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O Papa, o apagão e a saúde

Acontecimentos internacionais, nacionais e locais de grande importância marcaram os, podemos dizer, últimos dias.

A nível internacional o destaque não pode deixar de ir para o falecimento do Papa Francisco, o grande e corajoso Senhor da Igreja, Senhor no sentido da dignidade do adjetivo e Igreja no sentido de comunidade cristã e católica. Se em três questões sempre polémicas – no melhor sentido da expressão – o Papa Francisco se manteve fiel ao conservadorismo da Igreja Católica e do Vaticano (o matrimónio dos padres, o aborto e a eutanásia), todo o seu percurso e todo o seu mandato foi marcado pela expressão verbal e de atos de simbologia impressiva sempre conotados com a defesa da humildade, dos carenciados, dos menos favorecidos, da não discriminação em toda a sua extensão, do apelo à paz, à defesa do ambiente, dos migrantes, etc. O “mandato” do Papa Francisco foi consideravelmente inclusivo e quase sempre cirúrgico nas mensagens quando se deslocava ao exterior. Foi Grande na atitude e Forte na mensagem.

O “apagão” do dia 28 de abril marcou o dia de forma negativa a nível nacional. Demonstrou que o País não estava – e não estará ainda – preparado para este e outros eventos semelhantes que originam a paralisação das organizações e despertam alarmismo na população. É prevenindo que se minimizam as consequências das crises. A falta de eletricidade evidenciou a extrema dependência relativamente à eletricidade, claro, o que é normal, mas expôs, também, a necessidade de se anteciparem os cenários, ou seja, “prever para prover”. Na prática, o que é necessário é antecipar riscos e minimizar efeitos. Trata-se de prevenir com antecipação, dotando os organismos e operadores de meios alternativos à eletricidade, ou de meios que possam produzir eletricidade, como os geradores e começar a pensar seriamente no investimento em painéis solares com acumuladores de energia. Em Seia consta que os geradores a combustível “despareceram” dos stocks de quem os vendia num ápice, tendo a procura sido muito acentuada. A agravar o contexto que se vivia, as inúmeras informações que os meios de comunicação social iam passando e em que eram feitas afirmações preocupantes sobre o que se estava a passar e sobre a duração eventualmente prolongada do “apagão”, provocou uma corrida desenfreada das populações de todo o país aos supermercados que poderia ter sido evitada se o governo tivesse tido uma atuação diferente da que teve durante todo o processo, informando e esclarecendo, o mais possível, e contrariando as informações que eram transmitidas por entidades não oficiais e que despoletaram alarmismo nas populações.

Por cá vamos tendo algumas novidades no setor da saúde, com a proximidade da reabertura do “restaurado” Centro de Saúde de Seia. Parece que o serviço terá uma estrutura diferente e redimensionado de forma diferente da que existe. O poder político local deverá estar muito atento aos recursos humanos no setor da saúde no território, quem o vai gerir e não enveredar apenas pelo entusiasmo e vaidade da inauguração de mais um edifício na cidade e concelho. É que não é só no País que a saúde não vai bem. Em Seia também não anda tudo bem. E há responsáveis pelo “mau andamento” que não podem nem devem ser premiados(as) sem o merecerem. Situações, de resto, denunciadas na última Assembleia de Freguesia da União de Freguesia de Seia, São Romão e Lapa dos Dinheiros.

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