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Desafios nos Cuidados à Demência

Por Pedro Lopes – Tesoureiro do Conselho Diretivo da Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros

O acesso a cuidados de saúde de qualidade para pessoas com demência é um desafio global, particularmente para aqueles que vivem em regiões rurais. Um estudo sistemático internacional apontou diferenças significativas entre populações urbanas e rurais, indicando que as pessoas com demência em áreas rurais apresentam maior mortalidade, menos visitas a médicos, mais hospitalizações, menor acesso a serviços domiciliares e maior uso de antipsicóticos (Arsenault-Lapierre et al., 2023). Contudo, a realidade portuguesa apresenta alguns aspetos distintos.
Um estudo comparativo entre 54 idosos revelou que aqueles residentes em áreas rurais relatam uma melhor perceção da qualidade de vida em dimensões físicas e psicológicas, comparados aos idosos urbanos (Instituto Politécnico de Bragança). Outro estudo, focado em freguesias rurais do norte de Portugal com 339 participantes, mostrou que 41,3% dos idosos vivem sozinhos e 60,2% possuem baixo grau de instrução.

A prevalência de doenças osteoarticulares (75,2%) e o uso excessivo de medicamentos (87,3%) evidenciam desafios importantes, especialmente entre as mulheres, que relataram maior sentimento de solidão e pior perceção da qualidade de vida (Arsenault-Lapierre et al., 2023).

A discrepância entre os dados portugueses e o estudo internacional pode ser atribuída a fatores culturais e sociais. Enquanto a revisão internacional sugere que o acesso limitado a serviços especializados prejudica a saúde dos idosos rurais, em Portugal, a estrutura comunitária parece mitigar esses impactos. Pequenas comunidades frequentemente oferecem um suporte social mais forte, compensando, em parte, a falta de recursos formais.
No entanto, não se pode ignorar os desafios existentes. O projeto “SINDIA: Desigualdades sócio-espaciais na demência”, em curso, até 2026 na Universidade de Coimbra, busca compreender como o local de residência influencia a progressão da demência e o acesso aos cuidados. Esses estudos serão fundamentais para o desenvolvimento de políticas de saúde mais equitativas, considerando tanto indicadores objetivos como a perceção subjetiva dos idosos.

Assim, a questão central não é apenas a desigualdade na distribuição de recursos, mas também como diferentes realidades culturais moldam a experiência da velhice e da doença. Portugal apresenta um cenário singular, onde o desafio está em equilibrar a perceção positiva dos idosos rurais com a necessidade de ampliar o acesso a cuidados especializados. O desenvolvimento de políticas adaptadas às especificidades regionais é essencial para garantir que a população envelheça com dignidade e suporte adequado.

Apesar dos desafios, há razões para acreditar num futuro mais promissor. Com um olhar atento e medidas concretas, podemos construir uma sociedade mais inclusiva, onde todas as pessoas com demência recebam o respeito e os cuidados de saúde que merecem. O caminho pode ser longo mas só o compromisso coletivo permitirão um envelhecimento mais digno e humano para todos.

Biblioteca Municipal de Seia reforça modernização com novos equipamentos tecnológicos

A Biblioteca Municipal de Seia foi uma das 13 bibliotecas integradas na Rede Intermunicipal das Bibliotecas das Beiras e Serra da Estrela (RIBBSE) a receber novos equipamentos informáticos, no âmbito do processo de modernização e digitalização da rede. A entrega oficial decorreu a 24 de fevereiro, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL), na Guarda.

Este investimento insere-se na medida C04-i01-m01 – Modernização da Infraestrutura Tecnológica da Rede de Equipamentos Culturais, integrada no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) – Recuperar Portugal, que visa adaptar as infraestruturas culturais às novas exigências digitais.

Ao todo, foram distribuídos 98 equipamentos informáticos pelas bibliotecas dos municípios parceiros, reforçando o acesso ao conhecimento e à informação. A modernização tecnológica permitirá à Biblioteca Municipal de Seia melhorar a experiência dos seus utilizadores, oferecer novos serviços e garantir maior acessibilidade digital à comunidade local.

A sessão de entrega, realizada na Sala Tempo e Poesia da BMEL, contou com a presença de representantes da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMRBSE) e dos municípios associados.

