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Carlos Alves cresceu no concelho de Seia e é fundador e administrador do Grupo HFA

A empresa tecnológica HFA está a desenvolver um componente de fibra ótica para a gigante americana de telecomunicações Verizon, uma das maiores operadoras do mundo.

Carlos Alves nasceu no Congo, mas desde muito cedo veio para a Lapa de Tourais (Seia), onde passou a sua infância e fez os seus estudos primários. Frequentou o liceu em Seia e, quando acabou os estudos secundários, saiu, como tantos outros jovens, para o ensino superior. Licenciou-se em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações pela Universidade de Aveiro e, mais tarde, tirou uma especialidade em Engenharia da Qualidade. Foi em Águeda, onde reside, que começou a trabalhar numa empresa, na altura, ligada à área da metalomecânica e onde deu início ao departamento de eletrónica. Após 10 anos de trabalho, Carlos Alves e dois outros colaboradores decidiram comprar o negócio da empresa para a qual trabalhavam e criar, em 1995, a HFA – Henrique, Fernando & Alves, S.A. A empresa iniciou a sua atividade com 10 colaboradores e, hoje, tem cerca de 400. Já o Grupo HFA, formado por várias empresas, com produtos próprios, nas áreas de telecomunicações, de energia, cidades inteligentes, iluminação etc., conta com mais de 800 colaboradores.

Carlos Alves divide o seu tempo por várias empresas das quais é administrador. Com mais de 30 anos de experiência em eletrónica, tem estado envolvido em inúmeros projetos tecnológicos, primeiro na área de desenvolvimento e, mais tarde, como gestor de topo.

Atualmente é, ainda, embaixador na Universidade de Aveiro e Conselheiro do Departamento de Eletrónica e Informática (DETI) da Universidade de Aveiro e da Escola Superior Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGA) e Embaixador da ONU para os Objetivos de Sustentabilidade (ODS) da ONU.

A HFA é uma empresa com 30 anos de experiência na indústria eletrónica. Os clientes finais da HFA estão por todo o mundo. A título de exemplo, a empresa produz placas que estão a funcionar na Estação Espacial Internacional e em satélites em órbita terrestre e, também, nos submarinos e fragatas da Marinha Portuguesa.

Com grande ligação a Seia, este empresário não esquece o concelho que o viu crescer e, por isso, gostava de criar uma delegação ou uma empresa tecnológica no concelho. Contudo, como diz, “sozinho nada se consegue.” Para tal, considera que “é preciso criar condições para ter pessoas com talento, ter os diversos fornecedores por perto. Tem que se começar por criar condições para que aqueles que vivem em Seia e vão estudar fora, tenham condições de voltar, e assim começar a ter pessoas com formação na zona que atraia as empresas.”

Carlos Alves (CA): Nasci no antigo Congo Belga, mas muito cedo vim para a Lapa de Tourais onde passei a infância e fiz os estudos primários. Em seguida, frequentei o Liceu em Seia, seguindo, posteriormente, para a Universidade de Aveiro, onde obtive a licenciatura em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações e, mais tarde, uma especialidade em Engenharia da Qualidade. Atualmente resido em Águeda, onde se localiza a empresa HFA de que sou administrador. Para além disso, sou atualmente embaixador na Universidade de Aveiro e Conselheiro do Departamento de Eletrónica e Informática (DETI) da Universidade de Aveiro e da ESTGA – Escola Superior Tecnologia e Gestão de Águeda e Embaixador da ONU para os Objetivos de Sustentabilidade (ODS) da ONU.

CA: Quando terminei a licenciatura na Universidade de Aveiro fui trabalhar para Águeda onde iniciei o departamento de eletrónica numa empresa que trabalhava na altura na área da metalomecânica. Após 10 anos de trabalho, conjuntamente com dois outros colaboradores, decidimos criar a empresa HFA comprando o negócio da empresa para a qual trabalhávamos na altura. A título ilustrativo, a HFA iniciou com 10 colaboradores e hoje tem cerca de 400.

CA: Ao longo do percurso empresarial fui co-fundador de outras empresas na área tecnológica e, agora, divido o tempo por várias empresas das quais sou administrador. Com mais de 30 anos de experiência em eletrónica, tenho estado envolvido em Inúmeros projetos tecnológicos, primeiro na área de desenvolvimento e, mais tarde, como gestor de topo.

