A pré-campanha e ainda a Ucrania

A pré-campanha eleitoral para as legislativas de 10 de março em Portugal, nomeadamente nos debates televisivos, aprofundou, muito provavelmente, o mau conceito que os portugueses foram criando relativamente aos políticos. Mas, diga-se, em abono da verdade, os entrevistadores também contribuíram para o aprofundamento da má imagem que deles próprios os portugueses começam a criar no que à especulação jornalística diz respeito. Iniciar debates com a questão de saber se o PS ou o Chega ou o PSD vai viabilizar o governo y ou z e centrar o debate nessa questão revela má qualidade jornalística quando existem tantos problemas sérios e graves que afetam Portugal, os portugueses e, já agora, o Mundo.

Parece que existem sondagens que dão como provável a eleição de um deputado do CHEGA no distrito da Guarda. Se tal se confirmar, altera-se o tradicional 2-1 com alternância entre o PS e o PSD, e passará a ser 1-1-1. Sinais dos tempos, sem dúvida, a que os eleitores do distrito da Guarda não são alheios. Ou seja, nem PS nem PSD resolveram, enquanto governo, os problemas sérios do interior do País.

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