Com este reforço tecnológico, a CIMRBSE reafirma o seu compromisso com a inovação e sustentabilidade das bibliotecas da região, promovendo uma rede cultural mais inclusiva, moderna e preparada para os desafios digitais do futuro.

BiblioLED – Leitura e Empréstimo Digital gratuito através da Biblioteca Municipal de Seia

Os utilizadores da Biblioteca Municipal de Seia passaram a ter acesso a centenas de livros digitais e audiolivros através da BIblioLED. A nova biblioteca pública digital, permite fomentar hábitos de leitura, a literacia digital e facilitar o acesso gratuito, acessível e fácil a livros.

A plataforma BiblioLED, disponível gratuitamente para todos os leitores inscritos numa das bibliotecas da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, é um serviço promovido e administrado pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas e gerido pelas Redes Intermunicipais de Bibliotecas Públicas aderentes.

Esta plataforma oferece acesso a uma vasta coleção de títulos, disponível através da app móvel (BiblioLED) ou do leitor online biblioled.gov.pt, em qualquer lugar, 24 horas por dia, 7 dias por semana, durante todo o ano.

Para utilizar este serviço de forma gratuita, os utilizadores precisam de estar inscritos na Biblioteca Municipal de Seia.

“A música, a semente de muitas gerações”

Em Cabeceira de Bastos reside uma banda filarmónica que está a dar que falar. Na sua direção, o Senhor Luís Rodrigues, fala-nos um pouco sobre a banda filarmónica da sua terra e a SMEB, tendo a mesma opinião, gostaríamos de partilhar com os nossos amigos este ideais.
Desde a Grécia Antiga, os filósofos Aristóteles e Platão defendiam que a música era essencial para a educação, acreditando que funcionava como um instrumento que moldava o caráter humano e promovia o equilíbrio entre emoção e razão. Luís Rodrigues, reforça que o ensino da música às crianças é uma das mais belas formas de preservar e enriquecer a cultura da nossa população. Esta transmissão de conhecimento atravessa séculos e desempenha um papel vital no desenvolvimento dos mais jovens.
Em Portugal, muitos defendem e acreditam que a música é uma força transformadora da sociedade. Tornar a aprendizagem da música acessível para todos, independentemente da sua origem, é democratizar o acesso à educação musical, para que todas as crianças, possam beneficiar do seu poder de formação.
Luís refere que a história das bandas filarmónicas em Portugal demonstra como estas se tornaram pilares culturais e sociais da nossa comunidade. Estas formações musicais, não apenas transmitem técnicas instrumentais, como também mantêm viva uma identidade coletiva que resiste à erosão temporal. Através do ensino desta arte, conseguimos preservar e fortalecer valores essenciais para o desenvolvimento integral das crianças.
A prática musical coletiva incentiva a cooperação e a empatia, ensinando as crianças e os jovens a ouvir e a respeitar o espaço do próximo. Aprender um instrumento e tocá-lo em conjunto desenvolve habilidades sociais e emocionais, preparando-nos para desafios futuros em diversas áreas da vida.
As bandas filarmónicas também ensinam sobre valores, responsabilidade e o verdadeiro significado de pertencer a um grupo, incutindo, desde cedo, que sem trabalho árduo não atingiríamos os nossos objetivos. Ensinar música às crianças é, em essência, ensinar-lhes a viver em harmonia com os outros e com o mundo, perpetuando uma tradição de cultura e aprendizagem ao longo da história.
A SMEB considera a sua escola de música o berço dos músicos, a mãe musical dos nossos filarmónicos e é por isso que aposta numa formação cada vez mais profissionalizada. A direção de tudo tem feito para poder responder às exigências da sociedade e às necessidades dos nossos alunos, por isso, sem eles a banda não tardará de deixar de existir.
Como disse Luís Rodrigues, “sem trabalho árduo não atingiríamos os nossos objetivos”, a música é um hobbie, é por gosto sim, mas também exige uma dedicação excecional e contínuo trabalho.
A escola da SMEB precisa também da vossa ajuda. Vamos juntos formar a geração futura?

