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Marca de vinhos de Gouveia – “Textura Wines” apresenta-se no Porto

Durante o mês de fevereiro, os vinhos da Textura Wines, uma marca de vinhos da região do Dão, regida por uma enologia pouco interventiva, e que surpreendeu todos ao receber em 2022 a distinção “Vinho do Ano“, pela Revista de Vinhos, com o Vinha Negrosa 2019, está a apresentar-se em vários locais na cidade do Porto.

A marca Textura Wines nasce da paixão de Marcelo Villela de Araújo e Patrícia Berardi pelo vinho e terroir único da região, e instalou-se numa antiga fábrica de têxteis, que em tempos acolhia a principal indústria da região. A marca combina tradição e inovação na criação de vinhos de caráter distinto, equilibrados e sofisticados. O seu portfólio reflete o compromisso com a qualidade e a identidade do Dão.

Para MarceloVillela «os grandes vinhos são feitos nas vinhas, exigem cuidado, um trabalho atento ao detalhe e respeito pela natureza. E por isto, é muito importante preservarmos os recursos naturais locais, que são uma grande herança desta região. Na adega, contamos com o tempo, precisão e as boas condições de trabalho, para que os vinhos reflitam de uma forma pura as histórias das vinhas – o solo, o clima, e a tradição do Dão.

Tudo isto é muito gratificante, quando temos, de uma forma direta, o reconhecimento dos nossos vinhos pelos profissionais e amantes do setor. Por isso, é com muita expectativa que voltamos a marcar presença em vários eventos no Porto para continuarmos a dar a conhecer o projeto que nos apaixonou desde o primeiro minuto.»

Sobre a Textura Wines

A Textura Wines é um projeto familiar iniciado em 2018 nasce no Dão, nas encostas da Serra da Estrela, com o propósito de expressar a autenticidade e a elegância deste terroir, e combina tradição e inovação para criar vinhos de caráter distinto, equilibrados e sofisticados. Em busca de vinhas já existentes, numa região de pequenos produtores, conta com 30 ha de vinhas em 9 parcelas diferentes em Vila Nova de Tazem e em Penalva do Castelo. Com uma enologia pouco interventiva, que reflete o solo e o local de cada uma das vinhas, o objetivo é chegar a vinhos com caráter, elegantes e distintos. Com práticas sustentáveis e produção de baixa intervenção, os princípios fundamentais da Textura Wines assentam no respeito pela natureza local e pela biodiversidade, na preservação de recursos (naturais e culturais), e no desenvolvimento regional. A marca distingue-se por ter vinhas com certificação biológica, e ser exemplo em Economia Circular.

Instalada numa antiga fábrica de têxteis, a Textura Wines privilegia vinhas em altitude, com solos graníticos e um clima que favorece uma maturação lenta e equilibrada das uvas, respeitando a essência de cada casta e a singularidade de cada colheita. O portefólio de vinhos da marca reflete o compromisso com a qualidade e a identidade da região. Desde os brancos frescos e minerais, aos tintos elegantes e estruturados, cada garrafa é um convite a explorar a riqueza e a complexidade desta região histórica.

No seu espaço, conta ainda com um restaurante a funcionar mediante reservas prévias, uma loja de vinhos, um wine bar, e salas para eventos privados ou corporativos, com capacidade de 6 até 250 pessoas.

Carolina Brito do coração de Loriga ao topo das passerelles mundiais

É modelo, está a terminar a sua licenciatura e já conta com mais de 50 mil seguidores nas redes sociais, que acompanham de perto o seu percurso na moda. Carolina Brito é natural de Loriga (Seia) e está a conquistar um lugar de destaque no panorama da moda internacional. A jovem modelo foi selecionada para desfilar nas prestigiadas semanas de moda de Milão e Paris duas das maiores passerelles internacionais.

Carolina deixou a sua terra natal para seguir o sonho de uma carreira na moda. O primeiro passo foi deixar a sua zona de conforto, uma vila do interior, onde cresceu, para uma cidade onde as oportunidades são imensas, mas onde há, também, muita concorrência. A sua resiliência, determinação e humildade foram fundamentais para a sua ascensão, permitindo-lhe brilhar num cenário global.

Carolina Brito acredita que estas conquistas possam servir de inspiração para muitos jovens do interior do país. “O meu percurso é a prova de que, mesmo vindo de um lugar pequeno, é possível alcançar grandes sonhos. A chave é acreditar em si próprio e trabalhar com dedicação”.

