Os quatro detidos, funcionários da Câmara Municipal de Seia, estão proibidos de contactar a vítima e entre si. O Tribunal determinou ainda a suspensão imediata de funções.
Os quatro sapadores florestais da Câmara Municipal de Seia, detidos por suspeitas de crimes graves contra um colega de 61 anos, foram ontem restituídos à liberdade, embora sujeitos a medidas de coação restritivas. Após o primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Seia, os arguidos ficaram obrigados ao uso de pulseira eletrónica.
De acordo com fonte judicial contactada pela agência Lusa, o juiz de instrução aplicou as seguintes medidas: controlo por pulseira eletrónica, para garantir a proibição de contacto com a vítima e entre os próprios arguidos; os indivíduos deverão apresentar-se semanalmente no posto da GNR de Seia e, ainda, a suspensão de funções, em que os quatro homens estão impedidos de exercer a sua atividade profissional na autarquia enquanto o processo decorre.
O grupo está indiciado pelos crimes de violação, coação, coação sexual e perseguição. A vítima, um homem de 61 anos e colega de trabalho dos suspeitos, terá sido alvo de abusos sistemáticos no contexto profissional.
A gravidade dos factos levou à intervenção das autoridades, culminando na detenção agora analisada judicialmente. A suspensão de funções decretada pelo Tribunal visa, além de prevenir a reiteração criminosa, evitar o contacto direto no ambiente de trabalho onde os crimes terão ocorrido.
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