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F.C. Porto Vintage vai estar em Seia para um jogo solidário

 A Casa do F. C. Porto – delegação de Seia vai promover, no dia 7 de setembro, um jogo solidário entre os Associados da Casa do FC Porto de Seia e o FC Porto Vintage.

O encontro realiza-se no Estádio Municipal de Seia, pelas 17h30m.

Mais novidades serão anunciadas em breve.

JSM COMEMORA HOJE 32 ANOS DE UM JORNALISMO RIGOROSO

O JSM comemora, hoje, dia 22 de julho, 32 anos de um jornalismo imparcial, isento e rigoroso ao serviço de todo o concelho de Seia e de toda a região. São 32 anos a dar informações rigorosas, precisas e isentas.

Ao longo destes anos há uma equipa fantástica que nos tem ajudado a alcançar os nossos objetivos.

Os obstáculos têm sido muitos. Mas sem a perseverança, dedicação e profissionalismo, por certo não teríamos chegado a este patamar.

Muitas foram já as notícias divulgadas ao longo destes anos de existência. Até hoje, já foram publicadas 603 edições.

Atualmente, o JSM é o único Jornal do concelho de Seia que se mantém no ativo, tendo tido sempre uma enorme expressão e uma grande voz ativa bastante.

Dizer que estamos na linha da frente poderá ser pouco para um Jornal tão dinâmico, com conteúdos tão diversificados, onde os nossos colaboradores, assinantes, anunciantes e amigos desempenham um papel fundamental e de extrema importância em todo o nosso sucesso. Agradecemos todo o vosso empenho e queremos que continuem a apostar e a dedicar o vosso tempo a este órgão de comunicação social do concelho de Seia e de toda uma região que precisa de ter voz.

Vamos continuar a seguir este caminho e dar a todos os nossos leitores, um jornalismo verdadeiro e isento. Vamos continuar a informar sempre com o rigor que nos caracteriza.

Estaremos sempre no topo, apesar das muitas adversidades que possamos encontrar ao longo do nosso percurso. Mas, é nestas contrariedades que arranjamos força para prosseguir. Porque resistir é vencer!

Obrigada a todos os que nos têm ajudado. É com esta equipa fantástica que pretendemos continuar!

O seu diretor e a redação do JSM agradecem a todos os colaboradores, leitores, assinantes, anunciantes e amigos toda a dedicação que têm prestado a este nosso/vosso jornal.

Obrigada a todos!

Amanhã, na Biblioteca Municipal de Seia, Wendy Nazaré apresenta o seu livro “Os Flamejantes Azuis” – “O meu avô era de Paranhos da Beira e, por isso, fazia todo o sentido apresentar o livro aqui em Seia”

Nascida em 1984 em Verviers (Bélgica), Wendy Nazaré é uma artista com raízes portuguesas, inglesas, argelinas e belgas. Em 1995, a descoberta de um segredo de família inspira-lhe as suas primeiras canções. O seu avô, de Paranhos da Beira, foi o mote para que o livro “Os Flamejantes Azuis” tivesse sido escrito. Em 2005, no seu funeral, Wendy recebeu cinco cassetes onde o avô português contava toda a sua vida, a partir desse momento, começou a registar o conteúdo dessas gravações num diário que mais tarde deu origem a este livro.

Em 2009, conhece o seu primeiro sucesso na Bélgica com o single “Mon Pays”. Em 2012, Wendy lança o seu segundo álbum e o single “Lisboa” (https://youtu.be/EoA1mCqdsVM?si=wuvowZodQRfnVWCQ) alcança um sucesso estrondoso junto da comunidade portuguesa internacional. Já em 2019, regressa com um novo projeto musical e volta a escrever no seu diário que se tornará no que ela gosta de definir como “uma biografia familiar subjetivamente recomposta”.

“Onde estás” é uma das músicas que faz parte deste álbum, cujo videoclipe foi filmado em Paranhos da Beira com o seu primo José Dias e a sua filha. Pode ver e ouvir aqui (https://youtu.be/hjva5OGzqU8?si=DSnbkXC9_Xy_HiZZ)

Jornal Santa Marinha (JSM): Como é que surgiu a oportunidade de vir a Seia apresentar o livro “Os Flamejantes Azuis”?

