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[Especial Semana Santa] “Ressuscitar é erguermo-nos dia após dia”. A visão dos Padres Tiago e Rafael sobre a Páscoa nos dias de hoje

A Páscoa é, para muitos, sinónimo de família e tradição, mas para as novas gerações o sentido religioso poderá estar a diluir-se. Às portas de mais uma celebração pascal, a Igreja Católica enfrenta um dos seus maiores desafios: como comunicar a mensagem milenar da Ressurreição a uma juventude conectada e individualista? Conversámos com os Padres Tiago Fonseca e Rafael Neves, párocos, juntamente com o pe. José Brito Martins, de Santa Marinha e de mais treze paróquias e cinco anexas sobre o verdadeiro significado da Páscoa hoje. Entre a tradição dos rituais e a necessidade de novas linguagens, exploramos como a fé pode ser um porto de abrigo para os jovens numa sociedade cada vez mais digital.

Padre Rafael Neves (Foto: Agência Eclesia)
Padre Tiago Fonseca (Foto: Pedro Vilaça Delgado)

Padre Tiago Fonseca (TF): A Ressurreição traz sempre algo de novo. Falar da Páscoa não pode ser apenas assinalar uma data no calendário ou recordar um evento de há dois mil anos. Para nós, celebrar a Páscoa é trazer esse “novo” à nossa própria vida; é imprimir um ritmo diferente e uma nova forma de olhar para os desafios. Hoje, mais do que nunca, precisamos que esta herança espiritual não seja apenas algo que herdámos dos nossos pais e dos nossos avós, mas um momento de crescimento pessoal e espiritual que nos ajude a olhar o mundo com esperança, especialmente num período de conflitos acesos na Europa.

TF: Creio que a Semana Santa continua a ter momentos fortes que nos permitem mexer com dimensões humanas e espirituais que, por vezes, andam adormecidas. Vivemos no ciclo “casa-trabalho-trabalho-casa” e raramente paramos. Estas celebrações levam-nos ao centro da nossa fé e ajudam-nos a ordenar a vida, a recentrar-nos naquilo em que realmente devemos investir o nosso tempo e as nossas forças.

TF: O Tríduo é um todo, mas há alguns gestos litúrgicos que se enchem de particular significado. Na Quinta-Feira Santa damos início ao Tríduo Pascal com este gesto desconcertante de Jesus, de lavar os pés aos discípulos. E, se calhar, no tempo em que vivemos, o Lava Pés é um gesto significativo que nos desperta para o verdadeiro sentido da humildade. Se me perguntar, se falta humildade na sociedade de hoje? Sim. Estamos muito focados no “eu”, na carreira, nos objetivos individuais. Esse rito quer despertar o coração para o cuidado mútuo e mostrar-nos que a verdadeira liderança está no serviço aos irmãos.  

Depois, na Sexta-Feira, destacaria o momenta da Adoração da Cruz. Este ensina-nos a não ficar presos ao sofrimento, mas a olhá-lo com esperança. Portanto, a cruz de Jesus não é para nos deixar fechados ao sofrimento, mas é para olharmos os desafios da vida, os sofrimentos da vida e as dificuldades com um olhar renovado e com esperança.

Por fim, a Vigília Pascal. Esta tem início, com a bênção do lume novo onde se acende o Círio Pascal, símbolo de Cristo ressuscitado. Gradualmente, passamos da escuridão à luz que, através do Círio Pascal, se partilha de mão em mão. Trata-se de um sinal expressivo de que não fomos criados para a morte, mas para a vida, a vida nova que recebemos no Batismo.

Padre Rafael Neves (RN): Sentimos uma necessidade constante de “traduzir” a mensagem para que seja apelativa e atrativa ao mundo juvenil. Não mudamos o conteúdo, mas adaptamos a forma. Há muitas juventudes. E isso implica fazermos muitas traduções, ou seja, muitas estratégias e formas de chegar aos jovens. Isso não significa que nós tenhamos de mudar o conteúdo da mensagem. Significa que nós podemos ir mudando e adaptando a forma como fazemos chegar a mensagem. E eu creio que a Igreja, nesse sentido, tem feito um esforço mais ou menos permanente de se comunicar com uma linguagem também mais juvenil e mais adaptada às diferentes juventudes que existem.

