públicos e de influência social, elementos afetos ao emblema e à camisola sem se preocuparem com a competência, a capacidade e a seriedade intelectual com o único propósito de apenas alargarem o seu leque de influências e apoiantes? Não será verdade que, na Administração Pública, nos tempos que correm, a maior parte das nomeações é feita apenas e tão só em função do emblema e da cor da camisola? Será ou não verdade que a tática dos governos, muito em particular o socialista, é atirar com a resolução dos problemas para os anos seguintes num propósito claro e inequívoco de fazer coincidir o seu plano de ação com o calendário eleitoral?
E os velhinhos, doentes, esquecidos, carenciados e ignorados, podem esperar pelo amanhã? Para que fala essa gente em nome duma democracia que eles próprios vão matando aos poucos? Foi esse o ideário que os capitães lhe transmitiram? Essa gente tem consciência de que não devem nem podem ser as instituições de solidariedade social, a substituir-se às obrigações que incumbem ao governo? Querem que os idosos, tão esquecidos, ignorados e maltratados pelo poder central, sejam atirados para os caixotes do lixo face à agonia das Instituições de Solidariedade Social?
Vamos ter de levantar, bem alto a voz da nossa revolta em nome de Abril e daqueles que já se não ouvem porque a voz entrou em falência!
Deixemo-nos de mentiras, de conversa fiada, propaganda ou hipocrisia e de uma vez por todas respeitemos Abril e os que, velhinhos e sem saúde, anseiam por uma ajuda – aquela que os capitães se não cansaram de anunciar.
Abaixo a farsa, a mentira, a demagogia e a hipocrisia. Chamem o general Eanes, o Sá Carneiro, o Álvaro Cunhal ou o homem dos cafés Delta!
Este é o tempo certo para Marcelo e para os portugueses!

O JORNALISMO LOCAL E A CORRUPÇÃO

Dois temas abordados recentemente nesta coluna (O Ensino Superior em Seia, no JSM de 31/05 e de 30/06 e a APdSE, no JSM de 28/07) suscitaram contactos, por via oral e escrita, de leitores reagindo aos conteúdos dos artigos publicados.
Em ambos os casos os leitores manifestaram a sua concordância de opinião, denunciando, com casos concretos, situações que confirmavam e mesmo reforçavam a opinião publicada.
Mas uma outra particularidade era comum em ambos os casos; os leitores, ou as pessoas que representavam, solicitaram que os seus comentários não fossem publicados ou divulgados os seus nomes, preferindo manter o anonimato, com receio de represálias e perseguição nos seus locais de trabalho.
Alguns pensarão que se trata de pura imaginação mas, estou certo, muitos leitores conhecem ou vivem mesmo situações idênticas. Instala-se o medo de falar e de se manifestar livremente, com receio de consequências penalizadoras para si ou mesmo para os seus familiares. O medo é uma reação natural do nosso corpo que faz parte do instinto de sobrevivência e, por isso, é utilizado muitas vezes em situações ou por organizações menos transparentes para criar esse sentimento junto dos seus interlocutores ou colaboradores, quando se pretende exercer uma relação de prepotência suportada por decisões autocráticas e baseada em escolhas e preferências pessoais, políticas ou mesmo ideológicas, e não no mérito ou competências dos envolvidos.
Este clima potencia, inevitavelmente, o emergir da corrupção.
As situações que acima referi ilustram bem o ambiente que se vive localmente em algumas instituições e ajudam também a perceber a falta de rigor, de competência e de ambição dessas organizações que, assim, acabam por contribuir para o não desenvolvimento local.
A imprensa local tem aqui um papel fundamental, que acaba por se traduzir num serviço em defesa ou consolidação da democracia, investigando, opinando e noticiando, com rigor e verdade.
Jan-Werner Mueller (*) num artigo de opinião recente (Project Syndicate, 2023/06/18, “Can Local Journalism Be Saved?) afirma que “…para que o governo local funcione adequadamente deve haver jornalismo local para responsabilizar políticos e legisladores…” e, ao abordar o declínio do jornalismo local em várias partes do mundo, não tem dúvidas em afirmar que as implicações negativas para a democracia são evidentes. Trata-se de um fenómeno também vivido localmente, já abordado anteriormente nesta coluna, restando o jornal que tem nas mãos como um exemplo raro de sobrevivência e resiliência.
Ainda segundo o professor Mueller, no mesmo artigo, “cientistas sociais que estudam este tema demonstraram claramente que menos jornalismo local resulta em níveis mais altos de corrupção, prejudica a competição política e reduz o envolvimento dos cidadãos”.
O papel da imprensa e jornalismo locais é noticiar os factos e acontecimentos locais que não merecem a atenção do noticiário nacional, mas ainda, através da opinião fundamentada e da verdade na informação, denunciar as situações menos transparentes, e representar aqueles que, por medo ou falta de meios, não se podem manifestar.