Tiago Branquinho, um emigrante senense por terras alemãs. A sua inquietude levou-o a sair da sua zona de conforto e, atualmente, trabalha numa Câmara Municipal

Tiago Branquinho é senense e está na Alemanha desde 2014. Emigrou numa altura em que os pais se encontravam numa situação financeira difícil. Por isso, o motivo da sua saída foi, precisamente, de os ajudar. A decisão não foi nada fácil. O caminho era incerto, mas a sua coragem e resiliência levaram-no a este país onde começou a trabalhar, como tantos outros emigrantes: numa gelataria. A sua inquietude levou-o a sair da sua zona de conforto e trocou “o certo pelo incerto”. Hoje diz ter tido a sorte ao seu lado e, atualmente, trabalha numa Câmara Municipal, onde é responsável por manter o arquivo digital e respetiva base de dados da cidade operacionais 24 horas por dia.

Tiago Branquinho diz que “ser emigrante é um caminho desafiador, mas também uma oportunidade de crescimento pessoal e de abraçar novas culturas e formas de ver o mundo.” Nunca esquece as suas raízes e do que mais sente saudades é mesmo da comida da mãe.

Tiago Branquinho (TB): Decorria o ano de 2014 quando isso aconteceu. A decisão não foi nada fácil. Naquela época, Portugal enfrentava muitos problemas económicos e os meus pais estavam numa situação financeira débil. Esse foi o motivo que me levou a fazê-lo. Para ajudá-los.

TB: Escolhi a Alemanha, porque já tinha alguns familiares no país, tios e primos. Foram eles, que, de certa forma, me ajudaram a encontrar trabalho.

TB: Não. Emigrei sem contrato de trabalho. Só dias após a minha chegada à Alemanha é que foram tratados todos os trâmites legais.

TB: O meu primeiro trabalho na Alemanha foi comum ao de muitos outros emigrantes do concelho: funcionário numa gelataria. Tive a sorte de ir para Hannover que é uma grande cidade e que me mostrou o mundo de outra forma.

TB: No final de 2022, quando a época de trabalho estava a terminar, decidi que, talvez, estivesse na hora de sair da minha zona de conforto. Olhando para trás, digo que foi uma loucura! Troquei o certo pelo incerto. Troquei o conforto de trabalhar para alguém que me acolheu como um filho, para me inscrever no Centro de Emprego Alemão. Troquei aquilo que tinham sido os meus primeiros anos da vida adulta, por algo que eu nem sequer visionava, algo imprevisível. Ninguém imaginava o que estaria por vir. Sim, hoje tenho a sorte de trabalhar numa Câmara Municipal na Alemanha. Mas isso não teria sido possível se, em setembro de 2022, não tivesse tomado aquela decisão e arriscado. A decisão prendeu-se muito pelo facto de ter completado 30 anos de vida nesse mesmo ano e, ao olhar para todos os sonhos que tinha em jovem, apercebi-me que o tempo é impiedoso e que não pára. Se o tempo, que é o bem mais precioso que temos, não espera por nós, porquê esperar para lutar por aquilo que são os nossos sonhos?

TB: Atualmente sou responsável por manter o arquivo digital e respetiva base de dados da cidade operacionais 24 horas por dia. A cultura de trabalho nas Instituições alemãs é muito diferente daquela que conhecemos e estamos habituados. A Câmara Municipal abre portas logo às 6h30min da manhã. Isso faz com que tenha que acordar às 5h para ir trabalhar. A minha primeira tarefa do dia é verificar se os nossos servidores estão em pleno funcionamento. O restante do dia de trabalho é dividido entre reuniões com outros Departamentos da Câmara, assistência a colegas que estejam com dificuldades em armazenar/procurar por documentos e, em determinados dias, realizar algum tipo de manutenção ao sistema usado na gestão de arquivos.

TB: O restante do meu dia é dedicado à minha família. Em conjunto com a minha mulher e o meu filho, aproveitamos o que nos resta do dia para dar longas caminhadas perto de casa, em família, enquanto falamos de como foi o nosso dia. Já ao fim-de-semana, optamos por viajar para longe, inclusive visitar países vizinhos, para que o nosso filho tenha um leque diferenciado de experiências que possam, de alguma forma, um dia quiçá, ser-lhe úteis no seu futuro, tanto pessoal como profissional.

