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Gaza, a saúde e as autárquicas

Não há tema que deva estar mais na ordem do dia do que a tragédia em Gaza. Ninguém se deve calar enquanto não for restabelecida uma situação de normalidade naquela região. E nenhum governo deveria manter com os atuais responsáveis israelitas uma relação de normal coexistência. O que está a ser feito em Gaza é crime e quem fica indiferente deve ser considerado cúmplice. Bem anda Macron e bem esteve o primeiro-ministro australiano ao dizer que uma criança de um ano não é um militante do Hamas. O que o governo israelita está a fazer em Gaza coloca-o ao mesmo nível de Hitler e de outros chacinadores. A História mostra-nos que não foram apenas os judeus que foram perseguidos. O que aconteceu na Bósnia demonstra-o. Portanto, o dever dos mais fortes é não usarem a força para eliminar os mais fracos, mas sim para ajudar a pôr ordem nas situações. Julgo que também terá sido para isso que o ocidente sempre apoiou a construção do Estado de Israel. Para “controlar” o médio-oriente. Mas o Mundo evoluiu e não é mais tolerável que os palestinianos não vejam reconhecido o seu direito a um País – o seu direito a um Estado. E Israel deve respeitar. E também Portugal deveria deixar o argumento de alinhamento com as posições da União e passar a ter uma “opinião própria” e independente. Perante o crime que acontece em Gaza, ficar indiferente é pactuar, é ser cúmplice, já o disse, e o governo português parece querer alinhar nessa postura de cúmplice de um crime humanitário ao não adotar nenhuma posição firme e ao fazer visitas a Israel. Enquanto a chacina não parar ninguém se deve calar.

O folhetim da saúde continua em Portugal. O que se tem passado e continua a passar deve envergonhar-nos enquanto país desenvolvido e enquanto país membro da União Europeia. O escândalo – porque é um escândalo – do INEM e o encerramento das urgências, sendo áreas tão sensíveis na saúde, qualifica-nos, ao nível da saúde, não como um país desenvolvido, mas por desenvolver. E os escândalos financeiros apenas confirmam que o regabofe continua instalado na gestão da saúde em Portugal. E a senhora Ministra ao pretender “normalizar” situações que em circunstância alguma podem sê-lo, além de insultar os portugueses afunda, ainda mais, a, já de si má, gestão da saúde.

Há por aí algum ruido que vem insinuando que isto está tudo mal a nível local e que tudo tem que mudar. Inclusivamente, com alguma ignorância ou inverdade intencionalmente exagerada, sendo quase um insulto ao bom senso, afirmam que há obras que estão a ser feitas agora porque foram mal feitas de início. Ora, apenas para avivar a memória, e a titulo de exemplo, o edifício do agora serviço de emprego e formação profissional de seia foi construído no tempo da “outra senhora” e remodelado em finais dos anos oitenta do século passado quando o professor Aníbal Cavaco Silva era primeiro ministro, precisamente para acomodar o Centro de Emprego e Formação Profissional de Seia. Portanto, antes de sé escrever ou falar, sobretudo com intenções “inflamatórias”, deverá procurar aprofundar o conhecimento sobre os factos.

Lei de estrangeiros aprovada. A nova lei tira-lhes o sono — porque tira-lhes os votos

Durante anos, Portugal foi um caso de estudo em facilitismo migratório. Um país onde a palavra “critério” era quase um insulto, “controlo de fronteiras” tratado como ato xenófobo — e onde, num acesso de iluminismo ideológico, decidiram extinguir o SEF, numa das decisões mais irresponsáveis de que há memória. Um verdadeiro crime de lesa-pátria disfarçado de reforma humanista.

Até que, finalmente, o Governo de Luís Montenegro ousou alinhar o país com o que é prática comum nas democracias desenvolvidas. E, como seria de esperar, mal a proposta passou com o voto favorável do Chega, a esquerda entrou em alvoroço. Agarraram-se ao espantalho do “xenofobismo” como náufragos ao colete, tentando colar o PSD ao Chega e transformar uma correção legislativa necessária num atentado civilizacional. Tudo isto ignorando — ou fingindo ignorar — que os portugueses já falaram nas urnas e deram à esquerda exatamente o peso que ela merece: pouco mais do que decorativo.

