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ULS da Guarda promove a 13 de fevereiro – 2ª Reunião de Esclerose Múltipla

A Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda, através do seu Serviço de Neurologia, vai organizar no próximo dia 13 de fevereiro pelas 14h15, a 2.ª Reunião de Esclerose Múltipla, um encontro dedicado à partilha de conhecimento, experiências e boas práticas em torno desta patologia neurológica crónica.

Esta reunião de trabalho, aberta a todos os interessados, pretende criar um espaço de diálogo entre profissionais de saúde, utentes e cuidadores, promovendo uma abordagem integrada da Esclerose Múltipla, centrada na pessoa e na melhoria contínua dos cuidados prestados. Ao longo da sessão, serão abordados temas relevantes relacionados com o diagnóstico, tratamento, acompanhamento e impacto da doença na qualidade de vida dos doentes.

Segundo a ULS fa Guarda, esta iniciativa pretende reforçar “o seu compromisso com a formação, a proximidade com a comunidade e a promoção da literacia em saúde, incentivando a troca de experiências e o fortalecimento da relação entre os serviços de saúde e os utentes.”

A participação é livre, sendo esta reunião uma oportunidade para aprofundar conhecimentos e contribuir para uma melhor compreensão da Esclerose Múltipla.

Lã: de resíduo a recurso em debate estratégico na 49.ª Feira do Queijo de Seia

No âmbito da 49.ª Feira do Queijo Serra da Estrela – Seia, que decorre de 14 a 17 de fevereiro, a Rede de Aldeias de Montanha e o Município de Seia promovem no dia 13 de fevereiro um debate estratégico decisivo para o desenvolvimento regional, subordinado ao tema “Lã: De resíduo a recurso. Como fechar o ciclo?”. A iniciativa está marcada para as 9h30m, na Casa Municipal da Cultura de Seia e é transmitida por streaming.

Moderado pela jornalista Ana Rodrigues Ribeiro, Diretora Executiva do canal Conta Lá, o encontro reunirá decisores políticos, empresários, académicos e produtores para discutir a soberania produtiva, a viabilidade económica da fileira e os desafios estruturais que continuam a comprometer a valorização da lã nacional.

O debate parte de um paradoxo central: num contexto internacional de crescente procura por matérias-primas sustentáveis, a lã portuguesa continua, em muitos casos, a ser tratada como resíduo, em resultado da inexistência de infraestruturas e de um modelo integrado de transformação. O objetivo do encontro é identificar soluções operacionais que permitam fechar o ciclo produtivo, assegurando a rentabilidade da pastorícia e posicionando a lã como um ativo estratégico de elevado valor acrescentado para a região da Serra da Estrela e para o país.

No plano das políticas públicas, o Secretário de Estado da Agricultura, João Moura, abordará a lã enquanto recurso estratégico para a sustentabilidade da pastorícia. Esta visão será complementada pela intervenção de Jorge Brito, Presidente da Assembleia Geral da Rede de Aldeias de Montanha, que refletirá sobre o modelo de desenvolvimento regional, alertando para o risco de se promover uma narrativa baseada na lã e no turismo de experiência sem garantir a consistência e autenticidade da fileira produtiva.

A competitividade e a logística industrial estarão em destaque com os empresários do setor, que identificarão os principais entraves operacionais, nomeadamente a ausência de infraestruturas críticas, como um lavadouro local de lã.

Um dos momentos centrais do debate será dedicado à possibilidade de criação de uma certificação específica para lãs de raças autóctones portuguesas, com particular enfoque no impacto estratégico que a certificação da Lã da Raça Serra da Estrela poderá ter na valorização territorial e económica da região.

A inovação e a valorização da lã contarão com o contributo da investigadora e empreendedora Rosa Pomar, em articulação com o conhecimento científico do Centro de Competência da Lã e do Museu dos Lanifícios da UBI, discutindo de que forma o rigor técnico, a preservação da memória e as exigências do mercado contemporâneo podem potenciar as raças autóctones.

Na base da cadeia de valor, a ANCOSE destacará a dignificação económica do produtor e a importância da melhoria da seleção da lã no terreno, assegurando que o valor gerado pela certificação chega efetivamente à produção. O CEARTE abordará a capacitação necessária para o surgimento de novas microunidades de transformação, garantindo que o património têxtil artesanal se mantém como um pilar vivo da economia regional.