TB: Quando cheguei em 2014, a adaptação não foi difícil. A cultura alemã, embora bastante diferente da nossa, nunca foi um problema. Já no que toca à língua, ainda hoje é um desafio. A língua é complexa e todos os dias aprendemos algo novo. A língua alemã é considerada uma das mais difíceis do mundo, e não o é por acaso, ela é capaz de nos desafiar diariamente e a obrigar-nos a estar num aprendizado constante. Contudo, os reais desafios apareceram em 2022 quando arrisquei mudar de vida. Nessa altura, sim, foi difícil. Também por conta da forma como o mundo se encontra nos dias que correm. Atualmente os emigrantes na Alemanha, e por conta dos Partidos mais extremistas, não são vistos com bons olhos. E isso, infelizmente faz-se sentir no nosso dia-a-dia.

TB: A Alemanha é um país difícil para se viver. A exposição solar é pouca, o frio no Inverno é bastante severo e o típico alemão não é tão hospitaleiro quanto o português.

TB: Atualmente estou a viver numa cidade tão grande como Seia. Os portugueses que conheço aqui podem contar-se pelos dedos de uma mão. A experiência mostrou-me que as grandes comunidades portuguesas estão concentradas, lá onde as oportunidades de trabalho são maiores. E, claramente, as oportunidades existem em maior número nas cidades maiores, como é caso de Düsseldorf, Hamburgo, Berlim, Munique… Portanto, nesse aspeto, a Alemanha também não é muito diferente, comparativamente àquilo que acontece em Portugal.

TB: Sim, é! E só mesmo vivenciando esta experiência é que se aprende a valorizar o que tínhamos antes, mesmo que fosse pouco.

TB: Essa é a pergunta que mais tenho feito a mim próprio nos últimos tempos…

TB: O desejo é enorme. Hoje, e já com um filho, as prioridades são outras. E julgo que isso irá influenciar bastante na/a decisão. Agora, quando será o regresso? Não consigo dizer já. Mas acredito que não faltará muito.

TB: Algum do meu tempo livre é reservado a trabalhar em pequenos projetos. Talvez, alguns deles nunca cheguem a sair do papel. Contudo, de tudo farei por seguir os meus sonhos e construir algo que beneficie a cidade. Relativamente a esta temática, irei usar aquela máxima que diz ” O segredo é a alma do negócio”.

TB: O concelho de Seia é um local esquecido pelas altas instâncias nacionais. Infelizmente, o concelho é apenas reconhecido por causa da neve no inverno. Só que, o concelho tem muito mais para oferecer ao longo de todo o ano. O concelho de Seia é um território com imensa história. Riquíssimo em diversos aspetos. Uma zona imensamente rica em tradições, tradições essas que, infelizmente, se têm vindo a perder ao longo do tempo. A região é feita de pessoas resilientes, trabalhadores extremamente capacitadas para fazer a diferença no espetro nacional. Se olharmos para a história do nosso Portugal, vemos que inúmeros ilustres da Historia do nosso País, nasceram em Seia. Esses mesmos fizeram, de alguma forma, a diferença em Portugal. Podemos, dentre eles, nitidamente destacar o Dr. Afonso Costa. Não o menciono por acaso. Acho que ele foi uma pessoa ilustre e mais, julgo e estou convencido que dentro de muitos senenses, existe um pequeno Afonso Costa, “Afonsos” esses, acorrentados e oprimidos internamente, porque, infelizmente, nunca tiveram as oportunidades necessários para ir mais além. Como fomos esquecidos por Lisboa durante muito tempo, começámos a olhar para nós mesmos como pessoas que apenas guardavam ovelhas, faziam queijos e trabalhavam no campo. Não estou, de forma alguma, com as minhas palavras a menosprezar esses belos e árduos trabalhos. Não! Muito pelo contrário. Faço menção a isto, porque estou plenamente convicto que as gentes do interior são capazes de muito mais. Portanto, na minha opinião, o que mais caracteriza a nossa região, são as pessoas que lá vivem e que nunca deixaram de lutar. É a sua resiliência. “São as gentes da nossa terra”.

TB: Honestamente? Da comida da minha mãe.