Dos projetos em que me envolvi destaco a digitalização da rede de telecomunicações em Portugal, há 40 anos atrás e, na ultima década, as redes de novas geração com a introdução da fibra. A criação e ser membro de associações empresariais que muito contribuem para a atração de talento e investimento na região onde trabalho, também são outros projetos dos quais faço parte.

CA: É um produto desenvolvido por uma das nossas empresas que trabalha na área da fotónica e que é a única solução no mundo, de momento, para multiplicar por 10 a largura de banda de um equipamento terminal, que disponibiliza sinal em fibra (NG-PON2). O cliente é uma das maiores operadoras do mundo (Verizon) nos EUA. Temos um contrato de 5 anos de fornecimento desta tecnologia. Trata-se de um produto complexo que exige uma grande quantidade de testes e controlos rigorosos.

CA: A Agenda da Microeletrónica é um consórcio criado no âmbito das Agendas Mobilizadoras do Plano de Recuperação e Resiliência em Portugal. Envolve um conjunto de 17 parceiros e visa posicionar Portugal na linha da frente no mercado de chip design, chip packaging, assemblagem eletrónica e reciclagem de REEEs, com capacidade para fornecer a Europa e outros mercados globais. Os investimentos concentram-se no aumento da capacidade produtiva nacional, no desenvolvimento de tecnologias avançadas, I&D, formação e capacitação de recursos humanos, internacionalização da imagem do setor e na reciclagem sustentável de resíduos.

CA: O Grupo HFA, formado por várias empresas, tem produtos próprios, nas áreas de telecomunicações, de energia, cidades inteligentes, iluminação etc.

CA: A preocupação pela Sustentabilidade e pela Ética nasceu de uma forma espontânea e natural na HFA e foi amadurecendo e ganhando uma estrutura sólida ao longo do tempo. A política de Responsabilidade Social da empresa focaliza-se, fundamentalmente, nas questões sociais, económicas e ambientais, relativas a situações do quotidiano da empresa e na interação com todas as partes interessadas. Para nós, a sustentabilidade esteve sempre presente ao longo dos 29 anos de existência. Não é uma moda! Sempre defendemos que uma empresa deve prestar contas e responsabilizar-se pelo seu impacto na sociedade. Sempre fomos transparentes nas nossas atividades e em todos os momentos fizemos por ter um comportamento ético, respeitando os interesses das partes interessadas e tentar seguir as normas internacionais do respeito pelo estado de direito. Na HFA fazemos a separação de resíduos e trabalhamos com os clientes e fornecedores para reduzir o desperdício eletrónico e transformar os resíduos em recursos.

Na HFA investimos em tecnologias que nos permitem reduzir o impacto ambiental das nossas operações e aumentar a eficiência energética. Um dos exemplos é a utilização de fornos com consumo de energia mais eficiente, que nos ajudam a reduzir, significativamente, o gasto energético durante o processo de produção, mantendo a qualidade dos nossos produtos. Além disso, utilizamos o verniz clean, que é uma solução mais ecológica para proteger os nossos circuitos eletrónicos. Este verniz reduz a emissão de compostos orgânicos voláteis (COVs), contribuindo para um ambiente de trabalho mais seguro e para uma menor poluição ambiental. Estas iniciativas fazem parte do nosso compromisso com a sustentabilidade, alinhando a inovação tecnológica com a responsabilidade ambiental.

CA: Os clientes finais do que fazemos na HFA estão por todo o mundo. Costumamos dizer que a eletrónica está em todo o lado e… nós fabricamo-la. Na Europa, trabalhamos com os principais players da indústria automóvel, nas telecomunicações, aos equipamentos que produzimos asseguram as comunicações, por exemplo, em França, EUA, Brasil, República Dominicana, Israel e, claro, Portugal. Temos placas produzidas por nós a funcionar na Estação Espacial Internacional e em satélites em órbita terrestre e também nos submarinos e fragatas da Marinha Portuguesa.

CA: Fazemos parte de uma cadeia de valor e nada pode ser feito sozinho. É necessário criar relacionamentos de longo prazo e entender o negócio do parceiro. É preciso humildade e ver o todo e muitas empresas não estão preparadas para isso. Leva tempo de aprendizagem (é como namorar antes do casamento), mas as pessoas não têm tempo, mas como diz a canção do velho Bob Dylan, os tempos estão a mudar… times are changing. As questões são complexas, dependem de empresa para empresa, mas acredito que uma visão clara e compartilhada é essencial, assim como a capacidade (inclui negociação) de criar relacionamentos em que todos ganham. Acho que a nossa melhor vantagem é a capacidade de nos adaptarmos às necessidades dos nossos clientes e, quanto a mim, não é uma questão de aptidão, mas de iniciativa.