Wendy Nazaré (WN): Há uma equipa fantástica que se encontra à minha volta e que sabia o quão importante era para mim fazer a apresentação do livro em Seia. O meu avô era de Paranhos da Beira e, por isso, fazia todo o sentido apresentar o livro aqui em Seia, apesar de já ter sido lançado há uns anos.

O meu avô sabia que, um dia, eu iria escrever este livro e, por isso, antes de morrer, gravou a história da sua vida em pequenas cassetes. Quando fui ao seu funeral, recebi este material e foi bastante doloroso ouvir este documentário. A partir daqui, decidi transformar esta conversa num diário e, mais tarde, com o confinamento passar para uma crónica familiar, onde incluí, também, histórias do meu pai que foi um homem importante na Bélgica. Este livro conta histórias de resiliência e momentos fantásticas da infância do meu avô, em Paranhos da Beira.

Quem lê o livro percebe que as histórias são, realmente, verdadeiras. É um filho que vai encontrar o seu pai português em Paranhos da Beira, mas não só, é a vida difícil que o meu avô teve no Congo. O meu pai foi um super-herói para a minha mãe e há muitas outras histórias de resiliência no livro.

JSM: Quem são as personagens do livro?

WN: Os Flamejantes azuis são todas as personagens do livro, o meu pai, o meu avô, sendo que os azuis representam a cor dos olhos da minha avó. É uma crónica familiar e não um romance, porque não inventei nada. São passagens do meu avô, que foram um pouco modificadas para ser mais fácil ao leitor entrar neste mundo, com mais diálogos.

Conta a história do Zé de Paranhos da Beira que foi para o Congo onde conheceu o amor da sua vida; conta, também, a história de como o meu pai, que era português, encontrou o seu pai aos 28 anos e que não sabia que era seu pai. Fala, ainda de como o meu pai se tornou um homem importante na Bélgica e como se tornou um super-herói para a minha mãe; de como os meus bisavôs mandaram o meu avô para o Congo e como impediram uma grande história de amor, proibida pelos valores mais antigos. Já mais adulta descobri que esta história de amor ainda estava bem viva até à morte da minha avó belga e do meu avô português.

Foi só aos 11 anos que tomei conhecimento que ele era o meu avô e, pouco a pouco, descobri a existência de várias histórias e segredos da família. O meu avô sempre viveu entre Portugal e o Congo, o meu pai sempre viveu na Bélgica e a minha mãe tem raízes, argelinas e inglesas.

JSM: Quando surge a ligação à música?

WN: Quando eu era ainda pequenina. As músicas encontram-se no livro, mas, no início, não pensava pô-las. A ideia era lançar um álbum em francês.

No confinamento, o mal tornou-se em bem. Dediquei-me mais a ouvir as cassetes do meu avô, transcrevê-las e, depois, fazer este livro. Após terminar o livro, tinha tantas canções ligadas a estas histórias que decidi juntar as músicas e fazer um duplo álbum. Tinha todo o sentido fazer este livro em português e as canções serem ouvidas também em português. Decidi adaptar as canções francesas para português, tendo sido este o motivo por que o projeto demorou anos para surgir.

JSM: É isto que vai trazer a Seia neste sábado?

WN: Em Seia vou contar as minhas histórias. O meu marido faz parte do projeto, é o realizador das músicas e foi ele que fez a cover do livro. É ele que me vai acompanhar na guitarra. Não vou cantar, mas vou contar um bocadinho de histórias passadas em Seia. É muito emocionante para mim, porque Seia faz parte das fábulas do meu avô. Para mim, Seia e Paranhos da Beira sempre fizeram parte deste mundo fantástico.

JSM: Já alguma vez veio a Seia?

WN: Sim, claro que sim. Mantenho contacto ainda com uma parte da família de Paranhos da Beira. O meu avô, mesmo não sabendo quem eu era quando tinha 6, 7 ou 8 anos, já passeava comigo por Portugal inteiro e, nesta altura, já tentava corrigir o passado. Deu-me a conhecer a sua família e o meu primo de Paranhos da Beira e ainda hoje mantenho contacto com ele.

JSM: Vão estar presente na apresentação do livro?