TB: Ser emigrante é, sem dúvida, um caminho desafiador, mas também uma oportunidade de crescimento pessoal e de abraçar novas culturas e formas de ver o mundo. A experiência de viver longe do nosso país traz tanto de dificuldades quanto de momentos de grande aprendizagem e adaptação. Para todos aqueles que vão agora começar esta jornada, o meu conselho é nunca perderem a esperança e lembrar que, embora o caminho seja longo e muitas vezes árduo, as experiências que ganhamos ao longo dele são valiosas. É importante manter contacto com as nossas raízes e lembrarmo-nos delas; mas por outro lado sermos abertos ao novo, pois cada passo fora da nossa zona de conforto ajuda-nos a descobrir mais sobre nós mesmos e sobre o mundo que nos rodeia. O emigrante tem um papel fundamental na construção de pontes entre culturas, e isso, no fim, só enriquece a nossa sociedade.

IV Gala Anual do VOZES EM ½ PONTA

O VOZES EM ½ PONTA realizou a sua Gala Anual no passado dia 22 de fevereiro, no Solar de Maceira (Seia). A Gala contou com a presença de três centenas de membros da Família VOZES EM ½ PONTA, incluindo alunos, artistas, staff, familiares e simpatizantes.

Para a organização, esta foi uma “noite memorável, emocionante e inspiradora” que contou com várias homenagens a entidades e figuras que mais se destacaram e apoiaram o VOZES EM ½ PONTA na temporada 2023/24. A Gala serviu, também, para se anunciarem diversos espetáculos, performances e eventos previstos para decorrer ao longo do ano de 2025.

No palco da IV Gala VOZES EM ½ PONTA foram premiados, com especial destaque, as alunas Cheila Mota e Lara Amaro, bem como os patrocinadores que se destacaram pelo seu apoio, nomeadamente, Diogo Fernandes, da Solvida Group, Susana Almeida, da Bordados Ponto X e Conceição Silva, da FloriEstrela.

Os Fundadores aproveitaram esta noite especial para agradecer à sua comunidade pelo apoio constante que têm recebido ao longo dos últimos 8 anos de existência. 

Workshop “Aldeia Segura Pessoas Seguras – Prevenção e Autoproteção” reúne responsáveis locais no CISE

No próximo dia 22 de março, entre as 10h00 e as 13h00, o Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) recebe o workshop “Aldeia Segura Pessoas Seguras – Prevenção e Autoproteção”, uma iniciativa destinada a oficiais de segurança locais, presidentes de juntas e uniões de freguesia do concelho de Seia.

O evento, organizado pelo Serviço Municipal de Proteção Civil de Seia (SMPC), contará com a participação dos Corpos de Bombeiros de Loriga, São Romão e Seia, bem como da Guarda Nacional Republicana (GNR), reunindo especialistas para debater estratégias de prevenção e resposta a incêndios rurais.

A sessão de abertura será presidida por Luciano Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal de Seia, seguindo-se apresentações sobre ações preventivas em curso no concelho, incluindo os Condomínios de Aldeia e o programa Aldeia Segura Pessoas Seguras. Será ainda divulgada a campanha “A sua casa é segura, em caso de incêndio rural?”, iniciativa que visa sensibilizar os proprietários para a proteção do edificado em espaço rural.

O programa inclui ainda a apresentação do projeto “Radar Social”, destinado a apoiar pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade, bem como intervenções dos Corpos de Bombeiros e da GNR sobre medidas de autoproteção e colaboração com os dispositivos de combate e segurança em caso de incêndio rural.

No âmbito do programa Aldeia Segura Pessoas Seguras, serão entregues focos de iluminação e armários de primeiros socorros para instalação nos abrigos de proteção e proceder-se-á à verificação dos veículos e equipamentos de ataque inicial a incêndios rurais das juntas e uniões de freguesia.

Com esta iniciativa, a Câmara Municipal de Seia e o SMPC reforçam o compromisso com a segurança das populações, promovendo a capacitação dos agentes locais e a adoção de medidas eficazes para a prevenção e autoproteção face ao risco de incêndios rurais.

A 48ª edição da Feira do Queijo contará com a presença do Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado

De 1 a 4 de marçoSeia celebra tradição e sabores na Feira do Queijo Serra da Estrela

A 48ª edição da Feira do Queijo abrirá as suas portas já este sábado, dia 1 de março, pelas 10 horas, no Mercado Municipal de Seia. A inauguração contará com a presença do Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado.