RN: Nas nossas dezoito comunidades, notamos que não há propriamente falta de jovens, porque há ainda um número significativo de jovens, mas somos “eternos insatisfeitos” — queremos sempre mais. O que percebemos é que o jovem não procura primeiramente nem apenas a doutrina; ele procura, primeiro, ser escutado num mundo tão despersonalizado e anónimo. Um jovem saber que tem um sacerdote ou alguém da paróquia, que o pode escutar, que o pode ouvir, que o pode acompanhar, é fundamental. E acho que isso é uma das procuras que eles fazem. Depois, também não querem ser só escutados, querem sentir-se protagonistas da ação, ou seja, querem ser não apenas testemunhas das ações que a Igreja faz, mas serem os promotores e os protagonistas das ações. Não querem, portanto, ser apenas espectadores; querem ser protagonistas. Quando os convidamos a organizar e preparar uma atividade, um momento de oração ou a realizar alguma atividade com a marca da solidariedade, a adesão é muito maior. Ou seja, é preciso escutar os jovens para perceber quais são as inquietações que trazem dentro de si e, ao mesmo tempo, para perceber os desafios que eles próprios colocam à Igreja. Depois é preciso dar-lhes espaço para que eles sejam os protagonistas. O essencial não está em fazer coisas para os jovens, mas em construí-las com eles, até porque valorizam profundamente a intergeracionalidade, o aprender com os mais velhos e a partilha do seu próprio mundo com eles.

RN: O nosso trabalho é apresentar um Deus que é Amor. Um Deus que gosta de nós mesmo quando falhamos. Embora, evidentemente, Deus não queira que façamos coisas erradas que nos façam mal a nós, aos outros e à nossa volta. Quando essa mensagem passa, a mensagem de que somos amados por Deus, a participação na Igreja deixa de ser uma imposição e torna-se uma consequência natural. E, aqui, creio que é importante desmistificar a ideia de um “Deus que nos põe à prova” ou que manda o sofrimento. Deus não é a causa ou origem do sofrimento ou do mal! Pelo contrário, Ele está presente no meio da dificuldade para nos ajudar a superá-la.

RN: Que não tenham medo. Às vezes, em determinados meios, há entre os jovens um estigma negativo em estar ligado à Igreja. Têm medo que possam ser conotadas negativamente por terem uma ligação à igreja, por terem esta missão ou desempenharem aquela função na vida da igreja. Portanto, o desafio passa por não terem medo, por não cederem à tentação de se esconderem. Finalmente, o desafio é que coloquem na equação a possibilidade de Deus ser um sentido para as suas vidas.

TF: Que sintam que a Igreja é a sua família. Portanto, a Igreja e a celebração da nossa fé não é só para alguns. E se é para os mais velhos, para a minha avó ou para o meu avô, também é para os jovens. É para todos. Que se sintam motivados a participar. Que tenham a consciência de que não vêm para assistir a nada. A Páscoa não é um teatro ou uma novela para assistir; é um momento para se deixarem questionar. São momentos celebrativos para nos envolverem a todos.

TF: Que este tempo seja de revitalização e de esperança, lembrando que “ressuscitar” significa, literalmente, erguer-nos. Um tempo de revitalizarmos as nossas forças. Que este tempo pascal seja um tempo de esperança e também de família. De cuidarmos uns dos outros. De podermos dedicar tempo uns aos outros. E de gastarmos tempo uns com os outros. E que a fé nos vá dando essa luz, esse alimento, apesar das dificuldades e dos desafios da vida. Deus também aí se faz presente e caminha connosco. Vai-nos dando esperança e vai-nos levantando. Isso significa, de facto, ressuscitar. Erguermo-nos dia após dia.

RN: Que este desejo de que a ressurreição de Jesus, que celebramos acontecida na vida d’Ele, também aconteça nas nossas vidas, quando cada um de nós for capaz de ressuscitar, de se levantar, de se reerguer e viver a vida com mais esperança.

Nesta quadra pascal, o Padre Rafael dirige à comunidade uma mensagem de Páscoa, assinalando este tempo de renovação, esperança e encontro. Partilhamos o seu testemunho e votos para todos.