“Não é o mais forte da espécie que sobrevive, nem o mais inteligente que sobrevive. É o que é mais adaptável à mudança.” Charles Darwin … há mais de 150 anos.

CA: A empresa tem cerca de 400 colaboradores e o Grupo tem mais de 800. O ambiente empresarial é muito competitivo, com todas as empresas a quererem atrair os melhores talentos. Procuramos recursos humanos de longa duração, que ambicionem ter um emprego como projeto de vida e estabilidade profissional. Sentimos dificuldade em estimular e reter o talento de profissionais que cada vez mais valorizam ambientes cosmopolitas e é difícil competir com Barcelona, Zurique ou Berlim. Mas investimos no desenvolvimento e o bem-estar dos nossos colaboradores, valorizando-os como a força vital da HFA e temos conseguido atrair e reter.

CA: Na HFA, acreditamos que a educação transforma vidas. É por isso que promovemos iniciativas que garantem acesso inclusivo e equitativo à educação, capacitando pessoas para um futuro mais sustentável. Através da atribuição de bolsas de estudo, visitas escolares, estágios e parcerias com escolas e universidades, trabalhamos para que mais pessoas tenham acesso a uma educação de qualidade e estejam preparadas para construir um futuro melhor para todos.

CA: Sempre que posso vou a Seia, visitar a família. Em termos tecnológicos penso que o concelho está bem servido, nomeadamente de fibra e tem empresas que estão a trabalhar bem nas suas áreas. Penso é que o concelho tem que saber comunicar melhor. Dentro do concelho e externamente. Precisamos de atrair pessoas e investimentos, mas temos de dizer quem somos, como nos organizamos para os receber e como iremos corresponder às suas expetativas. O concelho tem que trabalhar na internacionalização da região de Seia, ao nível da captação e instalação de capital/empresas e divulgação de competências e recursos em mercados internacionais, então teremos de ser muito práticos, ajustados a uma sociedade em mudança, com diferentes perspetivas de vida e com novas ambições para a sua vida profissional.

CA: Sim gostava, mas como já disse antes sozinho nada se consegue. É preciso criar condições para ter pessoas com talento, ter os diversos fornecedores por perto. Tem que se começar por criar condições para que aqueles que vivem em Seia e vão estudar fora, tenham condições de voltar, e assim começar a ter pessoas com formação na zona que atraia as empresas. Pessoas nas áreas da gestão, da engenharia, nas TICE, na química etc etc.

CA: Não sei ao que se deve, mas o diagnóstico já deve estar feito pelos atores locais, mas no processo de atração e retenção de pessoas existem quanto a mim 3 prioridades:

Serviços de saúdeSem saúde nada se faz; AgriculturaPorque é necessária comida para alimentar as pessoas; EducaçãoPrecisamos de ter pessoas competentes e melhores cidadãos.

É importante valorizar o ensino profissional, aprendizagem ao longo da vida, a ligação das empresas aos estudantes e fomentar a possibilidade de os jovens experimentarem antes de decidirem por uma “carreira”.

Existem depois uma série de outros pontos importantes: Um serviço de emigração local, Habitação, Mobilidade, Escolas (desde infantários à Universidade – polo de Turismo), zonas de lazer, Centros de Dia e IPSS, centros de divertimento, Justiça…

Mais do que atração de empresas âncora, é preciso trabalhar e fomentar a cooperação multissetorial das empresas que já existem no concelho, até porque este é um tema que importa a todos os setores. Ao promover projetos conjuntos entre diferentes setores, visando por exemplo, a incorporação digital e focando no desenvolvimento, reutilização, conseguimos abranger vários desafios de diferentes setores, e ainda, alavancamos áreas conexas como o desenvolvimento de software, materiais, logística, otimização de processos, etc.

CA: Temos que perceber como funcionam as redes que estão envolvidas na construção das políticas públicas e que têm impacto no desenvolvimento económico local. A ideia é identificar, em cada local,quais os agentes e instituições que mais influências têm na tomada da decisão e através de indicadores, ajudar os autarcas a prestar um melhor serviço aos munícipes. Estou preocupado com o trabalho da comunicação social que só vai à procura das coisas más, nomeadamente o estado de direito e a corrupção, aquisição dos serviços diretos etc, etc.