O pacote legislativo recentemente aprovado veio pôr ordem na casa — apertando critérios, fechando brechas legais e acabando com o faz-de-conta que vigorava há anos no acesso à residência e à nacionalidade. E era mais do que urgente. Porque quando se governa com irresponsabilidade e se trata a imigração como campo de experiências ideológicas, o resultado está à vista: mais de um milhão de imigrantes em território nacional, muitos deles mergulhados num limbo burocrático, pendurados à espera de respostas da recém-criada AIMA — a agência que substituiu o extinto SEF, mas herdou o caos.

O Estado deixou de saber quem entra, quem fica e quem deveria sair. Pelo meio, os serviços públicos rebentam pelas costuras: escolas sem recursos, centros de saúde sem médicos, habitação em rutura. Tudo isto em nome de uma suposta generosidade que mais parece desleixo institucional com branding humanista. E o resultado é duplamente cruel: não só agrava as condições de vida de quem cá reside, como falha redondamente na missão de acolher com dignidade quem cá chega — porque receber sem garantir o mínimo é hipocrisia disfarçada de altruísmo.

E o que faz a esquerda? Finge que nada disto existe. Que a entrada descontrolada de imigrantes não tem impacto na habitação, na saúde, na segurança. Que os aumentos da criminalidade violenta nas zonas urbanas mais densamente povoadas não têm qualquer correlação com falhas de integração ou fiscalização. Que os negócios paralelos de falsos contratos de trabalho, máfias de vistos e esquemas de legalização rápida não minam o próprio conceito de Estado de Direito.

Mas basta olhar lá para fora. Austrália, Canadá — todos exigem regras. E não é por isso que são menos democráticos. São, simplesmente, Estados funcionais. Lá, ninguém se torna cidadão só porque “está cá há uns aninhos”. Há entrevistas, exames, provas de integração e uma noção muito clara de que ser cidadão é um privilégio, não um brinde numa raspadinha multicultural.

Portugal foi, durante demasiado tempo, o “bom aluno” do politicamente correto europeu — aquele que não chateia, que recebe todos, que dá tudo a todos e que depois se admira quando os cidadãos mais vulneráveis (sim, os portugueses pobres) se sentem deixados para trás.

A esquerda, que hoje se indigna com estas alterações, é a mesma que durante anos defendeu políticas que incentivaram a imigração ilegal, contribuíram para a degradação dos bairros periféricos e ajudaram a criar um submundo de precariedade onde os imigrantes são explorados — ao mesmo tempo que se impõe ao Estado encargos sociais e habitacionais que já não consegue suportar.

É também a mesma esquerda que, nos discursos inflamados, acusa de racismo tudo o que não seja permissividade absoluta — mas que depois não propõe um único modelo eficaz de integração. Apenas slogans, soundbites e moralismo de cartaz.

Pedir respeito pela casa que se visita não é intolerância. É bom senso. E como emigrante em Macau, sei do que falo. Não me deram nacionalidade. Não me prometeram vistos mágicos. Tive de provar, ano após ano, que era útil, responsável e respeitador das regras. E nunca me senti discriminado. Pelo contrário: senti que me estava a integrar num sistema com critérios — e não a aproveitar-me de uma falha institucional.

O que Portugal está a fazer agora é o mínimo. E ainda assim, tardio.
Mas não se iludam: esta não é uma discussão sobre leis. É uma discussão sobre soberania, responsabilidade e futuro. E quem se opõe a ela — por ideologia ou por cálculo eleitoral — não está a defender os direitos dos imigrantes. Está a defender o caos, a precariedade e a desordem institucional.

A nacionalidade portuguesa não pode continuar a ser distribuída como brindes de fast food.

Chegou a hora de exigir mais. A quem cá vive — e, sobretudo, a quem governa.

O Verão e os animais de estimação

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Chegou o Verão e com ele as temperaturas extremas também. À semelhança do que acontece connosco, também os animais têm de se adaptar às condições climatéricas, por isso trago-vos algumas indicações e conselhos para um verão mais seguro para famílias multi-espécies.