Carolina ruma a Paris, onde irá desfilar no prestigiado Paris Fashion Week nos dias 1 e 8 de março. Após Paris, segue para Milão, onde participará na Semana de Moda de Milão no dia 15 de março. Para Carolina Brito, este é apenas o começo de uma jornada que promete levar o seu talento e o nome de Seia ainda mais longe no universo da moda internacional.

“Esta é uma oportunidade única! Conseguir um lugar no Paris Fashion Week, uma das passerelles mais icónicas e históricas do mundo, é uma oportunidade rara, considerando a sua longa tradição e a presença de grandes marcas e designers de renome mundial. Este evento é conhecido como o centro global da moda e é extremamente difícil ser selecionado. São poucos os modelos que têm essa oportunidade”.

Carolina Brito (CB): O meu percurso começou com muitos desafios, mas sempre acreditei que a perseverança traria resultados.

Em 2021, decidi mudar-me para Lisboa, acreditando de que estaria mais próxima das oportunidades que impulsionariam a minha carreira. Nos primeiros anos, enfrentei muitas recusas, mas entendi que isso fazia parte do processo e que desistir não era opção.

Com o tempo, fui criando ligações com marcas, fotógrafos, estilistas e agências, e à medida que surgiam oportunidades, a minha carreira ganhou outra dimensão.

Hoje, tenho o privilégio de ter trabalhado com várias marcas, de ter desfilado no maior palco do país, o MEO Arena, e de ter estado em Milão, a viver a experiência de uma carreira internacional.

Embora ainda sinta que tenho muito para alcançar, sei que estou mais perto dos meus objetivos e o mais importante é que eu aprendi a valorizar cada conquista ao longo do percurso. Tem sido um percurso feito de muito trabalho, dedicação e superação e cada desafio ultrapassado motiva-me a seguir em frente.

CB: Ser natural de Loriga uma pequena vila encantadora no coração da Serra da Estrela, é motivo de grande orgulho para mim. Crescer num lugar com uma forte identidade, rodeado pela natureza e por uma comunidade unida, deu-me valores essenciais como resiliência, humildade e determinação. No entanto, sabia que, para seguir uma carreira na moda, teria de procurar oportunidades fora da minha zona de conforto. Embora Loriga, seja um lugar inspirador, as oportunidades na moda são mais limitadas. Mas, em vez de ver isso como um obstáculo encarei-o como um incentivo para me esforçar ainda mais.

O primeiro passo foi mudar-me para Lisboa, uma cidade que me trouxe uma nova energia, mais oportunidades e acesso a uma rede de profissionais que acreditaram no meu trabalho. Foi um desafio estar longe da minha família e de tudo o que conhecia, mas percebi que esse sacrifício era essencial para me aproximar dos meus objetivos e construir um futuro na moda.

CB: Ter a oportunidade de trabalhar em Milão e ter sido selecionada para desfilar nas semanas de moda é, sem dúvida, um grande passo na minha carreira.

Estas semanas de moda são as maiores do mundo e apenas um número muito reduzido de pessoas tem a oportunidade de pisar estas passerelles. Conquistei estas oportunidades através de castings, um processo muito exigente, onde é preciso estar sempre preparada e mostrar o melhor de nós. A oportunidade de desfilar com peças de marcas internacionais tão reconhecidas, como H&M, North Face e Fashion Nova, é algo que torna tudo ainda mais especial.

É realmente um sonho estar aqui, especialmente para alguém que cresceu no interior de Portugal, onde estas oportunidades pareciam tão distantes. Trabalhar com marcas internacionais e participar nestes desfiles é uma experiência única.

CB: Sim, sem dúvida. Espero que as minhas conquistas inspirem outros jovens, especialmente aqueles que cresceram no interior, a acreditarem que, com trabalho e perseverança, é possível chegar longe. Os desafios existem, mas também nos fortalecem e nos ensinam a valorizar cada conquista.

O meu maior conselho é: nunca desistam. Estejam preparados para trabalhar muito, receber ‘nãos’ e aprender com cada experiência. Invistam em conhecimento, façam networking e mostrem o vosso trabalho, porque cada passo conta para alcançar o que desejamos. E, acima de tudo, acreditem no vosso potencial. Sejam persistentes, porque as oportunidades chegam para quem está preparado para agarrá-las e tudo começa com um primeiro passo e com a determinação de nunca desistirem dos vossos sonhos.