Os nossos políticos não percebem que somos muito pequeninos à escala europeia. Uma cidade média europeia tem 300 000 habitantes. Parece-me, às vezes, que os municípios não querem trabalhar em conjunto. Interessa é haver planeamento, juntos encontrar novas redes, ter pessoas de outras cidades/municípios. Precisamos de atores políticos que puxem pela Região Centro.

CA: É minha intenção continuar na área dos semicondutores e microeletrónica e temos a ideia de trabalhar na área do chip design e chip packinging dos semicondutores, que necessita de equipamento muito específico e pessoas altamente treinadas, que nós ainda não temos e que temos que atrair para Águeda e formar. Neste momento parece-me difícil atraí-las para Seia. Talvez um projeto mais ligado às tecnologias digitais, por exemplo, desenvolvimento de software, que só precisamos de computadores e fibra, seja mais fácil de implementar em Seia. Mas quem sabe, talvez um projeto ligado à área da formação para quadros das empresas, aproveitando as condições da região de Seia em termos de turismo e a boa gastronomia.

Deixo aqui uma mensagem de confiança e otimismo para os jovens, dizendo que está tudo por fazer. Precisamos de novas formas de produzir energia, novas formas de mobilidade, novas formas de produção, novas formas de fazer trabalhar, novas formas de valorizar o tempo que estamos juntos, mas não nos podemos esquecer que o que fazemos para nós mesmos, morre connosco. Só o que fazemos pelos outros e pelo mundo permanece.

Ministério da Administração Interna investe 6,7 milhões de euros na reabilitação urgente de instalações da GNR e PSP

Edifícios de Fornos de Algodres e de Gouveia foram contemplados.

Foram assinados, esta segunda-feira, 21 de abril, um total de 24 protocolos entre a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de 

Segurança Pública (PSP), num investimento global de 6,7 milhões de euros. 

Numa cerimónia que decorreu no Salão Nobre do Ministério da Administração Interna, o Secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, homologou a assinatura destes protocolos – 15 entre a SGMAI e a GNR, e 9 com a PSP –, no âmbito do Decreto lei de Programação de Infraestruturas e Equipamentos das Forças e Serviços de Segurança (DLPIEFSS).

Os protocolos assinados vão permitir às Forças de Segurança realizar investimentos considerados prioritários e urgentes, nomeadamente um conjunto de reparações indispensáveis em resultado de recentes intempéries, em várias instalações da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública, assumindo estas Forças de Segurança, pela primeira vez, a condição de responsáveis diretas pela sua concretização. 

Estes investimentos destinam-se à reabilitação de edifícios nos concelhos de Aljustrel, Alter do Chão, Aveiro, Bragança, Cascais (Estoril), Chaves, Fornos de Algodres, Gouveia, Guimarães, Lisboa (Ajuda, Beato, Comando Territorial, Grafanil, ISCPSI, UEP e USHE), Marinha Grande, Setúbal, Sintra (Belas, 

Queluz e Mem Martins), Valença, Vila Nova de Gaia e Viseu.

Procissão do Santo Enterro foi cancelada, mas SMEB atuou para todos os presentes

A Sociedade Musical Estrela da Beira deslocou-se, esta sexta-feira Santa, a Salamanca, para participar na Procissão do Santo Enterro.

Contudo, a chuva que caiu com grande intensidade durante todo o dia, impediu a saída da Procissão e a atuação da Banda de Santa Marinha.

Apesar do seu cancelamento, a Banda de Santa Marinha fez questão em deixar o seu contributo e, por isso, tocou para todos os que esperaram ansiosamente pela hora de saída da Procissão do Santo Enterro.

Um nobre gesto de consideração e de apreço deixado por estes músicos nesta cidade espanhola.

Desde 2014 que a SMEB participa nas festividades quaresmais e pascais em Salamanca a convite da Ilustre Cofradía De La Santa Cruz Del Redentor Y De La Purísima Concepción Su Madre.

Quatro atletas de trail resgatados na Serra da Estrela. Comandante dos BV de Manteigas disse ao JSM que esta foi “uma operação complexa e demorada devido às condições atmosféricas que se faziam sentir”

Os Bombeiros Voluntários de Manteigas receberam, pelas 12:30 de hoje, um alerta para o resgate de quatro atletas de trail que se encontravam em treinos na zona do maciço central.