Seia volta a celebrar a sua identidade e tradição com a 48.ª edição da Feira do Queijo Serra da Estrela, de 1 a 4 de março, um evento que homenageia as raízes da pastorícia, o saber das queijeiras e a excelência dos produtos serranos.

Durante quatro dias, a cidade transforma-se num ponto de encontro entre sabores e saberes, onde o Queijo Serra da Estrela, produzido de geração em geração, assume o papel principal. Mais do que uma feira, este é um tributo às gentes da Serra, aos pastores e às queijeiras, guardiões de uma tradição que faz parte da identidade deste território.

A tradição secular da produção do queijo é enaltecida no Mercado do Queijo e dos Produtos Regionais, que conta com a participação de cerca de meia centena de expositores, incluindo pastores, queijarias tradicionais, produtores de queijo DOP e unidades fabris. Ao queijo unem-se os enchidos serranos, o pão de centeio, o vinho do Dão Sub-região da Serra da Estrela, o mel, o azeite, entre outros.

A base deste saber ancestral, a pastorícia, tem igualmente um espaço de destaque na área circundante ao mercado, com a recriação da Quinta do Pastor, onde a ovelha Serra da Estrela assume um papel central, e a horta pedagógica dinamizada pelo Centro de Interpretação da Serra da Estrela. O certame acolhe, ainda, o Concurso de Ovinos e Caprinos da Serra da Estrela, promovido pela Ancose – Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela, um momento de valorização dos melhores exemplares da raça.

Na feira, será também possível conhecer o Cão Serra da Estrela, fiel companheiro do pastor, numa mostra dinamizada pela LICRASE – Liga dos Criadores e Amigos do Cão Serra da Estrela. O evento integra igualmente uma área dedicada ao artesanato regional, demonstrações culinárias com “cozinha ao vivo” e as tradicionais tasquinhas de ‘comes e bebes’, dinamizadas pelo movimento associativo local, garantindo momentos de convívio e partilha de saberes.

Aliando tradição, criatividade e inovação, a programação da Feira do Queijo Serra da Estrela oferece um leque de experiências enriquecedoras. As sessões de “Dicas e Saberes” proporcionam uma imersão no património gastronómico local, com destaque para o queijo DOP, em parceria com a Estrelacoop, o azeite, em colaboração com o Museu do Azeite da Bobadela, e o pão, com o apoio do Museu do Pão. Estas atividades procuram aprofundar o conhecimento sobre os produtos endógenos da região.

Entre os momentos mais aguardados do evento, salientam-se a produção do Maior Queijo de Ovelha de Seia, na tarde de segunda-feira, e a confeção ao vivo de enchidos, na terça-feira, reunindo vários produtores locais numa demonstração das técnicas tradicionais que preservam a autenticidade e o saber ancestral da Serra da Estrela.

A animação estará presente ao longo dos quatro dias, num programa diversificado que inclui a participação de bandas filarmónicas, ranchos folclóricos e grupos de música tradicional, reforçando o espírito festivo da feira.

O evento, promovido pelo Município de Seia, conta com a colaboração da LICRASE, da Ancose, da EstrelaCoop, da Escola Superior de Turismo e Hotelaria – IPG e da Associação de Desenvolvimento Integrado da Rede de Aldeias de Montanha (ADIRAM).

A Feira do Queijo abre diariamente às 10h e encerra às 20h, à exceção da terça-feira de Carnaval, cujo encerramento será antecipado para as 16h. As tasquinhas prolongam o horário de funcionamento até às 23h nos primeiros três dias do evento.

PROGRAMA

1 MARÇO I sábado

10h00  – Cerimónia de Abertura pelas Entidades Oficiais                           
– Prova do Maior Queijo – Produzido na Feira do Queijo Serra da Estrela – Seia 2024
– Fanfarrra dos Bombeiros Voluntários de Seia
– Sociedade Recreativa e Musical Loriguense         

14h00  Rancho Folclórico de Paranhos da Beira

15h00  Banda Filarmónica 1.º de Janeiro de Carragozela

16h00  Cozinha ao Vivo: “Entrecosto em Vinha d’alhos com Broa” e “Arroz Doce” I Restaurante Caverna da Bicharada

17h00  Grupo de Cantares de Tourais

17h30  Dicas e Saberes: “Como Apresentar e Conservar o Queijo Serra da Estrela” I Estrelacoop
Prova do Queijo Serra da Estrela DOP com Harmonização de Vinhos do Dão