CB: Conciliar a carreira de modelo com os estudos em Serviço Social tem sido um desafio exigente, mas extremamente enriquecedor. Ambas as áreas exigem dedicação e disciplina e aprendi a gerir o meu tempo para manter o equilíbrio, mesmo durante as pausas entre trabalhos, viagens e outros compromissos. Embora tenha tido bastante trabalho e, por vezes, seja difícil conciliar tudo, faço questão de continuar a minha licenciatura, aproveitando os intervalos no meu dia a dia para estudar sem comprometer a qualidade do meu trabalho como modelo. Os estudos em Serviço Social ampliaram a minha perceção sobre a sociedade e fortaleceram a minha empatia, uma qualidade essencial tanto na minha profissão como na vida. Esta formação ajudou-me a crescer como pessoa e a tornar-me mais consciente do impacto que posso ter no mundo. Além disso, acredito que a minha visibilidade na moda me permite dar voz a causas importantes e inspirar outros a seguir os seus sonhos, contribuindo, ao mesmo tempo, para um mundo mais justo e solidário.

Município promove ação de reflorestação em Corgas

O Município de Seia vai realizar, no próximo dia 22 de fevereiro, uma ação de reflorestação na aldeia de Corgas, integrada no projeto Condomínios de Aldeias – Programa de Apoio às Aldeias Localizadas em Territórios de Floresta. A iniciativa visa a recuperação de áreas intervencionadas em 2024, localizadas em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, abrangendo cerca de 15 hectares. A plantação será feita com 500 medronheiros oferecidos pelo Automóvel Club de Portugal (ACP), reforçando o compromisso com a sustentabilidade e valorização do território. Este projeto tem como objetivo aumentar a resiliência do território, melhorar a gestão da vegetação em áreas sensíveis e promover a biodiversidade, criando uma envolvente mais segura para as populações face ao risco de incêndios rurais. A reflorestação será realizada com o apoio da ProNatura (ANEFA – Associação Nacional de Empresas Florestais), Bombeiros Voluntários de São Romão, Comissão de Melhoramento de Corgas e Agrupamento de Escuteiros de Seia. A participação está aberta à comunidade e os interessados podem inscrever-se no site do Município (https://cm-seia.pt/). O ponto de encontro será junto à Comissão de Melhoramento de Corgas, às 10h00. Os voluntários deverão levar botas, agasalho, impermeável, luvas de trabalho, lanche e água. Com esta iniciativa, o Município de Seia reforça o seu compromisso com a preservação da floresta e a valorização do território, promovendo um futuro mais sustentável para as comunidades rurais.

UBImedical (Covilhã) acolhe “IA FÓRUM 2025 – Inteligência Artificial nas PMEs Portuguesas”

A Nomadengenuity Lda, uma empresa “incubada” na UBImedical (Universidade da Beira Interior – Covilhã) vai promover, no dia 26 de fevereiro, o evento “IA FÓRUM 2025 – Inteligência Artificial nas PMEs Portuguesas”.

Este fórum, que decorrerá das 9h30 até às 12h30, na UBImedical, reunirá especialistas da indústria, academia e startups para discutir o impacto da Inteligência Artificial Generativa na digitalização e internacionalização das PMEs portuguesas, com um foco especial nas oportunidades e desafios para as empresas da Cova da Beira.

Segundo a organização, o “IA FÓRUM 2025 será uma valiosa oportunidade para a comunidade local, uma vez que a tecnologia e inovação têm um papel crescente no fortalecimento das PMEs da nossa região. O evento abordará como a Inteligência Artificial pode ser uma ferramenta estratégica para o crescimento e internacionalização das empresas da Cova da Beira.”

A mesa redonda será mediada pela UBImedical, com a participação de especialistas renomados, incluindo: Dr. Carlos São Martinho, Presidente da Associação Promotora de Ensino Profissional da Cova da Beira; Dra. Arminda Maria Finisterra do Paço, Presidente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UBI; Dr. Nuno Gonçalo Coelho Costa Pombo, Professor Associado da UBI e Coordenador do Assisted Living Computing and Telecommunications Laboratory e Dra. Daniela Presa, Diretora de R&D no Grupo Ropre, Lda.

Assembleia da República recomenda ao Governo a adoção de um programa de valorização da serra da Estrela

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Foi publicada hoje, em Diário da República, uma resolução da Assembleia da República, que recomenda ao Governo a adoção de um programa de valorização da serra da Estrela.

As medidas e ações previstas no Programa aplicam-se aos concelhos de Manteigas, Celorico da Beira, Gouveia e Seia e da Covilhã e Guarda, abrangidos pelo PNSE, e de Belmonte.

Segundo o documento, deverá ser adotado um programa de valorização da serra da Estrela, “enquadrador de medidas necessárias para assegurar o planeamento e gestão do território integrado no Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) e reforçar a prevenção e combate a incêndios florestais”.