WN: Nem todos poderão vir, porque têm as suas atividades. Mas é este meu primo que vai apresentar o livro, que é o José Dias e que faz parte do Rancho Folclórico de Paranhos da Beira. Pedi-lhe para o fazer, porque fazia todo o sentido ser ele a apresentar as histórias de família, uma vez que me conhece desde pequenina e é sempre à casa dele que volto quando vou a Paranhos. É ele que aparece no videoclip da canção “Onde Estás”. Esta canção foi escrita em francês quando voltei para a minha casa na Bélgica, após o funeral do meu avô. Depois adaptei-a para português e o videoclip foi filmado em Paranhos da Beira, com o José Dias e a minha filha.

Não me esqueço das minhas raízes. Elas são muito importantes para mim. O meu avô transmitiu-me isto… uma identidade portuguesa forte.

JSM: Quais os projetos que tem para o futuro? Talvez um novo videoclip gravado novamente em Seia, em Paranhos ou na região da Serra da Estrela?

WN: Tenho imensos projetos. O meu sonho é fazer um filme, e acho que as minhas ideias surgem espontaneamente. Sempre escrevi canções, porque é uma necessidade minha. Inicialmente o livro era, também, uma necessidade minha e, agora, tenho o sonho de o transformar num filme. Até seria muito giro filmá-lo em Seia, fazer uma parceria entre Seia e a Bélgica. Seria um projeto muito bom de fazer entre a região de Seia e a Bélgica, porque falo, também, das guerras, da Segunda Guerra Mundial e da Primeira Guerra na Bélgica e dos portugueses no Congo.

Neste momento, o objetivo é apresentar “Os Flamejantes Azuis” com canções e eu a contar a história, mas o filme seria uma ideia excelente. Tenho esta ideia fixa de o querer produzir.

Peça de Teatro – “Os Brincos à Ronaldo e outras Histórias”, na Casa Municipal da Cultura de Seia

Esta quinta-feira, dia 18 de julho, a Casa Municipal da Cultura de Seia vai acolher, a partir das 21h30m, a peça de teatro “Os Brincos à Ronaldo e outras Histórias”, uma iniciativa inserida no Festival ARTIS, da Associação de Arte e Imagem de Seia.

A peça de teatro conta com a encenação de Alexandre Sampaio e a interpretação está a cargo de Alicia Gomes, Joana Costa e José Abrantes.

A entrada é livre.

Celorico da Beira – Detida por cultivo de produtos estupefacientes

O Comando Territorial da Guarda, através do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) do Destacamento Territorial da Guarda, deteve, no passado dia 11 de julho, uma mulher de 36 anos, por cultivo de produtos estupefacientes, no concelho de Celorico de Beira.

No âmbito de uma investigação, que decorria há dois meses, por cultivo de produtos estupefacientes, os militares da Guarda realizaram diligências policiais que permitiram apurar a localização da suspeita.

Na sequência da ação, foi dado cumprimento a um mandado de busca domiciliária, da qual resultou a apreensão do seguinte material:

Três plantas de Cannabis Sativa;

18,24 doses de Liamba;

Nove doses de Haxixe;

Um comprimido de MDMA.

A suspeita foi detida e constituída arguida e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Celorico da Beira

FILARMONIAS 2024 – Sociedade Musical Estrela da Beira sobe ao palco com o espetáculo “Magister – O tributo”

A Sociedade Musical Estrela da Beira (SMEB), de Santa Marinha, vai subir ao palco, este sábado, 20 de julho, no âmbito da terceira edição do projeto municipal FILARMONIAS.

O concerto está agendado para as 21h30m, no Cineteatro da Casa Municipal da Cultura de Seia.

Para o Filarmonias 2024, a SMEB preparou um espetáculo com o nome Magister – O tributo, em que irá homenagear não só os últimos maestros da Banda (José Nobre, José Conde, António Ressurreição, Miguel Gonçalves e João Oliveira), mas, também, o Maestro Virgílio Silva. A iniciativa contará com a participação especial da Maestrina Diana Dias.