Este encontro afirma um compromisso coletivo para que a lã da Serra da Estrela deixe de ser um passivo ambiental e se consolide como motor de uma bio economia regional forte, competitiva e genuína.

Seia reúne profissionais de saúde nas II Jornadas “Construímos Pontes”

O Hospital Nossa Senhora da Assunção (HNSA) de Seia promove, nos dias 26 e 27 de fevereiro, um evento focado na humanização, inovação e segurança dos cuidados de saúde na Casa Municipal da Cultura.

Sob o mote inspirador “Construímos Pontes”, as II Jornadas do Hospital Nossa Senhora da Assunção (HNSA) preparam-se para transformar Seia num centro de debate e partilha de conhecimento científico. Durante dois dias, profissionais de saúde, especialistas e a comunidade local vão reunir-se para discutir estratégias que visam tornar o sistema de saúde mais humano, integrado e eficiente.

O evento arranca no dia 26 de fevereiro com uma forte tónica na inclusão e na segurança do doente. Entre os destaques da manhã está a sessão sobre a jornada pela inclusão no serviço de saúde e a sessão solene de abertura com o representante do SNS, do presidente da Câmara Municipal de Seia, do Presidente da do Conselho de Administração da ULS da Guarda e um representante do HNSA, seguindo-se a jornada pela inclusão no serviço de saúde. No período da tarde, as atenções viram-se para a segurança cirúrgica e para a humanização dos cuidados, culminando em debates sobre cuidados paliativos e o impacto emocional das doenças, exemplificado pela apresentação do livro “Cancro com Humor”, de Marine Antunes.

O segundo dia, 27 de fevereiro, será dedicado a áreas específicas como a pediatria, a reabilitação respiratória e os desafios da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) na região centro. O programa encerra com uma reflexão sobre a transição de cuidados em urgência e a literacia em saúde, reforçando a importância de circuitos de atendimento mais ágeis para o utente.

Para além das mesas-redondas, as Jornadas apostam na componente prática através de workshops especializados. Temas como Oxigenoterapia, Comunicação para Equipas de Excelência e Drenagem por Cateter Pleural estarão em foco, permitindo uma atualização técnica direta para os participantes.

O evento conta com o apoio da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda e de diversas entidades locais e nacionais, sublinhando o esforço coletivo para fortalecer as ligações entre os serviços de saúde e a população que servem.

Homem condenado a 130 horas de trabalho a favor da comunidade após abandonar cão em jangada improvisada na Barragem do Caldeirão  

O Comando Territorial da Guarda, através do Núcleo de Investigação de Crimes e Contraordenações Ambientais (NICCOA) da Guarda, identificou e constituiu arguido um homem de 41 anos, por abandono de animal de companhia, na Barragem do Caldeirão, no concelho da Guarda.

No seguimento de uma ocorrência registada em dezembro de 2024, amplamente divulgada e relacionada com o salvamento de um cão à deriva numa jangada improvisada na Barragem do Caldeirão, os elementos do NICCOA da Guarda iniciaram diligências de investigação, uma vez que o local não era compatível com a presença espontânea de um animal de companhia, levantando fundadas suspeitas de abandono.

As investigações permitiram apurar que o cão havia sido deliberadamente lançado à albufeira pelo seu proprietário, tendo sido deixado em situação de perigo iminente para a vida. Esta circunstância apenas não resultou num desfecho trágico devido à pronta e eficaz intervenção dos Bombeiros Voluntários da Guarda, que procederam ao resgate do animal com sucesso.

No decorrer da investigação, foi possível localizar e identificar o suspeito, que foi constituído arguido no dia 6 de janeiro de 2025.

Os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial da Guarda, que condenou o homem pela prática do crime de abandono de animal de companhia, aplicando-lhe uma pena de 130 horas de trabalho a favor da comunidade.

A GNR recorda que o abandono de animais é crime punível por lei e reforça o apelo ao respeito pelos direitos dos animais, reiterando o seu compromisso com a proteção e o bem-estar animal.