AD São Romão aposta na inovação e lança novo website oficial

A Associação Desportiva de São Romão (ADSR) acaba de dar um passo importante na sua modernização com o lançamento do seu novo website oficial, já disponível para consulta em www.adsaoromao.pt.

Com o objetivo de estreitar ainda mais os laços com os seus sócios, simpatizantes e com toda a comunidade local, a nova plataforma digital surge como um espaço central de comunicação do clube. Através do novo site, os adeptos passam a ter acesso rápido e facilitado a diversas informações sobre a associação, novidades, calendário desportivo e o dia a dia da equipa.

Este projeto de transição digital foi concretizado através de uma parceria com a Element Group, uma Agência Web & Marketing especializada em soluções digitais, que desenvolveu uma plataforma moderna, intuitiva e pensada à medida das necessidades do clube.

Sob o lema “Juntos e Fortes”, a AD São Romão convida agora todos os seus sócios e a população em geral a visitar o novo portal e a acompanhar o clube de perto, agora também no mundo digital.

GNR detetou mais de 1.400 veículos sem inspeção no distrito da Guarda em 2025

O distrito registou uma média superior a 120 infrações por mês. A nível nacional, as autoridades fiscalizaram cerca de 200 veículos por dia a circular ilegalmente, com o Porto e Lisboa a liderarem as estatísticas.

A segurança rodoviária continua a ser uma prioridade para a Guarda Nacional Republicana (GNR), mas os números de 2025 revelam que muitos condutores continuam a negligenciar o estado técnico das suas viaturas. No distrito da Guarda, as autoridades detetaram um total de 1.481 veículos a circular sem a inspeção periódica obrigatória ao longo do ano transato.

Embora a Guarda esteja distante dos números alarmantes registados nos grandes centros urbanos, a consistência das infrações preocupa as autoridades. O mês de maio foi o período de maior incidência no distrito, com 160 autos levantados, seguido de perto pelo mês de janeiro (158) e junho (149).

Em contrapartida, o mês de agosto — tradicionalmente marcado por um aumento de fluxo rodoviário devido às férias e ao regresso de emigrantes — registou o valor mais baixo do ano na região, com apenas 68 infrações detetadas.
A nível nacional, a GNR identificou 72.770 veículos em situação irregular, o que representa uma média impressionante de cerca de 200 infrações diárias.

O peso do litoral é evidente na estatística. Porto e Lisboa, juntos, concentram cerca de 25% das infrações nacionais (18.329 veículos e o eixo do norte, distritos do Porto, Braga e Aveiro, somam 32% do total nacional.

Segurança em risco

A GNR alerta que estas ações de fiscalização não têm apenas um fim punitivo, mas visam, sobretudo, garantir a segurança de todos os utentes da via. A falta de inspeção é particularmente crítica em veículos que circularam após acidentes graves ou que apresentam falhas em sistemas vitais como a direção, suspensão ou travagem.

“O estado do veículo é um fator determinante e um critério central na gestão de risco do patrulhamento”, sublinha a força de segurança, lembrando que a verificação periódica permite validar alterações estruturais e assegurar que as viaturas cumprem as condições técnicas exigidas por lei.

Concerto de Afonso Dubraz na Casa da Cultura César Oliveira

O jovem músico Afonso Dubraz pisa o palco da Casa da Cultura César Oliveira (Oliveira do Hospital) na próxima sexta-feira, 3 de abril, para um concerto com início marcado às 21H30.

Um espetáculo que pode ser assistido em família (classificação m/6) para iniciar da melhor forma o fim de semana de Páscoa. Os bilhetes estão à venda online na plataforma Ticketline AQUI e podem também ser adquiridos no Welcome Center da Casa da Cultura.
É considerado um dos cantautores emergentes mais consistentes da nova pop portuguesa que chega agora a Oliveira do Hospital, esperando-se um concerto especial para todos os que gostam de música com alma e palavras que ficam.

Com um novo single acabado de lançar intitulado “Verão”, em colaboração com Luís Trigacheiro, na qual celebra “as amizades e os amores das noites quentes de verão”, será um dos temas que o público deste espetáculo em Oliveira do Hospital vai querer ouvir em primeira mão, ao vivo, em ambiente de concerto.