1. O Calor e os Riscos para os Animais
Durante o verão as temperaturas podem subir bastante, os animais de estimação enfrentam riscos sérios associados ao calor. Cães e gatos são muito mais sensíveis a golpes de calor do que nós, e tudo pode acontecer de forma demasiado rápida e fatal. Sinais como respiração ofegante excessiva, fraqueza, vómitos ou gengivas muito vermelhas devem ser sinais de alerta. Para prevenir estas situações, é fundamental garantir que os animais têm sempre acesso a água fresca e limpa, e a locais de sombra, evitando passeios nas horas de maior calor. Um erro comum e perigoso é deixar os animais dentro de carros estacionados! Mesmo com as janelas entreabertas, a temperatura no interior pode atingir níveis fatais em poucos minutos. A prevenção começa com a consciência de que, para os nossos companheiros de quatro patas, o verão exige cuidados redobrados!

2. Cuidados Específicos com Cães e Gatos
No verão, muitos tutores acreditam que tosquiar os cães e gatos os ajuda a suportar melhor o calor, mas nem sempre é verdade. Em algumas raças, o pêlo funciona como isolamento térmico e protege contra queimaduras solares. Animais de pêlo claro ou com zonas sem pêlo devem, aliás, usar protetor solar com alto índice de proteção, especialmente no focinho, orelhas e barriga. Nesta época, também aumentam os parasitas como pulgas e carraças, que podem transmitir doenças graves, pelo que é essencial manter a desparasitação em dia. Ao proteger o seu animal, está igualmente a proteger toda a sua família!

3. Viajar com Animais
Felizmente existem cada vez mais alojamentos “pet friendly”, onde as famílias com animais são recebidas com conforto e boas condições, permitindo que toda a família – de duas e quatro patas – desfrutem das férias juntos. Contudo, é importante frisar que viajar com animais exige alguns cuidados para garantir uma experiência segura e tranquila para todos. Os cães e gatos devem ser transportados em caixas apropriadas ou com cintos de segurança próprios, nunca soltos no carro – para além de ser ilegal, é demasiado perigoso para todos os ocupantes do carro. É importante também levar consigo a documentação do animal, incluindo boletim de vacinas atualizado, medicações habituais e o contacto de emergência do veterinário mais próximo (em caso de necessidade, poupamos tempo). Caso o seu animal fique muito ansioso ou enjoado nas viagens de carro, exponha estas questões ao seu veterinário habitual: existem estratégias (e medicamentos também) para reduzir o enjoo de movimento e a ansiedade associada a este tipo de viagens fora da rotina.

4. O Problema do Abandono no Verão
Durante os meses de maior calor e férias, o abandono de cães e gatos dispara em Portugal — estima-se que mais de 40 000 animais são deixados nos Centros de Recolha Oficial todos os anos, sendo muitos deles durante o verão. Frente a esta triste realidade, torna-se essencial a sensibilização da comunidade para inverter esta tendência. Procure ajuda, o abandono não é nem nunca será uma solução!

5. Dicas de Passeios e Atividades Seguras na Serra
A Serra da Estrela oferece trilhos e paisagens ideais para passeios com cães, especialmente em zonas mais frescas e com acesso a água, como o Covão d’Ametade, o Vale do Rossim ou as margens da Lagoa Comprida. Estes locais permitem caminhadas seguras e agradáveis, tanto para donos como para os seus companheiros de quatro patas. No entanto, é essencial ter atenção ao risco de incêndio, comum nestes meses de verão. Evite caminhar em áreas de mato seco em dias muito quentes ou de vento, leve sempre água fresca para si e para o seu animal e mantenha-o preso por trela para evitar que se afaste ou entre em zonas perigosas. Caso não tenha a certeza de que o piso está demasiado quente para as patinhas do seu cão, faça a seguinte experiência: coloque as costas da sua mão sobre o piso (por exemplo, asfalto) e conte 7 segundos: se a sua mão não tolera 7 segundos, as almofadinhas plantares do seu cão ou gato também não vão suportar!

Em caso de dúvida ou para mais informações contacte-me através do email ritam_costper@hotmail.com ou nas redes sociais @beehaviourbyritapereira.

Bom Verão e boas férias a todos, sempre com segurança. Lembrem-se: a segurança começa com a preparação!

Perfecionismo emocional ou sucesso com (im)perfeição?