Devido às condições atmosféricas que se faziam sentir foi necessário proceder ao seu resgate na zona da Nave da Mestra.Para o local foram mobilizados meios do CB de Manteigas ABSC06; VAOP02; VCOT01; VOPE03, tendo sido auxiliados pelos CBS de Gouveia, Seia, Loriga Covilhã, FEPC, UPES e SIV de Seia, num total de 28 operacionais.

As vítimas encontravam-se conscientes e orientadas, apresentando indícios de hipotermia, tendo sido estabilizadas no local.

Contactado pelo JSM, o comandante dos BV de Manteigas, Daniel Saraiva, disse que “esta foi uma operação complexa e demorada atendendo as condições atmosféricas que se faziam sentir, assim como devido à localização das vítimas que obrigou que as equipas de socorro fizessem o resgate apeados usando os trilhos existentes.”

Abertas inscrições para o 31.ª o Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela

Estão abertas as inscrições para a 31.ª edição do CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, que se realiza de 10 a 18 de outubro.

Organizado pelo Município de Seia desde 1995, o CineEco é o único festival de cinema em Portugal inteiramente dedicado à temática ambiental, decorrendo de forma ininterrupta há três décadas. Com o lema “Filmes que mudam o mundo”, o Festival é um ponto de encontro entre realizadores, investigadores, especialistas e o público em geral, promovendo o debate em torno das grandes questões ambientais da atualidade.

Com uma missão assumida de consciencialização e reflexão ambiental, o CineEco distingue-se por oferecer uma programação diversificada e de qualidade, dando visibilidade a cinematografias alternativas e valorizando o património natural e cultural. O evento aposta também na formação de públicos, através da promoção da história, estética e linguagem cinematográfica, aliadas à defesa do ambiente.

As candidaturas para filmes a concurso decorrem até ao próximo dia 6 de maio e devem ser submetidas através das plataformas Festhome (www.festhome.com) ou FilmFreeway (https://filmfreeway.com/). Serão admitidas obras de ficção, documentário, animação e experimentais, produzidas após 1 de janeiro de 2024, destinadas a cinema ou televisão, de qualquer parte do mundo.

O Festival contempla várias competições, nomeadamente: Competição Internacional de Longas-Metragens, Competição Internacional de Curtas e Médias-Metragens, Competição de Longas e Curtas-Metragens em Língua Portuguesa, Competição Panorama Regional e Competição de Curtas-Metragens até 10 minutos.

No total, estão previstos prémios em 11 categorias, num valor global superior a 12.000 euros, destacando-se o Grande Prémio Ambiente, no valor de 2.500 euros, para a melhor longa-metragem internacional. Serão ainda atribuídos prémios temáticos, como o Prémio Antropologia Ambiental, Educação Ambiental, Valor da Água, entre outros.

Em 2025, o CineEco celebra 30 anos com uma nova identidade visual, que reforça a sua profunda ligação à Serra da Estrela e ao seu património natural. O novo logótipo reflete essa essência e o espírito da montanha: um festival enraizado no território, que se assume como guardião dos valores naturais e dá voz à proteção do planeta e dos seus ecossistemas.

Politécnico da Guarda ganha capacidade para propor cursos de doutoramento em quatro áreas

E quer afirmar-se como “um polo emergente de investigação científica com impacto académico nacional e internacional”.

O IPG duplica de três para seis as Unidades de I&D em que participa com classificação positiva pela FCT. Passa de uma para quatro as que foram classificadas com “Muito Bom”, podendo agora submeter à A3ES cursos de doutoramento em biotecnologia e – em associação com outras instituições – também nas áreas do desporto, da engenharia eletromecatrónica e do património, artes e restauro. “É um ponto de viragem para o Politécnico da Guarda, que reforça o seu papel nacional na investigação científica”, afirma o presidente, Joaquim Brigas.

O Instituto Politécnico da Guarda – IPG viu a sua Unidade de Investigação & Desenvolvimento em biotecnologia “Biotechnology Research for Innovation and Design of Health Product” ser esta semana classificada com “Muito Bom” pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Para além desta unidade própria – criada de raiz na Guarda e que lhe permite, a partir de agora, propor cursos de doutoramento em biotecnologia – o Politécnico da Guarda participa também noutras três Unidades I&D que obtiveram a classificação de “Muito Bom”, nas quais poderão ser submetidos à Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) doutoramentos nas áreas do Desporto, do Património, Restauro e Artes e dos Sistemas Eletromecatrónicos. 