Despiste de trator em Seia (atualizada)

Um despiste de um trator, ocorrido esta tarde em Seia (quintas abaixo da Avenida Luís Vaz de Camões) resultou numa vítima encarcerada sob o veículo.

À chegada dos meios de socorro, a vítima, do sexo masculino e com cerca de 70 anos, encontrava-se em paragem cardiorrespiratória, estando neste momento a decorrer trabalhos de estabilização do trator para permitir a sua remoção em segurança.

No local estão a operar a SIV de Seia, a GNR de Seia e os Bombeiros Voluntários de Seia, com um total de três veículos e oito operacionais. Aguarda‑se ainda a chegada da equipa NICAV.

Atualização: Por volta das 19 horas foi declarado o óbito pelo delegado de saúde estando o corpo da vítima a ser transportado para o Instituto de Medicina Legal da Guarda.

Banda da Academia de Santa Cecília (São Romão) inicia celebrações do 75.º aniversário com debate sobre o futuro

A Banda da Academia de Santa Cecília (B.A.S.C.) dá o pontapé de saída nas comemorações do seu 75.º aniversário com uma iniciativa que privilegia a reflexão e o diálogo com a comunidade. No próximo dia 21 de fevereiro, às 16h30, a sede da instituição será o palco da tertúlia “O Futuro da Filarmonia”.

O evento pretende ser mais do que uma celebração festiva, assumindo-se como um fórum de debate sobre os desafios das bandas filarmónicas na sociedade contemporânea. A tertúlia será moderada pelo Jornal de Santa Marinha e contará com um painel diversificado de oradores: ​Maestro Marco Paulo (Perspetiva artística e técnica); Ana Monteiro (Socióloga); Teresa Pereira (Vereadora da Cultura) e Túlio Augusto (Setor académico/educativo).

​Fundada em 1951, a B.A.S.C. celebra as suas “Bodas de Diamante” reafirmando o seu papel central na formação musical e social da região. Esta tertúlia é a primeira de várias atividades integradas no programa comemorativo, reforçando o vínculo entre a instituição e os cidadãos.

A entrada é livre e a participação é aberta a toda a comunidade. Para encerrar o momento de partilha, será servido um “beberete” aos presentes.

Barragem de Girabolhos: um erro ambiental com consequências irreversíveis

Numa altura em que se fala tanto em barragens e em particular na mega barragem de Girabolhos, Seia, Guarda, é preciso esclarecer as pessoas e não omitir as graves consequências.

PORQUE SE CONTINUA A SACRIFICAR O INTERIOR RURAL EM BENEFÍCIO DO LITORAL URBANO?

Não são conjecturas, mas estudos e análises feitas por cientistas e organizações ambientais.A construção da barragem de Girabolhos, no rio Mondego, é um projeto antigo que nunca avançou por uma razão essencial, o seu impacto ambiental, social, climático e sanitário é profundamente destrutivo. Não se trata apenas de opções políticas ou entraves técnicos, mas do conhecimento científico acumulado ao longo de décadas, que demonstra que os custos desta obra superam largamente quaisquer benefícios.

Destruição de um ecossistema único.

A criação de uma mega albufeira implica a inundação irreversível de habitats naturais, a fragmentação de corredores ecológicos e a interrupção do regime natural do rio Mondego. Espécies animais e vegetais adaptadas a este ecossistema fluvial poderão desaparecer localmente, algumas de forma definitiva. A migração de peixes é bloqueada, a biodiversidade reduz-se drasticamente e o equilíbrio ecológico entra em colapso.

Qualidade da água, saúde pública e novas doenças.

A transformação de um rio vivo em água estagnada favorece a proliferação de algas tóxicas, bactérias e parasitas, degradando a qualidade da água. Estes fenómenos estão associados ao aumento de doenças dermatológicas, gastrointestinais e respiratórias, afetando pessoas, animais domésticos, gado e fauna selvagem. O risco de contaminação dos aquíferos aumenta e os custos de tratamento da água recaem sobre todos.

Alterações climáticas locais e impacto na Serra da Estrela.