Do alinhamento farão parte temas do seu álbum de estreia “Barulho de Fundo”, um disco intenso e intimista, onde o amor, as inquietações do quotidiano e a coragem de sentir ganham forma em canções honestas e emocionantes. Falamos de canções como “Marido e Mulher”, “Amanhã” e “A Canção do Elevador”, que rapidamente conquistaram espaço nas rádios e plataformas digitais, entre outras.

Afonso Dubraz tem reforçado a sua posição como um dos artistas mais promissores da atualidade, com uma grande capacidade de conquistar o público com letras emotivas e interpretações intensas. Os seus espetáculos destacam-se pela qualidade e pela entrega do músico que no alinhamento dos concertos percorre temas já conhecidos do público e que têm contribuído para a sua afirmação no panorama nacional.

Voluntariado em Saúde decorreu no Hospital de Seia

“Ser voluntário na saúde é um compromisso duradouro. É uma disponibilidade total para conviver com a dor e a solidão.”

O Hospital Nossa Senhora da Assunção, em Seia, recebeu ontem, dia 30 de março, uma sessão de formação dedicada ao espírito do voluntariado, promovida pela Liga dos Amigos deste Hospital (LAHNSAS). Sob o mote “Ser Voluntário é…”, o evento reuniu novos rostos da causa solidária, contando com a presença da vereadora Célia Barbosa e de diversos elementos da comunidade de voluntários.

Carlos Ribeiro, Presidente da Federação Nacional de Voluntariado de Saúde, foi o orador da sessão e lamentou o facto de o voluntariado ainda não ter atingido “o valor real que tem para as entidades nacionais. Falta-nos esse reconhecimento formal pelas autoridades.”

A Liga dos Amigos do Hospital Nossa Senhora da Assunção de Seia (LAHNSAS) promoveu, durante a tarde do dia de ontem, uma sessão de formação intensiva dedicada ao papel do voluntariado em contexto hospitalar. O evento serviu para dar as boas-vindas a cinco novas voluntárias e promover o intercâmbio com um grupo de novos elementos vindos do Hospital da Guarda. Este crescimento de voluntários motivou a vinda a Seia do Presidente da Federação Nacional de Voluntariado de Saúde (FNVS), Carlos Ribeiro, antigo médico cirurgião e que abraçou o voluntariado de uma forma apaixonante há já longos anos.

Durante a sua intervenção, o Presidente Nacional abordou a evolução histórica do setor, lembrando que o voluntariado em Portugal remonta ao século XVI, com as Misericórdias. Carlos Ribeiro destacou, ainda, que o voluntariado nesta área não é um ato esporádico ou de curto prazo, como acontece em eventos desportivos ou culturais. “Ser voluntário na saúde é um compromisso duradouro. É uma disponibilidade total para conviver com a dor e a solidão. Não basta querer; é preciso ter perfil e entender que a nossa presença deve melhorar a qualidade da pessoa”, afirmou.

O papel do voluntário na humanização

Carlos Ribeiro foi crítico em relação ao sistema de saúde atual, notando que médicos e enfermeiros, muitas vezes, não têm tempo para humanizar o atendimento devido à pressão do sistema. É aqui que o voluntário se torna essencial: “O voluntário torna as instituições mais bonitas, menos agressivas e mais habitáveis”, sublinhou, exemplificando com o apoio dado aos idosos que chegam cedo para consultas e não sabem lidar com máquinas de senhas ou burocracias.

Durante a sessão, foram apontadas as diretrizes fundamentais para a conduta do voluntário. Neste sentido, salientou que o voluntário nunca deve “olhar de cima” para o doente. Se o paciente está sentado ou acamado, o voluntário deve baixar-se ou procurar uma cadeira para falar ao mesmo nível. Também, deve ser assertivo, falar pouco, num tom de voz baixo e terno, priorizando a escuta ativa. Ainda ter paciência, que é descrita como “uma das virtudes mais missionárias que existe”. Ao mesmo tempo, deve ser uma pessoa correta e educada fora do hospital, para que o exemplo pessoal valide a “bata amarela” que envergam.