“São excelentes notícias para o Politécnico da Guarda, mostrando que a política científica definida para as suas escolas nos últimos anos está a dar bons resultados”, afirma Joaquim Brigas, presidente do IPG. “Quer nos projetos europeus que integra ou lidera, quer nas candidaturas à FCT, os docentes e os investigadores do IPG estão a ter desempenhos de excelência que representam para a instituição um financiamento global superior a 2,5 milhões de euros”.

Das Unidades I&D classificadas com “Muito Bom” destaca-se o Sport Physical Activity and Health Research & Innovation Center, recentemente constituído, na qual o IPG participa num consórcio liderado pelo Centro de Alto Rendimento de Rio Maior. O Politécnico da Guarda participa igualmente no consórcio do Technology, Restoration and Arts Enhancement Center, liderado pelo Politécnico de Tomar, e no Electromechatronic Systems Research Centre, liderado pela Universidade da Beira Interior, ambos classificados com “Muito Bom” pela FCT. 

Com a classificação de “Bom” continuam o Centre for Tourism Research, Development and Innovation e o Centre for Studies in Education and Innovation, dos quais o IPG faz parte. 

“Polo emergente de investigação científica”

“A duplicação do número de Unidades I&D com classificação positiva da FCT em que o Politécnico da Guarda participa é fruto de uma estratégia institucional sólida e bem definida que mostra agora resultados concretos e sustentáveis”, afirma Joaquim Brigas. Para o presidente do Politécnico da Guarda é, porém, mais significativa a conquista pela instituição de condições para – sozinha, no caso da biotecnologia, e em conjunto com outras instituições nas área do desporto, da engenharia eletromecatrónica e do património, artes e restauro – propor à A3ES novos cursos de doutoramento: “O reconhecimento da capacidade de investigação de elevada qualidade destas estruturas, duas delas logo na sua primeira avaliação, é um sinal claro da eficácia da política científica da instituição”, afirma Joaquim Brigas. “É um ponto de viragem para o Politécnico da Guarda, que reforça de forma expressiva o seu papel no panorama nacional da investigação académica”.

A diversidade das áreas abrangidas — da biotecnologia à engenharia, passando pelo desporto, restauro, turismo e educação — “é para o IPG uma aposta em ciências interdisciplinares, alinhadas com os grandes desafios sociais, tecnológicos e ambientais da atualidade”. O Politécnico da Guarda quer afirmar-se como “um polo emergente de investigação científica com impacto académico nacional e internacional”.

Rui Ventura assume liderança da Turismo Centro de Portugal com visão renovada

Cerimónia de tomada de posse do novo Presidente decorreu em Aveiro e contou com a presença do Secretário de Estado do Turismo. 

Rui Ventura tomou ontem posse como presidente da Comissão Executiva da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal (TCP), numa cerimónia que teve lugar no auditório do Parque de Feiras e Exposições de Aveiro e que reuniu dezenas de personalidades do setor público e privado.

Entre os presentes, destacou-se o Secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, em representação do Governo. Do lado das instituições públicas, marcaram também presença, entre outros, o presidente da Câmara Municipal de Aveiro, José Ribau Esteves, e o presidente da Assembleia Geral da TCP, José Francisco Rolo, enquanto anfitriões do evento; a presidente da CCDRC, Isabel Damasceno; o presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade; e o presidente da Confederação do Turismo de Portugal, Francisco Calheiros. Estiveram também presentes deputados à Assembleia da República, autarcas da região, representantes das Comunidades Intermunicipais e de outras Entidades Regionais de Turismo, bem como autoridades das Forças e Serviços de Segurança.

O setor privado esteve representado por empresários do turismo, presidentes das Comissões Vitivinícolas e dirigentes de associações como a APAVT, AHRESP, APECATE, ARAC, AHP, ADHP, entre outras.

Eleito em Assembleia Geral Extraordinária Eleitoral, realizada no passado dia 27 de março, Rui Ventura sucede a Raul Almeida, cujo falecimento, em dezembro de 2024, deixou o cargo vago. Os restantes órgãos sociais da TCP, eleitos em julho de 2023, mantêm-se inalterados.