19h00  Rancho Folclórico de Seia

20h00  Grupo Musical “Fonte da Pipa”

2 MARÇO I domingo

10h00  Fanfarrra dos Bombeiros Voluntários de São Romão

11h00  Banda Academia de Santa Cecília

12h00  Demonstração da Ordenha da Ovelha I ANCOSE

12h30  Tuna de Figueiredo

14h00  Rancho Folclórico “Estrela D´Alva”

15h00  Entrega de Prémios do Concurso Ovinos Serra da Estrela I ANCOSE

16h00  Banda Torroselense Estrela D´Alva

17h00  Cozinha ao Vivo: “Trilogia de Queijos de Seia” com o Chef Rui Cerveira I ESTH/IPG

17h30  Dicas e Saberes: “Do lagar à mesa: História, produção e degustação do ouro líquido” I Museu do Azeite da Bobadela

18h00  Rancho Folclórico “Os Pastores de São Romão”

19h00  Grupo de Cantares Casa Velha de Santiago

20h00  Grupo Musical “Jony & Letty”

3 MARÇO I segunda-feira

10h00  Grupo de Concertinas de Sameice

11h00  Grupo de Cantares e Cavaquinhos da Academia Sénior de Seia

12h00  Demonstração da Ordenha da Ovelha I ANCOSE

14h00  Produção ao Vivo do Maior Queijo de Ovelha de Seia I Produtores do Concelho

15h30  Senatuna – Tuna da Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia

16h00  Cozinha ao Vivo: Produtos Serra da Estrela DOP com Sandra Master Chef I Estrelacoop

17h00  Prova de Requeijão e Doce de Abóbora I Produtores do concelho, Confraria do Requeijão com Doce de Abóbora e Confraria da Broa e Bolo Negro de Loriga

17h30  Dicas e Saberes: “Pão que nasce da farinha e cresce com as mãos” I Museu do Pão

20h00  Grupo Musical “Siga a Farra”

4 MARÇO I terça-feira

10h00  Grupo de Concertinistas da Folgosa da Madalena

11h00  Sociedade Musical Estrela da Beira 

14h30  Produção ao vivo do enchido de Seia I Produtores do Concelho – comentada pela Prof.ª Cristina Rodrigues da ESTH / IPG

15h30  Grupo de Bombos “Zés Pereiras Aikdoy”

Exposição no Posto de Turismo “Guardiões da Tradição”

Horário da Feira
10h00 às 20h00*
* Quinta do Pastor – 10h00 às 18h00
* Tasquinhas – 10h00 às 23h00
Dia 4 de março – encerra às 16h00

Autárquicas 2025 – Líder Parlamentar do CHEGA visita Feira do Queijo de Seia

Pedro Pinto, líder parlamentar do CHEGA, vai estar, este sábado à tarde, na Feira do Queijo de Seia.

O líder parlamentar deste partido vai fazer-se acompanhar por João Tilly, candidato à Câmara Municipal de Seia e que é, também, deputado na Assembleia da República e na Assembleia Municipal.

A visita, que acontecerá por volta das 18 horas, está inserida nas atividades partidárias de pré-campanha eleitoral para as próximas eleições autárquicas.

Seia – Lançamento do Livro Solidário “Frederico, o Gato do Conde”

A Nós é Mais Bichos – Associação de Proteção dos Animais Errantes do Concelho de Seia vai promover a cerimónia de lançamento do Livro Solidário “Frederico, o Gato do Conde”, da autoria de Gabriela Almeida.

A cerimónia terá lugar no dia 2 de março 8domingo), pelas 18 horas, no Conservatório de Música de Seia.

“Frederico, o Gato do Conde” é um livro de três contos infantis, inspirados na vivência da autora com os gatos residentes na colónia da Praça da República, em Seia. Ainda segundo a Gabriela Almeida, “através deste livro podemos conhecer venturas e desventuras de um grupo de gatos e dos seus amigos.”

O livro mostra-nos, também, “a importância de respeitarmos estes animais”, enquanto nos elucida sobre as relações de afeto que se estabelecem entre os animais e o Homem.

A cerimónia é de entrada livre e o programa da sessão será oportunamente divulgado.