Os benefícios em ser voluntário

Para além do impacto social, a formação destacou os benefícios diretos para quem ajuda. Citando estudos científicos, o orador sublinhou que a prática do voluntariado diminui o stress e aumenta os níveis de felicidade. “Ganhamos sentido na vida e vivemos, em média, mais quatro anos”, afirmou, acrescentando que voluntários tendem a recuperar melhor de doenças e a registar menos patologias graves.

A luta pelo reconhecimento

Apesar da importância social e humanitária, o presidente da FNVS lamentou o facto de o voluntariado ainda não ter o reconhecimento real por parte das autoridades nacionais de saúde e governamentais. “O voluntariado ainda não atingiu o valor real que tem para as entidades nacionais; falta-nos esse reconhecimento formal pelas autoridades.” Referiu, a título de exemplo, as dificuldades de agenda para envolver altos cargos do Estado nos encontros nacionais, reiterando que o maior agradecimento continua a vir do “sorriso indescritível” de quem é ajudado.

O apelo final foi direcionado aos jovens, sublinhando-se a necessidade premente de atrair “gente nova” para garantir a continuidade desta missão humanista e fraterna.

Este evento reforça o compromisso da Liga dos Amigos do Hospital Nossa Senhora da Assunção (LAHNSAS) em promover um serviço de proximidade que, como dizia uma das projeções da tarde, “faz bem à alma”.

O evento culminou com um lanche de confraternização entre os voluntários veteranos e os recém-chegados

CONCERTO DE DOMINGO DE RAMOS DA BANDA DA SOCIEDADE MUSICAL “ESTRELA DA BEIRA” DE SANTA MARINHA

Este concerto for transmitido em direto através do canal do Youtube do Jornal de Santa Marinha

CONCERTO DE DOMINGO DE RAMOS DA BANDA DA SOCIEDADE MUSICAL “ESTRELA DA BEIRA” DE SANTA MARINHA

Seia celebrou 1.º aniversário do CIRAC com roteiro “Nos passos de Afonso Costa”

Iniciativa incluiu visita à histórica casa de Afonso Costa, “Villa Alzira”, nas Penhas Douradas, e um piquenique republicano guiado pelo bisneto do estadista.

O Centro de Interpretação da República Afonso Costa (CIRAC), em Seia, assinalou hoje, dia 28 de março, o seu primeiro ano de existência. Para celebrar a data, o município organizou a atividade “Nos passos de Afonso Costa – Visita Interpretativa e Piquenique Republicano nas Penhas Douradas”, um programa que que levou os participantes a fazerem uma imersão na vida privada e no pensamento de uma das figuras mais influentes da Primeira República Portuguesa.

O programa arrancou pelas 10h00 nas instalações do CIRAC, seguindo depois para o cenário emblemático das Penhas Douradas. O grande destaque do dia foi a visita à “Villa Alzira”, a residência de Afonso Costa, na Serra da Estrela.
A experiência contou com um guia de exceção: António Costa, bisneto do histórico republicano, que partilhou com os participantes memórias familiares e o enquadramento histórico da presença da família naquele território serrano.

Após um Piquenique Republicano ao ar livre, o grupo participa no Percurso Interpretativo “Nos passos de Afonso Costa”, permitindo uma leitura técnica e emocional da relação do antigo Chefe de Governo com a paisagem da Serra da Estrela, reforçando a dimensão humana e quotidiana da figura política.

Sobre o CIRAC

O Centro de Interpretação da República Afonso Costa (CIRAC), infraestrutura do Município de Seia, está instalado numa antiga escola primária de arquitetura Adães Bermudes e foi inaugurado a 25 de março de 2025. Dedicado à vida e obra de Afonso Costa, o espaço apresenta uma narrativa expositiva que contextualiza o período da Primeira República (1910–1926), recorrendo a cronologias, documentos históricos, fotografias e conteúdos audiovisuais

Serra da Estrela: quando a falta de civismo é maior que a própria montanha

É desolador olhar para estas imagens. O que deveria ser um cenário de contemplação e pureza — o ponto mais alto de Portugal Continental, na Serra da Estrela — transforma-se num depósito de falta de civismo.