Grandes barragens alteram o microclima regional. A substituição de solos naturais por extensas massas de água modifica a humidade, a temperatura e os padrões de precipitação. Numa região sensível como a Serra da Estrela, estas alterações podem reduzir a frequência e intensidade da queda de neve, afetar nascentes, solos agrícolas, ecossistemas de montanha e comprometer o equilíbrio hidrológico de toda a serra.

Anos de obras, poluição e degradação da vida das populações.

A construção da barragem implicaria anos ou mesmo décadas de obras pesadas, com desflorestação, explosões, poeiras tóxicas, ruído constante, vibrações e tráfego intenso de maquinaria pesada. Tudo isto compromete gravemente a saúde física e mental das populações locais, afasta o turismo sustentável e destrói a tranquilidade e identidade das aldeias afetadas.

Desvantagens graves frequentemente omitidas.

Emissões de gases com efeito de estufa: grandes albufeiras libertam metano devido à decomposição da matéria orgânica submersa.

Retenção de sedimentos: os sedimentos ficam presos na barragem, empobrecendo os solos a jusante, aumentando a erosão e reduzindo a vida útil da própria infraestrutura.

Risco sísmico induzido: grandes massas de água podem aumentar a pressão geológica e desencadear micro-sismos.

Perda de terras agrícolas férteis e de soberania alimentar local.

Falsa segurança hídrica: em contexto de secas prolongadas, barragens tornam-se menos eficazes.
Custos económicos ocultos: manutenção, dragagens, indemnizações, tratamentos de água e recuperação ambiental acabam por recair sobre os contribuintes.

Quem realmente beneficia desta barragem?

É fundamental esclarecer um facto que raramente é assumido de forma transparente: a população local não será a principal beneficiária da barragem de Girabolhos. Os impactos recaem sobre as populações de Seia, Gouveia e concelhos envolventes, mas os benefícios destinam-se sobretudo à área de Coimbra e a outras zonas a jusante, nomeadamente para abastecimento urbano, controlo de cheias e interesses económicos externos.

Vantagens alegadas vs. realidade.

Este é um modelo profundamente injusto, em que o interior sacrifica os seus recursos naturais para sustentar centros urbanos. As populações locais ficam com a destruição do território, a degradação ambiental e os riscos para a saúde, em troca de promessas vagas de desenvolvimento que, historicamente, raramente se concretizam.

Os defensores da barragem apontam produção de energia, regadio e controlo de cheias. No entanto, estes benefícios são limitados, incertos e temporários, especialmente num contexto de alterações climáticas. Existem alternativas já usadas noutros países: energias renováveis de baixo impacto, gestão eficiente da água, redução de perdas, retenção natural da água e reabilitação de rios — sem destruir ecossistemas inteiros.

Hipocrisia ambiental e cegueira coletiva.

É moralmente incoerente lamentar incêndios florestais, animais mortos e matas ardidas, enquanto se apoia uma obra que pode causar uma destruição ainda maior — apenas mais lenta e silenciosa. Não existem dois pesos e duas medidas quando a destruição é irreversível. Tudo não pode valer em nome do benefício imediato, esquecendo que os recursos naturais têm limites — tal como a própria incapacidade de compreender algo tão básico.

Estudo de Impacto Ambiental: informar para decidir

A lei exige Estudos de Impacto Ambiental rigorosos exatamente para evitar decisões cegas e irreversíveis. Informar as populações é um dever democrático. Ignorar a ciência é hipotecar o futuro em troca de ganhos imediatos.

Fontes:

iere.org

Jornal de Negócios

Notícias de Coimbra

Internacional Drivers

Sites de informação ambiental e científica.

Zero

rios livres

Presidenciais 2026: JSM acompanha contagem de votos da segunda volta – atualizado

Os eleitores do concelho de Seia regressaram este domingo às urnas para a segunda volta das eleições para a Presidência da República. A disputa final colocou frente a frente os candidatos António José Martins Seguro e André Claro Amaral Ventura.

Resultados do Concelho de Seia

Presidenciais: Seia dá vitória expressiva a António José Seguro na segunda volta

O concelho de Seia registou uma vitória clara de António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, com o candidato a reunir 68,59 % dos votos expressos.

De acordo com os dados oficiais, votaram 11 417 eleitores, o que corresponde a uma taxa de participação de 56,74 % dos 20 123 inscritos. A abstenção situou-se nos 43,26 %, mantendo-se como um dos traços marcantes do comportamento eleitoral local.