(*) Jan-Werner Mueller é professor de Política na Universidade de Princeton e membro do Instituto de Ciências Humanas de Viena. Tem um livro publicado em Portugal, “O Que é o Populismo?”, Texto Editores, julho de 2017.
O JORNALISMO LOCAL
E A CORRUPÇÃO

Seia e o ensino Superior

Existe em Seia, como é de conhecimento generalizado, uma Escola Superior de Turismo e Hotelaria (ESTH), integrada no Instituto Politécnico da Guarda, a qual possui uma infraestrutura com grande dimensão e inegável qualidade, que se torna absolutamente imprescindível rentabilizar a bem do concelho e do País.

A Escola hoje existente, resultante de um passado de luta e esforço árduo, nasceu inicialmente como Escola Superior de Turismo e Telecomunicações, sendo que a vertente de Telecomunicações acabou, por razões diversas, que nesta fase não importa aprofundar, por nunca ter sido implementada.

A especialização da Escola Superior na área do Turismo deve ser aproveitada como uma mais valia e uma vantagem competitiva do concelho, neste tempo histórico em que o Turismo é muito relevante para a economia do País (atualmente representa cerca de 15% do Produto Interno Bruto), continuando Portugal a revelar-se, todos os anos, como um destino bastante atrativo, pelo que se perspetiva que o peso do setor na economia continuará a crescer nos próximos anos.

De facto, o turismo em Portugal continua a registar elevados níveis de procura, quer em termos de turismo “urbano”, de que são exemplo maior as cidades de Lisboa e Porto, quer na vertente de sol e praia, quer no âmbito do turismo religioso.
Importa, no entanto, referir que também o interior do País tem já uma grande procura, quer por parte de turistas portugueses, quer por turistas internacionais que têm vindo a descobrir as maravilhas naturais, culturais e gastronómicas da zona interior do País.
No caso de Seia, acresce ainda o facto do concelho se situar no Parque Natural da Serra da Estrela, de ter no seu território um grande atrativo, o ponto mais alto de Portugal continental, para além de possuir diversas praias fluviais de grande qualidade, fatores que, no seu conjunto, lhe conferem uma especial vocação para o Turismo de Natureza.

O turismo apresenta uma grande dinâmica em termos de procura havendo, portanto, uma enorme necessidade de formar recursos humanos qualificados para o setor, pelo que se torna fundamental para o concelho e também para o País aproveitar a infraestrutura que é a Escola Superior de Turismo existente em Seia.

A realidade dos últimos anos evidencia, contudo, que a ESTH tem tido dificuldades na atração de estudantes, o que este ano voltou de novo a acontecer.
Então se a infraestrutura existente é de qualidade, se o País, a região e o concelho necessitam, com urgência, de recursos humanos qualificados nesta área, importa que as diversas entidades sejam proativas e desenvolvam iniciativas práticas que tragam mais estudantes para a ESTH, os quais, para além do mais, conferem também mais dinamismo e vida à nossa cidade.

Importa, portanto, desenvolver iniciativas que divulguem e promovam de forma eficiente e eficaz, a nível nacional e até internacional, a Escola Superior de Turismo e Hotelaria.

A promoção da Escola Superior de Turismo e Hotelaria tem que utilizar os diversos meios de marketing adequados ao target a atingir, divulgar os diversos cursos que compõem a oferta formativa existente, evidenciar a enorme empregabilidade que os cursos potenciam quer na região, quer em todo o País, contribuindo portanto para minimizar a grande falta de recursos humanos qualificados nas áreas do turismo, hotelaria e restauração, precisamente áreas que são o alvo dos cursos superiores existentes.

Importa também, à semelhança do que têm vindo a fazer outras escolas de Ensino Superior, explorar outras alternativas que sejam de implementação rápida, nomeadamente a celebração de protocolos com Países estrangeiros que tenham necessidades de formação nestas áreas, captando estudantes desses Países que trarão para Seia, entre outras mais valias, uma diversidade de culturas que Portugal sempre soube integrar.

As ações para conseguir o incremento de alunos para a ESTH, visando rentabilizar as infraestruturas existentes devem, naturalmente, envolver o Instituto Politécnico da Guarda, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e ter a necessária e indispensável participação e impulso do Município de Seia, no sentido de unir esforços para que se verifique, a bem do País e do concelho, um efetivo aumento do número de alunos na Escola Superior de Turismo e Hotelaria.

Depois dos sucessos no Dakar, Mário Patrão tem apostado em competir com uma moto 100% elétrica

Mário Patrão tem estado imparável. Depois de, em janeiro deste ano, ter conquistado a brilhante vitória entre os veteranos e um fantástico lugar no pódio da Original by Motul no Rally Dakar 2023, o piloto, atual detentor do título Campeão do Mundo Cross Country Rallies entre os pilotos com mais de 45 anos, tem vindo a dar continuidade ao projeto de sustentabilidade ambiental que abraçou em 2022.