“A Turismo Centro de Portugal é um desafio”

No discurso de tomada de posse, Rui Ventura começou por reafirmar o seu compromisso com a missão da entidade: “A Turismo Centro de Portugal é um desafio ao qual me vou dedicar de corpo e alma. Acredito no potencial do turismo nesta região e asseguro-vos que honrarei o compromisso assumido nesta campanha eleitoral. Como sempre fiz, irei, com os restantes órgãos e a equipa da comissão executiva, ouvir e ponderar as posições dos diversos players do território”.

Apelando à união em torno de um projeto coletivo, acrescentou: “Agora é o momento de agarrar as oportunidades, de atrair e agregar todos aqueles que se reveem na diversidade turística única do Centro de Portugal. Este é um território ímpar, de mulheres e homens de uma estirpe notável, o que nos faz acreditar no futuro da região. Vamos continuar a construir juntos um território único e desejável, para que possa crescer ainda mais”.

O novo presidente valorizou ainda o papel das pessoas e das comunidades locais: “Não há turismo sem pessoas, sem empresários, sem o cuidado de cada autarca em preservar o melhor de cada concelho. Desde o mais pequeno agricultor ao maior empresário da região, todos contam. A nossa região é um raro caso de resiliência em Portugal. É feita de gente autêntica, generosa e dedicada”.

Prioridades estratégicas para o mandato

Entre as prioridades traçadas para o seu mandato, Rui Ventura destacou a necessidade de uma maior articulação institucional: “Acredito que o Centro de Portugal tem condições únicas para ser uma alavanca de desenvolvimento nacional. Devemos falar a uma só voz. Somos um só território, com um único interesse comum”.

Na presença do Secretário de Estado do Turismo, Rui Ventura lançou um apelo à revisão do enquadramento legal que regula as entidades regionais de turismo. “Precisamos de trabalhar na reforma da Lei n.º 33. Os estudos demonstram que é possível avançar para uma maior autonomia administrativa e financeira, sem comprometer o alinhamento com a tutela do Turismo de Portugal. Todas as regiões já provaram que são capazes de manter esse equilíbrio”, assinalou.

Rui Ventura elencou ainda outras prioridades para o seu mandato: uma maior articulação entre a Turismo Centro de Portugal (responsável pela promoção interna do território) e a Agência Regional de Promoção Turística Centro de Portugal (responsável pela promoção externa); a criação de um hotel-escola na região; a melhoria dos conteúdos e da experiência turística no destino; o estímulo à dinâmica territorial, através de eventos com impacto nacional e internacional; a aposta na digitalização e na sustentabilidade; a implementação de novos modelos de comercialização, distribuição, monitorização e auditoria do destino; o reforço da participação de parceiros públicos e privados nas decisões estratégicas; e o aprofundamento das relações com as regiões vizinhas de Castela, Leão, Extremadura e a Comunidade de Madrid, entre outras.

A concluir, garantiu: “Continuarei a ser sempre uma voz que jamais se calará quando estiver em causa o Centro de Portugal”.

Secretário de Estado do Turismo destaca três pilares para o sucesso


No encerramento da sessão, o Secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, destacou três pilares fundamentais para o sucesso da Turismo Centro de Portugal: a equipa, o território e a comissão executiva. “Quero começar por saudar os homens e as mulheres que integram a estrutura da Turismo Centro de Portugal. Foram eles que me acolheram quando iniciei funções, e são o verdadeiro núcleo da organização. Representam um porto de abrigo e uma base sólida para o futuro”, começou por dizer.
O segundo pilar, lembrou, é o território: “O segundo pilar está nesta Assembleia, nos autarcas, nos empresários, na diversidade do território. Um território com diferentes estágios de maturidade, mas onde são as empresas e os empresários que dão músculo ao turismo. Sem operação, não há verdadeira atividade turística”.

Por fim, destacou a comissão executiva da TCP: “Saúdo a equipa da direção executiva, que com o Presidente forma um triângulo virtuoso. É esta base que nos ajuda a ultrapassar momentos difíceis e que nos permite crescer nos mercados internos e externos”.

Sobre a Turismo Centro de Portugal:

A Turismo Centro de Portugal é a entidade que estrutura e promove o turismo na Região Centro do país. Esta é a maior e mais diversificada área turística nacional, abrangendo 100 municípios, e tem registado um intenso crescimento da procura interna e externa. É a região a escolher para quem pretende experiências diversificadas, pois concilia locais Património da Humanidade com a melhor costa de surf da Europa, termas e spas idílicos, locais de culto de importância mundial e as mais belas aldeias.