O programa tem como objetivo a recuperação e valorização do PNSE, nas dimensões ambiental, social e económica, tendo em conta: a intervenção em áreas ardidas e defesa e prevenção da floresta contra incêndios e identificação de prejuízos e perdas e regime de apoio à reposição do potencial produtivo, à perda de rendimento e à manutenção de atividades agrícolas e pecuárias.

Além disso, sugere-se a dotação de uma estrutura orgânica com direção própria, ligada ao território e às populações, com capacidade para realizar o diagnóstico do estado em que esta área protegida se encontra e intervir para ano sentido da sua recuperação e valorização, em conjunto com as populações.

Segundo a resolução, é ainda pedido o reforço da capacidade do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), em meios humanos, técnicos e financeiros, para dar resposta às necessidades de gestão, recuperação, fiscalização e defesa contra incêndios nesses territórios.

In ambiente online 

Luís Tadeu é candidato à presidência da Turismo Centro de Portugal

Luís Tadeu, atual presidente da Câmara Municipal de Gouveia e da Comunidade Intermunicipal da Região das Beiras e Serra da Estrela, é candidato à presidência da Entidade Regional de Turismo Centro d e Portugal. A candidatura surge “num compromisso de reforço e valorização do Centro de Portugal como destino turístico de excelência.”

O compromisso de complementaridade numa região turística com 100 concelhos, vários núcleos de atratividade turística, uma dinâmica de incremento de captação de fluxos turísticos, mercados e investimentos são objetivos que Luís Tadeu com a sua candidatura pretende manter e reforçar. 

Para o candidato “o turismo é uma das principais alavancas de desenvolvimento regional que deve ser reforçado com uma aliança estratégica entre os agentes turísticos, autarquias e a captação de mais investimento.

O Centro de Portugal possui as melhores condições para reforçar o turismo nacional. A região oferece diversificação e autenticidade. Em complementaridade com os destinos turísticos nacionais consolidados, o Centro de Portugal possui uma grande margem de crescimento que é necessário potenciar e fomentar”, afirma Luís Tadeu.

O autarca gouveense vai ter como adversário outro autarca do distrito da Guarda, Rui Ventura, presidente do município de Pinhel, que ainda não formalizou a candidatura. 

“Até podem aparecer mais candidatos, é normal, natural. Serão os associados com direito de voto que vão ter de escolher porque só estamos a candidatar-nos a um ato eleitoral, nada mais”, afirmou.

Luís Tadeu lembrou, de resto, que a Assembleia-Geral eletiva da Turismo Centro de Portugal está agendada para 27 de março e “só nessa altura os associados vão expressar a sua opinião e ficaremos a saber qual dos candidatos foi escolhido”. 

O presidente da Câmara de Gouveia já não pode recandidatar-se à autarquia por ter atingido o limite de mandatos, tal como Rui Ventura em Pinhel.

Desde o falecimento de Raul Almeida, a 27 de dezembro, a TCP tem sido liderada interinamente por Anabela Freitas, vice-presidente da instituição, que assegurou a continuidade dos projetos e estratégias em curso. Raul Almeida havia sido eleito em 2023, sucedendo a Pedro Machado, atual secretário de Estado do Turismo.

A eleição do novo presidente será conduzida pela Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal e pela Agência Regional de Promoção Turística Centro de Portugal.

Luís Manuel Tadeu Marques é advogado de formação, preside à Câmara Municipal de Gouveia há 12 anos, é presidente da Comunidade Intermunicipal da Região das Beiras e Serra da Estrela há 6 anos, sendo também Vice-Presidente da ADIRAM – Associação de Desenvolvimento Integrado da Rede de Aldeias de Montanha e Vogal do Conselho de Administração da APdSE, EIM. S.A. – Águas Públicas da Serra da Estrela.

Dappin inaugurou nova loja esta sexta-feira em Seia

A Agência de Marketing Dappin, com sede em Seia, inaugurou um novo escritório, esta sexta-feira, dia 14.

A agência presta todos os serviços na área do digital, desde a criação de marcas, branding, criação de logotipos, gestão de redes sociais, cobertura de eventos, criação de websites e criação de lojas online construídas a partir do zero, entre outros serviços.

A equipa é composta por designers e gestores de projeto que auxiliam cada cliente na concretização de projetos criativos.

A Dappin trabalha com várias empresas e instituições transformando as ideias de cada uma em realidade.

A nova loja está situada na rua do Mercado, junto à imobiliária AXADO.

