Início Site Página 135

Abril 2024 – 50 Anos de Democracia e Liberdade…

Comemorámos 50 anos de Democracia e Liberdade.
Foi numa radiosa manhã que o movimento dos capitães pôs em marcha um golpe militar que tinha como principal objetivo derrubar o governo do Estado Novo, instaurar, de novo, no país, a Democracia e a Liberdade, devolver o poder ao povo e acabar com as desigualdades, a corrupção, a prepotência e as vinganças governativas. O ideário dos militares permitia antever uma nova era em Portugal, um tempo de Liberdade, Justiça, tolerância, alegria, emprego, Igualdade de oportunidades, melhores salários, Saúde, Educação, numa palavra: um tempo de DEMOCRACIA. O Povo português, nós todos, afinal, devemos sentir-nos gratos aos militares de Abril, ter por todos o maior respeito e a todos testemunhar a mais profunda gratidão.

DESCOLONIZAR, DEMOCRATIZAR… e DESENVOLVER?

Aqueles que viveram o 25 de Abril recordam os famosos “3Ds” correspondentes às três medidas que integravam o programa do Movimento das Forças Armadas (MFA), objetivos que deveriam ser atingidos alicerçados num princípio fundamental, o da liberdade, o valor mais precioso e, de facto, alcançado e vivido. Portugal mudou muito desde essa data mas, se “descolonizar” e “democratizar” foram executados com maior ou menor sucesso, o desenvolvimento do país está muito longe das expetativas criadas e a situação em que hoje o país se encontra é uma desilusão, como resultado das políticas implementadas sucessivamente, nos últimos 50 anos, pelos vários atores e agentes políticos. Se acrescentarmos a isso o facto de termos recebido quase 160 mil milhões de euros da UE nos últimos 37 anos, alguns deles para alimentar a corrupção, é uma frustração, um falhanço da política e dos políticos, estando por cumprir o desenvolvimento prometido.
A juntar à pobreza, que nos deveria envergonhar, estão por cumprir direitos básicos em qualquer país desenvolvido, nomeadamente, na justiça, na habitação, na saúde, na educação e no emprego e, neste, sobretudo na camada jovem.
As últimas eleições legislativas revelaram dois dados dignos de registo e de análise;
os jovens mobilizaram-se para o ato eleitoral e manifestaram uma mudança nas opções políticas, com uma crescente atração pela direita.
Os sinais, vindos das várias camadas da população, já se vêm a manifestar há muito tempo, mas parece não incomodar os governantes políticos, acomodados nos seus lugares.

Abril – o que falta fazer

No passar dos cinquenta anos do 25 de Abril, provavelmente, para além de sublimarmos e celebrarmos a data histórica, importará realizar um balanço sobre o que, após cinquenta anos, ficou melhor e o que, entretanto, piorou. Sim, porque nem tudo melhorou.
Melhoraram, e muito, as condições de vida do povo português, sobretudo daquele povo que vivia fora das cidades e que assistiu a uma revolução nas infraestruturas, de saneamento e abastecimento de água potável. Também as condições de habitabilidade sofreram uma melhoria tremenda, tal como o acesso à educação, tendo, em cinquenta anos, Portugal atingido taxas superiores à média europeia no número dos que frequentam o ensino superior.
Em geral, tudo melhorou, e muito, mas o quadro jurídico-político em que assenta o sistema de governação português que vigora há cinquenta anos necessita de uma intervenção para que a política e a justiça sirvam melhor a democracia e a economia portuguesas. O quadro legislativo português é demasiado permissivo a situações delapidadoras da moral e da economia, como temos vindo a assistir nos casos de indeminizações e reformas milionárias. Um país que tem divida, ainda que não tenha “déficit”, não deveria ser luxurioso, mas sim modesto e criterioso.
Também o sistema judicial deveria ser “reconstruído”, de forma a tornar-se confiável, mais seguro e mais certo, de forma a evitar os atropelos entre órgãos judiciais e judiciários. A confusão não credibiliza ninguém e o País necessita de um sistema judicial credível, eficiente e célere o suficiente para suporte da nossa economia. Os atrasos processuais não abonam a favor da captação de investidores que desejam eficiência e não apenas eficácia.