​Há situações que nos deixam sem chão e esta é uma delas, realidade desoladora, onde a falta de civismo e a negligência humana estão aqui bem demonstradas.
É indescritível e profundamente triste ver um local de tamanha importância natural e beleza, com esta marca deixada pelos visitantes.

​Esta é uma realidade cruel. O que a neve cobriu durante o inverno, o sol da primavera está agora a denunciar. Ficamos abismados com os perigos que a neve encobriu durante estes meses frios. Mas isto não acontece só no inverno. A verdade é que durante os restantes dias do ano, a situação não é muito diferente.
​Vidros partidos e latas oxidadas são verdadeiras armadilhas para a fauna e para os caminhantes;
​os plásticos e garrafas são materiais que demoram séculos a desaparecer… Enfim, um cenário que nos deixa sem palavras.

Todos nós gostamos de apreciar o que de mais belo estas paisagens nos proporcionam. A Serra é imensamente bonita durante as quatro estações do ano. Mas há, depois, estas adversidades.

Como é possível que alguém tenha a capacidade de subir até ao topo para admirar a grandeza da Serra, mas não tenha a educação básica de carregar consigo o peso de uma garrafa vazia no regresso?

​A montanha é um ecossistema frágil. Tratá-la como uma lixeira é uma demonstração de uma pobreza de espírito que nenhuma paisagem consegue compensar.

Não é apenas uma questão de estética; é uma questão de segurança, respeito e humanidade. Esta é a nossa própria falha enquanto sociedade. Vamos mudar este rumo e proporcionar um ambiente e espaço único para todos! A Serra é maravilhosa e é de todos, mas mais fantástica ela se torna quando é tratada com enorme respeito que ela merece!

Vamos admirá-la é contemplá-la sem que estes obstáculos nos perturbem.

Formação Agrícola em Santa Marinha

A Freguesia de Santa Marinha (Seia) volta a promover ações de formação em diversas áreas agrícolas, reforçando a qualificação e segurança de todos os profissionais do setor.

A formação tem início a 2 de abril (próxima quinta-feira), às 19 horas, na Junta de Freguesia de Santa Marinha.
Nesta fase, irão decorrer os cursos de manuseamento de tratores em segurança (necessário para ajuste da carta de condução) e aplicação de produtos fitofármacos.

A formação é totalmente gratuita, com direito a subsídio de refeição.

De salientar que todos os inscritos devem comparecer na data e hora indicadas, sendo ainda possível realizar inscrição no local.

Gabriel Martins, estudante na Escola Secundária de Seia, participou no ciclo de conferências sobre “A Ciência”


Evento decorreu em Oliveira do Hospital

A Casa da Cultura César Oliveira foi palco, nesta quarta-feira (dia 25), de um momento marcante para a divulgação científica local. O jovem Gabriel Martins realizou sua primeira conferência pública, integrando o ciclo de debates sobre “A Ciência”. O convite partiu do professor João Carlos Paulo e contou com a presença ilustre do professor Sérgio Rodrigues, da Universidade de Coimbra.

Nesta sessão, o aluno Gabriel Martins, do 12º ano da Escola Secundária de Seia, apresentou de forma interessante uma palestra dedicada às descobertas científicas, nomeadamente, asteroides, não fosse ele um apaixonado pela Astronomia. Apesar de ser a sua estreia como palestrante, o jovem surpreendeu a plateia de alunos e professores pela naturalidade e domínio do conteúdo.

De referir que a paixão pela ciência e a dedicação incansável deste jovem já foram reconhecidas a nível global. No ano passado, Gabriel Martins alcançou o prestigiado título de Embaixador Oficial do IAAC (International Astronomy and Astrophysics Competition).

A conquista, aguardada há muito, é um testemunho do esforço e talento do Gabriel na área da Astronomia e Astrofísica. O percurso até este patamar não foi fácil, exigindo que o jovem superasse com sucesso as rigorosas três fases de competição e duas fases de embaixador do IAAC.

O jovem, natural de São Romão, que integra o Top 4 da competição em 2025, é um exemplo de que a humildade, o amor e o esforço são motores capazes de alcançar feitos que transcendem as fronteiras.