Detidos três indivíduos indiciados pela prática de furtos em residências nos distritos da Guarda, Vila Real, Viseu e Bragança

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Investigação está a cargo da GNR – NIC de Gouveia

No âmbito de inquérito dirigido pelo Ministério Público da Procuradoria do Juízo de Competência Genérica de Trancoso, da comarca da Guarda, foram detidos e presentes a primeiro interrogatório judicial três indivíduos (dois homens e uma mulher) indiciados pela prática de furtos em residências, nos distritos da Guarda, Vila Real, Viseu e Bragança.

Os factos ocorreram no período compreendido entre janeiro de 2024 e fevereiro de 2025.

Na sequência do interrogatório judicial, realizado no dia 13 de fevereiro de 2025, foi aplicada aos arguidos a medida de coação de prisão preventiva.

Foram ainda apreendidos diversos objetos em ouro, relógios, mais de 1000 euros em dinheiro e quatro armas de fogo.

A investigação está a cargo da Guarda Nacional Republicana – Núcleo de Investigação Criminal de Gouveia.

Marco Neves um “Serrano Algarvio” apaixonado pela fotografia

Saiu de Seia há já alguns anos e estabeleceu-se em Albufeira, onde reside há cerca de 16 anos. É professor de Biologia e Geologia e um apaixonado pela fotografia de natureza, astrofotografia e, mais recentemente, da vida selvagem. De quando a quando desloca-se a Seia, região serrana que já foi, naturalmente, o seu teatro fotográfico. Chegou a dar aulas em São Romão e Mangualde, durante cerca de 3 anos, o que lhe permitiu usufruir da “magia da Estrela em todas as épocas do ano.” Recentemente ganhou o primeiro lugar no concurso de fotógrafo de natureza – categoria Paisagem, no Festival de Imagem e Natureza de Vouzela, com a fotografia “A Falésia”.

Conheça toda a história de Marco Neves, nesta entrevista que concedeu ao JSM.

Marco Neves (MN): É uma realidade: acho que, neste momento, já me posso classificar como um «Serrano Algarvio», uma vez que tenho quase tantos anos de Algarve, como os de vida em Seia. A escolha de Albufeira para residência nos últimos cerca de 16 anos prende-se com a necessidade de estabilidade pessoal e profissional que procurei, juntamente com a Cláudia, minha esposa. Sendo ambos professores de Biologia e Geologia, procurámos colocação de lés a lés durante inúmeros concursos instáveis que nos obrigavam, quase sempre, a ficar distantes e a mudar de escola praticamente todos os anos. E foi precisamente no Algarve que conseguimos a estabilidade almejada para começar a construir algo que pudéssemos sentir como a nossa casa.

A escolha da Biologia enquanto área de formação académica não terá sido ocasional, uma vez que sempre senti um forte apelo do mundo natural. O que significa que muito do tempo disponível para o lazer acaba por ser despendido em plena comunhão com o ar livre, em atividades como a pesca, a fotografia, a observação de aves ou as caminhadas.

MN: Posso dizer que são muito diferentes mas também muito iguais. Esclarecendo, iguais no sentimento que já criei, por ambas as regiões, uma natural ligação emocional muito forte a Seia, pela família, amigos, pelas nossas origens, e uma relação emocional em crescendo com o Algarve, enquanto nosso lar atual, com tudo o que isso implica. Em termos das regiões em si, para alguém que adora explorar o meio natural, é um privilégio enorme poder usufruir de, tempos a tempos, destes dois mundos tão distintos, com paisagens e seres vivos tão diferentes, climas quase opostos, cores, texturas, cheiros… tudo tão contrastante, mas ao mesmo tempo tão idêntico pelo estímulo de exploração que a sua natureza nos cria. 

MN: Não sei precisar muito bem. Lembro-me apenas de ser criança, talvez uns 7/8 anos, e de já ter esse fascínio pela máquina fotográfica dos meus pais: uma Kodak Instamatic! Aquele aparelho era uma das coisas mais mágicas que poderiam existir na vida de uma criança do início dos anos 80! Para já, toda a morosidade do processo: tirar uma fotografia era quase um momento solene, tal a gestão que tínhamos que fazer consoante o tamanho do rolo fotográfico.

Além disso, à pergunta “Mãe, pai, posso tirar uma fotografia?”, muitas vezes a resposta era negativa, porque era necessário gerir o número de fotos disponíveis, tornando o momento em que, finalmente, podíamos fazer um disparo como um prémio pelo qual há muito se ansiava. E depois, dependendo da vida familiar e social das semanas e meses seguintes, esperávamos quase sempre longos períodos de tempo até se poder levar o rolo para revelar. A esta distância, parece um mundo muito longínquo e quase surreal, mas eram estas pequenas coisas que nos levaram a aprender a esperar, a valorizar as pequenas conquistas, algo que, na velocidade consumista do mundo tecnológico de hoje em dia, não tem lugar. Consumimos tudo demasiado depressa e não aprendemos a valorizar o que vivenciamos.