A SMEB é uma Instituição de utilidade pública desde 2022, com sede em Santa Marinha, Seia. Em 1846, deu os seus primeiros passos na música, criada pelos seus habitantes unicamente motivados pelo amor à música. Conta, assim, com 177 anos de existência, enraizada nas vidas dos santamarinhenses e amigos.

A SMEB procurou, sempre, promover a música, a cultura e o sentido de responsabilidade nos jovens, encabeçados pelo exemplo dos seus maestros. Cada Maestro deixa parte de si, um pedaço de alma, um presente, que por mais que o tempo passe, fica efémero na história.

Neste sentido, o concerto ‘Magister – O tributo’, inserido no projeto Filarmonias 2024, visa enaltecer estes exemplos que, ao longo do tempo, deixaram a sua marca e para sempre perdurarão na história da banda filarmónica.

3ª Edição OCUPAR A VELGA regressa a Valezim

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Entre os dias 3 e 11 de agosto, a 3ª Edição do Ocupar a Velga regressa a Valezim (Seia). Ao longo de nove dias, a aldeia participa e acolhe uma ocupação vibrante, composta por teatro, circo, performance, música, cinema e arte urbana.

Nesta edição, inspirada pelo tema “O Tempo Presente”, o evento promove um olhar atento e global sobre liberdade, espaço público, diversidade, interculturalidade e participação comunitária. Através da arte, o Ocupar a Velga 2024 deseja perspetivar, dialogar e incluir. Fazem parte Jonas&Lander, Leo Middea, Patrícia Mariano, Patrícia Portela, Projeto DME, e muito mais.

O OCUPAR A VELGA é um projeto da Produção d’Fusão, financiado pela Direção-Geral das Artes, BPI | Fundação “La Caixa”, Câmara Municipal de Seia, Junta de Freguesia de Valezim e Junta de Freguesia de Sazes da Beira.

A entrada é livre.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA EM: https://producaodfusao.com/projeto/ocupar-a-velga/

Apresentação do livro “os Flamejantes Azuis”, de Wendy Nazaré – 20 de julho, 16h, na Biblioteca Municipal de Seia

A escritora Wendy Nazaré vai estar na Biblioteca Municipal de Seia, no dia 20 de julho, pelas 16 horas, para a apresentação do seu livro “Os Flamejantes Azuis”. A iniciativa vai também contar com um pequeno momento musical acústico da própria autora, que é também cantora, e vai ser acompanhada pelo guitarrista Christophe Henin.

Nascida em 1984 em Verviers (Bélgica), Wendy Nazaré é uma artista com raízes portuguesas, inglesas, argelinas e belgas.

Em 1995, a descoberta de um segredo de família inspira-lhe as suas primeiras canções.

Em 2009, conhece o seu primeiro sucesso na Bélgica com o single Mon pays. No mesmo ano, termina um mestrado em psicologia clínica na universidade de Liège com distinção e louvor.

Em 2012, Wendy lança o seu segundo álbum e o single “Lisboa” conhece um sucesso estrondoso junto da comunidade portuguesa internacional. Em 2019, regressa com um projeto musical e volta a escrever no seu diário que se tornará, no que ela gosta de definir, como “uma biografia familiar subjetivamente recomposta”: Os flamejantes azuis. 

A história do livro

Tudo começou quando Wendy Nazaré descobriu que um amigo da família era o seu avô. Depois, acabou por descobrir uma história de amor, proibida e impossível entre os seus avós, digna dos filmes de Hollywood.

Não era o primeiro segredo a ser divulgado a Wendy que, desde pequena, começou a investigar sobre os mistérios da sua família. Em 2005, no funeral do seu avô português, Wendy recebeu cinco cassetes áudio onde este lhe contava toda a sua vida.

Começou a registar o conteúdo dessas cassetes num diário que acabou por se tornar neste livro que gosta de chamar a sua “biografia familiar subjetivamente recomposta”. Embora tudo tenha acontecido, Wendy gosta de recordar que todas as lembranças são sempre subjetivas.

Foi uma viagem emocional e terapêutica para ela. Este livro é, também, a história do seu pai, que acabou por descobrir que era português e que, apesar de ter tido uma infância movimentada, tornou-se numa pessoa importante na Bélgica, com impacto na sociedade.