Plástico: um material útil mas extremamente perigoso

A descoberta do plástico teve origem na necessidade de trazer um alívio à Natureza dado que alguns materiais naturais estavam a desaparecer face à sua intensa utilização.
O plástico surge como um material revolucionário dado que é barato, versátil e de rápido fabrico pelo que, no pós 2ª guerra mundial, começou a ser aproveitado para bastantes utilizações: “tupperwares”, brinquedos, biberões, cadeiras, mobiliário, embalagens, bem como a ser incorporado em várias indústrias, como automóveis, computadores ou eletrodomésticos.
Atualmente o plástico é uma “peça central” na crise ambiental, a sua produção aumentou 8 vezes desde 1970, sendo que dos 8,4 mil milhões de toneladas de plástico produzidas em todo o mundo desde o início do séc. XXI só 9% foi reciclado, pelo que o plástico cobre a Terra e os Oceanos, quase como se se tratasse de uma doença.
O plástico é maravilhoso por ser bastante durável, mas é, simultaneamente, terrível por ser muito durável, demorando centenas de anos a desaparecer, sendo que quase todos os pedaços de plástico já produzidos ainda estão, de alguma forma, no Planeta.
No Oceano Pacífico existe uma ilha formada de plástico que tem cerca de 3 vezes o tamanho da França e cerca de 16 vezes o tamanho de Portugal, estimando-se que os plásticos aí existentes asfixiem ou afoguem anualmente cerca de 100 000 animais marinhos, afetando mais de 700 espécies.
A nossa sociedade está a fazer dos oceanos uma lixeira, estimando-se que todos os anos entrem entre 5 a 12 milhões de toneladas de lixo de plástico no oceano pelo que, a manter-se este ritmo, em 2050 os oceanos terão, em peso, tanta quantidade de plástico como de peixe!
Acresce que nos oceanos o plástico se parte em pequenos pedaços – os microplásticos- que são confundidos com o plâncton, pelo que o plástico entra na cadeia alimentar de peixes e aves marinhas (estima-se que cerca de 90% das aves marinhas já ingeriram plástico), provocando, em várias circunstâncias, a sua morte.
Refira-se ainda que quer os microplásticos, quer os nanoplásticos (plásticos muitíssimo pequenos) afetam atualmente todos os processos ecológicos do planeta, no solo, na água e no ar, havendo investigações que comprovam que também já estão presentes em diversos sistemas do corpo humano, sendo promotores de inflamações e favorecendo o desenvolvimento de tumores no organismo.

Chegou o calor… mas os parasitas também!

Chegaram os dias mais longos, o sol quentinho a dar as boas vindas à Primavera, e sabem quem adora esta altura do ano? As pulgas e as carraças! As pulgas são parasitas externos de mamíferos e alimentam-se do sangue dos hospedeiros que parasitam. Existem inúmeras espécies de pulgas, mas felizmente apenas algumas infestam cães, gatos e humanos. A Pulex Irritans (a pulga humana) normalmente é encontrada em mamíferos selvagens e ocasionalmente infesta cães e gatos. O grande problema das pulgas é que a única fase de vida delas que o olho humano vê é a adulta, que representa apenas 5% do total, ou seja 95% das pulgas estão no ambiente onde o animal vive e nós não as vemos! Assim sendo, se os seus animais de estimação tiverem pulgas visíveis, essa é apenas a ponta do iceberg! Deve tratar os seus animais com desparasitantes adequados, bem como o ambiente em que eles vivem, sob o risco da casa continuar infestada de pulgas não visíveis ao olho humano: os seus ovos têm apenas 0,5 milímetros de comprimento. As pulgas fêmeas iniciam a postura de ovos muito rapidamente: em apenas 20 horas após a sua primeira refeição de sangue são capazes de produzir até 50 ovos por dia, até 100 dias consecutivos!
O prurido e irritação da pele são os sinais clínicos mais rápidos e comuns na infestação por pulgas, mas em alguns animais (incluindo humanos) poderá surgir a Dermatite alérgica à picada de pulga, onde o organismo reage exageradamente à saliva de pulgas, sendo possível observar áreas de alopecia (peladas), descamação, hiperpigmentação e espessamento da pele. Além disso, os 3 tipos de pulgas mais comuns em Portugal são os hospedeiros intermediários do Dipylidium caninum, um tipo de parasitas internos (vulgarmente chamadas de lombrigas ou bichas). Além de todos estes problemas de saúde, as pulgas consomem quantidades relativamente grandes de sangue do animal que parasitam, e as consequências podem ser muito graves, inclusive anemia e até a morte.
As carraças são outro grande problema parasitário, pois alimentam-se de muitos vertebrados terrestres em todo o mundo! As carraças foram adaptando-se às áreas urbanas, podendo ser encontradas no interior das nossas residências. Depois das carraças fêmeas se alimentarem no animal, vão procurar lugares altos, sem humidade e com baixa luminosidade, com frestas, rodapés, batentes de porta, atrás de quadros e nos estrados de camas, para fazerem o ninho. É mais fácil encontrar as carraças no ambiente geralmente em paredes ou muros, ao amanhecer ou entardecer, pois são momentos em que o clima está fresco e vão procurar alimento.