Assim, sempre fui um interessado pela fotografia, mas não de uma forma metódica ou muito científica, sempre, principalmente, para os registos familiares e sociais. Com a passagem para a vida adulta começaram a existir fases de maior investimento enquanto atividade de lazer, principalmente quando o meio natural que explorava me entusiasmava ao ponto de voltar a pegar na máquina fotográfica. E, a partir daí, sempre se tornou um complemento das minhas vivências e deambulações, principalmente para registar as paisagens e os locais. Neste percurso foram surgindo pequenos focos de interesse, consoante áreas que me iam apelando, talvez pelos diferentes estímulos dos sítios onde vivi enquanto professor. Talvez por isso me tenha interessado pela paisagem natural, pela astrofotografia e, nos últimos tempos, pela vida selvagem, mais concretamente pelas aves.

MN: Confesso que quando vimos até Seia, o tempo disponível para a fotografia acaba por ser reduzido, uma vez que as visitas, como é natural, têm como foco principal usufruir da família e dos amigos que estão distantes a maior parte do ano. Ainda assim, com a minha recente incursão pela fotografia de vida selvagem, nomeadamente de aves, ocasionalmente acontece deixar toda a gente a dormir e aproveitar as primeiras horas da manhã algures na montanha ou pelas ribeiras e rios à procura da bicharada. Ou então, depois de jantar, subir até à Estrela para umas fotografias do céu noturno.

MN: Esta região já foi, naturalmente, o meu teatro fotográfico. Cheguei a dar aulas em São Romão e Mangualde, durante cerca de 3 anos, o que me permitiu usufruir da magia da Estrela em todas as épocas do ano. É incrível como podemos subir e descer a montanha dezenas de vezes e é impressionante como temos sempre a sensação que nunca há um dia igual. A dinâmica do clima, os seres vivos, as cores, as texturas, há sempre algo em mudança. E, no fundo, é isto que torna a natureza tão fascinante.

MN: A mais difícil é aquela que ainda não se conseguiu fazer. E a fotografia de bichos tem um pequeno «problema»: eles mexem-se. Muito! O que torna tudo muito mais difícil, desafiante, mas também aliciante! E talvez seja isso que está a tornar a fotografia, neste caso de vida selvagem, tão presente na minha vida como nunca esteve antes.

Tenho uma foto em mente, com uma ave quase microbiana, a felosinha, que tenho observado e fotografado de vez em quando em ecossistemas lagunares de Albufeira. E a cena que idealizei depreende que a apanhe em voo, a caçar mosquitos, com um fundo específico e a uma hora do dia que me permita uma boa contraluz… a juntar a tudo isto, esta ave é incrivelmente pequena, rápida e de voo altamente imprevisível! Portanto…talvez lá para 2058 consiga a minha imagem. Mas é exatamente este tipo de desafio e estes objetivos que surgem da observação dos comportamentos animais, que tornam apaixonante a fotografia de vida selvagem. 

E senti que vivia já intensamente a paixão por este tipo de fotografia quando há cerca de um ano, pela primeira vez na vida, dei por mim completamente sozinho nas margens de uma lagoa a emitir um grito espontâneo de celebração por ter tirado uma fotografia

Foi um momento de total êxtase: andava há vários dias a fotografar corvos marinhos na Lagoa dos Salgados, principalmente com o objetivo de os apanhar em momentos de ação, seja em voo, seja a seguir à captura de um peixe. Tinha já algumas boas fotografias deste corvo nas suas sessões de pesca submarina, com aquela luz dourada fantástica de final de dia. Mas foi aí que surgiu na mente a fotografia seguinte: e tentar apanhar isto com o sol ao contrário, logo pela manhã, em contraluz? O potencial para uma boa fotografia de ação desenhou-se na minha cabeça. Naturalmente nunca pensei nesta exata fotografia, uma vez que a posição da enguia, da ave… são tudo variáveis absolutamente incontroláveis e que nenhum fotógrafo de vida selvagem pode prever. Aliás, quando um corvo mergulha para caçar, nunca sabemos se vai apanhar peixe, não sabemos em que sítio vai emergir, é tudo altamente imprevisível e muito rápido.