É um livro sobre a resiliência, o amor apaixonado, os traumas, o perdão, a transmissão transgeracional e a fé. Quando acabou de o escrever, Wendy tinha tantas canções relacionadas com estas histórias que decidiu unir os dois projetos. Como o livro foi traduzido em português, quis adaptar as canções francesas para português, de modo a que o leitor português percebesse as histórias contadas nessas músicas.

O CD duplo “Jacarandá” inclui temas cantados em francês, inglês e como não poderia deixar de ser, em português.

Com prefácio de João Carlos Callixto, em “Os Flamejantes Azuis” iremos conhecer histórias que se entrelaçam em segredos de família e histórias de amor escondidas que vão certamente emocionar os leitores.

Foi com a descoberta dos segredos de família, e do conhecimento do avô português, que a luso-belga Wendy Nazaré se interessou pela língua portuguesa pela sua aprendizagem. Atualmente vive em Portugal. 

Gouveia – Festival da Água está a chegar a Aldeias

Nos dias 5 e 6 de julho, há uma Aldeia de Montanha que irá celebrar a água e a biodiversidade num festival voltado para a sustentabilidade, com várias propostas culturais e de lazer para os visitantes participarem. Em Aldeias, no concelho de Gouveia, a rua principal terá uma instalação artística em crochê realizada pela comunidade ao longo de vários meses. Este será o ponto alto da celebração, unindo a comunidade em torno da importância deste elemento vital para a vida.

O mote está lançado para um vasto programa cultural e educativo que tem como objetivo principal a preservação deste importante recurso natural.

Foi em comunidade que nasceu o Festival da Água em Aldeias. Há já vários meses que a população, juntamente com os utentes do centro de dia, resolveram celebrar a água, perpetuar as suas histórias e a herança da água na aldeia onde vivem com uma instalação artística em crochê, feita com a colaboração de todos e sob a mentoria de Susana António, criativa e designer.

Durante os dias do festival e ao longo de todo o verão, a rua principal de Aldeias terá em exposição, suspenso, um gigantesco ‘pano’ feito em crochê em gradientes de azul e de cor branca para que os visitantes se sintam envolvidos na corrente e no som imersivo da água. 

Nos dias do Festival da Água haverá ainda uma programação variada com música, mercadinho de produtos regionais, workshops de crochê, jantar solidário confecionado por oito chefs e muito mais

No primeiro dia, na sexta-feira, 5 de julho, além de jogos gigantes em madeira, workshops de crochê e tricot na aldeia, haverá um cantinho da história na biblioteca municipal de Gouveia, uma observação da biodiversidade das ribeiras, uma rega na horta e concertos à noite com o Grupo de Concertinas de Gouveia e Joana Almeida.

No sábado, 6 de julho, está agendado um workshop de construção de barquinhos com corcódea, de libélulas e libelinhas, prova de águas comentada, demonstração e prova de granizados e ainda um jantar solidário a favor da Liga Humanitária Social Cultural de Aldeias que contará com a colaboração de oito chefs (Óscar CabralRui CerveiraTony GranadeiroVanderson, Isabel Patriarca, Sandra Pimenta e Paulo Silva e um Chef surpresa). À noite há animação musical com o Grupo de Fados e baile na aldeia.

Este evento é organizado pela Liga Humanitária Social e Cultural de Aldeias, em parceria com a União de Freguesias de Aldeias e Mangualde da Serra, Associação Cultural e Desportiva Aldeense, Clube Desportivo Aldeense, Comunidade Local dos Baldios de Aldeias, Restaurante a Sandra; GAF, com o apoio do Município de Gouveia e da rede de Aldeias de Montanha, no âmbito do Programa Transformar Turismo.


 No âmbito do Festival da Água, vai decorrer, no dia 6, pelas 20 horas, um jantar solidário no dia 6 de julho, pelas 20h, no Centro da aldeia de Aldeias Um momento de convívio e partilha, onde os participantes poderão saborear os deliciosos pratos típicos da região, confecionados com produtos frescos e locais. A totalidade da receita do jantar reverterá para a Liga Humanitária Social e Cultural de Aldeias, que desenvolve um importante trabalho na nossa comunidade.