Cuidar de ser feliz é um processo aturado, minucioso, mas ao alcance de todos. Esta busca de empenho e dedicação interna inclui-se na lista de tarefas de autocuidado. Um dos principais motivos que impulsiona o recurso a cuidados de saúde, por parte de muitos de nós, são as emoções.

Falar de emoções implica lembrar que as mesmas em tudo dependem das redes de comunicação interneural mais ou menos enriquecidas e adensadas pelos neurotransmissores responsáveis pela disseminação de informações sobre as funções biológicas. Estes neurotransmissores nem sempre atuam sozinhos e, muitas vezes, aliados aos neuromodeladores determinam o tom mais ou menos “entusiástico” com que a mensagem é percepcionada pelo receptor. É neste “bailado” entre mensagens e mensageiros, ordens para “avançar” ou “bloquear” determinados processos e comportamentos que vive a complexa rede neural que compõe o cérebro.

De um modo geral, podemos dizer que as emoções têm como propósito principal cuidar da sobrevivência do ser humano. Porém, se as funções das emoções estão associadas à adaptação e sobrevivência, por que experienciamos dor com elas?

Existem diversos fatores que concorrem para esse sofrimento, tais como a história emocional da pessoa, o contexto em que a reação emocional é ativada, a modelagem sobre a emoção experienciada, as expectativas futuras do indivíduo, as emoções sobre as próprias emoções e as influências culturais.

A capacidade de sentir do ser humano está muito associada à facilidade com que é capaz de atribuir significados. As emoções são geradas segundo uma perspetiva inata e sensorial onde uma ativação automática de resposta emerge integrada numa avaliação do ambiente. Ao longo do percurso de vida essas respostas automáticas vão sendo integradas com as 5 partes da emoção: sensações, crenças, objetivos, comportamentos, e tendências interpessoais. Formam-se, assim, os esquemas emocionais (estruturas de memória) que sintetizam afetos, emoções, cognições e tendências para a ação de forma automática e que estão relacionados aos mecanismos implícitos, inconscientes e idiossincráticos constituídos na “lenda pessoal” de cada indivíduo.

  • Através do cuidar das emoções cada um de nós pode aprender a viver uma vida plena experienciando todas as tonalidades das emoções. A realidade é que não é possível evitar deceções ou fugir da dor. O objetivo é viver uma vida a mais aberta e enriquecida possível, incluindo as emoções mais desagradáveis.
  • O segredo está em aprender a normalizar o que nos parece disruptivo e construir uma vida com significado mesmo com o inevitável sofrimento.
  • O desafio é substituir o perfecionismo emocional pela amplitude e espaço interno para lidar com a imperfeição e alcançar o propósito de vida pessoal com sucesso.

Água Doce – um recurso precioso, mas escasso

A água doce é essencial à vida e constitui um elemento necessário para quase todas as atividades humanas, além de ser uma importante componente da paisagem e do meio ambiente.

Torna-se necessário, por isso, analisar a importância da água doce, a sua distribuição, os desafios que enfrentamos e as soluções que podemos adotar para garantir a sua conservação e o seu uso sustentável.

A água doce deve ser gerida como um bem comum, não como uma mercadoria, dado que considerar a água como um negócio irá deixar para trás os que não podem aceder ou pagar os preços de mercado, sendo a água indispensável à sobrevivência da Humanidade.

De toda a água existente no Planeta, cerca de 97,2% é salgada e apenas 2,8% é água doce. Da água doce existente cerca de 69% encontra-se congelada nas calotas polares e nos cumes das altas montanhas, cerca de 30% localiza-se no subsolo e o restante 1% em rios e lagos.

A água doce tem uma baixa concentração de sais minerais, o que a torna adequada para consumo humano e utilização agrícola tendo, portanto, um papel fundamental no funcionamento dos ecossistemas e na manutenção da biodiversidade e impactando, fortemente, com a saúde e a qualidade de vida das pessoas.

A maior parte da água doce é utilizada na irrigação de plantações (70%), sendo que dos 30% restantes aproximadamente 20% são utilizados pela atividade industrial e 10% são destinados a consumo humano, existindo escassez de água potável em diversas regiões do globo, muito devido a uma gestão inadequada dos recursos hídricos.