Mas quando acabei de disparar uma sequência de fotografias, vi a posição da ave, da enguia enrolada, com a barbatana dourada em contraluz, os salpicos de água a dar uma dinâmica de ação incrível…foi mesmo aquele momento “UAU” que nunca tinha sentido em fotografia! E, possivelmente por todo este enquadramento e dificuldade, terá sido a que me deu mais gozo tirar, tendo inclusivamente sido premiada pela Rewilding Portugal em 2024, com um segundo lugar na categoria Fauna. 

MN: Essa é uma pergunta difícil. Porque a fotografia transmite emoções. E, para mim, as fotografias mais valiosas que tenho remetem-me para momentos, vivências, com a família e os amigos. E, portanto, são todas essas. Num contexto não familiar ou sentimental, talvez escolhesse uma panorâmica da ilha de São Jorge, também obtida com o drone.

Primeiro porque é um enquadramento imponente de um local que adoro. E depois porque foi uma fotografia selecionada para ser publicada na revista National Geographic em 2021 o que, para um leitor desde o número 1 em Portugal, foi um motivo de enorme regozijo. Claro que é um espaço para a fotografia dos leitores, criado exatamente para dar a oportunidade que qualquer pessoa possa ver uma foto sua publicada. Mas ter aquela revista tão especial na mão, com uma fotografia minha que eu adoro… não tem preço. E depois poder levar para a escola, mostrar aos alunos a fotografia do «stôr» na revista que por vezes usávamos para consultar artigos e discutir assuntos nas aulas. Foi neste momento que terei começado a tomar consciência mais efetiva do potencial que a minha própria fotografia de natureza, ainda mais em disciplinas como as que leciono, tem o poder de envolver os alunos de forma muito mais significativa.    

MN: Foi algo inolvidável. Principalmente pelas vivências desse fim de semana. Nunca tinha ido, nem sequer como espectador, a um Festival de Imagem de Natureza e só agora me comecei a aperceber que existem vários com bastante relevância e tradição em Portugal. E essa experiência, por si só, valeu muito mais que qualquer prémio: foram momentos em que pudemos entrar um pouco no mundo que as imagens de fotógrafos de natureza consagrados, nacional e internacionalmente, partilharam connosco. E foi onde, realmente, me apercebi que aquele chavão da “história por detrás da imagem” é tão, ou até mais importante, do que a própria imagem em si. Permite-nos vivenciar e sonhar realidades que não são as nossas. E é aí que entra o verdadeiro poder da fotografia de natureza: transportar-nos, com uma dose de realismo da imagem e outra de sonho pelas nossas vivências, para os lugares pacíficos onde a mente nos levar. E cada um de nós terá uma viagem e destino diferentes. Mesmo partindo da mesma fotografia.

Com a premiação desta fotografia da Falésia, e com a de um falcão finalista na categoria Aves,

participei no Insitu num painel que conta a tal “história por detrás da imagem”, onde tive a oportunidade de revelar aos presentes uma praia da Falésia, e até um Algarve, que poucos experienciam: no sítio onde todos os dias há mergulhos mil, um sol escaldante e deliciosas bolinhas de berlim, há toda uma azáfama biogeológica a ocorrer num incrível ecossistema! Muitas pessoas nem sabem, mas há raposas, há falcões, há corujas… a Falésia palpita de vida! E é também por isso que uma fotografia singular de uma praia pode perfeitamente vencer um concurso de fotografia de natureza.

MN: A minha relação com concursos não é próxima. Cheguei a participar, por exemplo, em alguns concursos do CISE, tendo, inclusive, obtido um primeiro e um segundo prémio, se não estou enganado. Desde o ano passado, quando comprei material fotográfico mais dedicado à exploração da vida selvagem, comecei a entusiasmar-me, novamente, com a fotografia e a participar, então, nestes eventos, tendo sido premiado no Rewilding Portugal 2024 e, agora, no Insitu.

Confesso que nunca levei a fotografia muito a sério, nesse sentido, e não sei se essa relação vai mudar.

Talvez agora ainda sinta uma espécie de aura e motivação especial pela participação no Insitu e pela possibilidade que me foi dada de partilhar histórias pela fotografia. Isso, sim. Posso dizer que é algo novo que me fascinou e que eu não sabia que iria apreciar tanto. Foi uma descoberta. Se tiver que ser pela via dos concursos, logo se vê. Mas a ideia de comunicar história pela fotografia é algo que me apela, talvez, também, por, de certa forma, já o fazer na minha profissão. Vamos ver. Não quero limitar muito a minha liberdade fotográfica. Ainda estou em fase de grande deslumbramento pela fotografia de natureza e a tentar perceber onde este sentimento me leva.