Mário Patrão iniciou a temporada nacional de 2023 um mês após o Rally Dakar, com uma participação muito positiva na prova extra de Motocross que se disputou em Tarouca, aos comandos da moto 100% elétrica. E porque o projeto de sustentabilidade ambiental continua a ser uma forte aposta deste piloto/patrocinadores que tem no seu palmarés mais duas dezenas e meia de títulos, seguiram-se as competições de motocross em Nelas, Vila Nova de Paiva e São João da Pesqueira. Outro evento realizado recentemente foi o Troféu Estrelas de Seia, uma prova organizada pelo piloto em conjunto com o Município de Seia, com o apoio de todos os patrocinadores.

Cumprindo o objetivo traçado para o presente ano, às quatro provas já disputadas deverão juntar-se mais quatro jornadas, até dezembro. Sobre esta iniciativa pioneira lançado pelo piloto e os seus patrocinadores, Mário Patrão destaca: “A envolvência nesta vincada política de sustentabilidade ambiental tem permitido demonstrar que é possível competir e contribuirmos de forma positiva para um melhor ambiente. O objetivo é criar um campeonato/troféu sem combustão “ride green”. Claro que as diferenças de potência ainda são muitas. As motos ainda não estão suficientemente evoluídas de forma a competir em igualdade com os modelos de motor a combustão. Estão ainda um pouco atrás em termos de competitividade, também condicionada pela autonomia, mas o nosso objetivo é participar e mostrar que é possível aliar a diversão que este tipo de provas proporciona e contribuir para o espetáculo, de uma forma mais limpa e económica. Temos trabalhado nesta que é uma importante mais-valia e que poderá contribuir para melhorar o futuro, no que diz respeito ao meio ambiente. É um projeto com futuro que passa pela evolução e consolidação, esperando que seja lançada uma moto mais potentes e com mais autonomia. Tem sido muito gratificante”.

Não é somente em território nacional que o piloto tem dado cartas. Mário Patrão sabe bem o que significa competir inserido numa equipa de fábrica, mas é também um perfeito conhecedor da exigência associada a não poder contar com qualquer tipo de assistência externa à sua moto. A participação nesta categoria, no Morocco Desert Challenge, no final de abril, valeu-lhe a vitória entre os pilotos que competem na respetiva classe, denominada “malle moto”, a vitória entre os veteranos e o fantástico 5º lugar da Classificação geral.

Em Portugal, conquistou também o triunfo entre os pilotos com mais de 45 anos, no 30º Raide “Paraíso do Todo-o-Terreno”, segunda etapa do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno.

GDCR das Lajes com resultados muito positivos em Oliveira de Frades

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O GDCR das Lajes esteve representado no II Trail Rios e Levadas Teaga Aventura, organizado pela Associação Académica de Santa Cruz, Arcozelo das Maias, concelho de Oliveira de Frades. Os 9 atletas participantes do GDCR, alguns estreantes na modalidade, rumaram bem cedo para participar na 2ª edição deste trail.
Na caminhada de 10km debaixo de chuva, Mariana Brito chegou ao final referindo que “se soubesse tinha ido ao trail curto de 14km”.
No trail curto dos 14km, a estreante Tânia Belo conseguiu chegar ao fim, sentindo-se orgulhosa pela sua prestação.
No trail curto, o já “veterano” da modalidade, Beto Fernandes conquistou o 2º lugar do escalão M50, e os “caçulas” Rodrigo Cabral e Tomás Lemos conquistaram, respetivamente, a 1ª e a 3ª posição do escalão Sub23. Juntos conquistaram a medalha de prata por equipas.
No trail longo de 21km, o GDCR não obteve classificação em nenhum escalão, mas em conjunto conseguiu trazer a medalha de prata por equipas.

Grupo Desportivo Loriguense organiza 3º Torneio da Rentrée Loriguense

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O Grupo Desportivo Loriguense vai organizar, no dia 21 de outubro, o 3º Torneio da Rentrée Loriguense.
O evento terá lugar na Escola Básica Dr. Reis Leitão e poderão participar todos os interessados, desde que filiados na Federação Portuguesa de Xadrez (FPX), na época 2023/2024.
A prova será contabilizada para Elo FIDE de partidas semirrápidas e a classificação contabilizada para o Portugal Chess Tour.
As inscrições dos jogadores deverão ser efetuadas até dia 18 de outubro, com limite de 71 participantes, devendo esta ser efetuada para o e-mail: xadrez-gdl@sapo.pt, com nome dos interessados, número FPX/FIDE e nome do clube que representam. Os acompanhantes que pretendam almoçar com o grupo de participantes, devem solicitar reserva para o e-mail referido.