O poder do Design Gráfico: A arte que transforma o mundo visual

0

O poder do Design Gráfico: A arte que transforma o mundo visual
O mundo ao nosso redor é um palco de constante comunicação visual e o design gráfico é a força motriz por detrás dessa linguagem. É a ferramenta poderosa da expressão.
Quer conhecer este “poder”?
Na sua essência podemos defini-lo como a arte de comunicar através de elementos visuais. Envolve a combinação de imagens, tipografias, cores e layouts para transmitir ideias, informações ou emoções.
O design gráfico vai muito além de apenas tornar as coisas bonitas. Um bom design pode cativar a atenção de qualquer pessoa, se transmitir valores e significado para a marca. Logótipos, cores e elementos visuais distintos ajudam a criar uma imagem reconhecível e coesa, fortalecendo a presença e a reputação de uma marca.

Abril, mês da liberdade!

Este mês, não poderíamos deixar de homenagear a música Portuguesa e o significado que a música pode ter nas nossas vidas, quer seja na esfera social, cultural, económica, entretenimento ou lazer.
A música encripta, nas suas letras e notas, uma mensagem que pode ser subliminar ou mais explícita. Daí que não foi surpresa para nós que quando o povo se sentiu oprimido, sem liberdade de expressão, começou a expressar-se através da música como uma reivindicação da liberdade. Várias foram as músicas emblemáticas, que perduraram no tempo, como símbolo de liberdade. A tão famosa ‘’Grândola, Vila morena’’ de Zeca Afonso e não só, é exemplo disso.
O grande radialista António Macedo ao recordar o 25 de Abril refere que “eram canções de combate, que denunciavam, de uma maneira ou outra, sobretudo a guerra colonial, mas também o estado em que vivíamos, o chamado Estado Novo, que era um estado policial, uma ditadura, em que não havia liberdade de opinião, liberdade de imprensa, liberdade de expressão e as outras liberdades todas, incluindo a liberdade cívica”.
A música tem este poder mítico de nos fazer viajar e sonhar com tempos de paz e felicidade.

Gouveia Art Rock regressa para celebrar 17 anos de música progressiva

Festival de Rock Progressivo regressa após 4 anos sem subir ao palco

O Gouveia Art Rock, um dos mais importantes festivais de rock progressivo do mundo, está de volta para a sua 17ª edição, que terá lugar de 3 a 5 de maio. Além dos concertos no Teatro Cine de Gouveia, o festival oferece diversas atividades gratuitas espalhadas pela cidade, como debates sobre música, recitais e concertos em espaços históricos.

A edição de 2024 do Gouveia Art Rock apresenta um cartaz de luxo, com nomes sonantes como Hedvig Mollestad Trio (Noruega), Gryphon (Inglaterra), Seven Impale (Noruega), Imthemorning (Russia), Kadri Voorand & Mihkel Mälgand (Estónia), Ketil Bjørnstad (Noruega), Gong (Inglaterra), Syndone (Itália), David Cross Band (Inglaterra) e Steve Hogarth (Inglaterra).