Seia prepara-se para receber um restaurante McDonald’s. Abertura está prevista para o início do próximo ano

Seia está prestes a entrar no mapa da conhecida cadeia internacional McDonald’s. A gigante norte-americana da restauração rápida vai instalar-se entre duas das principais avenidas da cidade.

Ao que o JSM apurou, a aquisição dos terrenos já foi concluída.

O novo restaurante será construído numa zona estratégica da cidade, situada entre a Avenida Dr. Afonso Costa e a Avenida Professora Ester Barata, o que promete dar uma nova dinâmica comercial e urbana àquela área. A fotografia que acompanha esta notícia mostra o local onde o McDonald’s irá nascer, atualmente ocupado por uma habitação devoluta.

Apesar de ainda não haver confirmação oficial quanto à data de abertura, o JSM soube que o restaurante poderá abrir portas já no início de 2026.

Este investimento insere-se numa tendência de crescimento da cadeia em cidades de média dimensão, com o objetivo de aproximar os seus serviços a novos públicos e zonas em expansão.

Além da criação de postos de trabalho diretos, o novo espaço deverá trazer maior movimento à zona envolvente, beneficiando também o comércio local.

Espera-se, agora, que o projeto avance rapidamente, com a expectativa de se ver transformada uma área atualmente devoluta num novo ponto de encontro que servirá os residentes de Seia, Gouveia, Nelas e Oliveira do Hospital e turistas que visitem o concelho.

Frio e neve até à Pascoa na Serra da Estrela

A neve continua a cair, desde o dia de ontem, no maciço central da Serra da Estrela. Alguns troços encontram-se encerrados.

Na manhã desta terça-feira, foram encerrados os troços entre Sabugueiro/Lagoa Comprida/Torre/Penhas da Saúde/Manteigas e, Portela do Arão/Lagoa Comprida.

De acordo com o Comando Sub-regional das Beiras e Serra da Estrela, ainda não há previsão de abertura.

Para hoje, o IPMA mantém a previsão de queda de neve nas terras altas do interior norte e centro, acima de 1.000/1.200 metros de altitude.

Escritor Pedro Chagas Freitas vai estar no Solar do Mimo para apresentar o seu mais recente livro

No próximo dia 31 de maio, pelas 15h00, o Solar do Mimo – Centro de Acolhimento de Crianças e Jovens em Risco, de São Romão (Seia), vai receber o escritor Pedro Chagas Freitas, para a apresentação do seu livro mais recente “O Hospital de Alfaces”.

Este será um encontro especial, cheio de palavras que, por certo, irão tocar, inspirar e transformar todos os presentes. Um momento único de partilha, de emoções e muitas surpresas.

Este livro é, segundo o autor, “uma história de amor. A mais bela das histórias de amor.

Conta “a história de três gerações: avô, pai e filho entrelaçam-se em momentos tocantes que nos fazem refletir sobre o efémero da vida e como o amor nos salva em todos os momentos.
Aqui há hospitais, é verdade.
Há pais que choram, há mães que esperam, há filhos que resistem.
Acima de tudo, há amor.
Amor como cura, como anestesia, como diagnóstico.
Amor que não cabe nas paredes de um quarto de hospital,
nem nas palavras que tentam explicá-lo.
“O Hospital de Alfaces” é isso.
Uma história que dói, mas que abraça.
Uma história que sangra, mas que salva.
Uma história para quem já amou ao ponto de se perder.
E que descobriu que, mesmo perdido, ainda é possível continuar.

Sobre o escritor

Pedro Chagas Freitas nasceu em Guimarães em 1979. É escritor, jornalista, formador na área da escrita criativa e orador. Com quase 40 livros publicados, é um dos autores mais lidos em Portugal e em países como a Itália, o Brasil ou o México, com vendas superiores a um milhão de cópias em todo o mundo. Vencedor do Prémio Bolsa Jovens Criadores do Centro Nacional de Cultura em 2006, é o fundador do Campeonato Nacional de Escrita Criativa.  Pedro Chagas Freitas é um fenómeno literário destacando-se pela sua capacidade única de tocar corações através da palavra.

Apaixonado pela palavra, construiu uma carreira baseada na verdade afetiva. Com cada página, desafia-nos a sentir mais, a viver mais, a ser mais, combinando intensidade emocional com frases marcantes que desafiam o leitor a sentir mais do que ler. 

Um nome incontornável na literatura contemporânea.