António José Seguro obteve 7 476 votos, mais do dobro dos registados por André Ventura, que alcançou 3 424 votos (31,41 %). A diferença entre os dois candidatos ultrapassou os 4 mil votos, traduzindo uma vantagem muito significativa no concelho.

Os votos em branco somaram 330 boletins (2,89 %), enquanto os votos nulos totalizaram 187 (1,64 %). Estes valores indicam que a maioria dos eleitores que se deslocou às urnas optou por uma das candidaturas, sendo reduzida a expressão de voto de protesto ou erro no preenchimento do boletim.

Apesar da vitória expressiva, quando considerados todos os eleitores inscritos, o candidato vencedor foi escolhido por cerca de 37 % do universo eleitoral total, um dado que volta a evidenciar o peso da abstenção.

No conjunto, os resultados em Seia revelam uma escolha clara por uma candidatura de perfil institucional e moderado, num ato eleitoral marcado por uma participação apenas ligeiramente acima de metade do eleitorado.

Presidenciais: participação desce e votos em branco sobem na segunda volta em Seia

A segunda volta das eleições presidenciais no concelho de Seia registou uma ligeira quebra na participação eleitoral face à primeira volta, acompanhada por um aumento expressivo dos votos em branco.

Dos 20 123 eleitores inscritos, votaram 11 417, menos 379 do que na primeira volta. A taxa de participação desceu de 58,62 % para 56,74 %, enquanto a abstenção subiu para 43,26 %, reforçando o seu peso como o maior bloco eleitoral no concelho.

Um dos dados mais marcantes desta segunda volta foi o crescimento dos votos em branco, que passaram de 128 (1,09 %) para 330 (2,89 %). Este aumento sugere que parte dos eleitores optou por participar, mas sem escolher qualquer um dos dois candidatos finalistas.

Já os votos nulos registaram apenas uma subida ligeira, de 169 para 187, mantendo uma expressão reduzida no conjunto dos resultados.

No essencial, os números indicam que a segunda volta mobilizou menos eleitores e que uma parte dos votantes preferiu não se rever em nenhuma das opções disponíveis, traduzindo-se num reforço do voto em branco, mais do que num aumento do voto nulo.


Alvoco da Serra

Carragozela e Várzea de Meruge

Girabolhos

Lapa dos Dinheiros

Loriga

Paranhos

Pinhanços

Sabugueiro

Sameice e Santa Eulália

Sandomil

Santa Comba

Santa Marinha

Santiago

São Martinho

São Romão

Sazes da Beira

Seia

Teixeira

Torrozelo e Folhadosa

Tourais e Lajes

Travancinha

Valezim

Vide e Cabeça

Vila Cova à Coelheira

Fonte oficial: https://www.presidenciais2026.mai.gov.pt/resultados/territorio-nacional?local=67230

“Dia do Doente” celebrado com música e solidariedade no Hospital de Seia

A Liga dos Amigos do Hospital Nossa Senhora da Assunção de Seia (LAHNSAS) vai organizar mais uma iniciativa em prol dos doentes que se encontram internados nesta unidade hospitar.

No “Dia do Doente”, que se comemora no próximo dia 11 de fevereiro, o Hospital Nossa Senhora da Assunção será palco, no dia 12 (quinta-feira), a partir das 15 horas, de um concerto pela Escola Profissional Serra da Estrela (EPSE). A música servirá como uma ferramenta terapêutica e de proximidade, quebrando a rotina hospitalar e oferecendo um momento de partilha e de alegria tanto aos doentes como aos profissionais de saúde que os acompanham.

​Entrega de lembranças

Para além da componente artística, o evento conta com uma vertente solidária fundamental: a entrega de prendas aos doentes, uma ação levada a cabo pela Liga dos Amigos do Hospital de Nossa Senhora da Assunção.
Este gesto simbólico reforça a missão da Liga em apoiar quem se encontra em situação de vulnerabilidade, garantindo que nenhum utente se sinta esquecido durante o seu período de recuperação.