O Gouveia Art Rock, que se distingue pela sua estrutura única, que permite aos espectadores vivenciarem a música progressiva de diferentes formas, tem vindo a afirmar-se, desde 2003, como um evento ímpar no panorama musical português e internacional. O festival baseia-se no rock progressivo, um estilo musical com influências da música clássica e do jazz, que surgiu no final da década de 1960 e que continua a ter muitos adeptos.

“Este festival é um marco cultural para a nossa cidade e um motivo de grande orgulho para a Câmara Municipal de Gouveia. Ao longo dos anos, o Gouveia Art Rock tem contribuído para afirmar Gouveia como um destino cultural de referência, atraindo visitantes de todos os cantos do país e do mundo”, referiu Luis Tadeu, Presidente da Câmara Municipal de Gouveia.

O Gouveia Art Rock é um festival para todos os públicos, desde os fãs acérrimos do rock progressivo até aos que nunca tiveram contacto com o género. A programação diversificada e o ambiente acolhedor do festival garantem uma experiência única para todos os visitantes. promete uma programação memorável, com nomes de referência do género e apostas na nova geração de músicos.

Os bilhetes para o Gouveia Art Rock 2024 já estão disponíveis online nas seguintes modalidades:

Bilhete para 3 dias > 80€

Bilhete diário: 3 de maio > 20€; 4 de maio > 45€; 5 de maio > 30€

Manteigas – GNR resgata canídeo no rio Zêzere

O Comando Territorial da Guarda, através do Posto Territorial de Manteigas, resgatou ontem, 29 de abril, um canídeo no rio Zêzere, no concelho de Manteigas.

No âmbito de uma denúncia a informar que um canídeo teria ficado preso a uma corrente metálica, num local de difícil acesso no rio Zêzere, na localidade de Manteigas, os militares da Guarda deslocaram-se, de imediato, para o local onde detetaram o animal. Depois das diligências de resgate, o animal foi encaminhado para o Posto Territorial de Manteigas onde foi possível verificar que não tinha chip.

No seguimento da ação, e uma vez que não foi possível apurar a identidade do seu proprietário, o animal foi encaminhado para o Centro Oficial de Recolha de Animais de Companhia.

Maratona Clube da Vila Chã

Joaquim Almeida classificou-se em 1.º lugar, no escalão de M60, em Penalva do Castelo

No passado fim de semana de 27 e 28 de abril, o Maratona Clube Vila Chã esteve presente em 3 competições distintas. Durante este fim de semana, realizaram-se, no Estádio Municipal de Seia, os Campeonatos Distritais de Absolutos de Pista ao Ar Livre, onde participaram 4 atletas do Maratona: Bernardo Coelho, André Correia, Afonso Mendonça e Jacinto Correia.

No domingo, dia 28 de abril, realizou-se o Trilho das Antas, em Penalva do Castelo. O atleta Joaquim Almeida representou o Maratona no trail-curto de 14km, classificando-se no 1.º lugar, no escalão de M60.

Nesse mesmo dia, realizava-se a Meia Maratona Ciudad Rodrigo, de Sancti-Spíritus a Ciudad Rodrigo, onde estiveram presentes 6 atletas do Maratona. O atleta Afonso Mendonça estreou-se na Meia Maratona, ficando em 9.º lugar do escalão de Seniores. No escalão de M40, o atleta António Rodrigues terminou a meia-maratona, em 15.º lugar. No escalão de M50, o atleta Virgílio Figueiredo classificou-se na 8.ª posição e o atleta José Gonçalves, em 21.º lugar. O atleta Jacinto Correia conquistou o segundo-lugar do pódio, no escalão de M60. A finalizar, o atleta Isaías Peralta obteve a distinção de atleta mais veterano a terminar esta meia-maratona.

Um fim de semana repleto das mais variadas competições que o Atletismo tem para oferecer.