Nos últimos anos, o consumo de água no mundo aumentou substancialmente para fazer face ao crescimento populacional e às maiores necessidades em termos de produção agrícola tendo em vista alimentar cerca de 8 biliões de pessoas.

A ONU declarou, em 2010, que possuir acesso à água potável e ao saneamento básico é um direito humano essencial. No entanto, ainda hoje muitas pessoas continuam privadas desse direito dado que, a nível mundial, cerca de 2 biliões de pessoas não têm água potável de qualidade.

A importância deste recurso levou a ONU a decretar o Dia Mundial da Água, que se comemora a 22 de Março de cada ano, sendo que também a sociedade civil se está a mobilizar para esta causa de que é exemplo a iniciativa H2Off: Hora de fechar a torneira.

Esta iniciativa pretende estimular a reflexão sobre o uso da água, consciencializando para que seja mais eficiente e equilibrado. O desafio consiste em fechar a toneira por uma hora entre as 22H00M e as 23H00M de cada dia 22 de Março.

Para responder à crescente falta de água doce e potável vários países têm avançado com centrais de dessalinização que “transformam” a água do mar em água doce.

Por exemplo em Israel, onde a precipitação média anual diminuiu significativamente e a população duplicou nos últimos 30 anos, o País foi obrigado a recorrer à dessalinização em larga escala, com base em 5 centrais dessalinizadoras que produzem cerca de 600 milhões de m3 por ano.

Portugal possui uma central de dessalinização a funcionar desde 1980, na ilha de Porto Santo, que fornece água potável para os cerca de 5 000 residentes da ilha e para os turistas, tendo capacidade para abastecer 35 000 pessoas e, em breve, irá ser construída uma outra central de dessalinização no Algarve.

Uma outra forma de gerir a escassez de água será reciclar as águas residuais e efetuar a sua utilização para a rega de projetos agrícolas e jardins.

Em Israel 85% dos terrenos agrícolas é regado com água de esgotos reciclada e purificada. Portugal, atualmente, apenas recicla 1,2% das águas residuais para rega de espaços verdes, campos de golfe e alguns projetos agrícolas, havendo o objetivo de chegar a 20% até 2030.

É, portanto, imperioso e também urgente fazer uma utilização consciente e eficiente deste recurso essencial e precioso para a vida que é a água doce.

A Nova Ferramenta do Comércio Local

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Por Matias Nogueira – Videógrafo

O vídeo vertical está a transformar a forma como os negócios locais comunicam com os seus clientes. Plataformas como Instagram, TikTok e Facebook Reels abriram portas a uma nova maneira de contar histórias: rápida, próxima e visual.

Já não se trata de grandes produções, mas de criar vídeos autênticos, em formato vertical, pensados para o telemóvel e para captar atenção em segundos.

Mostrar os bastidores do negócio, partilhar um testemunho ou lançar uma campanha num vídeo de 30 segundos pode gerar mais impacto do que anúncios tradicionais.

O importante é ser direto, genuíno e estratégico. Para quem tem um café, loja, salão ou serviço local, o vídeo vertical é hoje uma ferramenta poderosa e acessível para crescer.

A presença digital já não é opcional, é vital para chegar mais longe, com poucos meios, mas com criatividade e consistência.

A saúde mental nas pausas e nos silêncios

Desacelerar também é cuidar da saúde mental.

Com o verão e com as férias surgem os planos com família e amigos. Viagens, almoços e jantares prolongados, idas à praia, ao rio e à piscina… É, para alguns, um período de maior entusiasmo, mas nem sempre de descanso. Há quem diga que precisa de “férias das férias”.

A verdade é que até no lazer nos esquecemos de abrandar.

Horários para acordar, para o pequeno-almoço, para as idas à praia, tudo marcado no relógio. As rotinas estão enraizadas e carregamos o ritmo acelerado que nos acompanha em todos os outros dias do ano.

Descanso mental é mais do que não trabalhar e mais do que as horas de sono. É permitir que o corpo respire e a mente acalme. É dar espaço para o silêncio, para as pausas e para o ócio consciente. É um estar sem fazer nada produtivo, essencial para uma vida com menores níveis de ansiedade e para uma vida com rumo, com sentido.