​Para os alunos da EPSE, este concerto representa mais do que uma atuação; é uma oportunidade de exercerem a cidadania ativa e de oferecerem um momento de alento a quem enfrenta momentos de fragilidade na saúde.
No final haverá um lanche convívio preparado pelas voluntárias da Liga.

​A celebração do Dia do Doente em Seia reafirma o compromisso das instituições locais em humanizar os cuidados de saúde, lembrando que o carinho e a cultura são, muitas vezes, tão necessários quanto a medicina.

Município de Gouveia saúda avanço da Barragem de Girabolhos e exige contrapartidas para o território

O Município de Gouveia considera o anúncio da construção da Barragem de Girabolhos um momento decisivo para o concelho e para toda a região do Interior, encarando este projeto “como uma oportunidade concreta de desenvolvimento económico, agrícola e turístico, após mais de uma década de indefinições.”

Apesar de a infraestrutura não se localizar fisicamente no concelho, uma parte significativa da bacia hidrográfica associada à futura albufeira situa-se em território gouveense, o que torna o Município parte diretamente interessada no processo. “O concelho de Gouveia sempre assumiu a sua responsabilidade territorial e nacional. Reconhecemos a importância estratégica da Barragem de Girabolhos para a gestão da água, para a mitigação das cheias no Baixo Mondego e para a resposta aos ciclos de seca. Por isso, a nossa posição é claramente favorável à sua concretização”, afirma o Presidente da Câmara Municipal de Gouveia, Jorge Ferreira.

O autarca sublinha, no entanto, que esta solidariedade territorial deve ser acompanhada por benefícios claros para o concelho. “Gouveia não pode ser apenas o território que suporta parte dos impactos do projeto. Esta barragem tem de traduzir-se em oportunidades reais de desenvolvimento para a nossa população, para a agricultura, para o turismo e para a economia local”, reforça Jorge Ferreira.

Segundo o Presidente, a garantia de disponibilidade de água é fundamental para a modernização da atividade agrícola e para a atração de investimento ao território. “Sem água não há agricultura competitiva, não há valorização dos produtores locais e não há capacidade de fixar população. A Barragem de Girabolhos pode ser um verdadeiro motor de transformação do mundo rural em Gouveia”, destaca.

O Município vê igualmente na futura albufeira um forte potencial turístico, complementar à Serra da Estrela, com possibilidade de desenvolvimento de atividades de lazer, desportos náuticos e valorização das zonas fluviais. “Estamos perante uma oportunidade para criar um novo eixo de turismo de natureza, capaz de gerar emprego e dinamizar a economia local de forma sustentável”, acrescenta o autarca.

Ainda para Jorge Ferreira, a concretização da barragem deve ainda ser acompanhada por investimentos estruturantes nas acessibilidades. “Este projeto tem de vir associado à melhoria das ligações rodoviárias, nomeadamente ao eixo Gouveia–Mangualde e ao acesso à A25. Reduzir o isolamento do concelho é essencial para o seu desenvolvimento económico e social”, defende.

O Presidente da Câmara sublinha, também, a necessidade de compromissos concretos por parte do Estado Central, nomeadamente ao nível da justiça tarifária da água, dos benefícios energéticos e da resolução de constrangimentos estruturais históricos do território. “Um investimento desta dimensão tem de refletir-se em ganhos claros para quem acolhe este recurso estratégico. Falamos de tarifas mais justas, de benefícios energéticos para famílias e empresas e de infraestruturas que realmente mudem o futuro do concelho”, afirma.

Por fim, Jorge Ferreira recorda que o projeto chega com cerca de dez anos de atraso, lamentando as oportunidades perdidas para o Interior. “Este atraso teve custos reais para Gouveia e para toda a região. Ainda assim, este é o momento de olhar para a frente.”, sublinha.

O Município de Gouveia reafirma, assim, a sua disponibilidade para colaborar ativamente no desenvolvimento do projeto, defendendo que a Barragem de Girabolhos deve marcar o início de um novo ciclo de compromisso sério com o Interior do país. “A Barragem de Girabolhos tem de ser um ponto de viragem para Gouveia. O Município quer estar ao lado das soluções, do investimento e de uma política pública que acredita no Interior e não desiste dele”, conclui o Presidente da Câmara.