Em termos de exposições, nunca fiz nada individual. Lembro-me de ter colaborado com algumas fotografias numa exposição fotográfica relacionada com o Ambiente quando lecionei na Escola Evaristo Nogueira.

Na minha escola atual temos, também, uma exposição em vista, pegando em fotografias que eu e um amigo fomos registando no último ano sobre a fauna da Lagoa dos Salgados, em Albufeira, e que estão a servir de base para trabalhos artísticos em disciplinas como Educação Visual, num projeto que visa apelar à conservação e proteção daquela importante zona húmida que se encontra ameaçada pela possibilidade de construções na área.

E perspetivando o futuro da minha fotografia, se é que posso pensar assim, penso que será por aí que tenderei a valorizá-la: enquanto forma de revelar, mostrar e tentar impactar, pelos meios que me forem possíveis, no âmbito da Conservação do Património Natural.

IPG ganha prémio de “Treino e performance” com Académico de Viseu

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Uma equipa de investigadores e alunos do Politécnico da Guarda venceu uma categoria da primeira edição do SPRINT Congress, dedicado às ciências do desporto, na Escola Superior de Desporto de Rio Maior. O projeto envolveu a avaliação morfológica, física e funcional dos jogadores profissionais do Académico de Viseu, da II Liga Portuguesa.

Uma equipa do Instituto Politécnico da Guarda – IPG venceu o prémio de melhor poster científico na categoria de “Treino e performance desportiva” no SPRINT Congress, um projeto que envolveu, no início da época desportiva, uma avaliação morfológica, física e funcional os jogadores profissionais do Académico de Viseu Futebol Clube, equipa da II Liga Portuguesa.

Um grupo de investigadores e alunos do Laboratório de Avaliação do Rendimento Desportivo, Exercício Físico e Saúde – LABMOV do Instituto Politécnico da Guarda “procuraram analisar eventuais diferenças entre as diversas posições dos jogadores no campo, ao nível da composição corporal, controlo postural dinâmico e desempenho muscular dos membros inferiores”, afirma Pedro Esteves, docente da Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto do IPG e coordenador do projeto.

Os dados foram recolhidos com recurso a equipamento tecnológico sofisticado, pertencente ao LABMOV, nomeadamente a avaliação de força por dinamometria isocinética – análise muscular que regista o trabalho realizado através do movimento articular – e por plataforma de força, bem como a avaliação da composição corporal com balança de bioimpedância Inbody.

“Os resultados evidenciaram diferenças relevantes entre médios e avançados, sobretudo ao nível da capacidade de produção de força dos membros inferiores”, afirma Pedro Esteves. “De um ponto de vista prático, estes resultados reforçaram a necessidade de se desenharem programas especializados de treino em função das especificidades de cada posição em campo, visando a otimização do rendimento e prevenção de lesões”.

A partir daqui foi elaborado e entregue um relatório especializado ao staff da equipa de futebol profissional do Académico de Viseu com o propósito de providenciar informação pertinente para o ajustamento da carga no processo de treino e respetiva preparação para a II Liga.

Foi com base nesta experiência com o clube viseense que a equipa do Politécnico da Guarda arrecadou o prémio, na categoria de treino e performance desportiva, com o poster científico “Avaliação da massa corporal, do controlo postural dinâmico e da força muscular isocinética dos membros inferiores em futebolistas profissionais portugueses: diferenças entre posições no terreno”, durante o SPRINT Congress.

Para além de Pedro Esteves, a equipa do Politécnico da Guarda é composta por Raúl Bartolomeu, José Teixeira, Carolina Vila-Chã e Faber Martins, docentes da Escola Superior de Saúde, Comunicação e Desporto do IPG e por João Rocha e Hélder Cruz, estudantes do curso de Licenciatura em Desporto da mesma escola.

Esta primeira edição do SPRINT Congress decorreu na Escola Superior de Desporto de Rio Maior, nos dias 7 e 8 de fevereiro, sob o tema Shaping the Future of Sports. A iniciativa foi promovida pelo Centro de Investigação & Inovação do Desporto, Atividade Física e Saúde – Sport Physical activity and health Research & INovation cenTer (SPRINT), que é uma nova Unidade de I&D na área das Ciências do Desporto composta por um consórcio de oito instituições de ensino superior: Instituto Politécnico da Guarda, Instituto Politécnico de Castelo Branco, Instituto Politécnico de Coimbra, Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Instituto Politécnico de Setúbal, Instituto Politécnico de Santarém, Instituto Politécnico de Beja e Universidade do Algarve.