Neste espaço de tranquilidade conectamo-nos connosco próprios, com os nossos valores, com as nossas emoções.
Nem todos conseguimos tirar férias, ir para hotéis ou casas de praia. Nem todos temos companhia para o fazer (e, por isso, o verão não é um período de entusiasmo!). Ainda assim, conseguimos descansar.

Precisamos de estar e gostar da nossa companhia, de minutos de silêncio, de refeições calmas e sem distrações.
Este verão o que precisa pode ser apenas a sua permissão para parar.

Lista de Candidatos à Assembleia de Freguesia de Travancinha

Autárquicas2025

O Jornal de Santa Marinha divulga a lista dos candidatos que concorrem às diferentes Assembleias de Freguesia do Concelho de Seia. Serão publicadas gradualmente as várias listas concorrentes.

Lista de Candidatos à Assembleia de Freguesia de Travancinha

  1. Paulo Jorge da Costa Monteiro
  2. David Pereira Costa
  3. Maria Luísa Fernandes Pereira
  4. Renata Cristina Fernandes Simões
  5. Rodrigo Miguel Amaral Esquina
  6. Vânia Alexandra Santos Figueiredo
  7. Hélder António Amaral Lopes Borges

Suplentes

  1. Joana Sofia da Costa Morais
  2. José Luís Garcia Lopes
  3. Jorge da Cruz Alves
  4. Beatriz da Conceição Nunes
  5. Cláudio Rafael Borges Figueiredo

Conheça as restantes listas e tudo o que se passa na secção do JSM: Autárquicas2025

Lista de Candidatos à Assembleia de Freguesia de Sazes da Beira

Autárquicas2025

O Jornal de Santa Marinha divulga a lista dos candidatos que concorrem às diferentes Assembleias de Freguesia do Concelho de Seia. Serão publicadas gradualmente as várias listas concorrentes.

Lista de Candidatos à Assembleia de Freguesia de Sazes da Beira

  1. José Carlos Alves da Costa Freire da Silva
  2. Leni Mendes Lages
  3. Beatriz Dias Figueiredo
  4. Hugo Rafael Brito Abrantes
  5. Fábio Carreira Fernandes
  6. Claudia Cristina Martins Ortigueira
  7. Miguel de Brito Duarte

Suplentes

  1. Carlos Miguel Brito Fernandes
  2. Alexandra Dias Figueiredo
  3. Joaquim João Marques Dias Paixão
  4. José Carlos Brito Silva
  1. Carlos João Fernandes Santos
  2. Sylvie Brito Martins
  3. André Costa Martins
  4. Mariana Lages Brito
  5. José da Costa Figueiredo
  6. Marco Filipe Mendes Pina
  7. Rita Figueiredo Marques

Suplentes

  1. Jessica Marisa Esteves de Brito
  2. Diogo Filipe Fernandes Brito
  3. José Luís Campos de Brito
  4. Liliana Fernandes Lopes
  5. Mário Fernandes Figueiredo
  6. Manuel Duarte Mendes
  7. Maria Luísa dos Santos Gouveia

Conheça as restantes listas e tudo o que se passa na secção do JSM: Autárquicas2025

Ossário do Cemitério Municipal de Seia foi benzido na manhã de sábado. A anteceder a cerimónia realizou-se uma visita orientada à arte tumular

O ossário do Cemitério Municipal de Seia foi benzido, na manhã de sábado, pelo padre Joaquim Pinheiro, marcando o momento da conclusão da requalificação das obras neste espaço.

O investimento, no valor de 227.613,34 euros, foi concluído no início deste ano e representa uma melhoria significativa das condições de acolhimento e dignificação deste espaço municipal.

A requalificação do espaço abrangeu a melhoria das acessibilidades a todos os espaços interiores, a requalificação da capela existente, bem como a valorização de todo o espaço interior, ao nível dos pavimentos e das infraestruturas. A intervenção incluiu, ainda, a construção de um ossário e a edificação de um novo espaço de apoio e manutenção contíguo ao cemitério.

Antes da bênção, a arqueóloga Rita Saraiva conduziu uma visita inédita à arte tumular, revelando pormenores surpreendentes, símbolos escondidos e as histórias de quem marcou a comunidade. Foi a primeira iniciativa do género no concelho — e mostrou que o cemitério é também um espaço de cultura e património, onde se cruzam memórias, curiosidades e verdadeiras obras de arte.