Manteigas acolhe semana de inovação e criatividade artística e comunitária na terra da lã e dos pastores

Manteigas está a acolher, desde o passado dia 29 de junho e até 7 de julho, a semana da inovação em torno da lã. Esta vila, terra da lã, dos lanifícios e com o seu centro emergente do capital social e da economia local ligados a este recurso milenar, recebe a segunda edição do Lãnd Innovation Week, organizado pelo município de Manteigas e pela ADIRAM – Associação de Desenvolvimento Integrado da Rede de Aldeias de Montanha. Com esta iniciativa pretende-se atestar o esforço de todo um setor e da comunidade local na valorização deste que é um património único, identitário e com forte potencial criativo. O evento é aberto à participação da comunidade, visitantes e turistas.

Esta semana da inovação em torno da lã acontece não só em Manteigas, mas, também, um pouco todos os locais desta vila. Está nas ruas, nas unidades fabris como a Burel Factory e a Ecolã, nas pastagens onde as ovelhas das raças Bordaleira e Churra Mondegueira da Serra da Estrela habitam. Por toda a vila será possível sentir o pulsar da tradição e da contemporaneidade que a lã poderá aportar a este território.

O Lãnd Innovation Week pretende ser um laboratório vivo para a aprendizagem conjunta, valorizando as práticas ancestrais, acrescentando novas leituras a todo um sector que urge preservar e desvendando a ciência por trás deste recurso endógeno.

Este ano, o Lãnd começou mais cedo em maio e junho com as residências de cocriação em pleno coreto de São Pedro, envolvendo de forma ativa a comunidade local com a designer e thinker de comunidades, Susana António. Os manteiguenses foram desafiados a bordar pequenos tecidos e roupa em fim de ciclo, transformados em pequenas bandeirolas coloridas e bordadas a lã. Todos os bordados foram transformados em bandeiras festivas e, agora, estão a enfeitar as ruas da vila durante o Lãnd, criando, assim, uma enorme instalação comunitária e criativa ao ar livre, num ambiente vibrante e acolhedor nas ruas de Manteigas.

Nos dias 6 e 7 de julho há a destacar as visitas comentadas entre os teares seculares da fábrica da Ecolã e Burel Factory. Será possível descobrir a que objetos e ofícios correspondem muitos dos nomes que as bandeiras dos “lãnders” têm bordadas. As visitas são gratuitas, mas os interessados devem inscrever-se previamente para hello@land-week.com.

A 6 de julho, às 17 horas, Sara Lamúrias estará na Fábrica do Rio, em Manteigas, para uma Lãnd Talk que vai permitir conhecer mais acerca do seu trabalho como designer de moda e da sua colaboração com a @burel.factory. No mesmo dia, mas de manhã, às 11 horas, a designer de comunicação e ilustradora, Bárbara R., vai desenvolver uma Oficina de Ilustração Têxtil Colectiva que promete ser um teste à criatividade. As inscrições são gratuitas, mas limitadas (basta enviar email para hello@land-week.com).

No dia 7 de julho, os residentes criativos deste ano – Álbio Nascimento, Carolina Batalha, Susana Cereja e João Xárafarão – irão apresentar o resultado do seu trabalho de uma semana de imersão na Lãnd Talk – Residências Criativas 2024.

Durante a segunda edição do Lãnd é ainda possível ver, entre outros trabalhos, os resultados das Residências Criativas Lãnd 2023 de Jorge Moita, Bárbara R., Carla Pontes, Leonor Carradas, Catarina Damas e Brígida Ribeiros.

Para Flávio Massano, presidente da Câmara de Manteigas, o Lãnd Innovation Week é “um evento que nos orgulha muito e, este ano, queremos torná-lo ainda mais especial envolvendo de forma mais ativa a comunidade na sua organização. Acreditamos que a participação de todos é essencial para preservar a identidade e a cultura associada à lã num território com futuro”.

José Francisco Rolo, presidente da ADIRAM, o Lãnd é “o exemplo perfeito do espírito da Rede de Aldeias de Montanha: celebrar com criatividade e inovação a cultura e o talento de todo este território. É a união de todos que torna as nossas aldeias de montanha tão únicas e vibrantes”.

O Lãnd Innovation Week é um evento anual que integra o Plano de Animação da Rede de Aldeias de Montanha.